26/11/2021
Paga ou Pega
Nos dedicamos a distribuição acessível de Livros, Literatura, Folhetos, Jornais, Revistas com est Este é o nosso propósito.
QUEM TEM COMO PAGA, QUEM NÃO TEM COMO PEGA... Nem todos têm dinheiro, mas todos podem ter livros. Não importando o formato, nós dedicamos a participar da formação da mente, principalmente daqueles que buscam ter a mente de Cristo; a estes levamos a capa, os livros e os pergaminhos. Livros custeados que já não custem mais a quem não tem como custear...
26/11/2021
26/03/2021
"O FEITIÇO QUE MATOU RESCOVA".
O feitiço que matou Rescova, é o mesmo que mata milhares de angolanos, desde o dia que se tomou a independência, para sermos nós mesmos a matar os nossos.
O feitiço que matou Rescova, é o mesmo que mata muitos angolanos com paludismo, febre amarela e outras doenças, porque o dinheiro de combate foi desviado pelo ministro, e mas outros chefes e outros subordinados em cada gabinete que desce o pouco que resta.
O feitiço que matou Rescova, é o mesmo que mata muitas crianças na maternidade, logo ao nascer, por mau atendimento, má condição de trabalho, falta de incubadora e pior, falta de amor das parteiras estressadas com as más condições de trabalhos a que são submetidas, e que descarregam nas grávidas, e esse feitiço também mata as mães nos partos por tardio atendimento, e não dói as parteiras que também ganham pouco e são poucas para os números de parturientes.
O feitiço que matou Rescova, é o mesmo que colocou Angola sem dólares e refém dos mundeles, a pedir batatinhas, em dívida com os chineses, feitiço que nos faz se endividar mais com banco mundial, o feitiço de ser rico mas cheio de dívidas, porque não queremos devolver o roubado.
O feitiço que matou Rescova, não é do Uíge, nem de Luanda, é mesmo feitiço de Angola, e não é de um soba ou kimbanda, é mesmo feitiço dos governantes, e esse feitiço lhes é dado pelo povo alienado que nas eleições lhes dão miséria para votar atoa, e ainda lhes filmam a dizer que amam os feiticeiros. Esse feitiço também está na igreja, no pastor que apanhou tala da cabeça para na época das eleições mudar o evangelho por campanha política, e recebe lá oferta de feiticeros e espalha nos crentes que vão coagidos a votar atoa.
O feitiço que matou Rescova, é o mesmo que desviou 24 mil milhões de Angola, e os feiticeiros preferem ver o povo a morrer de fome que entregar. Esses feiticeiros voam em jato particulares, de dia e de noite, e quando vão presos, têm celas particulares, com sentenças particulares, e com nosso dinheiro que agora é particularmente deles, e seus filhos só estudam em escolas particulares, e podem nos mentir que são MARIMBONDOS, mas têm seguranças protocolares. Esses são o feiticeiros que mataram Rescova, o feiticeiros não gostaram que Rescova não fosse um bom colega, não aprendeu bem o feitiço, porque um bom feitiço não devolve troco aos cofres do Estado, porque o estados dos feiticeros é esvaziar os cofres.
O feitiço que matou Rescova, é o mesmo que deixa angolanos desempregados e colocam estrangeiros menos capacitados para recolonizar os pretos, é o feitiço que fretava avião para trazer prostitutas do Brasil, o feitiço que inventou catorzinha em Angola e transformou essa nação em prostíbulo a céu aberto, o feitiço de transformar nossas irmãs em interesseiras, lhes dando dinheiro que já é delas, a troco de s**o, e elas deviam ser donas de Angola, mas a troco de s**o recebem casa nas centralidades ou telefones caros que não sabem usar. Esse feitiço também prefere ver angolanos a viver sem casa, dos que abrir as muitas casas fechadas nas centralidades. Esse feitiço despeja angolanos das casas ocupadas, sem dor e pena dos desprotegidos.
O feitiço que matou Rescova, matou muitos que não lhes conhecemos os nomes, então Rescova é apenas um alarme de Deus para nos fazer acordar e dizer chega, chega, e chega. Dinheiros dos hospitais agora devem ser para os hospitais e nada mais, e dinheiros para escolas, devem servir tão somente para escolas e nada mais, e dinheiros para o povo é para o povo e nada mais, dinheiros para investimentos, é para investimentos e nada mais.
Quero sugerir à Angola uma campanha anti-feitiço, sei que vai ser duro, mas é necessário:_Se alguém que trabalha no estado, a gerir nosso dinheiro, estiver a encher o quintal de carros, os vizinhos vão reunir com ele para dar as contas de como conseguiu. Não é inveja é prestação de contas.
Se não for empresário, mas governante, a vir com lamborguine, ou outras máquinas de ostentante, não estranhem atoa, e as nossas mulheres não aceitem namorar com esses, nem com filhos destes, antes sintam nojo, porque sangue de muitas crianças e muitos angolanos é que comprou aquele carro e aquela casa, e também as sogras neguem esse tipo de genro ou nora marimbondos, e muito mais os pastores disciplinem membros-governantes que acabam tendo mais do que ganham, e neguem dízimo de quem sendo servidor público traga muito mais sem justiça nem justificativa (para que conste fiz isso em 2016, e o desviado desviador se desviou da igreja).
Não recebam o dinheiro que faltou aos hospitais para salvar vida dos teus parentes. Não recebam.
Não recebam dinheiro que faltou na educação e formação de seus filhos. Não recebam.
Não comam do dinheiro que fez muitos morrer de fome. Não recebam.
Campanha começa hoje e agora, não vamos mais dar confiança a governantes que não se tratam nos mesmos hospitais que nós, e nem seus filhos estudam nas mesmas escolas que nós. Façam chegar a todos a campanha de tempo indeterminado.
Aos governantes exorto:_vocês roubam nosso dinheiro e levam as vossas casas, e como feitiço volta contra o feiticeiro, vocês não entendem porque os filhos estudam na Europa, mas não voltam formados mas deformados, viciados, drogados, o que acham que acontece no processo?
Porque achas que todas condições financeiras trouxeram muitos meninos sem condições?
Vou responder:_Os filhos estão a comer dinheiro cheio de sangue, de lágrimas, de lamentos da avó que nunca mais viu sal na aldeia, da criança que morreu de anemia, e todas consequências causadas pelos desvios, e estás a colocar esse dinheiro dentro de sua casa, então o lar é destruído, e os filhos são destruídos pela sua feitiçaria oh senhor governante.
Falo agora como quem pastoreia ovelhas para Cristo, e como ministro do Evangelho, não venha me pedir oração, que eu lhe peço antes arrependimento, retratação e devolução.
Malditos são todos que comem do dinheiro que custou sangue de seu próximo.
Vou parar aqui. Enfim, os feiticeiros não herdarão o Reino de Deus.
Porém Jesus Cristo liberta do feitiço, e se imitarmos Zaqueu (Lucas 19), um servidor público, vamos devolver quatro vezes mais do que se roubou, e distribuir melhor a riqueza de Angola à todos, e a salvação entrará na nossa Nação Angola, com muita paz e prosperidade.
Adeus a Rescova e a todos angolanos que pertiram pelo feitiço do Governo e seus Governantes.
Sadrak Manuel Lufuankenda
Um angolano revoltado.
Um pregador profetizando
COMENTE, MARQUE ALGUÉM, PARTILHE MUITAS VEZES, E ESPALHE NOS QUATRO CANTOS DO MUNDO AONDE HOUVER UM ANGOLANO REVOLTADO, FAÇA EM TODAS REDES SOCIAIS.
MANIFESTAÇÕES NA BÍBLIA
25/05/2020
Lição n.º 48
Um sinal inconfundível do novo mundo que nasce após as conquistas de Alexandre Magno é o facto de, nos séculos III-I a.C., a chama sagrada da poesia grega passar também pelas mãos de poetas que (tanto quanto sabemos) nenhuma ligação tiveram com os territórios de língua grega que, nos séculos anteriores, tinham produzido os grandes cultores da poesia em grego: a Jónia (hoje Turquia); a Grécia continental e insular; e a Magna Grécia (sul de Itália e Sicília). Não há dúvida de que o mais influente poeta grego do século III a.C. foi Calímaco, oriundo de Cirene (Líbia); e essa honra, no século I a.C., caberá a Meleagro, natural de Gádara, uma das florescentes cidades gregas à volta de uma terriola que, no século I d.C., iria tornar-se célebre por razões não inteiramente desligadas do poder comunicativo da língua grega: Nazaré.
Calímaco deixou a sua Cirene e foi viver para Alexandria, onde trabalhou na Biblioteca e produziu uma obra poética singular, própria de um «scholar poet». Evitando e até rejeitando a banalidade da poesia épica do seu tempo, composta ou para celebrar generais oportunistas ou para gratificar o narcisismo do próprio poeta com tópicos requentados do cardápio homérico, Calímaco apostou num caminho anti-épico de poesia difícil e preferencialmente curta, o que suscitou críticas entre os seus coevos em Alexandria e, mais tarde, elogios deslumbrados em Roma. Se perguntarmos o que têm em comum poetas latinos tão diferentes como Énio, Lucílio, Lucrécio, Catulo, Vergílio, Horácio, Propércio, Tibulo e Ovídio – a resposta é simples: Calímaco. Todos leram, devoraram, sorveram e absorveram a poesia de Calímaco; e todos tentaram, à sua maneira, ser «Calímaco em Roma» (título de um livro marcante de Walter Wimmel).
O poema mais influente de Calímaco intitulava-se «Aitia» (Αἴτια). Composto em dísticos elegíacos, tinha por tema as «causas» ou «origens» (é isso que significa «Aitia» em grego) de realidades várias (desde costumes a topónimos) no mundo grego. Chegou até nós sob forma fragmentária, mas temos a sorte de possuir um fragmento que presumivelmente abria o poema, onde Calímaco justifica as suas opções poéticas e defende a ideia da poesia magra – superior, segundo ele, à poesia gorda. Calímaco relata que, quando começou a escrever poesia, teve uma epifania de Apolo: o deus explicou ao jovem poeta que o gado sacrificial no altar dos deuses deve ser gordo, mas a poesia tem que ser magra. Como o conteúdo polémico-apologético do prólogo dos «Aitia» se prestava a ser lido como uma rejeição da poesia heróica, tal leitura serviu muito bem como desculpa quando poetas romanos, financeiramente dependentes de generais milionários, queriam livrar-se da pressão de terem de celebrar em verso heróico as campanhas militares dos seus patronos. Estabeleceu-se, inclusive, um novo género poético em Roma: Versos-a-Justificar-a-Recusa-em-Celebrar-as-Façanhas-de-um-Grande-Homem. Em latim, simplesmente «recūsātiō».
Do desenvolvimento conceptual deste tipo de poema faz parte a explicação, por parte do poeta, de que o Grande Homem é, na verdade, grande de mais para o pequeno talento do poeta; e que outros decerto haverá, muito mais aptos para empreender tão exigente e sublime tarefa.
Na sua colectânea de Bucólicas, Vergílio incluiu um poema com estas características – mas a Bucólica 6 é muito mais do que uma estereotipada «recūsātiō». O «grande» homem que suscita a nega de Vergílio chama-se Varo – provavelmente o mesmo Alfeno Varo a quem Catulo (poemas 10, 22, 30) e Horácio (Odes 1.18) dedicaram poemas. Natural (como muitos séculos mais tarde Monteverdi) da cidade de Cremona, Varo beneficiara, sem grande margem para dúvida, de um acrescento significativo à sua fortuna oriundo das imorais confiscações e redistribuições de terras no norte de Itália. Talvez por isso o mantuano Vergílio não tenha querido empenhar-se muito em pôr por escrito as «laudēs» e os «tristia bella» de Varo.
No meio de tantas «recūsātiōnēs» na poesia augustana inspiradas em Calímaco, a Bucólica 6 de Vergílio distingue-se pelo facto de ser a mais explícita na citação do poeta alexandrino. É também explícita na homenagem que faz a outro imigrante na cidade de Alexandria: Teócrito, o poeta siciliano que inventou, para todos os efeitos, a poesia pastoril. Quando Vergílio fala em «verso siracusano» no primeiro verso da Bucólica 6, está explicitamente a referir-se a Teócrito. Entrando já no texto, repare-se na extravagância do efeito por que Vergílio opta a abrir este poema: o adjectivo inicial «prīma» concorda com a última palavra do segundo verso, o nome de uma das Musas: Talia.
«Prīma Syrācosiō dignāta est lūdere uersū
nostra neque ērubuit siluās habitāre Thalēa.»
«Como primeira a nossa Talia se dignou brincar em verso siracusano
e não corou por habitar os bosques.»
«cum canerem rēgēs et proelia, Cyntius aurem
uellit et admonuit: “pastōrem, Tītyre, pinguīs
pascere oportet ouīs, dēductum dīcere carmen”.
«Quando eu cantava reis e batalhas, Cíntio [Apolo] a orelha
me puxou e avisou: “convém que o pastor, ó Títiro,
apascente ovelhas gordas que cante um poema esbelto”.»
Depois desta citação explícita de Calímaco (que escrevera no prólogo dos Aitia «Pois quando pela primeira vez a tabuinha coloquei / sobre os joelhos, foi isto que me disse Apolo Liceu: / “Lembra-te, querido poeta: o animal para o sacrifício deve ser / o mais gordo possível; mas a Musa, caro amigo, delgada”»), Vergílio prossegue com o motivo da recusa (a ideia convencional de que há outros mais aptos) e com a justificação da sua opção, tentando fazer ver que, mesmo um poema calimaquiano como o que ele irá escrever poderá ser tido com homenagem a Varo, pelo simples facto de Vergílio ter escrito o seu nome. A fraseologia escolhida por Vergílio é diplomática («nenhuma página agrada mais a Apolo do que uma em que esteja escrito o nome de Varo»), mas na realidade a justificação valoriza, acima de tudo, o poeta: para obteres prestígio, basta que eu escreva o teu nome num poema que nem sequer é sobre ti. O autor está acima do tema.
«nunc ego (namque super tibi erunt quī dīcere laudēs,
Vāre, tuās cupiant et tristia condere bella)
agrestem tenuī meditābor harundine Mūsam:
nōn iniussa canō. sī quis tamen haec quoque, sī quis
captus amōre leget, tē nostrae, Vare, myrīcae,
tē nemus omne canet; nec Phoebō grātior ulla est
quam sibi quae Vārī praescripsit pāgina nōmen.»
«Agora eu (pois restar-te-ão aqueles que queiram cantar teus louvores,
Varo, e as tuas tristes guerras)
treinarei a Musa silvestre com ténue flauta:
não canto a despropósito. Contudo se alguém estes ,
se alguém apanhado pelo amor ler, os nossos mirtos, ó Varo,
e todo o bosque te cantará; nem a Febo alguma página é mais grata
do que aquela que escreveu à cabeça o nome de Varo.»
A dicção poética de Vergílio é extremamente requintada neste poema. Vejamos estes pormenores:
- «super... erunt»: trata-se aqui do futuro do verbo «supersum» ( = «restar», «sobreviver», mas neste contexto «sobre-abundar»); a separação do prevérbio «super» de «erunt» é um efeito típico da poesia grega, chamado «tmese»;
- «tenuī... harundine»: o adjectivo «tenuis» é frequentemente usado pelos poetas augustanos para reproduzir o termo grego a que Calímaco recorrera para rotular a poesia por ele considerada certa: «leptós» (λεπτόϲ), com o seu sentido de «fino», «subtil»;
- «não canto a despropósito»: a frase latina «nōn iniussa canō» não é inteiramente clara (à letra, «não canto temas não-encomendados»; talvez uma réplica ao que lemos num fragmento solto de Calímaco, «não canto temática não-documentada», passível de ser interpretado como mote do «poēta doctus»);
- «ulla... pāgina»: como habitualmente na poesia latina, este tipo de hipérbato confere à frase poética o requinte da dificuldade.
Continuaremos na lição seguinte a leitura e análise da Bucólica 6, onde veremos passar em caleidoscópio rápido a criação do mundo, os amores chocantes de Pasífae com um touro e a estrela da tarde atravessando um céu que não quer anoitecer.
Bom estudo!
Frederico Lourenço
Ginguba com casca se dá de bué, lhe descasca e verás que era só um coxito.
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