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27/10/2017

Sabias que?
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João Manuel Gonçalves Lourenço (Lobito, 5 de março de 1954) é um político angolano, presidente de Angola desde 26 de setembro de 2017[1][2]. Anteriormente foi Ministro da Defesa de Angola e cabeça de lista do MPLA nas eleições de agosto de 2017.
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Até então pouco conhecido do público, mas com bom trânsito no meio político e entre as forças armadas, em dezembro de 2016 passou a ser considerado o provável sucessor de José Eduardo dos Santos na liderança do partido Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e na Presidência de Angola.[3][4][5]
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Licenciado em história, já passou por várias posições dentro do partido e no estado angolano, incluindo deputado a Assembleia do Povo entre 1984 e 1992, presidente do Grupo Parlamentar do MPLA entre 1993 e 1998 e 1.º vice-presidente da Assembleia Nacional entre 2003 e 2014.[6] No dia 03 de Fevereiro de 2017 na 3º Reunião Ordinário do MPLA, é oficialmente anunciado como sendo cabeça de lista do MPLA nas eleições de 2017.[7]
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Primeiros anos
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É filho de Sequeira João Lourenço, natural de Malanje, e de Josefa Gonçalves Cipriano Lourenço, natural do Namibe, enfermeiro e costureira respectivamente, ambos já falecidos. Nasceu em Lobito e fez seus estudos primários e secundários na província do Bié, onde seu pai se encontrava na situação de residência vigiada por 10 anos. Sequeira esteve preso por três anos na prisão de São Paulo em Luanda, pelo exercício de actividade política clandestina, enquanto enfermeiro do Porto do Lobito.[3]

27/10/2017

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O Acordo de Alvor, assinado entre o governo português e os a principais movimentos de libertação de Angola, (MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola,[1] FNLA – Frente Nacional de Libertação de Angola e UNITA – União Nacional para a Independência Total de Angola), em Janeiro de 1975, em Alvor, no Algarve, estabeleceu os parâmetros para a partilha do poder, ou seja foi estabelecido com o propósito de limitar o poder entre os três movimentos acima já mencionados após a obtenção da independência de Angola, tida como necessária pelos dirigentes do novo regime português[2]
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Em entrevista à Agência Lusa, o dirigente socialista, António de Almeida Santos, que a 15 de Janeiro de 1975 era ministro da Coordenação Inter-Territorial e integrava a delegação portuguesa que assinou o acordo, refere que, assim que viu o documento, soube que "aquilo não resultaria".[3]
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De facto, pouco tempo depois do acordo ter sido assinado, os três movimentos envolveram-se em uma luta armado pelo controlo do país e, em especial, da sua capital, Luanda, no que ficou conhecido como a Guerra Civil de Angola.

27/10/2017

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A Guerra de Independência de Angola, também conhecida como Luta Armada de Libertação Nacional,[8] foi um conflito armado entre as forças independentistas de Angola — UPA/FNLA, MPLA e, a partir de 1966, a UNITA — e as Forças Armadas de Portugal. Na opinião do MPLA, a guerra teve início a 4 de Fevereiro de 1961, quando um grupo de cerca de 200 angolanos, supostamente ligados a este movimento,[9] atacou a Casa de Reclusão Militar, em Luanda, a Cadeia da 7.ª Esquadra da polícia, a sede dos CTT e a Emissora Nacional de Angola[10][11] No entanto, para Portugal e para a FNLA, a data é 15 de Março do mesmo ano,[8][9][12][13][14][15][16] data do massacre das forças de Holden Roberto, a UPA, na região Norte de Angola. A guerra prolongar-se-ia por mais 13 anos, terminando com um cessar-fogo em Junho (com a UNITA) e Outubro (com a FNLA e o MPLA) de 1974.[17] A independência de Angola foi estabelecida a 15 de Janeiro de 1975, com a assinatura do Acordo do Alvor entre os quatro intervenientes no conflito: Governo português, FNLA, MPLA e UNITA. A independência e a passagem de soberania ficou marcada para o dia 11 de Novembro desse ano.[18]
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Depois de quatro séculos de presença em território africano, no final do século XIX, Portugal achou-se no direito de reivindicar a soberania dos territórios desde Angola a Moçambique, junto das outras potências europeias. Para tal, teria lugar a Conferência de Berlim em 1884.[19] A partir desta data, foram várias as expedições efectuadas aos territórios africanos, às quais se seguiram campanhas militares com o objectivo de "pacificar" as populações.[19] A população tentou resistir mas, dada a superioridade bélica de Portugal, rapidamente abandonaram a resistência por meio das armas.[20] Décadas depois, Portugal foi colocado frente-a-frente com guerras de independência, a primeira das quais a de Angola, que também marcou o início da Guerra Colonial Portuguesa. Seguir-se-iam as da Guiné-Bissau (1963) e de Moçambique (1964). Influenciadas pelos movimentos de autodeterminação africanos do pós-guerra, o grande objectivo das organizações independentistas era "libertar Angola do colonialismo, da escravatura e exploração",[15] impostos por Portugal. Embora Angola fosse um território de grande riqueza de recursos naturais, nomeadamente em café, petróleo, diamantes, minério de ferro e algodão,[21] para o Governo de Portugal, liderado por António de Oliveira Salazar, o que era preciso defender era o regime e não a economia.[22] Muitas vezes incentivados pelo próprio Estado português, cerca de 110 000 imigrantes foram para as colónias africanas, a grande maioria para Angola, nas décadas de 1940 e 1950;[23] em 1960, dos cerca de 126 000 colonos residentes em Angola, 116 000 eram originários de Portugal.[24]
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Do ponto de vista militar, as tropas portuguesas tiveram que enfrentar uma guerra de guerrilha não-convencional, para a qual não estavam preparadas nem motivadas. O esforço de guerra recaiu sobre o Exército, dadas as características do conflito, apoiado por meios navais e aéreos. Inicialmente, o equipamento do exército português estava obsoleto (a maioria datava da Segunda Guerra Mundial e algum era mesmo anterior[25]), e o número de forças era de cerca de 6500 homens.[11] A partir do primeiro ano, as forças portuguesas passaram de 33 000 homens (1961) até atingir um contingente de 65 000 no final da guerra,[26] que reunia todos os ramos das Forças Armadas. Embora superior em homens, estes precisavam do apoio dos meios navais e aéreos, tacticamente mais fortes. No entanto, por falta de recursos para utilizar este meios, e pela natureza desgastante do conflito, Portugal foi perdendo a sua superioridade ao longo do conflito.[27] Para combater a guerrilha, Portugal teve de se adaptar com técnicas de contra-subversão a partir de 1966.[28] Em relação à guerrilha, esta estava completamente adaptada ao terreno e ao clima difícil de Angola: moviam-se sem dificuldade em pequenos grupos (10 a 40 elementos), aproveitando-se, ao nível logístico e operacional, do apoio das populações.[29] No entanto, uma das principais ameaças dos guerrilheiros vinha do seu interior: disputas tribais, diferenças étnicas e culturais.[30] Ao longo do conflito, a UPA/FNLA, o MPLA e a UNITA, que actuavam em diferentes regiões de Angola, por vezes defrontavam-se entre eles[3] Estas divergências iriam agudizar-se após a Independência de Angola, com a Guerra Civil Angolana.
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Em Portugal, a guerra colonial era há muito tempo contestada: a população via os seus familiares a morrer ou a ficarem deficientes; o país via os seus recursos financeiros a esgotarem-se, a produção a decair e a inflação a subir; e surgiam vozes discordantes do regime, desde a esquerda à direita, passando pela igreja católica, pelos movimentos estudantis e pelas associações sindicais.[31][32] Aliada a esta contestação social, e a uma pressão internacional sobre a condução da Guerra Colonial Portuguesa, vai crescendo a influência comunista sobre os militares portugueses. O fim da guerra em Angola culminará com um golpe de Estado militar em Portugal, a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974.

27/10/2017

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Instituição financeira é uma organização cuja finalidade é otimizar a alocação de capitais financeiros próprios e/ou de terceiros, obedecendo uma co-relação de risco, custo e prazo[1] que atenda aos objetivos dos seus patrocinadores (no sentido da palavra inglesa stakeholder), incluindo pessoas físicas ou jurídicas que tenham interesses em sua operação como acionistas, clientes, colaboradores, Cooperados, fornecedores, agências reguladoras do mercado onde a organização opere.
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A Instituição Financeira opera administrando um equilíbrio delicado entre moedas, prazos e taxas negociados para os capitais que capta (passivos) e para os que aplica (ativos) no mercado, respeitando os critérios e normas estabelecidos pelas agências reguladoras/supervisoras de cada mercado onde atue.[2]
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Um complicador para a governança do Sistema Financeiro é a taxa de alavancagem entre os passivos e ativos da Instituição Financeira, a qual exige um contínuo monitoramento, e pode levar a eventuais intervenções pelas agência reguladoras ou supervisoras, visando administrar o risco sistêmico.[3]
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Funções

Instituições financeiras fornecem serviços como intermediários dos mercados financeiros . Em termos gerais, existem três principais tipos de instituições financeiras :[4][5]
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instituições depositárias - instituições que aceitam tomar e gerir depósitos, além de fazer empréstimos, incluindo bancos, sociedades de construção, cooperativas de créditos , empresas de confiança e empresas de empréstimo hipotecário;
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instituições contratuais - companhias de seguros e fundos de pensãos;
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instituições de investimento - bancos de investimento, subscritores, corretoras.

27/10/2017

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A Guerra Civil Angolana foi um conflito armado em Angola, que teve início em 1975 e continuou, com alguns intervalos, até 2002. A guerra começou imediatamente após Angola se tornar independente do domínio de Portugal, em Novembro de 1975. Antes disso, um conflito de descolonização (1974/75) e a Guerra de Independência de Angola (1961-1974), tinha ocorrido. A guerra civil angolana foi essencialmente uma luta pelo poder entre dois antigos movimentos de libertação, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). Ao mesmo tempo, a guerra serviu como um campo de batalha substituto durante a Guerra Fria e o forte envolvimento internacional, directa e indirectamente e por forças opostas, como a União Soviética, Cuba, África do Sul e Estados Unidos, foi uma característica importante do conflito.[16]
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O MPLA e a UNITA tinham raízes diferentes no tecido social angolano e lideranças incompatíveis entre si, apesar de seu objectivo comum de acabar com a ocupação colonial portuguesa. Embora ambos tivessem tendências socialistas, os dois grupos posicionavam-se como "marxista-leninista" e "anticomunista", respectivamente, por forma a mobilizar apoio internacional.[nota 1] Um terceiro movimento, a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), lutou contra o MPLA junto com a UNITA durante a guerra pela independência e o conflito de descolonização, mas quase não teve um papel significativo na guerra civil. Além disso, a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), uma associação de grupos militantes separatistas, lutava pela independência da província angolana de Cabinda.
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A guerra, que durou 27 anos, pode ser dividida em três períodos de grandes combates — 1975-1991, 1992-1994 e 1998-2002 — intercalados por frágeis períodos de paz. O MPLA conseguiu a vitória em 2002, mas com um custo de mais de 500 mil mortes e mais de um milhão de pessoas que foram obrigadas a se deslocar para o interior do território do país. A guerra devastou a infraestrutura de Angola e danificou seriamente a administração pública, os empreendimentos económicos e as instituições religiosas da nação.
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A Guerra Civil Angolana foi notável, devido à combinação da violenta dinâmica interna de Angola e a maciça intervenção estrangeira. O conflito tornou-se uma batalha da Guerra Fria, visto que a União Soviética e os Estados Unidos, juntamente com seus respectivos aliados, prestaram assistência militar significativa às partes envolvidas na guerra. Além disso, o conflito angolano teve impacto na Segunda Guerra do Congo, na vizinha República Democrática do Congo, bem como com na Guerra da Independência da Namíbia.

27/10/2017

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O mar Negro (originalmente chamado de Ponto Euxino) é um mar interior situado entre a Europa, a Anatólia e o Cáucaso, ligado ao oceano Atlântico através dos mares Mediterrâneo e Egeu e por diversos estreitos. O Bósforo o liga ao mar de Mármara, e o estreito de Dardanelos o conecta à região do Egeu. Estas águas separam o Leste da Europa da Ásia ocidental. O mar Negro também liga o mar de Azov ao estreito de Kerch.
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O mar Negro tem uma área de 436 400 quilômetros quadrados,[1] uma profundidade máxima de 2 206 metros,[2] e um volume de 547 000 quilômetros cúbicos.[3] Forma-se numa depressão elíptica de orientação leste-oeste, situada entre a Bulgária, a Geórgia, a Romênia, a Turquia e a Ucrânia,[4] e é limitado pelas montes Pônticos, ao sul, e pelo Cáucaso a leste. Sua maior extensão leste-oeste é de cerca de 1 175 km.
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A origem do Mar Negro é tema de debates entre diversos especialistas. Há indícios de que já experimentou recuos e avanços ao longo das épocas geológicas, particularmente em épocas mais recentes durante à Era do gelo. Há uma teoria sobre um Dilúvio do Mar Negro, que pode ser a origem das lendas sobre um dilúvio divino e a dispersão dos Indo-europeus da região.
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O mar Negro apresenta um balanço hídrico positivo, que resulta num fluxo de 300 km³ de água por ano através dos estreitos do Bósforo e de Dardanelos para o mar Egeu, parte do Mediterrâneo. As águas mediterrâneas fluem para dentro do mar Negro como parte de um deslocamento hídrico de duas mãos; a água do mar Negro é mais fria e menos salgada e portanto flutua sobre as águas mais quentes e salgadas que vêm do Mediterrâneo e é por esse motivo que as pessoas conseguem flutuar nele. O mar Negro também recebe água doce dos diversos sistemas fluviais da Eurásia situados ao seu norte, dos quais o Don, o Dnieper e o Danúbio são os mais significantes.
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O nome "mar negro" se dá devido à presença de grande quantidade de sais minerais que dão uma coloração escura. Foi conhecido pelos gregos como Ponto Euxino, e pelos turcos e turcomanos como Karadeniz.

27/10/2017

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As Quedas de Kalandula são quedas de água situadas no município de Kalandula, província de Malanje, em Angola.
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As Quedas de Kalandula estão localizadas no rio Lucala, o mais importante afluente do rio Kwanza. Ficam a cerca de 80 km da cidade de Malanje, capital da província e a 420 km de Luanda, a capital do país. Com uma extensão de 410 metros e uma altura de 105, são as segundas maiores de África.[1][2]
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Até 1975 (no tempo colonial) eram conhecidas pelo nome de Quedas do Duque de Bragança.

27/10/2017

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A defesa civil ou proteção civil (AO 1945: protecção civil) é o conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas a evitar ou minimizar os desastres naturais e os incidentes tecnológicos, preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social.
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Dependendo do país e da época, a defesa civil é também referida por termos como "defesa passiva", "segurança civil" ou "gestão de emergências".
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Definição
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A defesa ou proteção civil constitui o processo contínuo pelo qual todos os indivíduos, grupos e comunidades gerem os perigos num esforço de evitar ou de amenizar o impacto resultante da concretização daqueles perigos. As ações a tomar dependem em parte das percepções do risco por parte dos a ele expostos. Uma defesa ou proteção civil eficiente baseia-se na integração de planos de emergência, com envolvimento de agentes governamentais e não governamentais a todos os níveis. As atividades desenvolvidas a qualquer nível irão afetar os outros níveis. É comum colocar a responsabilidade pela defesa ou proteção civil governamental a cargo de instituições especializadas ou integrada na estrutura convencional dos serviços de emergência.
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Contudo a defesa ou proteção civil deverá começar no nível mais baixo e só deverá passar para o próximo nível organizacional quando os recursos do nível antecedente estiverem esgotados.
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Designação
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Em diversos países, desde o final da Guerra Fria, o termo "defesa civil" tem vindo a ser substituído por outros alternativos como "proteção civil" ou "gestão de emergências". A antiga defesa civil focalizava-se sobretudo na proteção dos civis contra ataques militares, sobretudo ataques aéreos, sendo inicialmente também conhecida como "defesa passiva". O moderno pensamento focaliza-se sobretudo na proteção da população civil em tempo de paz, além da sua proteção também em tempo de guerra. Na sequência da mudança da focalização da guerra para a paz, na década de 1970, alguns países europeus começaram a substituir o termo "defesa civil" pelo de "proteção civil" que acabou por se tornar quase universal no âmbito da União Europeia. Numa mudança semelhante, os Estados Unidos, substituíram o termo "defesa civil" por "gestão da emergência" ("emergency management" em inglês). Por outro lado, em alguns países, os termos "defesa civil" e "proteção civil" não são exatamente sinónimos. Por exemplo, nos países que seguem a doutrina da defesa total - que implica uma defesa onde são empregues todos os recursos nacionais - a defesa civil constitui um conceito mais alargado que o de proteção civil, incluindo todas as componentes não militares da defesa nacional. No âmbito desta doutrina, a defesa civil engloba a própria proteção civil e ainda outras componentes como a defesa cultural, a defesa económica, a segurança ambiental e a segurança interna.

27/10/2017

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O Independentismo catalão é uma corrente política, derivada do nacionalismo catalão, que reivindica a independência da Catalunha ou dos Países Catalães, face à Espanha e França, e a sua livre e direta integração na União Europeia. O independentismo catalão assenta-se no princípio de que a Catalunha é uma nação, aludindo à sua história, cultura, língua própria e direito civil, e afirma que esta não alcançará a sua plenitude cultural, social e económica enquanto fizer parte da Espanha.
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O partido político que atualmente representa de forma mais explícita esta corrente é Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que utiliza a Constituição Espanhola de 1978 e participa ativamente na vida política catalã e espanhola, usando as regras do jogo democrático com o objetivo de conseguir, por via pacífica, o direito à autodeterminação da Catalunha, ou seja, alcançar a independência desta comunidade autónoma espanhola.
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Uma parte dos partidários desta corrente política não só aspira a independência da Catalunha, como também a anexação dos denominados Países Catalães: Comunidade Valenciana, Ilhas Baleares, Rossilhão na França (a denominada Catalunha Norte), Faixa de Aragão (Aragão), El Carxe (comarca de Múrcia) e Alguer (na Sardenha, Itália), os quais, juntamente com Comunidade Autónoma da Catalunha (excluindo o Vale de Arão), uma vez independentes, formariam um grande Estado confederado catalão.

A bandeira que identifica o independentismo catalão é a Estelada.

27/10/2017

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A Independência do Brasil é um processo que se estende de 1821 a 1825 e coloca em violenta oposição o Reino do Brasil e o Reino de Portugal, dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como uma consequência da Revolução Liberal do Porto, tomam decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir novamente o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.
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Antecedendo o processo de independência do Brasil, mas com fortes influências sobre o mesmo, ocorre a transferência da corte portuguesa para o Brasil. Em 1807, o exército francês invadiu o Reino de Portugal, que se recusava a se juntar ao bloqueio continental contra o Reino Unido. Incapaz de resistir ao ataque, a família real e o governo português fugiram para o Brasil, que era então a mais rica e desenvolvida das colônias lusitanas.[1][2] A instalação do Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro traz uma série de transformações políticas, econômicas e sociais que levam à decisão do Príncipe Regente D. João, consumada em 16 de dezembro de 1815, de elevar o Brasil à condição de reino, unido com sua ex-metrópole.
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Porém, em 1820, uma revolução liberal eclodiu em Portugal e a família real foi forçada a retornar para Lisboa. Antes de sair, no entanto, D. João nomeia o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Fiel ao seu pai, o príncipe-regente vê sua condição complicada pela vontade política das cortes portuguesas em repatriá-lo e de retornar o Brasil ao seu antigo estatuto colonial. Oficialmente, a data comemorada para independência do Brasil é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado "Grito do Ipiranga", às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo). Em 12 de outubro de 1822, o príncipe foi proclamado imperador pelo nome de Pedro I e o país leva o nome de Império do Brasil.
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Assim começou a guerra de independência que vê nascer e atuar o exército brasileiro, formado a partir da contratação de mercenários, do alistamento de civis e de tropas coloniais portuguesas,[3] contra aquelas que permaneceram fiéis ao Reino de Portugal em algumas partes do país.[4] Em meio ao conflito, há em Pernambuco o levantamento da Confederação do Equador, que pretendia formar seu próprio governo, republicano, mas foi duramente reprimido. Depois de três anos de conflito armado, Portugal finalmente reconheceu a independência do Brasil, e em 29 de agosto de 1825 foi assinado o Tratado de Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal. Em troca, o Brasil se comprometeu a pagar ao Reino de Portugal uma indenização substancial e assinar um tratado de comércio com o Reino Unido, para indenizá-lo por sua mediação.

27/10/2017

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A Guerra de Independência dos Estados Unidos, Guerra Revolucionária Americana (1775–1783), Guerra Americana da Independência,[1] ou simplesmente Guerra Revolucionária nos Estados Unidos, foi um conflito armado entre o Reino da Grã-Bretanha e as Treze Colônias na América do Norte, que haviam declarado sua independência como os Estados Unidos da América.[2]
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Logo após a Guerra dos Sete Anos, começou a crescer nas colônias britânicas na América um sentimento de descontentamento com a metrópole, baseado em diferenças filosóficas e políticas exacerbadas com o azedamento dos laços entre a Coroa e os povos da colônia. Após a introdução da Lei do selo de 1765, os Patriotas (como se chamavam os americanos pró-independência) protestaram contra a ideia de "taxação sem representatividade" e iniciaram boicotes contra os ingleses; um grupo conhecido como "Filhos da Liberdade" acabaram destruindo um carregamento de chá no ancoradouro de Boston. O governo britânico respondeu fechando os portos da cidade e passou medidas punitivas contra Massachusetts. Os colonos, por sua vez, instituíram as "Resoluções de Suffolk", estabelecendo um governo paralelo para tentar tirar dos ingleses o controle das áreas fora da cidade de Boston. Representantes das colônias americanas estabeleceram então o Congresso Continental para coordenar os esforços de resistência e estabelecer comitês e convenções para efetivamente tomar o poder.
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Em abril de 1775, os britânicos tentaram desarmar as milícias rebeldes que tomaram a zona rural de Massachusetts, precipitando o primeiro confronto armado da guerra. Os milicianos americanos então cercaram Boston e, eventualmente, em março de 1776, forçaram os ingleses a evacuar. Ao mesmo tempo, os revolucionários tentaram invadir o Quebec para tentar trazer os canadenses ao conflito, mas falharam. A 2 de julho de 1776, com a escalada da violência por todas as Treze Colônias, o Congresso Continental votou por independência, proclamando-a dois dias depois, em 4 de julho.[3] Sir William Howe, comandante do exército britânico nas Colônias estadunidenses, ordenou um contra-ataque e suas forças lançaram uma invasão ao norte, conquistando a cidade de Nova Iorque e partes de Nova Jérsei, abalando a moral dos revolucionários americanos. Contudo, vitórias rebeldes em Trenton e Princeton restauraram a confiança na causa americana. Em 1777, os britânicos, sob comando do general John Burgoyne, lançaram uma grande campanha para limpar os estados de Nova Iorque e Vermont, isolando a região da Nova Inglaterra. O comando inglês, porém, não agiu de forma coesa, com o general Howe preferindo realizar uma campanha própria, capturando Filadélfia. Sem apoio, Burgoyne acabou sendo derrotado na decisiva Batalha de Saratoga, em outubro de 1777.
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A vitória rebelde em Saratoga foi decisiva na guerra; ela convenceu a França (rival da Inglaterra) a entrar no conflito ao lado dos americanos em 1778. No ano seguinte, a Espanha, através do Pacte de Famille, se aliou aos franceses e aos americanos. Os britânicos tiveram de mudar de estratégia, com o general Charles Cornwallis movendo tropas para uma ampla campanha no sul, onde a presença lealista era mais forte, porém isto não se traduziu em vantagem. Em 1780, tensões cresceram e ameaçaram escalar o conflito para longe do continente americano, por exemplo com a deflagração da Guerra Anglo-Holandesa. Os ingleses começaram a sofrer uma série de revezes (como na importante Batalha de Cowpens), forçando Cornwallis a recuar até Yorktown, na Virgínia, onde planejou uma evacuação. Então, a marinha francesa derrotou a armada britânica em Chesapeake, cortando a rota de fuga dos ingleses. Um exército franco-americano, sob comando de Comte de Rochambeau e George Washington, marchou sobre Yorktown e forçou a rendição de Cornwallis e suas tropas.
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A guerra nas Treze Colônias sempre dividiu opiniões no Parlamento Britânico, com os Whigs se opondo aos Tories, que eram favoráveis a continuação do conflito. Após a rendição de Cornwallis, em outubro de 1781, o movimento anti-guerra na Inglaterra ganhou força. Em 1782, os parlamentares britânicos votaram por encerrar todas as operações militares na América do Norte, embora as hostilidades que haviam se alastrado na Europa continuassem; o Reino Unido eventualmente derrotaria os espanhóis em Gibraltar e na Batalha do Cabo de São Vicente, enquanto também venciam os franceses na Batalha de Saintes. Na Índia, o Reino de Mysore havia se aliado aos franceses contra a Inglaterra, mas o conflito por lá só terminou em 1784.
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Em 3 de setembro de 1783, os beligerantes assinaram o Tratado de Paris, formalmente encerrando a guerra, onde o Reino Unido reconheceu a soberania dos Estados Unidos como uma nação independente. O envolvimento da França no conflito se mostrou decisivo para a vitória americana, mas, no geral, os franceses ganharam muito pouco e viram sua economia entrar em colapso. A Espanha foi outra que, apesar de estar no lado dos vitoriosos, não conseguiu conquistar muita coisa. Os holandeses, que também estavam em guerra contra a Inglaterra, acabaram sofrendo grandes perdas financeiras e territoriais.[4]

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