The Quarter of Gate II, Agrigento
NOVA - FCSH (CHAM), Parco Archeologico della Valle dei Templi Entre meados do século VI e final do século V a.C.
A cidade de Akragas, definida como "a mais bela cidade de todas as habitadas por homens" pelo poeta grego Píndaro, foi fundada por colonos que vieram de Gela e de Rodes em 580 a.C. Ela está situada num planalto não muito longe do mar, protegido ao norte pelos relevos de Rupe Atenea e Colle di Girgenti, e ao sul pela chamada Colllina dei Templi. Cercada pelos rios Akragas e Hypsas, o seu porto (emp
orion) está localizado na foz dos dois rios, na atual San Leone. a cidade foi alvo de um fervor de construção sem paralelo, testemunhado pela maioria dos vestígios visíveis hoje e uma poderosa muralha de 12 quilômetros de comprimento, acessível por 9 portões. Partindo das tiranias de Phalaris e Theron até o período democrático, dominado pela figura do filósofo Empédocles, Akragas assumiu as proporções de uma grande cidade-estado com mais de 200.000 habitantes. Destruída em 406 a.C. pelos cartagineses, a cidade precisou aguardar o governo de Timoleon, no final do século III a.C., para experimentar um novo momento de prosperidade. Durante as Guerras Púnicas, Akragas foi um bastião cartaginês contra os romanos, até ser conquistada, em 210 a.C., durante a II Guerra Púnica (218 - 201 a.C.).
. https://www.parcovalledeitempli.it/il-parco-archeologico/
---
O Quarteirão da Porta II de Akragas foi descoberto entre 1986-1989. Ele está situado a sudeste da Rupe Atenea, a meio caminho entre as portas I e II. A insula foi contruída entre fins do século VI e início do século V a.C. O local foi destruído pela primeira vez no ano 409 a.C., no seguimento da conquista cartaginesa. Durante o século IV a.C. o distrito foi reconstruído, utilizando-se técnicas de construção púnica (opus africanum). Na I Guerra Púnica (264 - 241 a.C.), o quarteirão foi destruído e abandonado. O Quarteirão consiste de um bloco urbano delimitado por duas ruas (stenopoi) orientadas no sentido norte-sul. Uma pequena canaleta de drenagem divide o bloco longitudinalmente, formando dois grandes terraços. Os limites definitivos desse bloco ainda não estão estabelecidos. Achados da década de 1980 indicam uma intensa atividade artesanal na área, possivelmente uma olaria (cisternas, pães de argila e fragmentos de ânfora). Há ainda indícios de atividade doméstica, como a tecelagem (pesos de tear). O grande número de imagens votivas em terracota encontradas sugerem a ligação da área a alguma atividade de culto nas imediações.
. Quartiere Punico - (c) Parco Archeologico e Paesagistico della Vale dei Templi, 2015