Volt Évora

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Volt Évora O Volt Portugal é um partido eurofederalista, progressista e com paixão pelo bom senso. Junta-te à mudança!

O Volt participou na discussão pública do Plano de Urbanização de Évora.O PUÉ vai definir como a cidade cresce nos próxi...
10/10/2026

O Volt participou na discussão pública do Plano de Urbanização de Évora.

O PUÉ vai definir como a cidade cresce nos próximos 10 anos: mobilidade, habitação, uso do solo. Vai a votação na Câmara e na Assembleia Municipal em breve. Decidimos contribuir, de forma construtiva e fundamentada, com três documentos:

🏠 Habitação acessível. A fórmula do plano para habitação a preço controlado produz quase zero fogos na maioria das operações. Propomos corrigi-la e inspirar Évora nos princípios do modelo de Viena.
→ https://drive.google.com/file/d/1Y3UDvNicb5P86pRtaIKtzUiecgMV4hEq/view?usp=sharing

🚍 Mobilidade e qualidade do ar. Em vez de apostar tudo num metrobus caro e de futuro incerto, propomos uma Zona de Emissões Reduzidas desde já e uma carteira de alternativas de transporte robustas e baratas, que podem funcionar por si.
→ https://drive.google.com/file/d/1Mk37E9HFOn8ekGwPNAROJQRBJA4kqGkr/view?usp=sharing

📋 Revisão do Regulamento. Lemos o regulamento artigo a artigo e assinalámos incoerências, remissões erradas e opções a rever.
→ https://drive.google.com/file/d/1YJjJo-QjPfE3f4DLFeAEIUlPFnCFQyLN/view?usp=sharing

Reconhecemos a qualidade técnica do plano e a vontade da Câmara em enfrentar estes problemas. O que propomos é que essa vontade seja servida pelos instrumentos certos. Lê, comenta e partilha.

A decisão é de todos nós.

07/10/2026

Concordamos totalmente: precisamos de um capitão. Mas não basta haver alguém ao leme. Temos de ter o direito de o escolher e de o tirar de lá quando não cumpre.

Hoje não é assim. O Presidente da Comissão Europeia resulta de um acordo entre chefes de governo, e o nosso voto nas europeias pesa pouco nessa escolha. Por isso o Volt propõe transformar a Comissão num verdadeiro Governo Europeu. Esse governo seria liderado por um Primeiro-Ministro eleito de entre os eurodeputados, com ministros confirmados pelo Parlamento, e todos poderiam ser destituídos por um voto de não confiança.

Junte-se a isso listas transnacionais, para votarmos em candidatos europeus e não apenas nacionais, e passamos a ter um capitão que deve o lugar aos cidadãos e não a negociações de bastidores.

Uma Europa mais forte começa por uma Europa onde escolhemos quem nos lidera.

O Volt Portugal tem uma nova liderança. 💜Catarina Marques e Pedro Pessoa foram hoje eleitos Co-Presidentes do Volt Portu...
28/09/2026

O Volt Portugal tem uma nova liderança. 💜

Catarina Marques e Pedro Pessoa foram hoje eleitos Co-Presidentes do Volt Portugal, assumindo a liderança do partido para o próximo mandato.

Uma nova etapa para continuarmos a construir um Volt mais forte, capaz de apresentar soluções concretas para Portugal e de contribuir para uma Europa mais unida, democrática e preparada para o futuro.

Aos novos Co-Presidentes, parabéns e um excelente mandato.

Obrigado também a todos os membros que participaram neste momento da nossa democracia interna.


07/09/2026
22/06/2026

Há fronteiras que não se veem num mapa. Veem-se da janela de uma sala de aula. 🪟

Na abertura da Assembleia Geral do Volt Europa, em Bratislava dia 13 de Junho, Rick Zedník (co-presidente do Volt Eslováquia) não falou de tratados nem de estatísticas. Contou uma história.

Um estudante de alemão olha pela janela da escola para o Danúbio e sonha com Viena, ali tão perto, rio acima. Mas não pode lá ir. Entre Bratislava e Viena está a Cortina de Ferro, uma fronteira que não existia para manter os estrangeiros fora, mas para manter os próprios cidadãos dentro. Uma fronteira que matava.

Em 1968, a Primavera de Praga abre-lhe uma janela: um intercâmbio de estudantes na Noruega. A 21 de agosto desse ano, mil tanques do Pacto de Varsóvia invadem a sua Checoslováquia. Tinha feito as malas para seis semanas. Só voltaria a casa doze anos depois.
Esse estudante chama-se Juraj. É o pai do Rick. E estava ali, na sala, a ouvir o filho contar a sua história.

Nesse fim de semana, milhares de Volters marcharam livremente ao longo desse mesmo Danúbio. O que para Juraj era impensável, para nós foi apenas… uma tarde de caminhada. É isto que uma Europa unida significa: não uma abstração, mas vidas que deixaram de ser separadas por muros.

No Volt acreditamos que o futuro se constrói com pontes, não com muros.
É verdade na Europa. É verdade em Évora.

Hoje celebramos Portugal🇵🇹.Celebramos a Língua e o Povo que atravessou oceanos, a Cultura que se espalhou por continente...
10/06/2026

Hoje celebramos Portugal🇵🇹.

Celebramos a Língua e o Povo que atravessou oceanos, a Cultura que se espalhou por continentes, a capacidade de diálogo que fez do nosso País uma ponte entre povos, culturas e mundos 🌉.

Mas celebrar Portugal é também compreender uma verdade histórica frequentemente esquecida:
- Portugal nunca cresceu isolado;
- E a Europa nunca se construiu sem Portugal.

Desde os Descobrimentos à construção da Democracia, passando pela adesão às Comunidades Europeias após o 25 de Abril, a nossa História demonstra que os momentos de maior progresso surgiram quando tivemos a coragem de olhar para além das nossas fronteiras.

🕊️ A Paz não se garante apenas com boas intenções;
⚖️ A Justiça não se protege apenas dentro das fronteiras nacionais;
🇪🇺 A Liberdade precisa de instituições capazes de a defender em conjunto.

Da mesma forma que o 25 de Abril libertou Portugal da ditadura, o ideal europeu procurou - e ainda procura, connosco, Volt - libertar o continente do ciclo interminável de guerras, rivalidades e autoritarismos.

Por isso, para o Volt, o Dia de Portugal e o Dia da Europa não competem entre si. Complementam-se🤝🔗.
Não somos menos Portugueses por sermos Europeus.
Somos, SIM, mais Portugueses porque somos Europeus, e o inverso.
Somos herdeiros de Camões🇵🇹, mas também de Spinelli🇪🇺.
Dos navegadores que ligaram continentes, mas também dos europeístas que quiseram unir povos.
Da coragem de Abril, mas também da coragem de Ventotene.

🇵🇹 Porque Portugal sempre soube olhar o Mundo.
🇪🇺 Porque a Europa é a melhor forma de proteger o nosso futuro comum.
🌍🇺🇳 Porque a nossa identidade não termina nas fronteiras do Estado-nação: ela prolonga-se numa Europa democrática, federal e aberta ao mundo.

Hoje celebramos Portugal🇵🇹: e celebramos igualmente o lugar único que Portugal ocupa na construção da Europa🇪🇺.

Porque a nossa História não é apenas nacional: é também europeia.
E continuará a ser, graças à paixão e missão que nos une, nestes nosso Volt Portugal & Volt Europa🤝.

Feliz Dia de Portugal.
Feliz Dia da Europa.

25/04/2026

O 25 de Abril ensinou-nos que a liberdade não é garantida.

Foi conquistada - e continua a ter de ser defendida.

E nem sempre se perde de forma evidente.
Às vezes, desaparece aos poucos, quase sem darmos por isso.

No medo.
Nas mentiras.
Na forma como as nossas escolhas se tornam mais limitadas.

A liberdade não é abstrata.
É poder escolher.
É ter oportunidades.
É viver sem medo.

Hoje, está sob pressão dentro e fora da Europa.

Defendê-la exige uma Europa mais forte e mais unida - capaz de proteger direitos, garantir liberdade de escolha e afirmar-se no mundo.

Porque a liberdade não se celebra apenas.
Constrói-se. Defende-se. Todos os dias.

25/04/2026
Os mesmos objetivos em toda a Europa!
23/04/2026

Os mesmos objetivos em toda a Europa!

Volt is on the rise: Across 11 different countries, 300+ Volt elected officials are fighting for a united Europe. 💜

Did you know that you can meet them all in one place? Join us in Bratislava for Volt's 2026 General Assembly on 13-14 June 👉 volt.link/bratislava2026

08/04/2026

Contratação Pública: Entre a Lei e o Bairrismo
(publicado no semanário A Sul no dia 28 de Março)

A recente polémica em torno de um ajuste direto da Câmara Municipal de Évora para a aquisição de computadores a uma empresa de Barcelos, no valor de 16.030,40 euros, trouxe à superfície um debate que, embora legítimo na sua origem, tem sido conduzido de forma profundamente equívoca. E quando o debate é mal conduzido, quem perde são os cidadãos.

Comecemos pelos factos. O novo executivo, liderado por Carlos Zorrinho, tomou posse no último dia de outubro e deparou-se com uma situação operacional insustentável: equipamentos informáticos obsoletos ou inoperacionais que comprometiam o funcionamento da Câmara. A necessidade era real e urgente. O procedimento adotado, o ajuste direto, é legalmente previsto no Código dos Contratos Públicos para aquisições de bens e serviços até 20.000 euros. O valor em causa enquadra-se perfeitamente nesse limiar. Até aqui, nenhuma ilegalidade.

O Presidente da Câmara defendeu-se invocando desconhecimento dos detalhes do procedimento administrativo e confiança nos serviços. É uma defesa compreensível nos primeiros meses de mandato, mas que merece um apontamento: a delegação de competências não é delegação de responsabilidade. Um autarca deve conhecer, pelo menos nos seus traços gerais, as regras que enquadram as decisões tomadas em seu nome. Dito isto, a questão central não está aí.

A verdadeira polémica reside no facto de a empresa adjudicatária ser de Barcelos e não de Évora ou do distrito. E é aqui que o debate descarrila perigosamente.

Na reunião pública de câmara, assistimos a um espetáculo revelador da confusão que reina entre quem deveria fiscalizar com rigor e conhecimento. O vereador do Chega, com o desembaraço de quem nunca se deixou intimidar pelo próprio desconhecimento, sugeriu que a Câmara deveria enviar emails diretamente às empresas do concelho ou distrito, convidando-as a apresentar propostas — como quem sugere resolver o trânsito abolindo os semáforos. Esta pérola de criatividade legislativa colide frontalmente com os princípios fundamentais da contratação pública: a igualdade de tratamento, a não discriminação e a livre concorrência. A lei não permite — nem deve permitir — que uma entidade adjudicante restrinja o universo de potenciais fornecedores com base na sua localização geográfica. Fazê-lo seria criar um mercado interno fragmentado, onde cada município funcionaria como uma pequena república económica protegida, exatamente o oposto daquilo que o mercado único europeu procura garantir.

O mais caricato é que o vereador da CDU, ao criticar o desconhecimento do colega do Chega, e com razão no diagnóstico, caiu exatamente na mesma armadilha conceptual. Defendeu, por outras palavras, a mesma lógica protecionista regional. A esquerda que historicamente se orgulha de valores universalistas e internacionalistas revelou, neste episódio concreto, uma iliteracia económica que contradiz os seus próprios princípios. A tentação do "comprar local" é compreensível emocionalmente, mas transformá-la em critério de contratação pública é juridicamente inadmissível e economicamente contraproducente. Pelo meio, o vice-presidente Jerónimo José teve a racionalidade de atalhar a conversa: as regras são para cumprir. Ponto final. Ignorou a sugestão do vereador do Chega com a elegância de quem não dignifica o absurdo com resposta elaborada.

Convém que os eborenses compreendam por que razão estas regras existem e por que motivo devemos defendê-las, mesmo quando nos parecem inconvenientes.

A contratação pública em Portugal rege-se pelo Código dos Contratos Públicos, que transpõe diretivas europeias pensadas para garantir que o dinheiro dos contribuintes é gasto da melhor forma possível. Os princípios são claros: transparência, concorrência, igualdade e proporcionalidade. Quando uma câmara municipal compra computadores, o objetivo não é fazer política social ou favorecer o tecido empresarial local — é obter a melhor relação qualidade-preço para os contribuintes. Se uma empresa de Barcelos apresenta uma proposta mais competitiva do que qualquer empresa eborense, adjudicar-lhe o contrato não é uma traição ao Alentejo. É boa gestão.

Isto não significa que a contratação pública seja perfeita. Longe disso. O sistema tem fragilidades reais que merecem debate sério. O excesso de ajustes diretos na administração pública portuguesa é um problema documentado que favorece a opacidade e reduz a concorrência efetiva. Os procedimentos mais transparentes, concursos públicos e consultas prévias, são frequentemente evitados por serem mais morosos e burocráticamente exigentes, levando os municípios a fragmentar despesas para ficarem abaixo dos limites legais. O portal BASE, que deveria ser o garante da transparência, é muitas vezes atualizado tardiamente, como aliás já foi documentado em relação a anteriores procedimentos da própria Câmara de Évora.

É precisamente nesta tensão entre eficiência e transparência que o debate deveria centrar-se, em vez de se perder em querelas de campanário sobre se os computadores vieram de Barcelos ou de Évora.

O que falta neste debate são propostas concretas para melhorar o sistema, em vez de o subverter. Portugal deveria adotar o padrão internacional Open Contracting Data Standard como norma para a publicação de dados abertos em todo o ciclo de contratação pública, desde o planeamento até ao pagamento final. Deveríamos criar portais digitais de acesso público para divulgação de contratos, licitações e despesas municipais, inspirados nas melhores práticas europeias como Tallinn ou Helsínquia. Deveríamos regular eficazmente as plataformas de contratação eletrónica do Estado, garantindo liberdade e igualdade de acesso dos operadores económicos em condições de livre concorrência.

Mas precisamos, acima de tudo, de algo mais profundo: uma cultura política que valorize a competência sobre o desconhecimento, a transparência sobre a opacidade, e o interesse público sobre o bairrismo. Quando um vereador propõe ignorar as regras da contratação pública para favorecer empresas locais, não está a defender Évora, está a propor que Évora funcione como um sistema fechado, protegido da concorrência, onde os contribuintes pagam mais por menos. Quando outro vereador critica essa proposta mas defende essencialmente o mesmo princípio com diferente embalagem, o resultado é idêntico: uma classe política que não compreende as regras do jogo democrático e europeu em que participa.

O que Évora precisa não é de protecionismo municipal. Precisa de uma estratégia económica séria que torne as suas empresas competitivas ao ponto de vencerem concursos públicos por mérito próprio, não apenas em Évora, mas em todo o país e na Europa. Precisa de investimento em inovação, em formação, em infraestruturas digitais. Precisa de autarcas que conheçam a lei e a apliquem com rigor, e de uma oposição que fiscalize com conhecimento de causa em vez de alimentar polémicas populistas.

A contratação pública não é um instrumento de política regional. É uma garantia de que o dinheiro público é bem gasto. Quem quiser ajudar as empresas eborenses — e deve fazê-lo — que o faça através dos instrumentos adequados: políticas de desenvolvimento económico, incentivos fiscais legalmente enquadrados, apoio à internacionalização, melhoria das infraestruturas. Não através da subversão das regras de concorrência que protegem todos os cidadãos.

Évora merece melhor do que polémicas fabricadas sobre a origem geográfica de um fornecedor de computadores. Merece um debate informado, sério e construtivo sobre como gastar melhor o dinheiro público. E merece, acima de tudo, representantes eleitos que conheçam as regras antes de as quererem mudar.

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