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Fabrício Cavalheiro � Luta de Classes! Em defesa do Patrimônio Público
Pela causa a autista e das pessoas com necessidades especiais.

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08/09/2026

Hoje, depois de final de semana prolongado, ao retomarmos a rotina, um único erro se tornou maior do que toda a atividade.

Victor vinha realizando diariamente os exercícios do Kumon e esperava receber a chuva de confetes que aparece ao concluir corretamente a tarefa. Mas ele errou uma questão — e os confetes não vieram.

A frustração cresceu, sua atenção diminuiu e ele passou a dizer que estava sem motivação. Quanto mais tentava continuar, mais difícil parecia reorganizar o pensamento. Foi preciso parar.

Para quem observa de fora, pode parecer uma reação exagerada diante de apenas um erro. Mas o erro não representou somente uma resposta incorreta: rompeu uma expectativa e exigiu uma reorganização interna que, naquele momento, ele não conseguiu realizar.

Quando existe dificuldade para flexibilizar o pensamento, aquilo que saiu diferente do esperado pode ocupar todo o espaço. A criança deixa de perceber o que já conseguiu fazer e enxerga somente o ponto em que falhou.

A pausa não foi desistência nem abandono da aprendizagem. Foi o reconhecimento de que, antes de continuar, ele precisava recuperar as condições emocionais para aprender.

Nem toda resistência é preguiça.
Nem toda desatenção é falta de interesse.
Nem toda pausa significa desistir.

Continuaremos falando sobre rigidez cognitiva no autismo: por que erros, mudanças e frustrações podem assumir proporções tão intensas — e como a escuta, a antecipação e a construção gradual de alternativas podem ajudar.

Porque errar não apaga todo o caminho já percorrido.

InclusãoParaTodos PaiDeAutista

Alguns nós não precisam ser arrancados. Precisam ser compreendidos.A terapia pode ser representada como o processo de de...
01/09/2026

Alguns nós não precisam ser arrancados. Precisam ser compreendidos.

A terapia pode ser representada como o processo de desenrolar um emaranhado de fios.

Esses fios carregam histórias, afetos, conflitos e experiências que nem sempre são compreendidos com clareza. Muitas vezes, aparecem como angústias, sintomas, silêncios ou situações que continuam se repetindo, mesmo quando existe o desejo de agir de outra maneira.

O processo começa pela possibilidade de falar e ser escutado em um espaço de acolhimento, respeito, sigilo e ausência de julgamentos.

À medida que a fala encontra espaço, lembranças, sentimentos, contradições e repetições podem começar a revelar novos sentidos. Aos poucos, torna-se possível reconhecer como determinados nós foram formados, o que representam e por que ainda apertam.

Alguns nós podem se desfazer. Outros permanecem como parte da história, mas deixam de provocar o mesmo sofrimento.

Esse processo não segue uma sequência previsível. Há avanços, pausas, retornos e novos encontros com questões que pareciam já compreendidas. Também não existem respostas prontas ou um tempo igual para todas as pessoas.

A terapia não apaga o que foi vivido. Ela possibilita elaborar a própria história, construir novos sentidos e encontrar outras formas de se relacionar com aquilo que antes apenas se repetia.

Desenrolar os nós não significa eliminar o passado, mas permitir que ele deixe de aprisionar o presente.

Se esta reflexão fez sentido, salve e compartilhe com alguém que também possa se beneficiar dela. ☕🧡

Elaboração Autoconhecimento

07/08/2026

☕ CAFÉ, PSICOLOGIA & RESENHA | EP.005

O mundo mudou. Nosso olhar também.

O diagnóstico não mudou quem o Victor era. Mudou a forma como aprendemos a enxergá-lo. 💙

Receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de um filho costuma trazer dúvidas, medos e muitas incertezas. Mas, com o tempo, descobrimos que o maior desafio não era mudar o Victor. Era transformar o nosso olhar.

No EP.005 do Café, Psicologia & Resenha, compartilho um pouco da nossa história como família atípica e da forma como a Psicologia me ajudou a compreender aquilo que, um dia, parecia impossível de colocar em palavras.

Este não é apenas um relato sobre autismo. É uma conversa sobre o luto da descoberta, a reconstrução das expectativas, a importância do conhecimento, da inclusão e da esperança. É a história de uma família que aprendeu que o amor não diminui diante dos desafios; ele cresce, amadurece e encontra novos caminhos.

Se este episódio fez sentido para você, compartilhe. Talvez ele alcance justamente uma família que hoje esteja vivendo o momento que nós vivemos anos atrás.

E, se sentir à vontade, conte nos comentários: qual foi a maior transformação que um diagnóstico trouxe para a sua vida ou para a sua família?

📲 Siga o perfil e acompanhe os próximos episódios do Café, Psicologia & Resenha.

☕ Psicologia para entender a vida.

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10/12/2025

Hoje meu coração amanhece diferente.
É aniversário do Victor, meu filho, meu companheiro de jornada.

Doze anos… e ainda assim parece que foi ontem que ele chegou ao mundo, lá em Bagé, trazendo aquela mistura de surpresa, esperança e amor que muda a vida da gente para sempre. Desde então caminhamos lado a lado, nos dias leves e nos dias que pesam.

A falta da Mamãe segue doendo, e não há como esconder isso. Mas, juntos, eu e ele fomos aprendendo a respirar de novo, a dar os primeiros passos depois da queda, a transformar o luto em lembrança boa e a saudade em força para continuar. Sou imensamente grato à família, aos amigos e aos professores que caminham conosco, oferecendo apoio, carinho e aprendizados que ajudam o Victor a florescer um pouco mais a cada dia.

Victor é a luz que ficou.
É a prova de que o amor não termina.
É por ele que luto por inclusão, por respeito, por um mundo onde ele possa simplesmente ser quem é, e pertencer sem precisar pedir licença.

Parabéns, meu filho.
Que tu sintas, em cada abraço meu, todo o amor que te acompanha desde o primeiro dia. Tu és vitória, és coragem, és motivo, és um presente maravilhoso que a vida me deu.

Te amo 💙❤️🥰

Endereço

Rio Grande, RS
96500

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