RIP grande revolucionário…
Enigma Democrático
Quem sabe ensina quem não sabe - A filosofia da vida
21/03/2026
Hospital de Referência nkuda son na conacry de ou não também?
Bo contanu de…
Si bu cascassi i pa bai hospital…
🇬🇼ADILÉ SEBASTIÃO REAGE ÀS ACUSAÇÕES DO PRESIDENTE DA FFGB🇬🇼
Guiné – Bissau Futebol Clube: nota sobre os desesperados da FFGB
O Presidente da FFGB acusou-me e a mais algumas individualidades que contestam a sua liderança de preparar um atentado contra a sua vida.
Quero apenas dizer que o quero vivo, de muita boa saúde e muito feliz ao lado das pessoas que ama. Aproveito para desejar um eterno descanso à sua/nossa mãe hoje trazida à ribalta, sabe-se lá porquê. Enfim.
A minha discordância com o senhor Presidente da FFGB é no campo das ideias – que não tem – para o desenvolvimento do nosso futebol. Lutarei sempre contra a sua incompetência, sua desonestidade - arraigada num padrão de roubo sistemático de recursos da FFGB para proveito próprio. As acusações levianas demonstram o desnorte que o paralisa e do qual, brevemente, nos veremos livres.
Vou dar-lhe devida oportunidade de provar o que sustenta a sua acusação, em sede própria.
Por ora, vejamos os vossos disparates.
1 – A CONFERÊNCIA QUE NÃO FOI
Assistiu-se hoje a uma extensa preleção. De conferência de imprensa, pouco teve. Foi notória a tentativa de condicionar um dos mais experimentados jornalistas na sala, Alisson Cabral, como quem espera que o silêncio compre a dignidade. A minha solidariedade para mais uma vítima da intolerância.
Falaram muito. E, ao falarem, confirmaram o que nós já sabíamos: andaram a mentir o tempo todo sobre o processo de aquisição do terreno de Nhacra.
Mentiram ao povo guineense. Mentiram à FIFA. A citação dos representantes do vendedor, finalmente, conseguiu tirá-los do covil. O povo não é tolo.
2 – O TERRENO DE NHACRA: A MENTIRA DESMONTADA
Durante meses, o senhor Presidente jurou a pés juntos que o terreno estava pago. Relatórios foram enviados à FIFA com essa afirmação. Entrevistas foram dadas. A confiança foi vendida.
Hoje, perante as câmaras, já não foi possível mentir. A dívida existe. Os 30 milhões em falta são um facto. E a justif**ação apresentada – que o vendedor se comprometeu a pagar a desmatação – é tão frágil que só pode insultar a inteligência de quem ouve.
A FIFA deu 150 milhões para comprar um terreno. A FFGB reteve 30 milhões. E agora quem não recebeu é que tem de pagar seja o que for? Onde é que isto faz sentido?
A questão é simples: o vendedor recebeu, ou não, a totalidade dos 150 milhões? Se não recebeu, onde estão os 30 milhões?
3 – O AUTOCARRO: A DÍVIDA QUE NÃO SE APAGA
Sobre o autocarro, perderam tempo a explicar institutos jurídico-financeiros para tentar negar o que é óbvio. Falaram de letras, de créditos, de cartas. Mas não tiveram a hombridade de admitir o essencial:
O dinheiro que devia pagar o autocarro caiu no buraco deixado pelo descoberto bancário.
A linha de crédito de 80 milhões, facilitada pelo banco para gestão corrente, foi tapada com os 90 milhões depositados a 9 de março. E a Letra de Crédito de 144.000 USD (aproximadamente 85 milhões FCFA), essa, continua por pagar.
O que o senhor Presidente não disse, mas os factos revelam, é que acordaram liquidar essa dívida na próxima semana, com a subvenção da FIFA no âmbito do primeiro desembolso de 2026 do FORWARD 3.0 destinado a fundos operacionais.
Ou seja: vão usar dinheiro que devia formar jovens, pagar viagens, preparar seleções, pagar salários e respetivas contribuições à Segurança Social, para tapar um buraco que nunca devia ter existido. E vão fazê-lo contrariando todas as regras da FIFA.
4 – A SEGURANÇA SOCIAL: O ROUBO AOS TRABALHADORES
Mas o mais grave estava por dizer. E já que o senhor Presidente gosta de se fazer de vítima, permita-me que acrescente mais um capítulo a esta novela:
O armado em vítima Presidente da Federação tem retido, sistematicamente, os valores respeitantes às contribuições para a segurança social, descontados aos trabalhadores da FFGB, sem os entregar à instituição competente.
Sabem em quanto já vai?
775.698.000 FCFA – setecentos e setenta e cinco milhões, seiscentos e noventa e oito mil francos CFA.
Este é o gestor que reclama aplausos. Este é o homem que se diz perseguido. Este é o Presidente que, enquanto desvia 85 milhões do autocarro, 30 milhões do terreno, e agora quase 800 milhões da segurança social, tem o desplante de apontar o dedo a quem exige contas.
Os trabalhadores descontaram. Confiaram. Acreditaram que o dinheiro deles, descontado mês após mês, estava a ser entregue para garantir a sua reforma, a sua saúde, a sua dignidade.
Afinal, estava a ser usado para quê? Para tapar que buracos? Para alimentar que esquemas? Isto é burla. É abuso de confiança.
5 – O PERFIL DE UM SAQUEADOR
Vamos somar, para que o povo entenda a dimensão do saque:
· Autocarro: 85.000.000 FCFA desviados (existem, mas não foram usados para o fim devido; a dívida ao banco continua).
· Terreno de Nhacra: 30.000.000 FCFA retidos (o vendedor não recebeu).
· Segurança Social: 775.698.000 FCFA descontados aos trabalhadores e nunca entregues.
Total: 890.698.000 FCFA – quase 900 milhões de francos CFA.
Novecentos milhões. Do povo. Dos trabalhadores. Do futebol.
Este é o patriota que põe o país em primeiro lugar, o superior interesse de todos, bla-bla-bla.. sabe quanto ajudaria esse montante ao nosso Estado?
O senhor Presidente ainda tem coragem de falar em atentados contra a sua vida? A única vida em perigo é a do futebol guineense, que o senhor está a matar aos poucos, com cada desvio, com cada mentira, com cada conferência de imprensa onde trata o povo como tolo.
6 – AS PERGUNTAS QUE ELE NÃO RESPONDE
Já que a preleção serviu para confundir, e não para esclarecer, deixo aqui o essencial:
A. Onde estão os 85 milhões de FCFA doados pela FIFA para adquirir o terceiro autocarro?
B. Para onde foram esses 85 milhões?
C. O vendedor de Nhacra recebeu, ou não, a totalidade dos 150 milhões? Se não recebeu, onde estão os 30 milhões?
D. Onde estão os 775.698.000 FCFA descontados aos trabalhadores para a segurança social?
E. Quem autorizou a utilização desse dinheiro para outros fins?
E. Os trabalhadores vão receber os seus descontos, ou o senhor Presidente espera que eles também aceitem ser pagos com “desmatação”?
7 – O DESPREZO E A INDIFERENÇA
O senhor Presidente pode continuar a atacar-me. Pode expulsar-me do futebol. Pode inventar listas. Pode chamar-me inimigo. Pode tentar condicionar jornalistas. Pode encenar conferências que mais parecem aulas de direito bancário para analfabetos.
A mim, resta-me o desprezo.
Desprezo por quem trata o dinheiro do povo como se fosse seu. Desprezo por quem mente à FIFA, ao Estado, aos Clubes e aos cidadãos. Desprezo por quem rouba os trabalhadores e depois se faz de vítima. Desprezo por quem, confrontado com a verdade, responde com ataques pessoais e acusações levianas.
Quanto à indiferença, essa é fácil: o senhor Presidente não me preocupa. Quem me preocupa é o futebol guineense, refém de uma direção que o saqueia e depois tenta convencer-nos de que o problema são os outros.
O povo não é tolo. Os clubes não são parvos.
Os 85 milhões do autocarro não apareceram. Os 30 milhões de Nhacra continuam em falta. Os 775 milhões da segurança social não foram entregues. A dívida ao Coris Bank está lá. E a verdade, essa, não se mata com conferências de imprensa nem com listas de sete pessoas.
Ela vem. Sempre vem. E quando vier, o senhor Presidente saberá que o meu único crime foi ter-lhe pedido contas.
Com a paciência de quem sabe que o tempo fará justiça.
Note: Print da Posição Integrada da Conta da FFGB onde foi feito o financiamento APÓS a liquidação: continuamos a dever a LC relativa ao autocarro.
Por Adilé Sebastião
Bissau ao Minuto
“Uma luz ao fundo do túnel”
18/03/2026
Pa Tcholona kil grupinho di ba Djon Bernard di kuma partido i ka só papel, mas pecaduris ki partido. Na tentativa di agrada Ex-Andorinha di Palácio assim ku ditos "inconformados" di PRS fassi. É continua sedu "Zé ninguens" pa lidera Partido.
Golpe ku bo dá contra vencedor di eleição presidenciais i kana f**a assim. Portanto, luta na continua ku bos na campo democrático até na dia ku bo na sai na puder.
Se bu fiança di kuma bu pudi guerra bu kata bai sugundi trás di armas. Enfim...
Por: Julio Mendonça Cambanco
11/03/2026
O que será? Uhm…
11/03/2026
𝗖𝗥𝗜𝗦𝗘 𝗣𝗢𝗟Í𝗧𝗜𝗖𝗢-𝗠𝗜𝗟𝗜𝗧𝗔𝗥 𝗘 𝗘𝗖𝗢𝗡Ó𝗠𝗜𝗖𝗔 𝗗𝗘𝗜𝗫𝗔 𝗧𝗥𝗔𝗕𝗔𝗟𝗛𝗔𝗗𝗢𝗥𝗘𝗦 𝗔𝗧É 𝗤𝗨𝗔𝗧𝗥𝗢 𝗠𝗘𝗦𝗘𝗦 𝗦𝗘𝗠 𝗦𝗔𝗟Á𝗥𝗜𝗢 𝗡𝗔 𝗚𝗨𝗜𝗡É-𝗕𝗜𝗦𝗦𝗔𝗨.🇬🇼🚨
A atual crise político-militar e económica que o país atravessa há cerca de quatro meses começa a ter impactos cada vez mais visíveis no dia-a-dia de muitos trabalhadores e estudantes na Guiné-Bissau.
Numa reportagem realizada pela Rádio Jovem, vários setores de atividade, sobretudo no setor privado e no transporte urbano, multiplicam-se relatos de atrasos no pagamento de salários e dificuldades em cumprir compromissos financeiros.
Em algumas empresas privadas, trabalhadores afirmam acumular três a quatro meses de salários ou subsídios em atraso, situação que segundo disseram tem agravado as condições de vida de muitas famílias que dependem exclusivamente do rendimento mensal para garantir alimentação, transporte e outras necessidades básicas.
No setor de transporte informal, condutores de toca-toca, táxis e moto-táxis também relatam dificuldades crescentes para cumprir os valores diários que devem entregar aos proprietários das viaturas e motorizadas.
“O movimento diminuiu muito nos últimos meses. Às vezes passamos o dia inteiro na estrada e no final não conseguimos juntar o dinheiro que devemos entregar ao dono do carro”, contou à reportagem da Rádio Jovem um condutor de toca-toca de linha de Enterramento em Bissau que pediu para não ser identif**ado.
Além da redução de passageiros, os condutores afirmam que a compra diária de combustível tornou-se um dos maiores desafios. Segundo relatam, em muitos dias é difícil conseguir dinheiro suficiente até mesmo para abastecer as viaturas com gasolina ou gasóleo.
“Hoje em dia, nem sempre conseguimos dinheiro para comprar combustível. Às vezes f**amos parados porque não temos como abastecer o carro ou a mota. Se esta situação continuar, muitos de nós podemos perder o trabalho”, afirmou um condutor de moto-táxi ouvido pela nossa reportagem.
A crise também afeta profissionais de outras áreas, incluindo o setor da comunicação social privada. Um funcionário de um órgão privado revelou à estação da juventude guineense que os atrasos salariais estão a tornar-se cada vez mais frequentes.
“Trabalhamos todos os dias para informar a população, mas já são vários meses sem salário. Mesmo assim continuamos a trabalhar por questão da responsabilidade profissional”, disse um funcionário de uma estação privada do país que preferiu manter o anonimato.
A situação preocupa igualmente estudantes que dependem diariamente do transporte público para frequentar as aulas. Duas estudantes relataram que todos os dias saem do bairro de Antula, em Bissau, pagando primeiro um táxi ou toca-toca até à Guimetal, de onde precisam ainda apanhar um moto-táxi para chegar à Escola Nacional de Administração (ENA), ex- CENFA.
“Todos os dias temos de pagar vários transportes para chegar à escola. Às vezes não temos dinheiro suficiente e isso está a tornar os estudos muito difíceis”, afirmou uma das estudantes.
Outra estudante admitiu que, se a situação continuar, poderá abandonar os estudos.
“Se esta crise continuar assim, posso mesmo desistir da escola, porque cada dia está mais difícil pagar transporte para ir às aulas”, lamentou.
Situação semelhante é relatada por trabalhadores da construção civil. Um carpinteiro que trabalha numa obra em Safim contou que precisa sair todos os dias de casa e pagar transporte para chegar ao local de trabalho.
“Quando não consigo dinheiro para pagar o carro e faltar ao trabalho, o responsável da obra acaba por descontar no meu salário”, explicou.
Perante o cenário, cresce o apelo de diferentes setores da sociedade guineense para que "haja maior estabilidade política e medidas que possam aliviar as dificuldades económicas enfrentadas pela população".
Bissau, 10 Março 2026
11/03/2026
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