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MINSA MOBILIZA DIRECTORES HOSPITALARES PARA A IDENTIFICAÇÃO DE CANDIDATOS ÀS 735 VAGAS DE FORMAÇÃO NO BRASILSelecção dev...
24/10/2026

MINSA MOBILIZA DIRECTORES HOSPITALARES PARA A IDENTIFICAÇÃO DE CANDIDATOS ÀS 735 VAGAS DE FORMAÇÃO NO BRASIL

Selecção deverá obedecer aos critérios de elegibilidade e às necessidades prioritárias do Sistema Nacional de Saúde, no quadro das oportunidades formativas previstas para 2027

O Ministério da Saúde, através do Projecto de Formação dos Recursos Humanos da Saúde (PFRHS), mobilizou os directores das unidades hospitalares e os responsáveis dos Gabinetes Provinciais de Saúde para a identificação e indicação de profissionais elegíveis às 735 vagas da primeira fase das oportunidades de formação especializada no Brasil, no quadro da cooperação bilateral entre Angola e a República Federativa do Brasil.

A orientação foi transmitida durante uma reunião de coordenação realizada na Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, que reuniu responsáveis dos Gabinetes Provinciais de Saúde, dirigentes hospitalares e membros da Unidade de Implementação do Projecto (UIP-PFRHS).

O encontro foi presidido pelo coordenador do PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, e contou com a participação, por videoconferência, do director-geral do Instituto de Especialização em Saúde (IES), neurocirurgião Dr. Djamel Kitumba, além de responsáveis de instituições hospitalares e membros da equipa técnica de especialidades da UIP-PFRHS.

Em cumprimento das orientações da ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, a coordenação destacou a necessidade de alinhar a selecção dos candidatos com a carência de especialistas, as prioridades assistenciais das unidades sanitárias e os requisitos definidos pelas instituições formadoras brasileiras.

Durante a reunião, os responsáveis hospitalares apresentaram questões relacionadas com a adequação das vagas às necessidades das respectivas instituições e com a disponibilidade de profissionais que reúnam os requisitos exigidos para admissão aos programas de formação.

Perante estas preocupações, a coordenação solicitou que as instituições sem candidatos elegíveis ou cujas vagas não correspondam às necessidades identificadas comuniquem atempadamente essas situações, permitindo avaliar alternativas e eventuais possibilidades de redistribuição.

Foi igualmente recomendada a actualização das necessidades formativas de cada instituição, organizadas por ordem de prioridade.

Os directores das unidades hospitalares deverão promover a divulgação interna das oportunidades e identificar os profissionais que preencham os requisitos específicos de cada curso.

Para a candidatura, são exigidos o diploma de graduação numa profissão da área da saúde, certificado ou declaração comprovativa de exercício profissional ou de formação na especialidade, curriculum vitae actualizado, documento comprovativo do vínculo com o Governo de Angola, documento de identificação, comprovativo de residência e preenchimento do formulário específico de recolha de informações. Para os cursos que o exigem, deverá igualmente ser apresentado o diploma de graduação em Fonoaudiologia. A admissão está ainda condicionada à aprovação numa entrevista online que será feita pela entidade formadora brasileira, sendo a experiência comprovada em Clínica Médica ou cirúrgica, Atenção Hospitalar considerada opcional, conforme os critérios definidos para cada oportunidade.

As instituições deverão remeter a relação nominal dos candidatos seleccionados, acompanhada da documentação exigida para cada curso, do relatório da selecção interna e de uma nota de encaminhamento devidamente assinada e carimbada. A documentação deverá ser organizada nos modelos disponibilizados, preservando o formato original dos ficheiros, de modo a assegurar a correcta consolidação e validação das informações. O processo deverá observar as disposições aplicáveis, nomeadamente o Decreto Executivo n.º 80/24, de 17 de Abril, bem como as orientações específicas das instituições formadoras.

Além das 735 vagas da primeira fase, foram referidas perspectivas de disponibilização de cerca de 1.500 oportunidades de formação ao longo de 2027.

As oportunidades abrangem especializações e estágios de curta, média e longa duração em áreas como nefrologia, anestesiologia, oncologia, medicina interna, ginecologia e obstetrícia, neurocirurgia, oftalmologia, neuropediatria, entre outras especialidades médicas, cirúrgicas e de enfermagem.

A reunião abordou igualmente as perspectivas de cooperação com Portugal e Itália, incluindo iniciativas de formação em cirurgia minimamente invasiva, cuja concretização dependerá da conclusão dos procedimentos administrativos e financeiros necessários.

Foi também destacada a importância de envolver instituições de ensino superior e unidades hospitalares nacionais com capacidade para desenvolver programas especializados, contribuindo para o reforço da formação no país.

No período reservado aos diversos, a coordenação informou que os exames de admissão ao segundo ciclo de especialidades de enfermagem serão realizados amanhã, sábado, 24 de Outubro, em vários pontos do país.

A oferta contempla novas especialidades de Enfermagem Oncológica, enfermagem forense e Enfermagem do Trabalho, bem como formação em Enfermagem Cardiológica, desenvolvida em parceria institucional.

Foram igualmente abordadas acções de capacitação em gestão hospitalar e gestão em saúde, destinadas a reforçar as competências de administração, planeamento e organização das unidades sanitárias. Destacou-se ainda a previsão para este ano dos cursos de especialidade em Saúde Pública e Entomologia em parceria com a Fiocruz do Brasil.

No encerramento, foi reiterada a importância da articulação entre a UIP-PFRHS, o Instituto de Especialização em Saúde, os Gabinetes Provinciais de Saúde e as direcções hospitalares para assegurar o cumprimento dos procedimentos estabelecidos e o aproveitamento das oportunidades formativas.

A iniciativa enquadra-se nos esforços do Ministério da Saúde para reforçar a disponibilidade de profissionais especializados, responder às necessidades prioritárias do Sistema Nacional de Saúde e melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população.

Fonte: GTICI – MINSA/IES/UIP-PFRHS, Luanda, 23 de Outubro de 2026

#2027

MINSA CONFIRMA 6.699 CANDIDATOS ADMITIDOS À REALIZAÇÃO DOS EXAMES DE ACESSO À SEGUNDA FASE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM...
19/10/2026

MINSA CONFIRMA 6.699 CANDIDATOS ADMITIDOS À REALIZAÇÃO DOS EXAMES DE ACESSO À SEGUNDA FASE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM

Provas realizam-se a 24 de Outubro, em 14 províncias, abrangendo candidatos provenientes das 21 províncias do País. Enfermagem Cardiológica, Forense e do Trabalho destacam-se entre as novas especialidades do ciclo formativo, que disponibiliza 4.800 vagas

O Ministério da Saúde (MINSA) confirmou 6.699 candidatos admitidos à realização dos exames de acesso à segunda fase do Curso de Especialização em Enfermagem, num processo que disponibiliza 4.800 vagas para a formação especializada de profissionais de saúde, no âmbito do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS).

Sob a orientação da Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o processo enquadra-se nos esforços do Executivo para reforçar a qualificação dos profissionais de saúde, ampliar as competências especializadas e melhorar a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde, com vista à prestação de cuidados cada vez mais qualificados à população.

A iniciativa é implementada pelo MINSA, através da Unidade de Implementação do Projecto (UIP-PFRHS), em articulação com o Instituto de Especialização em Saúde (IES) e a Ordem dos Enfermeiros de Angola, no quadro das medidas de valorização do capital humano e de fortalecimento dos serviços de saúde em Angola.

No quadro preparatório para a realização das provas, a UIP-PFRHS-MINSA, promoveu, esta Segunda-feira, 19 de Outubro, um encontro de trabalho com os responsáveis pela organização, coordenação e supervisão dos exames em Luanda e nas demais províncias do País.

Orientada pelo Coordenador e Gestor Técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, a reunião teve como objectivo harmonizar os procedimentos técnicos, logísticos e operacionais, assegurando condições adequadas para a realização das provas, uniformidade de critérios, segurança e transparência no processo de selecção.

Marcados para sábado, 24 de Outubro, os exames serão realizados em 14 províncias, abrangendo candidatos provenientes das 21 províncias de Angola.

Durante o encontro, foram analisados o calendário de actividades, a distribuição das equipas de supervisão, a preparação dos locais de exame, a organização das listas de presença e dos materiais, bem como os mecanismos de segurança e confidencialidade dos enunciados.

Foi igualmente reforçada a necessidade de cumprimento rigoroso dos procedimentos estabelecidos, desde a identificação dos candidatos até à entrega e recolha das folhas de resposta, com vista à prevenção de irregularidades e à salvaguarda da credibilidade do processo.

A segunda fase do Curso de Especialização em Enfermagem contempla 13 especialidades, orientadas para o aprofundamento das competências técnicas e científicas dos profissionais, em áreas prioritárias da assistência, prevenção e prestação de cuidados diferenciados.

Entre as áreas de formação encontram-se Enfermagem Materna e Neonatal, Emergência e Trauma, Médico-Cirúrgica, Puericultura e Pediatria, Saúde Comunitária, Cuidados Intensivos, Nefrologia, Dermatologia com Ênfase em Feridas e Infecciologia.

A introdução de três novas especialidades, Enfermagem Cardiológica, Enfermagem Forense e Enfermagem do Trabalho, constitui uma das principais novidades desta etapa formativa.

A Enfermagem Cardiológica visa reforçar a capacidade de assistência aos pacientes com doenças cardiovasculares, particularmente nos serviços de cardiologia e hemodinâmica.

A Enfermagem Forense destina-se ao desenvolvimento de competências para a prestação de cuidados em contextos médico-legais, incluindo situações que exigem articulação entre os serviços de saúde e o sistema de justiça.

Por sua vez, a Enfermagem do Trabalho procura capacitar profissionais para a promoção da saúde ocupacional, a prevenção de riscos profissionais e a protecção da saúde dos trabalhadores.

A inclusão destas especialidades representa um avanço na diversificação da formação em enfermagem, permitindo responder a necessidades específicas dos serviços e contribuir para a melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados.

Para assegurar o rigor e a credibilidade dos exames, foi constituído um júri multidisciplinar, integrado por representantes do Instituto de Especialização em Saúde, da Ordem dos Enfermeiros de Angola, do Sindicato dos Enfermeiros e das direcções pedagógicas.

Os coordenadores e supervisores deverão assegurar o cumprimento dos horários, orientar os candidatos sobre os procedimentos de realização das provas e comunicar à coordenação central qualquer ocorrência susceptível de comprometer o normal funcionamento dos exames.

No domínio da comunicação institucional, foi reiterada a importância de respeitar os canais oficiais de informação, garantindo a divulgação coordenada e rigorosa dos esclarecimentos relativos ao processo.

O encontro contou com a participação de responsáveis técnicos, consultores, coordenadores e especialistas envolvidos na organização e implementação do programa formativo, entre os quais o Dr. Adão Chimuanji, consultor de formação; Bértil M. A. Cassoma, director-geral da CORPAAN; o Dr. Pierre Claver Habimana; a Dra. Esperança Nhime Cambulo; a Dra. Suzana Sumbelelo; a Dra. Dores Tchulo; o Dr. Stanislau Palhares Félix; o Dr. Carlos Sebastião; a Dra. Ana Maria Pascoal; o Eng. Joaquim Agostinho, especialista de bases de dados; Dra Irina Fortes, Oficial de Aquisições, Eng. Wilson Tati, Assistente de Bases de Dados e a especialista de Comunicação, Informação e Gestão do Conhecimento.

A realização dos exames constitui uma etapa determinante para o acesso à formação especializada, contribuindo para o desenvolvimento de competências profissionais e para o reforço da capacidade técnica das unidades sanitárias do País.

Sob a orientação da Ministra da Saúde, o MINSA reafirma o compromisso com a valorização dos profissionais de enfermagem, a transparência dos processos de selecção e o fortalecimento da formação especializada, em alinhamento com as prioridades nacionais de desenvolvimento dos recursos humanos em saúde.

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, IEIS, UIP-PFRHS, Luanda, 19 de Outubro de 2026

LUANDA REFORÇA A BUSCA ACTIVA PARA IDENTIFICAR CRIANÇAS COM VACINAÇÃO INCOMPLETAVisitas técnicas ao Catinton e ao Nova V...
16/10/2026

LUANDA REFORÇA A BUSCA ACTIVA PARA IDENTIFICAR CRIANÇAS COM VACINAÇÃO INCOMPLETA

Visitas técnicas ao Catinton e ao Nova Vida reforçam o apelo do MINSA à vacinação infantil, à prevenção de doenças e ao fortalecimento da vigilância epidemiológica

Uma criança de um ano de idade, que tinha recebido apenas a vacina à nascença, sem beneficiar das doses subsequentes, foi identificada durante uma actividade de busca activa no bairro do Catinton, município da Maianga, em Luanda. A situação reforça o apelo do Ministério da Saúde (MINSA) aos pais e encarregados de educação para cumprirem o Calendário Nacional de Vacinação e protegerem as crianças contra doenças preveníveis.

A ocorrência foi identificada durante uma visita técnica que envolveu a Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP) e a Unidade de Implementação de Projectos do Ministério da Saúde (UIP-MINSA), através do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS) e do Projecto de Preparação, Resposta e Resiliência às Emergências de Saúde (PPRRES), no âmbito do acompanhamento das actividades das Antenas Epidemiológicas nas províncias de Luanda e do Bengo.

No Catinton, a equipa acompanhou as actividades de sensibilização sobre a Mpox, a COVID-19 e a importância da vacinação de rotina, incluindo a identificação de crianças com doses em atraso.

A formanda do PFRHS, Angelina Alberto Paulo Domingos, do curso de especialização em Saúde Comunitária, afecta ao polo do Complexo Hospitalar dos Heróis de Kifangondo, no âmbito do PFRHS, destacou a importância da intervenção junto das famílias para identificar situações de risco e incentivar a procura atempada dos serviços sanitários.

"O conselho que deixo à comunidade é levar as crianças às unidades sanitárias para fazerem as vacinas", apelou, sublinhando a importância de cumprir as diferentes etapas do calendário de vacinação.

O MINSA recorda que as vacinas incluídas no Programa Nacional de Vacinação são disponibilizadas gratuitamente nas unidades sanitárias abrangidas pelo programa, apelando às famílias para verificarem os cartões de vacinação e regularizarem eventuais doses em atraso.

A assistência pré-natal e os cuidados materno-infantis constituem igualmente oportunidades importantes para orientar as famílias e prevenir complicações durante a gravidez, o parto e os primeiros meses de vida da criança.

No âmbito da missão, a representante da Direcção Nacional de Saúde Pública, Dra. Maria Lopes, destacou o trabalho contínuo das equipas de epidemiologia e de resposta rápida na aplicação das orientações técnicas transmitidas às Antenas Epidemiológicas de Luanda e do Bengo.

A responsável reforçou a importância da colaboração entre os serviços de saúde e as comunidades, apelando à procura de assistência médica perante sinais ou sintomas suspeitos.

Coordenada pelo Prof. Job Monteiro, a delegação da UIP-PFRHS e do PPRRES acompanhou as actividades das equipas locais, com enfoque na aplicação das orientações técnicas e na articulação entre os serviços de saúde e as comunidades.

A participação de formandos nas actividades de campo permite aplicar conhecimentos técnicos em contextos reais, reforçando as competências dos futuros especialistas e a capacidade de intervenção junto das famílias.

As visitas ao Catinton e ao Nova Vida permitiram observar diferentes dimensões da saúde pública, desde a prevenção de doenças através da vacinação até ao acompanhamento de investigações epidemiológicas relacionadas com ocorrências potencialmente evitáveis.

O MINSA apela aos pais e encarregados de educação para manterem a vacinação das crianças actualizada, procurarem assistência médica atempadamente e colaborarem com as equipas de saúde. A prevenção e a vigilância epidemiológica são fundamentais para proteger vidas e reduzir doenças e óbitos evitáveis.

Fonte: GTICI- MINSA/DNSP/UIP-PFRHS/PPRRES, Luanda, 16 de Outubro de 2026.

MINSA REFORÇA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA EM LUANDA E ACOMPANHA OPERAÇÕES NOS 16 MUNICÍPIOSMissão técnica da UIP-PFRHS e d...
16/10/2026

MINSA REFORÇA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA EM LUANDA E ACOMPANHA OPERAÇÕES NOS 16 MUNICÍPIOS

Missão técnica da UIP-PFRHS e do PPRRES avalia o funcionamento das Antenas Epidemiológicas, acompanha actividades de vigilância no terreno e reforça a importância da detecção precoce, da investigação de casos e da prevenção da Mpox

O Ministério da Saúde (MINSA) reforçou o acompanhamento das actividades de vigilância epidemiológica na província de Luanda, no dia 15 de Outubro, através de uma missão técnica que avaliou o funcionamento das Antenas Epidemiológicas, os mecanismos de notificação e investigação de casos e a articulação entre as estruturas provinciais, municipais e comunitárias de saúde.

A missão foi conduzida por uma delegação da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), coordenada pelo Prof Job Monteiro, em articulação com o Projecto de Preparação, Resposta e Resiliência às Emergências de Saúde (PPRRES), dando continuidade ao trabalho realizado anteriormente na província do Bengo.

A iniciativa permitiu acompanhar os procedimentos operacionais das equipas de vigilância, observar a aplicação das orientações técnicas e identificar oportunidades de melhoria na circulação, análise e validação da informação epidemiológica, elementos essenciais para a detecção atempada de ameaças sanitárias e para uma resposta adequada às emergências de saúde pública.

A agenda teve início com um encontro entre a delegação e o director do Gabinete Provincial da Saúde de Luanda, Dr. António Manuel Varela, durante o qual foram apresentados os objectivos da missão e a importância do acompanhamento das actividades de vigilância epidemiológica na capital.

Durante a sessão técnica, a chefe do Departamento de Saúde Pública da província, Dra. Luísa Paulo, apresentou o funcionamento das duas Antenas Epidemiológicas responsáveis pelo acompanhamento dos 16 municípios de Luanda, estando cada equipa encarregue da cobertura de oito municípios.

Estas estruturas desempenham um papel fundamental na identificação de sinais de alerta, na notificação de eventos suspeitos, na investigação de casos e na articulação com as unidades sanitárias e as equipas de resposta rápida.

O seu funcionamento permite aproximar os mecanismos de vigilância das comunidades, facilitando a identificação de situações que possam representar riscos para a saúde pública e contribuindo para uma intervenção mais oportuna dos serviços competentes.

No âmbito da missão, a delegação visitou o Centro de Operações de Emergências de Saúde Pública (COESP), onde acompanhou os mecanismos de coordenação operacional e de gestão da informação utilizados na preparação e resposta a emergências de saúde pública.

A visita destacou a importância da qualidade dos dados, da sua verificação e da articulação entre as estruturas responsáveis pela produção e análise da informação epidemiológica, de modo a assegurar que as decisões das autoridades sanitárias sejam sustentadas por informações consistentes e actualizadas.

O programa incluiu igualmente deslocações ao município da Maianga, com passagem pelo Centro de Saúde do Catinton, e ao município do Kilamba Kiaxi, onde foram visitadas a Direcção Municipal da Saúde e áreas de intervenção comunitária, incluindo o bairro do Catinton e a zona do Nova Vida.

Durante as actividades no terreno, a delegação acompanhou procedimentos de vigilância epidemiológica e de busca activa, permitindo observar a ligação entre as orientações técnicas, o trabalho dos profissionais de saúde e a identificação de situações que exigem acompanhamento pelas equipas competentes.

A componente operacional da missão evidenciou a importância do contacto directo com os profissionais que asseguram a vigilância nas comunidades, promovendo uma maior articulação entre os níveis provincial, municipal e comunitário.

Durante a visita ao bairro do Catinton, a representante da Direcção Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde, identificada na entrevista como Dra. Maria Lopes, destacou a importância da investigação de casos, da identificação de contactos e do reforço das competências das equipas de vigilância e de resposta rápida.

Segundo a responsável, o acompanhamento dos contactos de casos confirmados constitui uma das medidas essenciais para interromper as cadeias de transmissão, permitindo identificar precocemente pessoas que possam desenvolver sinais e sintomas da doença e encaminhá-las para a avaliação e o acompanhamento adequados.

A representante da Saúde Pública sublinhou igualmente a importância de reforçar a capacitação dos profissionais na identificação de casos suspeitos, na investigação epidemiológica e na busca activa de contactos, com especial atenção à articulação entre as equipas nacionais, provinciais e municipais e as unidades sanitárias.

No que respeita à Mpox, a responsável apelou à adopção de medidas preventivas e à procura atempada dos serviços de saúde perante sinais compatíveis com a doença, sobretudo quando exista histórico de contacto com uma pessoa suspeita ou confirmada.

A transmissão pode ocorrer através do contacto directo com lesões cutâneas, fluidos corporais e outros materiais contaminados. Por isso, a prevenção, a identificação precoce de sinais suspeitos e o acompanhamento dos contactos são fundamentais para reduzir o risco de transmissão.

A responsável chamou ainda a atenção para a necessidade de reforçar a informação e a sensibilização da população, promovendo comportamentos preventivos e a procura dos serviços de saúde perante situações suspeitas, sem estigmatização das pessoas afectadas.

A vigilância epidemiológica começa com a identificação atempada de um sinal de alerta, mas depende também da qualidade da notificação, da investigação dos casos e da colaboração entre os profissionais de saúde e as comunidades.

No balanço da missão, o Prof Job Monteiro, coordenador e gestor técnico da UIP-PFRHS, destacou a importância do acompanhamento directo das estruturas sanitárias e da observação dos procedimentos adoptados pelas equipas responsáveis pela vigilância epidemiológica.

A missão permitiu reforçar o diálogo entre a UIP-PFRHS, o PPRRES e as estruturas provinciais e municipais de saúde, identificando oportunidades para melhorar os procedimentos operacionais, a qualidade da informação e a coordenação das actividades de vigilância.

A iniciativa enquadra-se nos esforços do Ministério da Saúde para fortalecer as capacidades institucionais e técnicas do Sistema Nacional de Saúde, promovendo a preparação e a resposta às emergências de saúde pública e contribuindo para uma vigilância epidemiológica mais eficaz.

O acompanhamento das Antenas Epidemiológicas e das equipas que actuam no terreno constitui, assim, uma componente importante do reforço da capacidade de detecção precoce, investigação e resposta a eventos que possam colocar em risco a saúde da população.

A delegação integrou o Dr. José Ribeiro, a Dra Maria Lopes, o Dr. Alexandre Kapapelo, a Dra. Isabel Gria, a Dra. Neusa Cumbe, o Dr. António Segundo, a Dra. Irina Fortes, a Dra. Karen dos Santos, a Dra. Josefina Ngulo, e o Dr. Gaudêncio Guedes, em representação da UIP-PFRHS, do PPRRES e das estruturas do Ministério da Saúde envolvidas na missão.

Fonte: MINSA/DNSP/UIP-PFRHS/PPRRES, Luanda, 16 de Outubro de 2026

MINSA PROMOVE FORMAÇÃO SUPERIOR DE 120 PROFISSIONAIS DE SAÚDE NUM MARCO DE VALORIZAÇÃO DOS QUADROS NACIONAISIniciativa d...
16/10/2026

MINSA PROMOVE FORMAÇÃO SUPERIOR DE 120 PROFISSIONAIS DE SAÚDE NUM MARCO DE VALORIZAÇÃO DOS QUADROS NACIONAIS

Iniciativa do PFRHS, em parceria com a Universidade Privada de Angola (UPRA), disponibiliza 120 vagas de licenciatura em Nutrição e Terapia da Fala, proporcionando novas oportunidades de qualificação académica e reforçando as competências dos profissionais do Sistema Nacional de Saúde

O Ministério da Saúde (MINSA), através da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), está a promover a formação superior de 120 profissionais de saúde, admitidos nos cursos de licenciatura em Nutrição e Terapia da Fala, na Universidade Privada de Angola (UPRA), no ano académico 2026/2027.

A iniciativa representa um importante passo na valorização dos quadros nacionais, ao proporcionar oportunidades de acesso ao ensino superior a profissionais que, apesar das suas responsabilidades diárias na assistência sanitária, procuram continuar a estudar, aprofundar conhecimentos e desenvolver competências especializadas para melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população.

Do total de beneficiários, 60 frequentam a licenciatura em Nutrição e outros 60 a licenciatura em Terapia da Fala, duas áreas relevantes para a prevenção de doenças, a recuperação dos pacientes e o reforço da assistência diferenciada nas unidades sanitárias do País.

No dia 15 de Outubro, a Coordenação da UIP-PFRHS recebeu três profissionais do Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo, beneficiários desta iniciativa, num encontro destinado a acompanhar os seus percursos formativos, conhecer as suas expectativas e identificar os desafios associados à frequência do ensino superior.

A reunião foi presidida pelo coordenador e gestor técnico da UIP-PFRHS, Prof. Job Monteiro, e contou com a participação de Dr. Adão Chimuanji, consultor da Unidade, e da Dra. Isabel Gria, especialista de Salvaguardas Ambientais, bem como a especialista de comunicação, informação e gestão do conhecimento.

Durante o encontro, foram abordadas questões relacionadas com a conciliação das actividades académicas com as responsabilidades profissionais, bem como a importância do acompanhamento institucional para favorecer a continuidade e o sucesso da formação.

A Coordenação do Projecto destacou, neste contexto, a necessidade de reforçar a articulação entre a UIP-PFRHS, as unidades sanitárias e as instituições de ensino superior, de modo a facilitar a identificação de soluções para os desafios apresentados pelos beneficiários e assegurar melhores condições para o aproveitamento académico.

Entre os beneficiários encontra-se Angelina João Lopes, técnica média de Enfermagem do Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo, admitida à licenciatura em Nutrição, que considera esta oportunidade um marco importante no seu percurso pessoal, académico e profissional.

Visivelmente satisfeita com a possibilidade de prosseguir os estudos, a profissional recorda que concluiu a formação média em 2002 e que, desde então, aguardava uma oportunidade para ingressar no ensino superior.

"Depois de 22 anos, é de agradecer", afirmou, manifestando a sua gratidão a Deus e à Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, pela oportunidade concedida aos profissionais do sector.

Para Angelina João Lopes, a formação em Nutrição representa mais do que a concretização de uma aspiração académica: constitui uma oportunidade de adquirir conhecimentos que poderão ser aplicados directamente no seu local de trabalho, particularmente no acompanhamento nutricional de crianças com doenças hematológicas.

A profissional pretende reforçar a educação alimentar dirigida aos pais e encarregados de educação, contribuindo para uma melhor compreensão da importância da alimentação adequada no acompanhamento e na recuperação dos pacientes.

"Escolhi o curso de Nutrição para ter mais conhecimento nesta área. Uma vez que trabalhamos num hospital de hematologia, queremos dar mais educação aos pais sobre como devem controlar a alimentação dos nossos pacientes", explicou.

A beneficiária sublinhou ainda a importância da iniciativa para os trabalhadores que, por diferentes razões, não conseguiram prosseguir os estudos após a conclusão do ensino médio.

Na sua mensagem aos colegas e demais beneficiários, apelou ao compromisso, à dedicação e ao aproveitamento responsável da oportunidade.

"Devemos ter garra e força, dedicarmo-nos, porque esta oportunidade é difícil. Se conseguimos, temos de aplicar os conhecimentos, ter vontade e dedicar-nos muito", defendeu.

Outra beneficiária, Yúri Francisco António, também profissional do Instituto Hematológico Pediátrico, integra o grupo de quadros que beneficiam desta oportunidade de formação superior, com perspectivas de crescimento académico e profissional.

Os percursos destes profissionais evidenciam a importância de investir na qualificação dos trabalhadores do sector da Saúde, criando condições para que possam actualizar conhecimentos, adquirir novas competências e contribuir para a melhoria contínua dos serviços prestados à população.

Na área da Nutrição, a formação especializada poderá reforçar a capacidade de acompanhamento alimentar dos pacientes, com particular relevância para crianças que necessitam de cuidados diferenciados. Por sua vez, a licenciatura em Terapia da Fala permitirá desenvolver competências importantes para a avaliação e intervenção nas dificuldades de comunicação e nas alterações da fala e da linguagem.

A aposta nestas áreas contribui, assim, para ampliar as capacidades técnicas dos profissionais e promover uma assistência mais especializada, humanizada e orientada para as necessidades dos utentes.

A formação dos 120 profissionais enquadra-se na colaboração institucional entre o Ministério da Saúde, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e a Universidade Privada de Angola, visando ampliar as oportunidades de acesso à formação superior e reforçar a qualificação dos recursos humanos do sector.

A iniciativa demonstra a importância de articular a formação académica com as necessidades concretas do Sistema Nacional de Saúde, permitindo que profissionais com experiência prática nas unidades sanitárias aprofundem os seus conhecimentos e os apliquem no exercício das suas funções.

Para os beneficiários, a oportunidade representa também um incentivo à aprendizagem contínua, à progressão académica e à valorização profissional, com potencial para produzir benefícios que ultrapassam o percurso individual de cada estudante e se reflectem na qualidade da assistência prestada aos cidadãos.

O Projecto prevê que 80% da formação decorra em Angola e 20% no estrangeiro, privilegiando o desenvolvimento de competências, o reforço da capacidade técnica nacional e a valorização dos profissionais que asseguram diariamente o funcionamento do Sistema Nacional de Saúde.

Fonte: GTICI – MINSA/UIP-PFRHS, Luanda, 16 de Outubro de 2026.

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