02/10/2026
PS FARO PERGUNTA: SE OS PROJETOS DE 2023 ESTAVAM EM CONDIÇÕES PARA AVANÇAR, O QUE QUER ESCONDER A OPOSIÇÃO?
Socialistas propõem auditoria independente aos projetos associados ao financiamento de 2023: bloco concertado de direita rejeita. Afinal, o que pretendem? Essa é a pergunta do milhão de euros. Aliás, dos dezasseis.
O Partido Socialista de Faro considera que chegou o momento de deixar de discutir os projetos municipais através de versões políticas instrumentalizáveis e passar a fazê-lo de forma desapaixonada, independente e rigorosa: afinal, o que estava feito?
Em 2023, o PS viabilizou a proposta relativa à contratação de um empréstimo destinado ao financiamento de investimentos estruturantes para o Município, designadamente no Eixo Central da Baixa de Faro, na Porta Nova, na Rotunda das Pontes de Marchil e na Ecovia Faro–Olhão. Ficaram por fazer.
O financiamento tinha prazo para ser utilizado até 9 de fevereiro de 2027. Quando o atual Executivo tomou posse, encontrou uma realidade bem diferente daquela que agora alguns parecem querer reconstituir: projetos com alterações por fazer, constrangimentos por resolver e condições que continuavam por cumprir. Foi perante essa realidade que apresentou uma nova proposta de financiamento, ajustada ao que é possível fazer, ao que é prioritário e ao que não podemos continuar a adiar em Faro. PSD e Chega votaram contra: o argumento, pasme-se, foi a não execução dos projetos anteriores, do executivo cessante - os tais que “estavam preparados”, desde que ninguém, pelos vistos, os possa analisar.
É neste contexto que a bancada municipal do Partido Socialista apresentou uma proposta de recomendação para a realização de uma auditoria externa e independente ao estado dos projetos associados ao financiamento de 2023.
Nas palavras do presidente da Câmara Municipal de Faro António Miguel Pina, “perante a obstaculização do nosso trabalho, não estamos a pedir que se acredite numa versão partidária. Estamos a propor que os factos sejam verificados por uma entidade externa e independente.”
Para o PS Faro, esta é uma questão elementar de responsabilidade pública. Se os projetos estavam em condições de avançar, como tão apaixonadamente a cartilha da oposição faz viver nas redes sociais, uma auditoria permitirá demonstrá-lo. Se existiam constrangimentos, importa saber quais eram, quando surgiram e que medidas foram tomadas, em tempo útil, para os ultrapassar.
“Se a resposta é que estava tudo preparado e este executivo não fez porque não quis, então não há nada a recear numa auditoria. Pelo contrário: é a oportunidade de o demonstrar” diz Tatiana Homem de Gouveia, presidente da concelhia do PS Faro.
O Partido Socialista considera que a Assembleia Municipal, enquanto órgão deliberativo e fiscalizador, deve dispor de informação objetiva e suficiente para acompanhar a execução dos investimentos municipais e avaliar os constrangimentos que possam condicionar a sua concretização. É precisamente esse princípio que sustenta a recomendação apresentada.
A pergunta que o PS coloca é, por isso, simples: se todos concordamos que estes projetos são importantes para Faro, porque não queremos saber, com rigor e independência, o que aconteceu ao longo do caminho?
Basta de versões. Saiba-se a verdade.