Coletivo Vela - Vivencias e Estratégias em Lugares Abertos

Coletivo Vela  - Vivencias e Estratégias em Lugares Abertos

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Articuladores, projetistas e facilitadores desse movimento importantíssimo que flui nos espaços p?

O Coletivo Vela tem um significado concreto dúbio (vela vento, vela luz) em um amplo leque metafórico. Simboliza um aparato capaz de utilizar uma força natural presente no ambiente e transformar essa força em movimento. Nos propomos a catalisar os ventos, as ocupações e utilizações do espaço público para que exista mais articulação. Ao mesmo tempo simboliza a luz, que é um arquétipo de saber/conhecimento, de iluminar algo que já existe, mas está oculto na escuridão.

Photos 21/06/2016

Nota sobre a Ponte de Pedra e sua Restauração | Porto Alegre 2016

Há poucos símbolos que mais representam a sensação de “pertencimento” no espaço urbano do que o Patrimônio Arquitetônico. O incêndio no Mercado Público em porto alegre, por exemplo, é um grande exemplo disso. Tenho certeza que muitos de nós, moradores de Porto Alegre, nos sentimentalizamos ao ver um dos símbolos da cidade ruindo em chamas. Certamente ficamos felizes também ao ver que o Mercado continuava firme e forte.

Não seria diferente com a Ponte de Pedra, um dos mais antigos símbolos da cidade no Largo dos Açorianos. Suas pedras foram assentadas pelos mais antigos habitantes dessa cidade.

A imagem de seu Restauro, assombrou as timelines, e acompanhou inflamadas opiniões. Embora concordemos que, visto o desprezo e a falta de entendimento que a atual prefeitura tem com nosso patrimônio histórico, pareça condizente que a obra esteja sendo feita da maneira ‘errada’, felizmente não parece ser o caso.

Dentro do processo de restauro, um dos principais pontos a serem analisados são as infiltrações na estrutura. Esse ponto é ainda mais importante quando, na estrutura, já tenha sido realizado alguma reforma e o problema persistir. É o caso da nossa Ponte.

Até onde conseguimos averiguar, as determinações das Cartas Internacionais de Restauro (as mesmas que são usadas para o restauro de grandes igrejas e monumentos europeus, por exemplo), estão sendo seguidas. Mesmo que cause um certo estranhamento, os processos como a Anastiloses, as reestruturações visam sempre a preservação visual e arquitetônica do patrimônio.

Criticamos agora, mais uma vez, a falta de informação dada por parte da prefeitura de Porto Alegre, que mostra mais uma vez que não compreende os Espaços Públicos e o Patrimônio Histórico e Arquitetônico como partes integrantes do imaginário urbano e da qualidade de cidade. Se esse entendimento estivesse sedimentado nos nossos políticos eleitos, nunca uma ação de restauro de um dos mais importantes patrimônios da cidade viria sem uma preocupação educativa, informativa e transparente do processo.

Abaixo alguns links interessantes sobre as Cartas Internacionais, e o restauro da Ponte.

A Carta de Veneza:http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Veneza%201964.pdf

Um dos livros-base da restauração atual: http://www.orelhadelivro.com.br/livros/119429/teoria-da-restauracao/

Reportagem:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/porto-alegre/v/restauracao-da-ponte-de-pedra-de-porto-alegre-gera-polemica-nas-redes-sociais/5109044/

Alguns artigos:
https://5cidade.files.wordpress.com/2008/04/fundamentacao-teorica-do-restauro.pdf
http://www.fau.usp.br/cursos/graduacao/arq_urbanismo/disciplinas/aui1601105/Carbonara-designio6.pdf

P.S. - A foto da postagem demonstra a imagem que levamos na memória e ansiamos para ve-la outra vê!

Photos 23/05/2016

Nota sobre a Cultura e/dos Espaços Públicos

Atravessamos épocas em que a Cidade, mais que nunca, não tem sido compreendida em sua essência social, e em triste contraponto, vem sendo afirmada em um entendimento apenas econômico do processo de urbanização. No atual momento de instabilidade política, também é observado a falta de atenção na importância das políticas públicas no processo de geração de espaços de encontro e por fim, o completo desprezo pelas atividades que acontecem neles, pela ótica do poder público. Embora falemos de urbanismo, o mesmo descaso é visto em muitas áreas onde o capital financeiro não é o protagonista, e sim a geração de cultura, seja ela urbana, artística, social ou de registro.

Nesse ambiente caótico, a jogatina política e o leilão de cargos públicos atreladas à instabilidade e irregularidade do governo atual, resultou na extinção do Ministério da Cultura. Por pressão popular, a pasta foi recriada, mas isso não basta. O desprezo e o descaso pelo capital cultural é a prova de que a sociedade não é compreendida como geradora de cultura, e sim de capital financeiro.

A cidade é protagonista, palco, partícipe e símbolo desse conflito. Não é a toa que as manifestações se dão, justamente nos Espaços Públicos. O espaço urbano tem a capacidade de congregar e amplificar esses gritos e reivindicações, assim como é integrante essencial na criação do imaginário cultural presente nas ruas e nas histórias de qualquer país.

Apesar de tudo [ e mesmo com todo o emblema, todo o problema, Todo o sistema, todo Ipanema...] a gente vai levando. E ‘a gente’ precisa se mexer. Não podemos parar. E ‘a gente’ é justamente as pessoas que de uma forma ou de outra estão ligados por laços muito fortes com o setor cultural. Essa fagulha de esperança cresce a cada vez que falamos com nossos pares, sejam urbanistas, artistas, historiadores, professores ou qualquer pessoa que compreenda que a geração de cultura está intrinsecamente ligada à educação e à construção social.

É muito importante ressaltar as excelentes iniciativas que são feitas na cidade, ante a dominação do descaso frente a cultura e aos espaços públicos. Uma delas, e uma da mais impressionantes já vistas em Porto Alegre, foi a ‘Noite dos Museus’. Evento que demonstrou a vontade das pessoas em saírem pra rua, não só pra se manifestar (o que é também importantíssimo) mas para se apropriar da cidade. O evento propiciou que os principais museus de Porto Alegre ficassem abertos até a meia noite do sábado, dia 21 de maio, e que seus entornos e estruturas ampliassem a capacidade de serem espaços de encontro. No interior ocorriam shows de artistas diversos além de exposições. O evento não poderia ter sido de maior sucesso! E isso não aconteceu ao acaso. Os espaços culturais, associados à apropriação da cidade e dos espaços públicos, e o incentivo às pessoas se encontrarem na rua é uma fórmula sem erro para a educação urbana, artística, cultural e política. Embora, pelo impacto do acontecimento recente, tenha sido citado a ‘Noite dos Museus’ é importante lembrar que centenas de eventos vem acontecendo pelas ruas e praças a todo momento, pelo ímpeto e vontade das próprias pessoas que moram e participam da construção cultural nas cidades.

De todos os manifestos, a apropriação da rua e a geração e incentivo à cultura, continuam sendo as mais bonitas flores que nascem no asfalto.

Nossos parabéns à organização do evento, e um abraço esperançoso pedindo por mais atenção à Cultura presente em cada esquina das cidades.

Coletivo Vela

Queremos Parklets em Porto Alegre 09/05/2016

Quem quer Parklets em Porto Alegre ?

Nós !
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Vamos fazer pressão aos vereadores de nossa cidade para a regulamentação dessas lindas mini praças.

Mais vida Urbana por cidades mais seguras !

Queremos Parklets em Porto Alegre Vereadoras e vereadores: aprovem o projeto de Lei 103/14, do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), que institui o Programa de Zonas Verdes. A proposta autoriza a extensão temporária do passeio público p...

Estruturação e Planejamento do Grupo 04/05/2016

Durante os meses de Novembro a Fevereiro de 2015/2016 os integrante do coletivo se reuniram para planejar, estruturar e estudar o grupo.

Consideramos esse periodo inicial como a fase semente no qual nos "alimentamos" de informações e metodos para desenvolver nossas propostas e atução.

As reuniões ocorreram no Estudio 4 Ímpar Arquitetura e Gestão que sedeu gentilmente o espaço acreditanto na força e nos principios do Coletivo VELA. Obrigado 4 Ímpar pelo apoio !!!

Photos from Choque Cultural's post 03/05/2016

Calçadas são espaços públicos! Os muros tentam negar essa relação... até conseguirmos mudar, vamos colori-los?

22/04/2016

Boa tarde pessoal,

As vezes um poema nos faz pensar mais sobre a cidade que as dezenas de livros, plantas e projetos que acumulamos nos escritórios.

Segue um poema solto pra estante dos dias! Bom final de semana!

***

A arquitetura como construir portas
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e teto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até refechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.

João Cabral de Melo Neto

A Matter of Adaption | mapolis | architecture – the online magazine for architecture 19/04/2016

Galera, além de divulgarmos nossos projetos, ideias e encontros nessa página, gostaríamos de esporadicamente mostrar alguns projetos legais de referência.

Nos espaços públicos (por serem espaços, e por serem públicos), é necessário que possam se adaptar e serem manipulados pelos próprios usuários. Muitos caminhos se fazem enquanto andamos, e sombras aparecem porque o empirismo do lugar nos fez parar por ali.

Segue um projeto/instalação que traz essa reflexão, além de um lindo conceito.

A Matter of Adaption | mapolis | architecture – the online magazine for architecture When you are already dreaming of a city, then why not of one from a better world, a city in harmony with nature that adapts to its environment like a flexible plant? Izaskun Chinchilla Architects dreamt such a dream with their Organic Growth Pavilion project, and became one of two winners of the “Ci…

Photos 05/04/2016

Com muita alegria o coletivo VELA lança seu manifesto

05/04/2016

O Coletivo Vela tem um significado concreto dúbio (vela vento, vela luz) em um amplo leque metafórico. Simboliza um aparato capaz de utilizar uma força natural presente no ambiente e transformar essa força em movimento. Nos propomos a catalisar os ventos, as ocupações e utilizações do espaço público para que exista mais articulação. Ao mesmo tempo simboliza a luz, que é um arquétipo de saber/conhecimento, de iluminar algo que já existe, mas está oculto na escuridão.

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