PGR/ DNIC
Sem Deus nao so nada! Obrigado senhor nosso Deus por tudo…
Muito interessante.
Tive um amigo que ganhou uma bolsa para estudar no Canadá. Depois de três anos no estrangeiro, regressou renovado, cheio de vida e novas ideias.
Quando o visitei, brinquei:
"Então, Malanga! Toda essa comida fez-te engordar? Mudaste muito, pá!"
Rimos os dois.
Ele sorriu e respondeu:
"Meu irmão, se visses a diferença entre Angola e o Canadá, até chorarias. Só o sistema escolar já te obriga a respeitar-te."
Fiquei curioso.
"Como assim?" – perguntei.
E então ele contou algo que me marcou profundamente.
"Na minha escola no Canadá, os professores não dão zero. Mesmo quando um aluno se sai mal, arranjam sempre uma forma de o incentivar. A nota mínima é 40%."
Fiquei surpreendido.
"Mesmo que o aluno escreva quase nada, ainda assim recebe 40%?"
Ele assentiu.
"Sim. E um dia perguntei ao meu professor porquê. Disse-lhe: ‘Professor, por que não dar zero? Não é esse o castigo do fracasso?’"
O professor respondeu-lhe com uma humanidade que mudou o seu olhar sobre a educação:
"Nenhum ser humano merece zero. Como posso dar zero a alguém que acorda cedo todos os dias para vir aprender? Como posso dar zero a quem tenta, mesmo quando ainda não consegue? Aqui, não avaliamos apenas respostas – reconhecemos o esforço. Porque todos merecem sentir-se valorizados."
O meu amigo fez uma pausa e disse:
"Muteka, naquele dia entendi o verdadeiro significado da educação. Lá não ensinam apenas livros. Ensinam valores."
As palavras dele fizeram-me recordar a minha infância.
Muitos de nós crescemos num sistema onde a humilhação parecia normal. Onde um zero era motivo de exposição e vergonha. Onde a disciplina era confundida com dureza.
Hoje percebo: muitos não falharam por falta de inteligência, mas porque foram levados a acreditar que não tinham valor.
A verdade é simples:
🔸 Os zeros destroem a confiança.
🔸 A vergonha mata o interesse.
🔸 E um aluno que acredita que não vale nada, deixa de tentar.
Por isso, deixo esta mensagem:
Professores, pais e educadores,
precisamos de mudar a forma como ensinamos.
A criança precisa de orientação, não humilhação.
Precisa de ser corrigida, não diminuída.
Precisa de ser incentivada, não quebrada.
Com amor, paciência e respeito, podemos transformar vidas.
Podemos construir uma Angola melhor, começando pela sala de aula.
Porque toda criança merece uma oportunidade — nunca vergonha.
Se acredita na mudança, partilhe esta mensagem com educadores, colegas e na sua escola.
De: BC 🇦🇴
Muito interessante.
Tive um amigo que ganhou uma bolsa para estudar no Canadá. Depois de três anos no estrangeiro, regressou renovado, cheio de vida e novas ideias.
Quando o visitei, brinquei:
"Então, Malanga! Toda essa comida fez-te engordar? Mudaste muito, pá!"
Rimos os dois.
Ele sorriu e respondeu:
"Meu irmão, se visses a diferença entre Angola e o Canadá, até chorarias. Só o sistema escolar já te obriga a respeitar-te."
Fiquei curioso.
"Como assim?" – perguntei.
E então ele contou algo que me marcou profundamente.
"Na minha escola no Canadá, os professores não dão zero. Mesmo quando um aluno se sai mal, arranjam sempre uma forma de o incentivar. A nota mínima é 40%."
Fiquei surpreendido.
"Mesmo que o aluno escreva quase nada, ainda assim recebe 40%?"
Ele assentiu.
"Sim. E um dia perguntei ao meu professor porquê. Disse-lhe: ‘Professor, por que não dar zero? Não é esse o castigo do fracasso?’"
O professor respondeu-lhe com uma humanidade que mudou o seu olhar sobre a educação:
"Nenhum ser humano merece zero. Como posso dar zero a alguém que acorda cedo todos os dias para vir aprender? Como posso dar zero a quem tenta, mesmo quando ainda não consegue? Aqui, não avaliamos apenas respostas – reconhecemos o esforço. Porque todos merecem sentir-se valorizados."
O meu amigo fez uma pausa e disse:
"Muteka, naquele dia entendi o verdadeiro significado da educação. Lá não ensinam apenas livros. Ensinam valores."
As palavras dele fizeram-me recordar a minha infância.
Muitos de nós crescemos num sistema onde a humilhação parecia normal. Onde um zero era motivo de exposição e vergonha. Onde a disciplina era confundida com dureza.
Hoje percebo: muitos não falharam por falta de inteligência, mas porque foram levados a acreditar que não tinham valor.
A verdade é simples:
🔸 Os zeros destroem a confiança.
🔸 A vergonha mata o interesse.
🔸 E um aluno que acredita que não vale nada, deixa de tentar.
Por isso, deixo esta mensagem:
Professores, pais e educadores,
precisamos de mudar a forma como ensinamos.
A criança precisa de orientação, não humilhação.
Precisa de ser corrigida, não diminuída.
Precisa de ser incentivada, não quebrada.
Com amor, paciência e respeito, podemos transformar vidas.
Podemos construir uma Angola melhor, começando pela sala de aula.
Porque toda criança merece uma oportunidade — nunca vergonha.
Se acredita na mudança, partilhe esta mensagem com educadores, colegas e na sua escola.
De: Adé Casimiro Walianenhi 🇦🇴
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