Juazeiro do Norte de antigamente

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Juazeiro do Norte de antigamente "Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau. Não toque fogo no roçado nem na caatinga. Não cace mais e deixe os bichos viverem..." Padre Cícero

07/10/2026

Cajuina São Geraldo - Quando funcionava na Rua da Conceição em frente a praça do Ginásio Municipal Antônio Xavier de Oliveira.

Fatos que ocorreram no dia 05 DE SETEMBRO, que fizeram a história do Juazeiro do Norte de antigamente 05 de setembro de ...
04/10/2026

Fatos que ocorreram no dia 05 DE SETEMBRO, que fizeram a história do Juazeiro do Norte de antigamente

05 de setembro de 1898 – Padre Cicero Reza uma missa na cidade de Roma - Itália

128 Anos depois

Os Últimos momentos do Padre Cicero na Itália foram marcados por dois grandes júbilos pessoais. Em 05 de setembro de 1898, atendendo a um ofício que encaminhara no dia anterior ao Cardeal Lucido Parocchi, foi-lhe autorizado rezar missa em Roma, na igreja de San Carlo al Corso, o que punha fim à interdição sacramental a que estava submetido havia quase três anos. Padre Cícero festejou o episódio deixando uma anotação nas páginas de seu breviário: “Celebrei o santo sacrifício da missa na Igreja de São Carlos, no altar de Nossa Senhora das Dores, em Roma, por ordem do Santo Ofício e do Cardeal Parocchi”. Sem dúvida, para quem acaba de passar por um julgamento na Inquisição, era uma inconfundível demonstração de confiança por parte de seus juízes.

O segundo motivo de regozijo para Padre Cícero foi ainda mais reconfortante. Exatamente no último dia de sua estadia em Roma, com a intermediação da embaixada brasileira na Santa Sé e sob a anuência do Cardeal Parocchi, ele foi admitido em presença do Papa Leão XIII.

Trecho do Livro (pag. 264) Padre Cícero – Poder, Fé e Guerra no Sertão – Lira Neto
Foto – Igreja de San Carlo – Roma - Itália

Atenção : Para não deixar dúvidas, que o enterro do Padre Cicero foi realmente na Capela de Nossa Senhora do Perpetuo So...
01/10/2026

Atenção : Para não deixar dúvidas, que o enterro do Padre Cicero foi realmente na Capela de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, em Juazeiro do Norte (Obs.: Um dos comentários da postagem anterior, perguntando se o sepultamento não teria sido na INDIA). A página Juazeiro do Norte de antigamente, fez questão de postar uma outra foto, mostrando que foi realmente no Juazeiro (que jamais poderia ser em outro lugar), no dia 21 de julho de 1934 (no Sábado), ás 10 horas e 30 (trinta) minutos da manhã.

Foto colorida artificialmente (IA)

Célido Sousa - Juazeiro do Norte de antigamente.

Uma das imagens bem marcante, a aglomeração na entrada da Capela do Juazeiro. O sepultamento do Padre Cícero Romão Batis...
30/09/2026

Uma das imagens bem marcante, a aglomeração na entrada da Capela do Juazeiro. O sepultamento do Padre Cícero Romão Batista ocorreu no dia 21 de julho de 1934, às 10h30 da manhã.
O sacerdote faleceu na mesma data, por volta das 5 horas da manhã, em sua residência nesta cidade. Diante de uma comoção sem precedentes que atraiu dezenas de milhares de fiéis e romeiros, o cortejo fúnebre seguiu pelas ruas da cidade até o seu sepultamento, que foi realizado no altar principal da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Foto restaurada e colorida pelo IA

Célido Sousa .

Fatos que ocorreram no dia 29 de SETEMBRO, que fizeram a história do Juazeiro do Norte de antigamente. 29 de Setembro de...
28/09/2026

Fatos que ocorreram no dia 29 de SETEMBRO, que fizeram a história do Juazeiro do Norte de antigamente.

29 de Setembro de 1934 – Morte do Mons. Pedro Esmeraldo da Silva, no altar da Matriz de Juazeiro e suas consequências.

92 Anos Depois

Em 1934, Juazeiro do Norte viveu um dos momentos mais dramáticos de sua história, a morte do Padre Cícero Romão Batista em 20 de julho de 1934, religioso e político de expressão nacional, responsável por fundar a cidade. Em 29 de Setembro de 1934, (dois meses e nove dias), da morte do Padre Cícero, o Monsenhor Pedro Esmeraldo da Silva, filho de Antônio Esmeraldo da Silva e Maria de Santana Gonçalves Esmeraldo. Ingressou no Seminário São José, onde fez o curso primário. Após, ingressou no Seminário de Olinda para o término do curso preparatório, e fazendo teologia a seguir, em Fortaleza., religioso estimado na cidade, estava a proferir um sermão contra supostas ameaças comunistas, e no teor de seu discurso havia recomendações e súplicas no sentido de que houvesse união entre os fiéis, para que protegessem a santa igreja contra tal infortúnio.
Ainda no meio do discurso, o religioso sofre um mal súbito no altar, e termina falecendo dois dias depois no dia 01 de outubro de 1934. Foi a combinação perfeita para causar agitação entre os fundamentalistas religiosos de Juazeiro do Norte, que viram naquilo algo profético, e trataram de se organizar para proteger a Matriz de Nossa Senhora das Dores. Os “cerca igreja” ou “caceteiros”, eram figuras conhecidas no Cariri, e frequentes na crônica histórica da região. Muitos utilizavam cacetes de jucá, que após longo processo de enrijecimento, se tornavam armas poderosas. Essas pessoas adentraram a matriz, e ali se estabeleceram durante mais de dois meses.

As tentativas de negociação para desocupação da igreja eram inférteis. Religiosos e autoridades eram rechaçados com violência, e a população do entorno fazia reclamações constantes contra a presença daquelas pessoas dentro do templo, e atendendo a demanda urgente da situação, José Geraldo da Cruz, a época prefeito de Juazeiro do Norte, solicita intervenção policial no local. O primeiro contato dos militares foi pacífico, uma vez que a causa era melindrosa, mas a reação dos caceteiros, armados também com foices e enxadas, foi das piores.

Atacaram a um dos civis que integrava a comitiva que havia ido até o local tentar a desocupação e dispersão, e assim as autoridades encerram as negociações. O Secretário de Polícia ordenou que todas as medidas necessárias fossem tomadas contra o grupo, e assim, um volante comandado pelo Sargento Mena Barreto, e mais 14 militares, adentrou a matriz com o fim de solucionar de vez o caso. Diante dos militares, os caceteiros não se intimidaram, e partiram para o ataque, o comandante da tropa ordenou que os fuzis fossem disparados para o alto, o que arrefeceu momentaneamente os ânimos. Mas os “cerca-igreja”, que ao verificar a inexistência de feridos acreditaram em mais uma intervenção divina, decidiram atacar novamente a força policial, que desta vez revidou com uma vigorosa descarga de fuzil, em legítima defesa.

Os caceteiros correram, alguns feridos, outros no último suspiro, vislumbrando a morte. O número de mortos é impreciso, estima-se que entre 6 e 7 pessoas morreram, e vários ficaram feridos, foi um verdadeiro banho de sangue dentro da igreja matriz, que resultou na necessidade de um caminhão para transportar os corpos, que foram enterrados em uma vala comum no cemitério do Socorro.

O episódio foi narrado em algumas obras locais de cunho histórico, sendo uma das mais recentes, o livro de Geraldo Menezes Barbosa, onde ele comete o equívoco de citar que o evento correu em 1935. Diante do compromisso e serviços prestados pelo supracitado, temos certeza de que foi algo sem intenção, truques da memória. Diante do fato, pouco divulgado, mas de fontes fidedignas dou continuidade a pesquisas em torno do assunto.

Referência: BARBOSA, Geraldo Menezes. História do Padre Cícero ao alcance de todos. 2ª Ed. Juazeiro do Norte. 1992.

Texto e Foto extraídos da página e (colorida artificialmente (IA)
Foto 01 – Monsenhor Pedro Esmeraldo
Foto 02 – Grupo de Soldado – Frente da execução.
Texto e Foto extraídos da página e (colorida artificialmente (IA)

https://cariridasantigas.com.br/o-massacre-da-igreja-matriz-de-juazeiro-do-norte.

Por Roberto Júnior

A Chegada da televisão em Juazeiro e no Cariri.PARTE IPor: Renato CasimiroNo início de janeiro de 1965, numa conversa na...
27/09/2026

A Chegada da televisão em Juazeiro e no Cariri.

PARTE I

Por: Renato Casimiro

No início de janeiro de 1965, numa conversa na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, entre Luiz Gonçalves Casimiro, comerciante do ramo de material elétrico, e Luiz Ferreira de França, técnico em eletrônica, é que se pensou na possibilidade de trazer para o Cariri as imagens e o som de uma estação de televisão. Os dois trocaram ideias com Hildegardo Belém e Antoni Arrais, e daí surgiu o entusiasmo que os levou a percorrer o comércio e a indústria locais para arrecadar fundos para a compra dos equipamentos.

A primeira experiência foi realizada em casa de Antoni Arrais, então residente no alto do bairro de Fátima, logo no início do Jardim Gonzaga, à margem da rodovia para Barbalha. O local se devia, principalmente pela sua altitude. Durante toda aquela noite, em meados de janeiro de 1965, tentou-se captar algum sinal.
O equipamento disponível era um televisor de marca Philips, convencional, de 20 polegadas e uma antena de 12 elementos que ficou há cerca de 10 metros de altura. Esta antena era adequada para o canal 2, pois a primeira impressão era a da captação deste canal, do Recife, a TV Jornal do Comércio. Esta estação já vinha sendo retransmitida para o interior pernambucano, sendo Garanhuns o ponto mais próximo de Juazeiro, onde vinha sendo captada. Naquela noite, dia da primeira experiência, os ânimos somente cederam pela meia-noite quando o grupo desistiu.

No dia seguinte, Luiz Casimiro, tomou seu carro e foi até a oficina de Luiz de França. Combinaram para que, naquela mesma tarde, tomando todo o equipamento usado na noite anterior, fossem realizar uma nova tentativa em Caririaçu. Já estava escurecendo quando os dois chegaram a manter os primeiros contatos com o prefeito Raimundo Bezerra (Mundeza) e o vigário Padre Vicente Feitosa. A experiência deveria ser montada junto à igreja matriz, em razão da necessidade de se colocar a antena na torre, ponto mais alto. Com o auxílio de luzes de carros de particulares, todo o local foi bem iluminado e assim foi possível montar o equipamento.

Enquanto Luiz Casimiro ajustava a antena, procurando uma melhor posição, na orientação do Recife, Luiz de França, em baixo, ajustava o aparelho.

Fonte - https://historiadejuazeiro.blogspot.com – de 26 de maio de 2011

SER CRIANÇA NO JUAZEIRO NO FINAL DOS ANOS 60s E COMEÇO DE 70s Ser Criança pobre no Juazeiro do Norte no final dos anos s...
27/09/2026

SER CRIANÇA NO JUAZEIRO NO FINAL DOS ANOS 60s E COMEÇO DE 70s

Ser Criança pobre no Juazeiro do Norte no final dos anos sessenta e começo dos anos setenta. Era Isso:

01 - Era brincar de bola de meia nas ruas de areia sem paralelepípedo, era rodar carrapeta, jogar bola de gude (bila), brincar de macaca (amarelinha), cinturão queimado, estudar em escola pública municipal, ficar olhando a noite para céu em busca de estouro de alguns fogos, sinal de renovação, de sequilhos, aloá (Suco de abacaxi, a maioria das vezes), bolos e cajuína São Geraldo e lá brincar de “meu lado direito está desocupado” ou de “passar o anel”.

02 - Era esperar um Papai Noel que nunca vinha, olhar para as vitrines das lojas e ver aqueles brinquedos caro (como Falcon e Genius) e pensar que Papai Noel, só era Pai de filho dos ricos, ser a criança com responsabilidade de adulto, pois desse jeito, ia ajudando aos pais a cuidar de uma reca de irmãos menor que você.

03 - Era ter que ir para missa no Franciscano (Igreja de São Francisco), na Igreja de São Miguel ou na Matriz de Nossa Senhora das Dores, quase como uma obrigação.

04 - Era brincar na chuva (nas raras chuvas), fazendo das águas que corriam nas ruas sem calçamentos, uma represa feita de barro e brincar de açude e ficar furioso quando vinha um e estourava e saia mangando (zombando), só porque era maior que você.

05 - Era ter medo do comissário de menor (lembro como se fosse hoje, Sr. Gumercindo e sua lambreta), correr com medo do Mateu e Catarina de cara preta pintada de carvão com o chicote na mão, pensar que João Remexe Bucho, mexia mesmo a bucho, pensar que a doida Amaral era apenas uma brincadeira, ver Antônio das cabras, sair pelas ruas berrando como se fosse realmente um bode, ver um moreno baixinho (não lembro o nome), que vendia frutas na calçada da rua São Domingos beirando o muro da usina dos Bezerras, virar bicho e jogar pedra em quem passava quando o chamavam de Bacurim,

06 - Era brincar na praça das cacimbas e ouvir as músicas das difusoras dos parques ou dos circos ali instalados, já que isso não lhe era cobrado e ficava torcendo para que o locutor dissesse: “Essa linda melodia é oferecida para a Boneca de macacão jeans e quem oferece é o seu apaixonado”. Não dizia quem estava mandando e para quem era oferecido.

Ser Criança em Juazeiro do Norte, no final dos anos sessenta e começo dos anos setenta era tudo isso, isso que eu chamo de um passado bem passado.


Texto: Célido Sousa,

O ARCO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - O ARCO DO SALESIANOArco de Nossa Senhora de Fátima (conhecido popularmente como Arco...
25/09/2026

O ARCO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - O ARCO DO SALESIANO

Arco de Nossa Senhora de Fátima (conhecido popularmente como Arco do Salesiano ou Arco dos Salesianos) foi inaugurado no ano de 1953 em Juazeiro do Norte, Ceará. Detalhes do Monumento Construção:

Realizada na gestão do prefeito José Monteiro.

Motivo: Homenagem e celebração da passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima pela região do Cariri.

Reconhecimento: Tornou-se patrimônio histórico material do município pela Lei nº 5.314/2022.

LEI Nº 5.314, DE 09 DE JUNHO DE 2022.

Declara Patrimônio Histórico, Cultural e Material do Povo Juazeirense o Arco dos Salesianos e adota outras providências.

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE, Estado do Ceará, no uso de suas atribuições legais que lhe confere o art. 72, inciso III, da Lei Orgânica do Município.
FAÇO SABER que a CÂMARA MUNICIPAL aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º F**a declarado como Patrimônio Histórico, Cultural e Material do Povo Juazeirense o Arco dos Salesianos.

Parágrafo único. O Arco dos Salesianos o qual se refere o art. 1º está situado na Rua Padre Cícero, cruzamento com a Rua Leão XIII no Bairro Salesianos, construído na gestão do Prefeito José Monteiro de Macêdo em 1952.

Art. 2º Para fins do disposto nesta Lei, o Poder Executivo Municipal de Juazeiro do Norte, procederá aos registros necessários nos livros próprios do Órgão Competente.

Art. 3º As despesas decorrentes desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias ou suplementadas, se necessário.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na da data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio José Geraldo da Cruz em Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, aos 09 (nove) dias do mês de junho do ano de 2022 (dois mil e vinte e dois).

GLÊDSON LIMA BEZERRA
PREFEITO MUNICIPAL DE JUAZEIRO DO NORTE

Autoria: Márcio André Lima de Menezes
Coautoria: Firmino Neto Calú
Subscrição: Cícero Claudionor Lima Mota - José Ivanildo Rosendo do Nascimento - Romão Nunes de França - William dos Santos Bazílio

O Arco do Salesiano
Quando entro em Juazeiro
Hoje é um patrimônio
Do nosso povo Romeiro
Uma das sete maravilhas
Dessa cidade que brilha
Orgulho do brasileiro.

Célido Sousa – Juazeiro do Norte de antigamente

22/09/2026

Para quem não conheceu Madailton, do tão famoso DOCE DE MADAILTON, pois:

Madailton é esse repórter futebolístico de camisa cor rosa que tinha uma deficiência no tronco e que está no momento entrevistando o saudoso Sr. José de Anchieta Brito, que atualmente era gerente industrial da antiga fábrica de coca-cola e foi por muito tempo gerente industrial da Cajuina São Geraldo.

Obs: Da a impressão que Sr. Anchieta é quem está entrevistando, mas a verdade é que é Madailton. Coisas que acontecem.

Celido Sousa.

O Estilo pode mudar, a aparência também, mas a história jamais será mudada. Esse foi mais um dos casarões que o homem co...
22/09/2026

O Estilo pode mudar, a aparência também, mas a história jamais será mudada.
Esse foi mais um dos casarões que o homem construiu, fez a história e veio outros e as derrubou modernizando e aperfeiçoando para o seu tempo. Mas quem viu, quem pesquisou e quem um falou deles, jamais esquecerá.

Célido Sousa - Juazeiro do Norte de antigamente.

Endereço

Avenida Pe Cícero, S/n
Juazeiro Do Norte, CE
63000000

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