20/10/2026
PRESIDENTE DA REPÚBLICA APELA EM MBUZINI À PRESERVAÇÃO DO LEGADO DE SAMORA MACHEL ATRAVÉS DA PAZ
O Presidente da República, Daniel
Francisco Chapo, defendeu hoje, em Mbuzini, na República da África do Sul, que a paz deve continuar a ser uma das primeiras
responsabilidades dos povos moçambicano e da África Austral, por considerar que essa é uma forma de preservar a memória e o
legado do Presidente Samora Moisés Machel, cuja última missão esteve ligada à procura da paz na região.
Falando na cerimónia central dos 40 anos da Tragédia de Mbuzini, o Chefe do Estado afirmou que, com este espírito, Moçambique
continua empenhado na consolidação da paz, da unidade nacional, da reconciliação e do diálogo entre os moçambicanos,
salientando que a capacidade de resolver os problemas pelo diálogo constitui uma dimensão essencial da paz que o país
procura consolidar.
Segundo o Presidente da República, o legado de Samora Machel impõe igualmente outra responsabilidade histórica, relacionada
com a criação de melhores condições de vida e com a conquista da Independência Económica, defendendo um Moçambique
capaz de produzir mais do que consome, transformar os seus recursos e gerar oportunidades de emprego, sobretudo para jovens e mulheres.
“A geração de Samora conquistou a liberdade da pátria. À nossa geração cabe transformar essa liberdade em prosperidade para o
povo”, afirmou Daniel Chapo, associando este desafio ao lema das comemorações dos 40 anos da Tragédia de Mbuzini: “Samora
Machel, Inspiração para a Consolidação da Paz e a Conquista da Independência Económica”.
Na ocasião, o Chefe do Estado recordou que Samora Machel perdeu a vida quando regressava de uma missão diplomática
dedicada à procura da paz na África Austral, sublinhando que, quatro décadas depois, essa missão continua actual e deve inspirar
os povos da região a fortalecer a convivência, o diálogo, a solidariedade e a cooperação.
Daniel Chapo referiu-se igualmente às interrogações que permanecem sobre as circunstâncias da tragédia de Mbuzini,
observando que as investigações e esclarecimentos produzidos ao
longo das décadas não eliminaram todas as dúvidas. Segundo o Presidente, as famílias das vítimas e os povos de Moçambique e da
África do Sul têm o direito de conhecer, com rigor e transparência, a verdade sobre os acontecimentos de 19 de Outubro de 1986.
O Presidente da República recordou Samora Machel como uma figura associada à luta de libertação nacional, à construção do
Estado moçambicano independente e à defesa da solidariedade com os povos da África Austral, destacando que a sua liderança projectou Moçambique no continente africano e no mundo e
contribuiu para a afirmação da voz do país nos fóruns internacionais.
Ao assinalar os 40 anos da tragédia, o Presidente Daniel Chapo renovou o compromisso de Moçambique com a paz, a unidade nacional e a dignidade dos povos da região, apelando às novas gerações para preservarem os valores pelos quais tantos homens e mulheres deram as suas vidas.
“Quarenta anos depois, Mbuzini continua a recordar-nos que a vida dos homens é finita, mas os grandes ideais podem atravessar
gerações”, afirmou, sublinhando que o legado de Samora Machel e das demais vítimas permanece na memória colectiva e deve
continuar a orientar o futuro de Moçambique, da África do Sul e da África Austral.