16/10/2026
*Pulverizar primeiro, esclarecer depois?*
A aplicação de um inseticida em eucaliptais de Góis realizou-se hoje. O anúncio foi divulgado ontem e só chegou ao conhecimento da Quercus Coimbra no próprio dia da intervenção.
Partilhamos o esclarecimento da Junta de Freguesia, cuja presidência manifesta preocupação com os potenciais impactos ambientais e distancia a divulgação do aviso da sua posição pessoal sobre o tratamento.
Perante uma intervenção desta natureza, perguntamos:
• Que possibilidade real teve a população de conhecer a operação, pedir esclarecimentos e tomar precauções com um aviso divulgado na véspera?
• Que entidades foram previamente informadas ou ouvidas, em que datas e com que respostas?
• A aplicação foi terrestre, como consta do edital, ou realizada por drones, como refere a nota da Junta? Que autorização enquadrou o método efetivamente utilizado?
• Como se explica que o aviso destaque uma alegada ausência de perigo para as abelhas e não informe sobre outros perigos identificados na ficha de segurança do produto, incluindo a elevada toxicidade para organismos aquáticos?
• Que medidas foram tomadas para proteger linhas de água, captações, apiários, habitações e pessoas que circulam nas proximidades?
• Quem verificou o cumprimento dessas medidas e que acompanhamento será feito para detetar eventuais efeitos ambientais?
A aplicação está consumada. As perguntas e a responsabilidade de lhes responder permanecem.
A Quercus Coimbra considera inaceitável que a população seja colocada perante um facto consumado sem tempo útil para compreender e questionar uma intervenção com potenciais impactos ambientais e na saúde.
Exigimos a divulgação das autorizações, dos mapas das áreas tratadas, da fundamentação técnica e das medidas de proteção e acompanhamento adotadas. Uma comunicação na véspera não substitui transparência nem participação.