Uma África Desconhecida

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Seja muito bem-vindo! Exploração do conhecimento africano

A Uma África Desconhecida tem como objeto principal a produção de conteúdos históricos ligados ao continente africano, e a sua disporá, promovendo o legado histórico e cultural assim como a compreensão do seu povo.

🇦🇴 A🇦🇴

03/03/2026

ATON: O PRINCÍPIO DA FÉ MONOTEÍSTA HUMANA

A história humana remonta a milhares de séculos e, muitas vezes, apresenta-se fragmentada. Normalmente, quando falamos do princípio das religiões monoteístas, evocamos imediatamente a história de Abraão, que rompeu com o politeísmo na terra de seus pais e passou a seguir o monoteísmo uma fé centrada em um único Deus.

Séculos antes de Abraão, porém, surgiu no Kemet (antigo Egipto) um homem chamado Akenaton. Coincidência ou não, assim como narrado na tradição abraâmica, Akenaton rompeu com o politeísmo kemético e passou a seguir uma fé centrada em uma única divindade: o disco solar Aton.

Mas por que Akenaton centrou sua fé no sol?
Porque o disco solar representava a manifestação mais visível, universal e vital da divindade. O sol era fonte de luz, energia e vida para todos os seres, simbolizando ordem, verdade e dependência total da humanidade a uma única fonte criadora. Diferentemente das divindades locais e antropomórf**as, o sol era universal brilhava para todos tornando-se um símbolo ideal de unif**ação religiosa e também política.

Há mais de três mil anos, todas as divindades egípcias foram oficialmente substituídas por um deus único: Aton, o disco solar irradiante, símbolo da vida, do amor e da verdade. Essa reforma abalou profundamente o clero todo-poderoso de Tebas.

As representações artísticas mostram Nefertiti e Akenaton de forma excêntrica, em sintonia com o espírito inovador do casal real.
Na história do Egipto antigo, não há casal mais emblemático do que o rei Akenaton e sua esposa Nefertiti, no século XIV a.EC. Por mais incomuns que fossem suas representações, o fascínio que exercem não se limita aos seus aspectos físicos.

Ambos tornaram-se figuras simbólicas da civilização egípcia por terem protagonizado o único cisma religioso profundo conhecido ao longo dos três mil anos de história egípcia. Ao destituir o todo-poderoso clero de Amon para impor um deus único, representado pelo disco solar Aton, Akenaton abriu, pela primeira vez na história da humanidade, um caminho institucional rumo ao monoteísmo.

O reinado deste faraó, por muito tempo erroneamente qualif**ado como “herético”, situa-se no final da efervescente XVIII dinastia, por volta de 1358 a.EC. A civilização egípcia encontrava-se em plena apoteose. O Egipto jamais havia alcançado tamanha opulência e refinamento. Após as grandes conquistas de Tutmósis III, o período era de relativa paz. Amenófis III, pai de Akenaton, expandiu pelo Oriente o poder e o brilho de Tebas, transformando-a no centro de um vasto império internacional.

O deus Amon era amplamente venerado. O clero de Tebas tornara-se mais poderoso e influente do que nunca, constituindo um verdadeiro “Estado dentro do Estado”. Essa situação já havia preocupado diversos soberanos que, em vão, tentaram conter as ambições políticas dos chefes religiosos. Amenófis III tinha plena consciência do perigo que esse contra-poder representava para a autoridade real.

A descoberta de seu palácio, construído na margem oeste do Nilo, distante de Karnak o que não era habitual levou alguns pesquisadores a sugerirem a hipótese de uma ruptura voluntária com o clero de Amon. O próprio nome do palácio, “A casa de Nebmaatré é o disco resplandecente”, associava o soberano ao disco solar. Tiya, esposa de Amenófis III durante trinta anos, já venerava o disco solar Aton mais intensamente do que Amon, o deus oficial.
Na educação de seu filho, o futuro Akenaton, Tiya incentivava o culto desse deus cujo ideograma reflete a natureza: o olho de uma divindade celeste, cujo círculo evoca a íris e o ponto central a pupila. Após a fundação da nova cidade Akhetaton ela permaneceu em Tebas, possivelmente para manter o equilíbrio entre o clero de Aton e o de Amon, evitando tensões populares.

Para o egiptólogo Alexandre Varille, “a revolução de Akenaton foi mais uma reação contra o poder temporal de Amon do que uma modif**ação profunda da religião. O famoso Hino ao Sol de Amarna exprime a mesma filosofia unitária presente em múltiplos textos do mais antigo Egipto.” Desde o início do período histórico, a religião egípcia já se apresentava organizada, refletida e sistematizada pelos teólogos, mantendo uma notável uniformidade ao longo de três milênios.

Essa harmonia intelectual traduziu-se em uma reflexão teológica praticamente ininterrupta, cuja inspiração brotava de suas próprias tradições. Por exemplo, os textos religiosos gravados nas pirâmides da V e VI dinastias foram copiados nas tumbas do Médio Império e novamente utilizados na XXVI dinastia. Esse caráter singular pode surpreender, pois transmite a impressão de um vasto amálgama de divindades provenientes de todas as regiões do Egipto, mas sustentado por uma profunda unidade conceitual.

📚 Referências Bibliográf**as

✓Griffiths, J. G. História do Antigo Egipto. Lisboa: Editorial Presença, 2010.
✓Vercoutter, J. O Egipto e o Próximo Oriente. São Paulo: EDUSP, 2012.
✓Assmann, J. Religião no Egipto Antigo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.

✓Cheikh Anta Diop. Civilização ou Barbarismo: O Fundamento Histórico do Homem Negro. Lagos: Published in Africa, 1989.

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22/02/2026

𝐋𝐄𝐍𝐃𝐀𝐒 𝐄 𝐅𝐎𝐋𝐂𝐋𝐎𝐑𝐄 𝐀𝐅𝐑𝐈𝐂𝐀𝐍𝐎 (Ananse a ar**ha 🕷️ inteligente

O continente africano é berço de histórias, mitos e lendas que viajaram ao longo dos tempos até chegarem até nós hoje. Estas histórias, transmitidas de geração em geração, constituem parte essencial da identidade cultural africana e são um testemunho vivo da riqueza e diversidade dos seus povos. Esta viagem ao coração das lendas africanas é um convite a explorar estas fascinantes histórias que lançam luz sobre as tradições, crenças e valores deste continente.

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20/02/2026

O COMÉRCIO DE AFRICANOS NAS ROTAS TRANSARIANAS SOB O MUNDO ISLÂMICO

As rotas transarianas constituíram, durante mais de um milénio, um dos mais importantes sistemas de intercâmbio comercial do mundo pré-moderno. Longe de ser uma barreira intransponível, o Deserto do Saara funcionou como um vasto corredor de circulação económica, cultural e religiosa.

Essas rotas ligavam a África Ocidental e o Sahel (regiões dos antigos impérios do Gana, Mali e Songhai), o Norte da África (Magrebe), Egito, Médio Oriente

Por meio de caravanas organizadas frequentemente compostas por centenas de camelos circulavam ouro, sal, marfim, tecidos, especiarias e manuscritos. Além das mercadorias, difundiam-se ideias, tecnologias e o Islão, que se expandiu profundamente pelo Sahel a partir do século VIII.

A importância dessas rotas não era apenas económica. Elas estruturaram a formação de cidades como Timbuktu e Gao, consolidaram reinos africanos e integraram a África a sul do Saara ao sistema comercial afro-euro-asiático.

Dentro dessa ampla rede de intercâmbio, o comércio de escravos tornou-se um dos componentes mais signif**ativos e duradouros. Com a expansão islâmica a partir do século VII, o tráfico humano foi integrado a um sistema jurídico e comercial de forma ampla.

Sob a liderança de Maomé, a escravidão foi regulamentada pela lei islâmica (Sharia). O próprio Maomé possuía escravos, a escravidão era um meio de incorporação do infiel, os africanos capturados ou comercializados nas regiões do Sahel eram transportados através do Saara para diversos destinos, incluindo, como o, Egito, Iêmen, Península Arábica, Iraque, Regiões do Golfo Pérsico, Índia ,áreas do Oceano Índico, alcançando inclusive partes da China

Em menor escala, também foram vendidos a mercadores cristãos italianos, especialmente de Veneza e Génova, bem como para cidades muçulmanas da Península Ibérica.

FUNÇÕES E CASTRAÇÃO DOS ESCRAVOS

Segundo o historiador Alberto da Costa e Silva, africanos do Sahel eram utilizados nos canaviais nos arredores de Ceuta, além de ampliarem a criadagem doméstica, integrarem haréns e comporem exércitos de reis e califas.

Os soldados escravizados eram particularmente valorizados. Por serem estrangeiros e não possuírem vínculos de linhagem ou alianças locais, eram considerados politicamente mais confiáveis. Em várias regiões do mundo islâmico medieval, tropas formadas por escravos desempenharam papel central na sustentação do poder estatal.

Entre os cativos, os eunucos figuravam entre os mais caros. Os escravos eram submetidos à castração de modo a se evitar a miscigenação entre os povos locais. A castração geralmente realizada na infância implicava altíssimas taxas de mortalidade, com estimativas de sobrevivência entre 20% e 30%. Os que sobreviviam podiam ocupar cargos de elevada confiança, como: Administração palaciana, supervisão de haréns, funções religiosas em mesquitas até cargos na burocracia estatal. O seu elevado valor comercial refletia tanto a raridade quanto a relevância institucional das funções que desempenhavam.

O tráfico transaariano de escravos integrou-se a uma rede comercial que funcionou por mais de mil anos.

CONSULTAS:

✓N’DIAYE, Tidiane. O Genocídio Velado: Investigação Histórica (Le Génocide Voilé). Paris: Gallimard, 2008.

✓COSTA E SILVA, Alberto da. A Manilha e o Libambo: A África e a Escravidão, de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.

✓KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra – Volume I e II (Histoire de l’Afrique Noire). Lisboa: Publicações Europa-América, 2006.

✓WRIGHT, John. O Comércio Transaariano de Escravos (The Trans-Saharan Slave Trade). Londres: Routledge, 2007.

✓AUSTEN, Ralph A. A África Transaariana na História Mundial (Trans-Saharan Africa in World History). Oxford: Oxford University Press, 2010.

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17/02/2026

A HISTÓRIA REAL DE WHIPPED PETER: O HOMEM QUE EXPÔS A BRUTALIDADE DA ESCRAVIDÃO EM UMA FOTO

Esta é uma foto real de um homem que sofreu e mostrou ao mundo a crueldade da escravidão. Em 1863, no auge da Guerra Civil Americana, uma fotografia mostrou ao mundo as atrocidades da escravidão. Nela, um homem negro de costas, sentado, exibia cicatrizes profundas, em relevo, marcando toda a sua pele. Aquela imagem tornou-se um símbolo da crueldade do sistema escravista. O homem da fotografia ficou conhecido como “Whipped Peter” mas seu nome verdadeiro era Gordon.

Mais de 150 anos depois, sua história inspiraria o filme Emancipation, protagonizado por Will Smith. Mas a realidade histórica é ainda mais brutal do que qualquer dramatização.

Quem Foi Peter (Gordon)?

Gordon era um homem escravizado em uma plantação de algodão na Louisiana, propriedade de John e Bridget Lyons. Em um contexto de extrema violência, ele foi severamente chicoteado por um capataz identif**ado em relatos como um homem chamado Artayou Carrier.

O castigo foi tão brutal que as feridas infeccionaram, formando queloides grossas e permanentes. O próprio Gordon relatou que o açoite durou cerca de dez minutos e que ficou semanas acamado se recuperando, a violência física era instrumento de controlo, intimidação e desumanização sistemática.

Em março de 1863, Gordon decidiu fugir. Sabia que poderia ser morto. Sabia que cães farejadores seriam usados contra ele. Sabia que, se capturado, sofreria punições ainda piores. Ele percorreu cerca de 60 km pelos pântanos da Louisiana durante aproximadamente 10 dias. Para despistar os cães, esfregava cebola no corpo e atravessava cursos d’água sempre que possível.

Faminto, debilitado e exausto, conseguiu alcançar as linhas do Exército da União em Baton Rouge. Ali, pela primeira vez, foi tratado como um ser humano. No acampamento militar, médicos examinaram suas costas. Um fotógrafo registrou a imagem.

A fotografia foi publicada na revista Harper’s Weekly em julho de 1863. A imagem de Gordon transformou o debate em evidência visual incontestável.

Após recuperar-se, Gordon alistou-se no Exército da União como soldado do Corpo de Tropas de Cor. Lutou pela própria liberdade e pela liberdade de outros.

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17/02/2026

UM LUGAR PARA OS JUSTOS NA TERRA: A CONCEPÇÃO EGÍPCIA DA VIDA ETERNA NUM LUGAR DE PAZ 🕊️

Diferente do que se pensa, o conceito de uma vida eterna na terra em pura paz, onde somente os justos irão residir nela, depois de passarem por um julgamento não é novo, e nem se pretende apenas na bíblia, aliás a bíblia esses ensinamentos vêm de longe, assim como outros povos africanos que acreditam numa vida além do físico, os egípcios acreditavam numa concepção de vida além dos túmulos memorias. Por este motivo eles tinham uma forte observância nos princípios regentes da Maat e outros aspectos ligados à morte.

Num dos nossos artigos anteriores já falamos sobre a Maat e inclusive publicamos os 42 princípios que muito se assemelham aos 10 mandamentos da lei de Moisés.

No Egito Antigo sempre houve uma preocupação com a vida além-túmulo, muitas concepções foram construídas ao longo de três mil anos de história. Na crença egípcia acreditava-se que o ser humano era dividido em partes físicas e não físicas, no momento da morte elas se separavam e voltariam a se reunir no outro mundo. As partes físicas eram: O corpo físico (Ket), a sombra (Shut), o nome (Ren) e o coração (Ib).As partes não físicas: A força vital (Ka), princípio da mobilidade (Ba) e o princípio da imortalidade (Akh).

Uma dasconcepções de vida após a morte bastante presente no contexto funerário dos faraós dizia que após a morte,o defunto se juntaria ao deus Rá em sua barca, ajudando-o a vencer a serpente Apep a qual enfrentaria todas as noites. Com a vitória, o sol poderia renascer em um novo dia.

Com as dinastias do Reino Médio (2050-1750 a.C.) as práticas funerárias se popularizaram e a mumif**ação tornou-se acessível a todas as pessoas.

𝐀 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐞𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚 𝐧𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐢́𝐬𝐨:

A concepção mais aceita pelos antigos egípcios, a partir desse momento, foi a de uma vida eterna no Paraíso Agrário do deus Osíris, que foi um deus cultuado desde as primeiras dinastias do Egito Antigo, primeiramente foi adotado como deus da vegetação. Sua missão na terra, juntamente com sua esposa e irmã, a deusa Isis, era ensinar a agricultura, as leis, as confecções de objetos e a religião para os egípcios.

Osíris se tornou um deus adorado por todo o Egito, seu irmão Seth era muito invejoso e queria tomar o seu trono. Seth elaborou um plano, mandando construir uma arca com as medidas exatas de seu irmão. Em uma festa, Seth ofereceu a arca como presente para quem pudesse entrar nela. Vários deuses tentaram e nenhum se encaixou. Quando Osíris entrou na arca coube perfeitamente, então Seth prendeu-o lacrando a arca com chumbo. Logo após, o deus é lançando ao rio Nilo, morrendo afogado. Isis utilizando-se de magia recupera o corpo de seu marido e retorna para o Egito, com medo ela o esconde, porém Seth encontra-o. Tomado pelo ódio, Seth corta o corpo do irmão em 14 partes e as espalha pelo Egito. Isis recupera essas partes com a ajuda de outros deuses, como Anúbis. Eles então mumif**am Osíris que renasce tornando-se juiz da Sala das Duas Verdades.

A morte não era o fim para os antigos egípcios.O maior medo era se tornar um morto para sempre. Isso aconteceria quando o egípcio não era justo em vida e infringisse uma das 42 regras de Maat. Para assegurar que o defunto se juntaria a Osíris, ele deveria passar por um julgamento que aconteceria na Sala das Duas Verdades. O morto seria guiado pelo deus Anúbis, que através da magia, o coração (Ib) seria retirado para a pesagem. O coração era uma das partes mais importantes para o egípcio, pois era a consciência.

De um lado da balança seria depositado o coração e do outro estaria a pena de Maat (símbolo da verdade e da justiça). A sentença era dada e os resultados eram anotados pelo deus Toth. Se fosse positivo, o morto se juntaria ao deus Osíris e viveria eternamente nos campos de Aaru (Paraíso Agrário). Se negativo, o coração do defunto seria devorado pela deusa Âmit, divindade com corpo de leão, pernas de hipopótamo e cabeça de crocodilo. Assim, o morto desapareceria, pois para os egípcios eram necessária todas as partes para renascer no outro mundo. Por esse motivo, muitos amuletos e fórmulas mágicas foram produzidos para assegurar que o coração não se virasse contra seu dono, garantindo a boa passagem do morto para o além.

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16/02/2026

𝐀 𝐂𝐎𝐒𝐌𝐎𝐋𝐎𝐆𝐈𝐀 𝐄𝐆𝐈𝐏𝐂𝐈𝐀: A VISÃO AFRICANA DO UNIVERSO

Não se pode falar de religião sem incluir o antigo Egipto, ou mesmo no comum todo o continente africano, pois tudo que hoje sabemos sobre a religião moderna, têm como grandes influências na cosmologia africano em paralelo a egípcia. Muitos aspectos fundamentados hoje nas religiões modernas como por exemplo o cristianismo, judaísmo ou o islamismo já existiam nas sociedades africanas e principalmente na egípcia antiga. Neste artigo vamos apresentar de forma breve uma visão sobre a cosmologia egípcia

O que é a cosmologia? A palavra “𝐜𝐨𝐬𝐦𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚”signif**a o estudo do universo como um todo, e de sua forma e natureza como um sistema físico.

Na visão egípcia, o universo era concebido como um vasto oceano primordial chamado 𝐍𝐮𝐧,que representava o caos e a origem de todas as coisas. Dentro desse oceano, surgiram montanhas chamadas 𝐁𝐞𝐧𝐛𝐞𝐧, onde o deus solar 𝐑á, também conhecido como 𝐑á-𝐀𝐭𝐮𝐦, emergiu como uma forma primordial. Rá era considerado o deus criador que trazia ordem e luz ao mundo.
A cosmologia egípcia também incluía a crença em uma divindade feminina chamada 𝐌𝐚𝐚𝐭, que representava a ordem cósmica, a justiça e a verdade.

𝐌𝐚𝐚𝐭 era responsável por manter o equilíbrio e a harmonia no universo. Os egípcios acreditavam que, para garantir a sobrevivência do mundo, eles precisavam seguir os princípios de 𝐌𝐚𝐚𝐭 em suas vidas diárias. O historiador Grego Heródoto (500 BCE) afirmou: “𝑫𝒆 𝒕𝒐𝒅𝒂𝒔 𝒂𝒔 𝒏𝒂çõ𝒆𝒔 𝒅𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐, 𝒐𝒔 𝑬𝒈í𝒑𝒄𝒊𝒐𝒔 𝒔ã𝒐 𝒐𝒔 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒇𝒆𝒍𝒊𝒛𝒆𝒔, 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒔𝒂𝒖𝒅á𝒗𝒆𝒊𝒔 𝒆 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒓𝒆𝒍𝒊𝒈𝒊𝒐𝒔𝒐𝒔”.

𝑨𝒍𝒈𝒖𝒏𝒔 𝒂𝒔𝒑𝒆𝒄𝒕𝒐𝒔 𝒊𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒂 𝒄𝒐𝒔𝒎𝒐𝒍𝒐𝒈𝒊𝒂 E𝒈í𝒑𝒄𝒊𝒂

𝐃𝐮𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐥í𝐛𝐫𝐢𝐨:

Os egípcios acreditavam que o universo era governado por uma dualidade fundamental entre as forças do caos (representadas por Nun) e as forças da ordem (representadas por Rá e Maat). Essas forças opostas precisavam ser equilibradas para manter a harmonia cósmica. 𝐌𝐚𝐚𝐭 era a personif**ação da ordem cósmica, justiça, verdade e equilíbrio. Os egípcios acreditavam que seguir os princípios de Maat era essencial para a harmonia e a estabilidade do universo.

Ma-at é o netert (deusa), que representa o princípio da ordem cósmica. Este conceito é que não só os homens, mas também a neteru (deuses, deusas) em si foram governados e sem os quais neteru (deuses, deusas) não possuem função.

O excelente condicionamento físico dos Egípcios era devido ao uso e aplicação de realidades metafísicas em sua vida diária em outras palavras sua completa consciência cósmica as cenas de atividades diárias encontradas dentro de túmulos Egípcios, mostram uma forte correlação perpétua entre a terra e o céu. As cenas mostram representações gráf**as de todos os tipos de atividades: caça, pesca, agricultura, tribunais de justiça, e de todos os tipos de artes e ofícios.

Ao retratar estas atividades diárias, na presença da neteru (deuses, deusas), ou com o seu auxílio, signif**ava sua correspondência cósmica. Os Egípcios Antigos mais religiosos nunca, dentre as centenas de papiros e em outras escritas de superfícies referiram-se a um ser humano como um “descobridor” ou como um “inventor”.

𝐎 𝐢𝐧𝐢𝐜𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐏𝐫é 𝐂𝐫𝐢𝐚çã𝐨 “𝐍𝐮𝐧” ( 𝐎 𝐧𝐚𝐝𝐚 ):

Cada texto Egípcio sobre a criação começa com a mesma crença básica, de que antes do início das coisas havia um abismo-liquido primitivo em todos os lugares, sem fim e sem limites ou direções. Os Egípcios chamavam este oceano cósmico/caos aquático, 𝐍𝐮/𝐍𝐲/𝐍𝐮𝐧 o estado não polarizado da matéria. A água é desforme, e por si mesma ela não assume qualquer forma, tampouco resiste a ser moldada. Os cientistas concordam com os Egípcios Antigos sobre a descrição da origem do universo como sendo um abismo. Os cientistas se referem a esse abismo como a sopa de 𝐧ê𝐮𝐭𝐫𝐨𝐧𝐬, onde não há nem elétrons nem prótons, somente nêutrons formando um enorme núcleo extremamente denso. Nu / Ny / Nun é o “Ser-Subjetivo”, o símbolo da não formação, indeterminado, energia/matéria indiferenciada, inerte ou inativa, o estado não criado antes da criação; ele em si não pode ser a causa de sua transformação.

Os primeiros textos Egípcios Antigos recuperados há 5.000 anos atrás mostram a crença de que a 𝐏𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚 causou a criação do Mundo. No livro Egípcio chamado O Livro da 𝑹𝒆𝒗𝒆𝒍𝒂çã𝒐 𝒑𝒆𝒍𝒂 𝑳𝒖𝒛 (𝘦𝘳𝘳𝘰𝘯𝘦𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘦 𝘤𝘰𝘮𝘶𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘵𝘳𝘢𝘥𝘶𝘻𝘪𝘥𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘖 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘰 𝘥𝘰𝘴 𝘔𝘰𝘳𝘵𝘰𝘴), o texto escrito mais antigo do mundo, afirma:

“𝑬𝒖 𝒔𝒐𝒖 𝒐 𝑬𝒕𝒆𝒓𝒏𝒐 … 𝑬𝒖 𝒔𝒐𝒖 𝒂𝒒𝒖𝒆𝒍𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒓𝒊𝒐𝒖 𝒂 𝑷𝒂𝒍𝒂𝒗𝒓𝒂 … 𝑬𝒖 𝒔𝒐𝒖 𝒂 𝑷𝒂𝒍𝒂𝒗𝒓𝒂" …

Também encontramos no Livro da Vaca Divina (encontrado nos santuários de Tut-Ankh-Amen) que os céus e os seus anfitriões vieram a existir meramente pelo pronunciamento da palavra, e cujo som por si só evoca coisas. Assim que o seu nome é pronunciado, logo as coisas passam a existir A palavra Egípcia ‘𝐧𝐞𝐭𝐞𝐫’ ou natureza, ou ‘netjer’, signif**a um poder que é capaz de gerar vida e mantê-la depois de gerada.’ Como todas as partes da criação passam pelo ciclo de nascimento-vida-morte-renascimento, assim são conduzidas as energias durante as fases deste ciclo.

𝐀 𝐟𝐨𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐮𝐝𝐨:

Os Egípcios antgos acreditavam que o Divino era e é a fonte de toda a sua existência. O Divino é a origem de tudo o que existe e é através das Forças Divinas que o universo foi criado e está sendo mantido. É por isso que todos os aspectos do conhecimento no Egito Antigo são creditados aos atributos/aspectos/qualidades do Divino, ou seja, a neteru (deuses/deusas). No Egito todas as operações das forças que governam e trabalham no céu foram transferidos para a terra abaixo … ele deve sim ser dito que todo o cosmos habita nele [Egito] como em seu santuário …”

Cada ação, não importa quão mundana, era em certo sentido, um ato de correspondência cósmica: lavrar, semear, colher, fabricação de cerveja, o dimensionamento de uma caneca de cerveja, a construção de navios, ao travar-se guerras, jogar os jogos, todos eram vistos como símbolos terrenos para atividades divinas. No Egito, o que hoje chamamos de 𝐫𝐞𝐥𝐢𝐠𝐢ã𝐨, era tão amplamente reconhecida que nem sequer precisava de um nome. Para eles, não se percebia diferenças entre o sagrado e o mundano. Todo o seu conhecimento que era baseado nessa consciência cósmica foi incorporado em suas práticas diárias, as quais se tornaram tradições.

𝐀𝐦𝐞𝐧-𝐑𝐞𝐧𝐞𝐟 ( 𝐎 𝐢𝐧𝐝𝐞𝐭𝐞𝐫𝐦𝐢𝐧𝐚𝐝𝐨)

Os Egípcios antigos reconheciam que nenhum ser humano poderia definir o indefinível, eles acreditavam na presença de uma potência desconhecida e ilimitada, tão majestosa para se comunicar com o universo criado, e que sem esse poder, nenhuma criação pode existir.

Fora do universo e de sua natureza cíclica, é o que os Egípcios Antigos denominavam por ‘Amen-Renef’, o qual não é um nome de qualquer entidade, mas uma sentença que signif**a, O Que possui Essência Desconhecida. Neste reino do incognoscível, não há palavras, qualquer expressão do pensamento humano poderia ser falada, e os Egípcios profundamente religiosos nunca o fizeram, e só poderia ser transmitida pela negação de todas as qualidades, os Egípcios diriam: Cujo nome é desconhecido por toda neteru (deuses, deusas) É aquele que não tem definição, ou seja, não pode ser definido/descrito por qualquer termo humano.

•𝑨𝒒𝒖𝒆𝒍𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒏ã𝒐 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒖𝒊 𝒊𝒎𝒂𝒈𝒆𝒎;
•𝑨𝒒𝒖𝒆𝒍𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒏ã𝒐 𝒕𝒆𝒎 𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂.
•𝐀𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞 𝐬𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐦𝐞ç𝐨 𝐞 𝐬𝐞𝐦 𝐟𝐢𝐦; 𝐞𝐭𝐜, 𝐞𝐭𝐜.

A neteru (deuses, deusas) são as energias/poderes/forças divinas que, através de suas ações e interações, criaram, mantiveram, e continuam a manter o universo. A neteru (deuses, deusas), e suas funções, foram reconhecidas posteriormente por outros como anjos. O Cântico de Moisés no Deuteronômio (32:43), como aquele encontrado em uma caverna em Qumran perto do Mar Morto, menciona a palavra deuses no plural: “𝑨𝒍𝒆𝒈𝒓𝒂𝒊-𝒗𝒐𝒔, Ó 𝒄é𝒖𝒔, 𝒄𝒐𝒎 𝒆𝒍𝒆; 𝒆 𝒇𝒂𝒛𝒆 𝒓𝒆𝒗𝒆𝒓ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒂 𝒆𝒍𝒆, ó 𝒅𝒆𝒖𝒔𝒆𝒔”.
Quando a passagem é citada no Novo Testamento (Hebreus, 1: 6), palavra deuses é substituído por ‘anjos de Deus’. As esferas de neteru (também conhecidas como anjos e arcanjos no Cristianismo) são hierárquicas entre os níveis/reinos do universo.

Em resumo, a cosmologia egípcia antiga via o universo como uma entidade animada, governada por divindades e sujeita a leis divinas de equilíbrio e ordem. Essa visão de mundo era profundamente enraizada na religião e na mitologia do Antigo Egito, e influenciou muitos aspectos da vida cotidiana e da sociedade egípcia. E hoje a religião moderna detém muitos aspectos da cosmologia egípcia.



S𝐮𝐠𝐞𝐬𝐭õ𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚:

•𝐌𝐨𝐮𝐬𝐭𝐚𝐟𝐚 𝐆𝐚𝐝𝐚𝐥𝐥𝐚 (𝘈 𝘊𝘰𝘴𝘮𝘰𝘭𝘰𝘨𝘪𝘢 𝘌𝘨í𝘱𝘤𝘪𝘢 𝘖 𝘜𝘯𝘪𝘷𝘦𝘳𝘴𝘰 𝘈𝘯𝘪𝘮𝘢𝘥𝘰)
•The Ancient Egyptian Books of the Afterlife" por Erik Hornung
The Oxford Handbook of Ancient Egyptian Religion" editado por Donald B. Redford
•"The Mind of Egypt: History and Meaning in the Time of the Pharaohs" por Jan Assmann
•The Ancient Egyptian Pyramid Texts" por James P. Allen
•The Mind of Egypt: History and Meaning in the Time of the Pharaohs" por Jan Assmann

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16/02/2026

O LEÃO E O CHACAL: FÁBULA DOS POVOS CUANHAMA DE ANGOLA

Era um vez, um chacal que possuía uma cabra dirigiu-se ao leão, que era dono de um bode, e apresentou-lhe uma proposta:

— Leão, empresta-me o teu bode para cobrir a minha cabra. E quando nascerem os filhotes, dividiremos o resultado de forma justa.

O leão, confiante, aceitou o acordo e cedeu o bode. Passado algum tempo, da união nasceram dois cabritos, um macho e uma fêmea.

De modo a cumprir o acordo, o chacal procurou o leão e entregou-lhe a fêmea.

— Aqui está a tua parte. Ficarei com o macho para futuros cruzamentos disse o Chacal.

Mas o leão, apoiando-se na sua força e autoridade, respondeu com arrogância:

-Olha, menino, vais ter que me dar os dois filhos da tua cabra, porque se o meu bode não tivesse fecundado a tua cabra e não os tivesse gerado, ela nunca poderia ter esses dois filhos, portanto são meus.

O chacal respondeu ao leão muito amedrontado:

-Isso não é justo leão eu assim fico sem nada. Estás a querer roubar-me!

– Olha chacal, se não concordas temos que reunir uma assembleia de bichos para julgar esta questão respondeu o leão.

A reunião foi marcada para dois dias depois. Sabendo que não poderia enfrentar o leão sozinho, o chacal procurou alguém que defendesse os seus direitos. Escolheu o cágado, conhecido pela sua prudência e inteligência.

No dia do julgamento, todos os animais se reuniram no local. Mas o cágado não aparecia. A espera prolongou-se até quase ao pôr do sol, causando impaciência geral.

Quando finalmente o cágado chegou, a hiena, sempre provocadora, reclamou:

— Que falta de respeito cágado! Faz-nos esperar o dia inteiro!

O cágado então respondeu calmamente:

— Peço desculpas pelo atraso. Vim mais tarde porque tive de assistir ao meu pai… que deu à luz.

A assembleia explodiu em gargalhadas.

— Estás a mentir! gritou a hiena. — Desde quando um macho dá à luz, será o teu pai um fenómeno único? Um macho que dá luz.

O cágado olhou serenamente para os presentes e disse:

-Não cara hiena, vocês estão todos reunidos aqui porque o leão afirma que o seu bode teve dois cabritos. Então o meu pai não é diferente do bode do leão.

Fez-se um silêncio total. O argumento do leão caíra por terra.

Diante da lógica irrefutável, a assembleia decidiu que o acordo inicial deveria ser respeitado. O chacal ficou com o seu cabrito macho, e o leão manteve apenas a fêmea que lhe fora entregue.E assim com a sabedoria do cágado o problema foi resolvido.

MORAL DA FÁBULA

A mentira precisa de imposição; a verdade sustenta-se sozinha. A força pode silenciar vozes, mas não legitima a injustiça. O poder intimida, porém não substitui a verdade.

Somente a razão, sustentada pela lógica e pela coerência, é capaz de revelar o que é justo.

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15/02/2026

𝐌𝐀𝐍𝐒𝐀 𝐀𝐁𝐔𝐁𝐀𝐊𝐀𝐑𝐈 𝐈𝐈: 𝐎 𝐈𝐌𝐏𝐄𝐑𝐀𝐃𝐎𝐑 𝐃𝐎 𝐌𝐀𝐋𝐈 𝐐𝐔𝐄 𝐂𝐇𝐄𝐆𝐎𝐔 𝐀 𝐀𝐌𝐄́𝐑𝐈𝐂𝐀 𝐀𝐍𝐓𝐄𝐒 𝐃𝐄 𝐂𝐎𝐋𝐎𝐌𝐁𝐎

Cerca de 200 anos antes de Cristovão Colombo chegar à América em 1492, os navios do imperador Mansa Abubakari II, do Império do Mali, já teriam chegado ao continente em 1312, mais precisamente na região onde hoje f**a a cidade do Recife. E não somente: segundo historiadores, Bakr teria permanecido no “Novo mundo”, estabelecido contato diplomático com as populações locais, e até mesmo realizado transações comerciais de troca, levando frutas e outros cultivos de volta para a África.
Os relatos históricos da viagem do imperador do Mali vêm de escritos do historiador sírio Ibn Fadlallah al-Umari, que teria se encontrado com Abu Bakr II e publicado o relato das viagens em 1342 o estudo dos escritos levou o historiador maliano Gaoussou Diawara a publicar o livro “𝐀 𝐒𝐚𝐠𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐛𝐮𝐛𝐚𝐤𝐚𝐫𝐢 𝐈𝐈 … Ele Partiu com 2000 Barcos”, no qual detalha a saga do antigo rei do império Mali. Segundo consta, enquanto o boa parte do mundo conhecido de então acreditava que o fim do mundo estaria do outro lado do Atlântico, Abubakari desconfiava e cria mo que poderia encontrar outra margem se atravessasse o mar.

𝐀 𝐜𝐨𝐦𝐢𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐛𝐮𝐛𝐚𝐤𝐚𝐫𝐢:

A imensa comitiva de Abubakari teria saído em 1311 com 2 mil embarcações da costa de onde hoje é a Gâmbia para viajar até Recife levando homens, mulheres, gado e outros animais o desembarque em Recife teria acontecido no ano seguinte. O próprio nome “Pernambuco” seria, segundo o historiador, uma corruptela da expressão maliana “Boure Bambouk“, que signif**a “campos de ouro”, e traços e influências da cultura do Império de Mali foram encontrados por todo o continente quando da chegada dos espanhóis e portugueses, quase dois séculos depois.

𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐟𝐨𝐢 𝐀𝐛𝐮𝐛𝐚𝐤𝐚𝐫𝐢 𝐈𝐈

Segundo a história, Abubakari II reinava um dos maiores e mais ricos impérios do mundo Mali controlava toda a região do oeste africano com especial abundância de riqueza pela descoberta de grandes quantidades de ouro. No período de seu reinado o império era um grande centro de excelência na cidade de Timbuktu foi fundada uma das primeiras universidades do mundo, que recebia milhares de alunos em seus tempos áureos. O desejo de desbravar os mares, porém, teria falado mais alto e, segundo os historiadores, Abubakari II teria largado o trono em favor do irmão para atravessar o oceano e chegar na América.

Uma África Desconhecida
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Conhecendo a África Desconhecida

A África é o berço da humanidade. Foi aqui onde evoluiu o homem moderno, que depois se espalhou pelo globo, mesmo que muitos não aceitem a África é um continente de Reis e Rainhas e sempre foi um continente rico. Hoje África é vista como um continente pobre e cheio de miséria, mas ela não era assim.

Aqui vamos mostra-lhe que a África que você conhece não é a verdadeira África.

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