Olhar adotivo

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Olhar adotivo mais que um movimento pelo direito à biografia, é uma luta coletiva por um mundo melhor

14/09/2026

O podcast "As irmãs" da querida Mari Muradas com Chico Felitti é um presente para as reflexões sobre adoção no Brasil.

Ouvi com o coração todo sensível, sendo levada à inúmeras reflexões. É muito bonito pensar que hoje temos uma investigação como essa disponível para tantas pessoas. O Olhar Adotivo só existe porque anos atrás, no meu processo de me entender com a minha adoção, fiquei obcecada por encontrar referências adotivas e praticamente não haviam. Tanta coisa tem mudado de lá pra cá e eu acredito muito nessas revoluções miudinhas. Penso nas Larissas de hoje que encontrarão essa tradução, todos esses materiais e ações. São sementes para um novo amanhã e ver isso tudo acontecer me emociona imensamente.

Mari, repito aqui: que bom que sua indignação move o mundo e que você existe a partir desse olhar que é generoso e coletivo! É muito, muito bom poder ter você como parceira e amiga nessa luta tão visceral que atravessamos.

Por mais e mais projetos feitos por e para adotivos!

Por direitos adotivos!

Escutem "As irmãs"

09/09/2026

"Se eu fosse adotada eu jamais iria atrás da minha história".

🧐 Será mesmo?!?

O quanto algumas frases só são construídas enquanto a gente:

🚩Não viveu a mesma realidade
🚩Desconhece os debates mundiais sobre direito à identidade
🚩Sabe exatamente o dia em que nasceu e onde
🚩Pode rememorar a si mesmo sem problemas
🚩Sabe a própria história, tem fotos e registros dela
🚩Tem histórico médico
🚩Confunde materialidade da própria história com construção de vínculos

É fácil demais julgar adotivos quando não mergulhamos mais profundamente no universo da adoção. Identidade não se confunde com ingratidão ou falha da família por adoção. Como vimos no vídeo anterior, há idosos que só se permitem buscar mais elementos sobre si depois que a família por adoção morreu, pois só assim se confia que não irá magoar ninguém.

Antes de julgar adotivos, que tal ter curiosidade sobre o que é ser adotivo ?

Antes de criticar, que tal se imaginar como alguém em lacunas?

Antes de imaginar ingratidão, que tal conhecer o artigo 48 do Estatuto da Criança e do Adolescente?

07/09/2026

Feriado de independência...Dos movimentos adotivos, hein? Sem censura, sem tabu...Com pertencimento e entendimento de si 🔥❤️

Adotivo: você pode vivenciar a sua biografia no seu tempo, seja como for! Tudo bem se antes você elaborava a sua adoção de uma forma e agora está pensando em vivê-la de uma nova maneira. Tudo bem se antes era raiva e agora era tristeza, se antes era gratidão e agora for dúvida.

Há cada vez mais pessoas se especializando no Brasil para te apoiar em seu processo de mapeamento biográfico!

Por mais liberdade e entendimento adotivo e menos desinformação!

04/09/2026

Assisti A Fabulosa Máquina do Tempo no Cinema Popular Ubatuba e, para além de todo encantamento com o trabalho belíssimo da Eliza Capai fiquei pensando em como o filme dialoga, e muito, com o universo adotivo.

Não dá pra falar de adoção sem refletir politicas públicas e o seu impacto nas gerações futuras. Sonhar outras realidades está intimamente conectado com semear possibilidades.

Quais programas e políticas precisam começar a existir, ou serem fortalecidos, para que crianças como a Manu e mulheres como sua mãe possam contar outras histórias?

Pensar no quanto contar histórias é simbólico também me lembra de ressaltar, de novo e de novo, a importância de cuidarmos da biografia adotiva, garantindo todos os elementos necessários para que alguém possa se contar por inteiro!

Muito obrigada, Eliza, por mover enxergamentos tão necessários ❤️

Assistam "A fabulosa máquina do tempo"

O teatro é das linguagens mais lindas do mundo e sou suspeitíssima para falar. Sou apaixonada pelo ritual do encontro, p...
30/08/2026

O teatro é das linguagens mais lindas do mundo e sou suspeitíssima para falar. Sou apaixonada pelo ritual do encontro, pela presença viva no agora do palco, por tudo isso que só nos toca a partir da sensibilidade.

Ontem eu finalmente consegui assistir essa peça linda que pude acompanhar um pouco do processo e, caramba, que alegria ver a adoção sendo retratada com tanta qualidade.

Em "Jabuticaba nasce no tronco" acompanhamos a vida pré ECA e o processo para que crianças encontrem um lar. Mas não só: a grande chave de Jabuticaba é mostrar a adoção como algo a longo prazo, cujas reflexões sobre seus impactos vai se dando aos pouquinhos - e muitas vezes a partir do encontro com outros adotivos.

Um spoiler do bem, mas com cuidado de não atrapalhar a experiência, é que ver as crianças crescidas é a cereja do bolo para o nosso entendimento pleno da complexidade de tudo.

Jabuticaba conseguiu um desafio em tanto: condensar em pouco mais de 2 horas uma série de olhares importantíssimos sobre adoção. Há reflexões sobre a entrega das crianças, a importância de um bom acolhimento pré-adoção, devolução, adoção monoparental, maternidade, desejo de paternidade, direito às origens, troca de nome, como o adotivo é visto pela sociedade, o sentimento das famílias por adoção e muito mais que vocês vão descobrir assistindo...

Eu me emocionei em vários momentos e fiquei bem feliz com a representação tão humana das coisas: momentos de tensão, de falas atravessadas, de estereótipos. Mas tudo pelo conjunto da obra!

Vida longa ao teatro e essa energia linda que vai com a gente pra casa e faz a peça habitar em nós!

Pessoal, que alegria ver a maturidade do trabalho que entregaram. Parabéns por tudo que movimentaram no mundo!!! Saí feliz e me senti muito representada em vários momentos.

Viva rodrigodecastro Vitória Cortez
Fabia Mirassos Barroso / Barroso Eus jenifersouza___
Bernardo Fonseca Machado (continue escrevendo ❤️)

Assistam Jabuticaba ❤️

O que significa crescer sem espelhamento genético e depois passar a ter?E quando a falta de espelhamento genético se mis...
13/08/2026

O que significa crescer sem espelhamento genético e depois passar a ter?

E quando a falta de espelhamento genético se mistura com a sexualização de corpos adotivos?

Esse é um tema que quero destrinchar pouco a pouco por aqui.

Cada história de adoção é única, mas dentro da minha, a desconexão corporal foi algo que me acompanhou por muito tempo - e eu nem me dava conta que era isso exatamente.

Passar a ter espelhamento genético, entender que sexualizações não são culpa minha, fazer terapia, conhecer outros adotivos...Tudo isso formou uma base de um novo relacionamento com o meu corpo.

Esse processo de reconexão começou há algum tempo, mas com a chegada dos esportes muito se intensificou.

Você, adotivo: como é a sua relação com o seu corpo e espelhamento genético? Entre seu corpo e assédio? Entre o seu corpo e o mundo?

Fico muito feliz pensando na nova geração de adotivos que crescem em uma sociedade melhor informada! Para todos os que viveram desconectados do próprio corpo sem nem entender direito o porquê, e enxergando os impactos depois, bora junto nessa, que há, e muito, espaço pro nosso corpo no mundo ❤️

filhaadotiva

É sempre muito precioso debater Direito às Origens, ainda mais durante o Mês Nacional da Adoção.Durante o Encontro Nacio...
27/05/2026

É sempre muito precioso debater Direito às Origens, ainda mais durante o Mês Nacional da Adoção.

Durante o Encontro Nacional sobre Busca às Origens, tivemos a oportunidade de refletir coletivamente como tem se dado o processo de efetivação dos direitos adotivos no Brasil, tanto para brasileiros adotados no Brasil quanto para os que foram adotados internacionalmente.

Por lá, pude partilhar a importância de termos uma Associação como a que promove acesso à Justiça sobre direito às origens, uma vez que ainda precisamos avançar em termos de informação sobre esse assunto tão sensível. Pude, também, estar ao lado de pessoas que admiro muito e reiterar que ser a adoção não deve, jamais, apagar o direito à identidade de ninguém nem acontecer a partir de tantas e tantas violências.

Direito às origens é tema amplo, muito mais que só um acesso documental. É garantia de identidade, biografia, história. É para ser pensado não só como um documento qualquer a ser desarquivado depois, mas como um acervo histórico e pessoal.

Nesse exato momento, que alguém esteja coletando com cuidado e respeito a história de um futuro adotivo, incluindo dados dos genitores ao serviço de acolhimento e escola, com elementos como cartas, fotos e demais ferramentas que ajudem a compor o contorno narrativo que alguém irá precisar para contar a si mesmo seja em qual idade for.

Encontros como esses são importantes para nos lembrar que direito às origens não devem interessar apenas adotivos e suas famílias, mas sim diversos atores sociais, dos juízes que concedem acessos à equipe técnica que compõe arquivos, dos psicólogos que acompanham o desdobramento da chegada dessas informações aos advogados que lutam por reparações!

Obrigada pelo convite e por esse evento tão potente!

Que venha, e venha logo, essa nossa sociedade letrada em adoção!

No mês nacional da adoção, além das reflexões importantíssimas sobre direitos adotivos e o futuro da adoção, me interess...
21/05/2026

No mês nacional da adoção, além das reflexões importantíssimas sobre direitos adotivos e o futuro da adoção, me interessa, e muito, as conversas com adotivos sobre questões mais “subjetivas”.

Como se dá a construção de vínculos para adotivos - e o quanto isso ocupa a mente?

Reconhecer emoções e ter ferramentas para lidar com elas é muito bom!

O problema é quando a sociedade falha em fornecer ao adotivo, seja em qual idade for, recursos para seu autoconhecimento.

Que possamos, e logo, ter toda uma sociedade letrada em adoção ❤️

Nos últimos 2 anos, essas mulheres incríveis têm sido minhas parceiras de Ladrilhar , um projeto de formação, articulaçã...
13/04/2026

Nos últimos 2 anos, essas mulheres incríveis têm sido minhas parceiras de Ladrilhar , um projeto de formação, articulação e pesquisa que busca sustentar uma escuta atenta e crítica das infâncias marcadas por situações de desproteção social, especialmente nos contextos de acolhimento institucional, destituição do poder familiar e adoção.

Sonhado com muito carinho, o Ladrilhar ofertou atendimentos clínicos, por meio de profissionais voluntários, a crianças e adolescentes em acolhimento institucional e em processos de adoção na jurisdição de Itaquera (SP). Para isso, primeiro, qualificou essa escuta a partir de um curso ministrado por muita gente maravilhosa, contribuindo para a formação profissional e para o debate público mais amplo sobre essas temáticas.

Partilho aqui sobre a nossa trajetória juntas porque agora o Ladrilhar tem um novo sonho:

🎯 realizar uma pesquisa sobre o atendimento psicológico de crianças e adolescentes em acolhimento em Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, mapeando serviços, fluxos de cuidado e sua relação com a adoção, incluindo o acompanhamento no pós adoção.

Vamos também ouvir os egressos e egressas do sistema de acolhimento sobre qual cuidado elas desejam acessar. Os resultados serão reunidos em um relatório público e vão subsidiar ações de incidência nas políticas públicas. A pesquisa pretende subsidiar a luta por um atendimento digno a essas crianças!

Hoje há pouca informação pública sobre quantas crianças e adolescentes acessam esse atendimento fundamental, como e por quem ele é ofertado e qual seu impacto nos processos de adoção e pós-adoção.

🎯 Sem dados, não há política pública eficaz.
🎯 Sem diagnóstico, não há transformação estrutural.

Se puder, nos ajude e espalhe essa ação em suas redes, vai ser uma grande alegria contar com o seu apoio: https://benfeitoria.com/ladrilharpesquisa

✅️ E o mais importante: seu apoio vale o triplo! A cada um real doado, a Fundação Tide Setúbal vai colocar mais 2 reais. Mas, atenção, a campanha é tudo ou nada: se não conseguirmos os 60.000 reais, não receberemos o valor e esse mapeamento tão importante não se tornará uma realidade transformadora!

Vamos juntos nessa?

E se a gente testasse umas cenas curtas sobre perspectiva adotiva por aqui, hein? ❤️
29/01/2026

E se a gente testasse umas cenas curtas sobre perspectiva adotiva por aqui, hein? ❤️

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