08/06/2026
AVG | AQUÁRIO VASCO DA GAMA
Dia Mundial dos Oceanos
O Oceano faz parte da vida de todos nós. No entanto, olhamos para ele como algo vasto e distante. Neste Dia dos Oceanos somos convidados a reimaginar uma nova relação com o Oceano.
Precisamos de encurtar essa distância e deixarmos de ser herdeiros passivos da generosidade do oceano para nos tornarmos guardiões ativos do seu futuro.
Saiba mais em: https://unworldoceansday.org/
06/06/2026
BCM | BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHA
170 anos do regresso de D. Fernando II a Lisboa vindo de Marrocos
Faz hoje 170 anos da chegada a Lisboa, proveniente de Marrocos, a bordo do v***r Mindello, do rei D. Fernando II. Esta viagem do monarca revelou-se particularmente relevante para o estabelecimento e reforço das relações diplomáticas entre os dois países.
D. Fernando II assumiu a regência após a morte de sua esposa, a rainha reinante D. Maria II, ocorrida a 15 de novembro de 1853, mantendo esse papel até 1855 momento em que o seu filho, D. Pedro V, atingiu a maioridade e assumiu o trono. Apesar disso, conservou o título e o estatuto de rei, continuando a desempenhar um papel relevante no seio da monarquia portuguesa e participando em iniciativas de natureza diplomática, como a viagem realizada ao norte de África.
No dia 6 de junho de 1856, como já referido, D. Fernando II entrou no rio Tejo a bordo do v***r Mindello, o primeiro navio a v***r construído de propósito para a Marinha Portuguesa. Desde o seu lançamento ao mar, em agosto de 1845, participou em inúmeras operações no Mediterrâneo, norte da Europa, nas ilhas portuguesas e territórios ultramarinos.
Num contexto marcado pela nova ordem mundial sentida no século XIX, os países sentiram a necessidade de estabelecer e reforçar as suas relações externas de forma a defender os interesses nacionais. É neste quadro que se compreende a importância desta expedição com carácter diplomático, patenteando o crescente papel da diplomacia enquanto instrumento estratégico.
Desde a sua chegada, o regente português demonstrou grande curiosidade relativamente aos costumes e ao quotidiano da sociedade marroquina. O governador de Tânger ordenou que a comitiva marroquina realizasse diversas demonstrações que evocassem o imaginário árabe, com o intuito de agradar o monarca visitante. D. Fernando II, foi assim, calorosamente recebido, mesmo num período particularmente sensível do calendário religioso muçulmano, o Ramadão. Foram prestadas várias manifestações de respeito, entre as quais a tradicional descarga de espingardas em sua honra.
Em suma, durante a sua permanência em Marrocos, D. Fernando II percorreu as ruas com relativa liberdade e manteve contacto direto com a população local. Demonstrou interesse pela cultura, pela arquitetura, pelas artes e o pelo quotidiano deste povo, demonstrando um respeito mútuo. Esta deslocação representou um momento significativo no fortalecimento das relações diplomáticas entre Portugal e Marrocos, países que possuíam um passado histórico marcado por tensões. Após cumprir a sua missão diplomática, o monarca rei regressou a Lisboa, a bordo do v***r Mindello.
Imagem - «Vapor Mindello», Fotografia Arquivo Histórico da Marinha, “Navio Auxiliar «Vapor Mindelo»”, Cx. 13; ficha 11 PT/BCM-AH/FG/001-25/11-008.
05/06/2026
MM | MUSEU DE MARINHA
Memórias dos pescadores da Póvoa de Santa Iria
Uma observação sobre o modelo do Saveiro Santo Amaro no Museu de Marinha
No Museu de Marinha acreditamos que o património só cumpre a sua missão quando permanece vivo e acessível, além de capaz de tocar quem o encontra.
Cada objeto que guardamos nas nossas reservas não é apenas um objeto preservado, é uma história que continua a respirar sob o nosso olhar atento.
Entre esses testemunhos poderosíssimos encontra se o modelo do Saveiro Santo Amaro, criado pela modelista Naia Dimas Gamelas. Resguardado na nossa Reserva Nova, este modelo, que já integrou uma exposição itinerante, é mais do que uma representação técnica: é uma porta aberta para um modo de vida que marcou profundamente a pesca costeira.
Porque o património cultural vive também da voz dos que raramente foram ouvidos, este saveiro recorda-nos a coragem dos pescadores que deixaram a praia de Vieira de Leiria em busca de melhores condições de vida. Com poucos meios, mas com uma determinação imensa, subiram o rio Tejo e criaram novos assentamentos, dando origem à forte identidade avieira que ainda hoje resiste.
É nesse encontro entre objetos e memórias que surge o testemunho de Manuel Joaquim Lourenço Guerra, avieiro da Póvoa de Santa Iria, que partilhou a vida com a sua mulher, Maria José Lobo Guerra. As suas palavras devolvem-nos a verdade de quem fez do saveiro casa, sustento e destino.
“Sou avieiro, sou da terra da minha mãe. Sempre fui pescador, desde pequeno. Começámos a viver no barco (saveiro), no Conchoso, Salvaterra, até chegarmos aqui. Muitos anos a dormir e a comer à proa, junto dos pés deles. Chegámos a ser quatro a viver no saveiro.”
Histórias como esta chegam até nós de forma simples, mas carregadas de uma força que ultrapassa as marés do rio. São memórias que não se deixam quebrar e que o Museu de Marinha se compromete a preservar.
Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco.
A história marítima de Portugal também se escreve consigo.
05/06/2026
AVG | AQUÁRIO VASCO DA GAMA
Dia mundial do meio ambiente
As alterações climáticas são o tema escolhido para a celebração deste dia. Já todos percebemos os sinais que o planeta nos envia: subida do nível do mar, incêndios florestais devastadores, ondas de calor, degelo dos glaciares. Os sinais são claros. O que vai acontecer a seguir, depende de nós.
A campanha global do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente convoca-nos a todos a agir .
Saiba mais em: https://www.worldenvironmentday.global/pt-br/2026/about/campanha-2026
03/06/2026
BA | BANDA DA ARMADA
Nos dias 26 e 27 de maio, a Banda Sinfónica do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil realizou um concerto comemorativo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, assinalando o 218.º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais.
O concerto contou com a participação especial do Comandante Capitão-de-fragata Délio Gonçalves, Chefe da Banda da Armada, que esteve à frente da direção musical em momento de colaboração e partilha entre as duas instituições.
A Banda do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil é descendente direta da Banda da Armada, com origem no início do século XIX, aquando da mudança da Família Real para o Brasil. Esta continuidade histórica faz dela a banda mais antiga do Brasil em atividade permanente nas Forças Armadas.
Uma celebração marcada pela excelência artística, tradição e fortalecimento dos laços de cooperação.
A Banda da Armada agradece o convite e a oportunidade de integrar esta celebração, felicitando o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil pelo seu 218.º aniversário e desejando a continuação dos maiores sucessos.
02/06/2026
BCM - AH | BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHA E ARQUIVO HISTÓRICO
📢 Aviso
Informamos que a Biblioteca Central de Marinha e o Arquivo Histórico estarão encerrados ao público no dia 5 de junho de 2026.
Agradecemos a compreensão pelos eventuais inconvenientes causados.
01/06/2026
BA | BANDA DA ARMADA
Hoje celebramos os sorrisos que nos inspiram todos os dias.
Feliz Dia da Criança! 🧒🎵
31/05/2026
AVG | AQUÁRIO VASCO DA GAMA
Dia do Pescador
Celebrando o Dia Nacional do Pescador, relembramos e agradecemos a colaboração de todos os pescadores que ao longo dos anos foram enriquecendo as coleções do AVG com a oferta de peixes raros.
Como este tamboril-de-profundidade (Cerathias holboelli) que vive no mar profundo, entre os 400 e os 4400 metros de profundidade. Este exemplar foi capturado nos mares da Gronelândia e oferecido ao AVG em outubro de 1974
30/05/2026
BCM | BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHA
Livro do mês
A Biblioteca da Biblioteca Central de Marinha (BCM-BL) conta com mais de 60 mil títulos sobre os mais variados temas para o estudo da História dos Descobrimentos e Expansão, Astronomia, Geometria, Geografia, Cartografia e outros Assuntos do Mar.
No mês de maio damos a conhecer o livro A Crise República e a Ditadura Militar, da autoria de Luís Bigotte Chorão. Trata-se de um estudo que, para além de apresentar uma consistente perspetiva histórica, oferece igualmente uma abordagem de natureza jurídico-legislativa sobre os anos que antecederam a consolidação do Estado Novo.
A escolha desta obra, publicada em 2010 pela Sextante Editora no contexto das comemorações dos 100 anos da República, pretende assinalar o centenário do Golpe de Estado de 28 de maio de 1926, que instituiu a Ditadura Militar em Portugal e marcou o fim da Primeira República Portuguesa.
Esta obra inicia-se com um enquadramento histórico, sublinhando a profunda crise que a Primeira República atravessava e que, em certa medida, explica o êxito do golpe de Estado, bem como a significativa adesão militar e popular. O contexto de instabilidade política, económica e social gerou um clima de descontentamento, insegurança e agitação que marcou a sociedade portuguesa. Após sucessivas tentativas falhadas de golpe de Estado ao longo dos primeiros anos da década de 1920, a 28 de maio de 1926 concretizou-se uma revolução de natureza militar bem-sucedido, iniciada em Braga, tendo como protagonista o general Gomes da Costa e comandante Mendes Cabeçadas.
Logo a 30 de maio, Mendes Cabeçadas concentrou em si diversas pastas governativas e ordenou o encerramento do Congresso, o atual Parlamento. A instabilidade política durante a Ditadura Militar revelou-se evidente, somente nos dois primeiros meses sucederam-se três chefes de estado, , representantes de diferentes correntes no interior do movimento militar. Não existia um projeto político consensual entre as várias fações, unidas sobretudo pelo objetivo comum de pôr fim à Primeira República. Neste período de transição entre dois regimes assistiu-se à progressiva ascensão de António de Oliveira Salazar, começando a delinear-se a conjuntura que viria a consolidar-se no regime do Estado Novo.
O autor apresenta, assim, uma obra de grande qualidade e relevância, fundamental para compreender as causas e os fatores explicam o sucesso do Golpe de Estado de 28 de maio de 1926, bem como a forma como a Ditadura Militar abriu caminho à institucionalização do Estado Novo, formalizado pela Constituição de 1933.