Associação Nacional de Integrantes veteranos da Reserva e Ex mil.da FAB

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O objetivo é reunir ex-militares veteranos da FAB, ajudarmos a sociedade para qualquer situação.

11/04/2026

Heróis da FEB - Cabo Vitório Kreusch

Filho de Celestina Goedert Kreusch e Sebastião Kreusch, nasceu em Angelina, SC, em 28 de junho de 1920.
Ainda criança, mudou com os pais para Vidal Ramos, SC, e, logo após, para Presidente Nereu, SC, onde trabalhou na lavoura com os pais até ir para o Exército.
Voluntário para integrar a FEB, em 18 Ago 1944, foi integrado ao 11º Regimento de Infantaria (Companhia de Petrechos Pesados do 2º Batalhão, já no Rio de Janeiro. Partiu para a Itália em 22 de setembro de 1944.
Entrou em linha de combate em 1º de dezembro de 1944. No dia 4, seguiu para as posições de combate em Casa de Guanela e Cá di Toschi, em substituição ao 3º Batalhão do 6º RI, permanecendo até 12 de janeiro de 1945. Voltou a entrar em posição de combate em 10 de fevereiro, na região de Bombiana.
No período de 20 a 27 de fevereiro coube ao batalhão a missão de conservar as posições atuais para o ataque que o IV Corpo sobre Monte Belvedere, Monte della Torracia e Monte Castelo.
Permaneceu com a sua companhia na linha de apoio, cooperando eficazmente com as companhias de fuzileiros; em 3 de março, participou da ação em Marano e, no dia 6, em Castelnuovo. Esteve em combate de 10 de a 17 de março, período em que o seu batalhão recebeu a ordem para substituir elementos do 85º e do 86º RI de Montanha Norte-Americano, cabendo ao seu batalhão a defesa do quarteirão do Morro della Torracia.
A partir de 14 de abril, cumpriu a missão de proporcionar a base de fogos para as companhias de fuzileiros do 1º Batalhão do 1º RI e do 2º Batalhão do 6º RI, que deveriam ocupar as alturas a oeste, sudoeste e nordeste da Montese, Cota 806/808 e Maserno.
Na sequência, atuou entre Bicocchi, Sassuolo e San Polo D’Enza.
De 26 a 29 de maio participou de ações em Collecchio, onde encontrou forte resistência inimiga, resultando na rendição da 148º Divisão Alemã.
No período de 29 de abril a 4 de maio deslocou-se com o seu batalhão para a região de Castelvetre, a fim de barrar qualquer tentativa incursão ou inimiga vinda de Norte para Sul.
Sua participação nessas atividades foi louvada individualmente em diversas oportunidades. Seguem algumas.
Em 4 Fev 1945, foi elogiado pelo comandante CPP/2 por ter cumprido uma missão de combate durante os 42 dias em que esteve em posição, nos seguintes termos: “O cabo Vitório Kreusch, no comando de sua pequena fração ou de outras tarefas que lhe foram confiadas, esforçou-se sempre para obter o melhor resultado. É um trabalho que quase não aparece, mas é básico para o êxito da subunidade. A soma dos seus esforços foi uma boa parcela para o resultado obtido pela companhia”.
Em 24 de março, foi louvado nominalmente pelo senhor capitão comandante da companhia pelo muito que trabalhou para que o batalhão cumprisse a missão de apoio à unidade vizinha e auxiliasse a desbaratar um contra-ataque inimigo, as posições do 2º Batalhão do 1º RI durante os combates de período de 20 a 27 de fevereiro do corrente ano.
Em 4 de abril, o comandante da CPP II elogiou-o individualmente, nos termos que se seguem: “Durante o ataque a Cá di Geacimoni-Roca Pitigliana, dentro da sua função, se distinguiu pela elevada colaboração prestada ao comando da companhia, o que muito contribuiu para o êxito do ataque alcançado pela Companhia e pelo Batalhão”.
Em 8 de maio, o comandante da companhia elogiou individualmente nos seguintes termos: “Na sua função, foi de uma dedicação sem par no cumprimento de todas as missões recebidas; manteve-se sempre com a moral elevada; mau grado as asperezas do combate, muito contribuiu para que a companhia se saísse bem durante estes seis meses de operações”.
Em 28 de maio foi publicado elogio do comandante de companhia nos seguintes termos: “O cabo Vitório Kreusch, apontador de peças de morteiro, durante o tempo de operações, distinguiu-se no comando de sua fração, levando a bom termo todas as missões recebidas, não medindo sacrifícios para manter o terreno ocupado durante o período da defensiva, bem como para desalojar o inimigo de suas posições no período da ofensiva”.
Foi agraciado com a Medalha de Campanha e a Medalha de Guerra, além de receber o título de Diploma de Membro Honorário do IV Corpo de Exército (EUA). Em 28 de maio publicou-se ter sido proposto para receber a medalha americana Bronze Star por serviço meritório em combate.

Chegou ao Rio de janeiro no dia 17 de setembro de 1945. Em 30 de setembro foi licenciado do serviço ativo do Exército, ficando registrado como reservista de 1ª Categoria.
De volta a Itaquá, SC, casou, em 27 de dezembro de 1945.
Doente, com a memória atormentada por cenas de tiroteio, ataques inimigos e outros traumas de guerra, foi levado ao hospital do Exército em Curitiba, onde, em 9 de fevereiro de 1947, nasceu a primeira filha.
Com poucas esperanças de vida, foi encaminhado para a casa em Presidente Melo, sem amparo. Sem recursos, contou com a ajuda de irmãos e amigos, que o internaram no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, onde veio a falecer em 26 de novembro de 1948.
Deixou a viúva e uma filha. A segunda filha viria a nascer no dia 14 de janeiro de 1949; portanto, sem conhecer o herói que deu a vida pela Pátria.

FONTES
Histórico do Pessoal Militar – Folhas de Alterações (Regimento Tiradentes) e informações de familiares.

Leia mais em https://museuvirtualdafeb.com.br/biografia-vitorio-kreusch/

11/04/2026
11/04/2026

A ENGENHARIA NA FEB

A arma da Engenharia, na FEB, era composta de um Batalhão de Engenharia (Companhia de Comando + três companhias de engenharia + destacamento de saúde), com efetivo de 678 militares, acrescido de um oficial do serviço de intendência. Havia ainda o Serviço de Engenharia, junto ao QG da 1ª Divisão de Infantaria Divisionária.
Para a composição do efetivo, foram empregadas tropas do 9º Batalhão de Engenharia (Aquidauana-MT), acrescido de pessoal pertencente à Companhia-Escola de Engenharia (Capital Federal) e ao 1º Batalhão de Pontoneiros (Itajubá-MG).
Antes mesmo de os infantes e artilheiros entrarem em combate, Engenharia da FEB já estava em ação, junto aos norte-americanos ou isoladamente removendo minas, recuperando caminhos e reconstruindo pontes.
Para o cabo Aribides Rodrigues Pereira “o poderio e a eficiência da Engenharia eram impressionantes. Em uma noite, lançavam cabos de aço com pneus, montavam a estrutura metálica e concluíam uma ponte para dar passagem à tropa”.
Segundo o cabo Taltíbio de Mello Custódio, “a Engenharia fazia um trabalho admirável. Os alemães bombardeavam as estradas para dificultar o avanço dos comboios aliados, e a Engenharia arrumava tudo em pouco tempo, com seus caminhões e patrolas”.

Entre os heróis da FEB tombados em campanha está o sargento Luiz Ribeiro Pires, filho de João Carlos Pires e Alice Ribeiro Pires, nascido no Rio de Janeiro em 23 de maio de 1921.
Deixou o solo da pátria em 22 de setembro de 1944, vindo a falecer no dia 22 de fevereiro de 1945, em Abetaia, em explosão de uma mina, que, no desempenho da sua missão, tentava neutralizar.
Foi agraciado com as medalha Cruz de Combate de 2ª Classe, Sangue do Brasil e de Campanha.
Fontes: Boletim Especial do Exército de 2 de dezembro de 1946, Ficha de Baixas (acervo MNMSGM), Boletim Reservado do Exército e livro "Vozes da Guerra".

No vídeo o trabalho da Engenharia e uma estrada legada pela FEB aos italianos.
https://www.facebook.com/reel/1939876262938627

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Notaer Março 2026 11/04/2026

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