Saiba tudo sobre a Subprefeitura de Schmitt e suas atividades para melhorar a vida das pessoas. Todos esses postos atraíram a atenção de pioneiros.
Engenheiro Schmitt é um distrito de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, conhecido nacionalmente como a capital dos doces artesanais. Localiza-se a noroeste do estado, distando desta cerca de 444 km da capital. Origem do Nome
O nome do distrito é uma homenagem a Karl Ebenhardt Jacob Schmitt, em algumas citações Carlos Everardo Jacó Schmitt, ou simplesmente Carlos, como era chamado, que foi
o responsável pela implantação dos trilhos da Estrada de Ferro Araraquarense entre 1907 e 1912. Um engenheiro alemão nascido em 1854, formado na Politécnica de Estugarda, que chegou ao Rio de Janeiro em 1880, seguindo para Rio Claro, onde se casou. Trabalhou em diversas ferrovias no Estado de São Paulo e era chamado em Araraquara de "Alemão da Mulas", pois percorria o Estado montado numa mula. Um ano depois da construção da última estação antes do trem alcançar São José do Rio Preto, em 9 de agosto de 1913, faleceu em Rio Claro, com apenas 59 anos. História
A história de Engenheiro Schmitt está inteiramente ligada à história de São José do Rio Preto. Foi uma antiga parada de tropeiros, conhecida como "Parada do Ipezal". Seus primeiros habitantes chegaram por volta de 1885 e o local servia como ponto de referência e passagem para imigrantes, mascastes e viajantes que seguiam em direção aos sertões dos Estados do Mato Grosso, Triângulo Mineiro e Paraná. Posteriormente, área foi ocupada por fazendeiros e sitiantes que mantinham roças de subsistência, uma agricultura comercial em bases rudimentares de cana-de-açúcar, com a utilização de engenhos para industrialização do produto e a instalação de olarias para o fornecimento de tijolos e telhas. Como ocorreu em toda a região, o café foi plantado com sucesso e o pequeno povoado se desenvolveu com safras generosas. Na primeira década do século XX, começou a se formar como bairro rural, um povoado, distante a 12 quilômetros da sede municipal, com a qual se ligava por uma estrada. O município de São José do Rio Preto, então chamado Rio Preto, atraiu a via férrea. A Estrada de Ferro Araraquara, que em 1910 chegou a Catanduva, demorou dois anos para concluir o trecho até o município. Estações de embarque foram construídas a pequenas distâncias: Ignácio Uchoa, Cedral, Engenheiro Schmitt, precedem a estação de São José do Rio Preto. Nos acampamentos e canteiros de obras da ferrovia, os operários necessitavam da presença de fornecedores de produtos indispensáveis à subsistência, que gradativamente se instalaram em caráter permanente ao redor da "estação". As terras férteis e a facilidade de escoamento da produção incentivaram o avanço do crescimento populacional. O povoado começou a se formar por volta de 1910, com a construção da primeira casa do italiano Nicola Storti, a fixação dos trilhos e da estação da Estrada de Ferro Araraquara. Dentre as várias famílias que se dedicaram às atividades agrícolas na região, pode-se destacar as de Egydio e Tarquinio Ballarotti, Angello Bignardi e Fernando Semedo, que se uniram para construir uma pequena capela dedicada à Santa Apolônia, por volta de 1913, num terreno de 22 metros de frente por 44 metros de fundo, adquirido de Eleutério por Semedo, como consta na escritura lavrada no 1º Tabelião de Notas da Comarca de São José do Rio Preto, transcrita no livro de notas nº 40 da página 5 a 6 verso. O vilarejo cresceu com novos moradores. No dia 2 de setembro de 1918, a capela por determinação do arcebispo de São Carlos, Dom José Marcondes Homem de Melo, passou a ser atendida pelo curato de São José do Rio Preto, que neste período foi administrado pelos sacerdotes jesuítas: padre José Coelho da Rocha, vigário paroquial, padre Eduardo Maria de Almeida, padre José de Castro, padre Bernardino Araújo e padre João Bento Justino, coadjuntores. Em 17 de dezembro de 1923, Egydio Ballarotti, sua esposa Corina Sanfelice e Tarquinio Ballarotti e esposa passaram escritura pública doando uma área de 54 metros por 74 metros, na povoação de Engenheiro Schmitt, destinado à expansão da capela dedicada a Santa Apolônia já edificada, como se lê na escritura de doação, no 2º Tabelionato de Notas da Comarca de São José do Rio Preto, livro de notas nº 84 na folha 34. Cônego Doutor Arthur Augusto Teixeira Barbosa da Guerra Leal, representando o bispo de São Carlos assinou a escritura, pois desde abril de 1923, atendia aos moradores do povoado, juntamente com seu coadjutor, padre Álvaro Pereira Pinto. O decreto estadual nº 2.214 de 28 de novembro de 1927, assinado por Júlio Prestes, criou "o distrito de paz de Engenheiro Schmitt com sede na povoação de igual nome, do município e comarca de Rio Preto". Suas divisas vão do córrego "Boa Esperança" até a barra do córrego "D. Avelina"; rumo do ponto de intercessão das divisas dos distritos: rio Preto, Potirendaba e Cedral; pelas divisas do distrito de Cedral até o ponto terminal do mesmo espigão da fazenda "Ribeirão Claro", seguem a esquerda pelo referido até encontrarem as divisas das terras de Dona Maria Balbina espigão e logo pelo da fazenda "Felicidade", com o rio Preto e Jesus Villanova Vidal; seguem a esquerda por esta divisa em rumo sul 41º 20 este até o rio Preto, e por este acima até o córrego "Alegria" ou "São João", seguem por este abaixo até o córrego "Boa Esperança" e finalmente por este acima até ao ponto onde tiveram início. Para saber mais acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/Engenheiro_Schmitt