Intelier Maria Peixoto

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Intelier Maria Peixoto Doença Grave & Confronto com a Finitude
Acompanhamento para fazer sentido e encontrar direção nos momentos mais crus.

Muitos de nós estamos desligados e desacreditados da religião.Mas acreditamos e sentimos que existem coisas que nos tran...
15/10/2026

Muitos de nós estamos desligados e desacreditados da religião.
Mas acreditamos e sentimos que existem coisas que nos transcendem, para além do que conseguimos ver, tocar e explicar.

E falar de espiritualidade fora da religião também não tem necessariamente a ver com hippies, woo woo e linguagem de luz e amor (nada contra, só não me identifico😁).

Existem outros caminhos. Em que aceitamos o mistério da vida, em que nos relacionamos com essa inteligência maior que nos transcende e à qual, ao mesmo tempo, pertencemos, ainda que não saibamos que nome lhe dar nem como a explicar.

Uma espiritualidade nossa, vivida à nossa maneira, nos termos que nós definimos (e vamos ajustando), incorporando os conceitos que ressoam connosco.

Sem tirar os pés do chão, continuando ligados à realidade em que vivemos. Mas de sentir desperto para essa dimensão transcendente e para o que em nós nos liga a ela.

Não tem de ser bizarro nem complicado porque faz parte da nossa natureza.

Esta dimensão espiritual é essencial porque nos ajuda a conectar connosco a um nivel mais profundo, a relacionarmo-nos com a vida, a dar sentido ao que acontece, a tomar decisões, a encontrar realização e propósito.

Não resolve tudo, continuamos a ter de atravessar as dores e dificuldades. Mas muda a forma como nos relacionamos com elas, trazendo enquadramento, mais clareza e leveza.

Qual é o sentido disto na nossa vida?O que verdadeiramente valorizamos, queremos, priorizamos?Isto está-nos a pedir para...
14/10/2026

Qual é o sentido disto na nossa vida?
O que verdadeiramente valorizamos, queremos, priorizamos?
Isto está-nos a pedir para continuar ou parar?
Vamos pela direita ou pela esquerda?
É este o momento ou mais tarde?

Tentamos muito perceber, damos voltas à cabeça, fazemos listas de prós e contras, analisamos ao pormenor, mas nem sempre a clareza e as respostas surgem.

Então, como escolher? Como decidir? Como compreender?

Precisamos discernir.

Mas discernir, no sentido em que o utilizo, não é uma coisa racional e não signif**a que há uma opção certa à partida.

É um movimento interior, de maior consciência, que nos aproxima do reconhecimento daquilo que, naquela situação e naquele momento, é profundamente nosso.

Daquilo que, naquela situação e naquele momento, ganha sentido para nós e orienta o nosso caminho.

Chegamos a uma informação, uma resposta, uma direção que reconhecemos como sendo coerente, tendo em conta a nossa experiência do momento - circunstâncias, contexto, história, emoções, padrões, relações, percepções - quem somos no nosso íntimo e o mistério da vida.

Ainda que essa informação, resposta ou direcção seja apenas o próximo movimento interno ou o próximo passo externo e não 'a resposta final' ou 'o puzzle todo montado', vem sempre com uma sensação de maior clareza que emerge de dentro.

É um processo experiencial e idiossincrático, e eu posso guiar-te nele.

Quem eu quero - ou preciso - ser perante isto que está a acontecer? É uma das minhas perguntas preferidas. Uma das que m...
09/10/2026

Quem eu quero - ou preciso - ser perante isto que está a acontecer?

É uma das minhas perguntas preferidas. Uma das que me guia, me norteia no meio da tempestade, da dúvida, quando estou confusa, assoberbada, perdida. Nas grandes e nas pequenas questões.

Esta pergunta ajuda-me a afastar um pouco e a sair do reboliço mental e emocional.

Ajuda-me a fazer um zoom out e a ganhar perspectiva. A olhar a vida com mais amplitude e a vislumbrar caminhos para a frente.

Quando fiz a mastectomia, precisei fazer o luto da mulher de corpo incólume e do que perderia a partir da amputação. Foi doloroso.

E chegou um dia em que esta pergunta passou a ser possível para mim, em que me questionei quem eu queria ser enquanto mulher mastectomizada. E aí um novo caminho se abriu.

Percebi que queria ser mulher inteira, apesar do que faltava. E isso pedia que reconhecesse o meu valor, a minha beleza, apesar do corpo disforme.

Já não estava mais disponível para mim ser a mulher do corpo 'perfeito'. Mas algo em mim me pedia para me tornar a mulher segura, serena, interessante, com aquela beleza de quem é para além do corpo que tem. Aquela que se sente para além do que se vê.

E tu,
Quem queres - ou precisas - ser perante o que te está a acontecer?

Uma pergunta que nos conecta com a nossa autodeterminação, com a capacidade de nos ampliarmos enquanto pessoas e que nos conecta com a vida e o que ela está a pedir de nós.

O medo de não tomar 'a decisão certa', de não escolher bem, pode deixar-nos em loop mental, assoberbados, paralisados à ...
08/10/2026

O medo de não tomar 'a decisão certa', de não escolher bem, pode deixar-nos em loop mental, assoberbados, paralisados à procura de uma certeza e um controlo que não se coaduna com a natureza imprevisível da vida.

Mas podemos sempre tomar decisões com discernimento.

Aprofundando a relação entre o que estamos a viver, quem somos e a vida num sentido mais lato, existencial, para reconhecer o que, naquele momento e naquela realidade, ganha sentido e nos dá direcção.

Uma decisão tomada com discernimento não signif**a que 'vai correr tudo bem', que vai ser fácil ou simples. Pode inclusivamente trazer arrependimento, por não ser a que, em retrospetiva, achámos melhor.

Mas é aquela que, independentemente do resultado, a sentimos como nossa, porque foi tomada a partir de um lugar de auto consciência e coerência interna.

E, por isso, ainda que nos traga consequências difíceis e duras, tendemos a olhar para elas de uma forma mais compassiva e auto determinada, aceitando que foi como foi, de acordo com o que sabíamos, com a consciência e as circunstâncias que tínhamos no momento.

E depois integrar isso na nossa história e em quem nos tornamos, ampliando a nossa capacidade de experienciar e participar da vida, com a sua incerteza, complexidade, dureza e beleza.

Numa viagem de barco à vela, como na vida, o percurso não é linear. Temos livre arbítrio, capacidade de planear, escolhe...
07/10/2026

Numa viagem de barco à vela, como na vida, o percurso não é linear.

Temos livre arbítrio, capacidade de planear, escolher e reajustar.
Mas pouco ou nada controlamos sobre o vento, o mar, o que nos aparece ou acontece pelo caminho.

Para o mesmo destino existem infindáveis percursos disponíveis.
Virar mais cedo ou mais tarde, ir mais junto à costa ou ao largo, fazer uma navegação mais ou menos cerrada ao vento.

Não existe 'o' percurso certo. Mesmo aquele que poderia ser 'o melhor caminho', 'a melhor escolha' não garante que seja tudo simples e fácil. Obstáculos, dificuldades aparecem e navegamos sempre na incerteza.

O que está nas nossas mãos é ler as condições, ter clareza sobre o que queremos, discernir o que nos está a ser pedido e participar conscientemente no que acontece.

Na vida igual. Existem inúmeros caminhos diferentes e por entre uma amálgama de circunstâncias, limitações, imposições e escolhas, este está a ser o nosso.

Não há nada de errado com ele, apesar dos erros, das dificuldades, das dores.
Viver é reajustarmos a rota a todo o momento e continuarmos a navegar a partir do lugar onde estamos com renovada consciência.

Porque, para além do percurso ou do destino, o que f**a conncosco é a experiência de o termos vivido e quem nos tornámos ao longo dele.

Existem momentos na vida em que sentimos que precisamos viver guiados por algo mais profundo. Pensamos sobre o que nos a...
02/10/2026

Existem momentos na vida em que sentimos que precisamos viver guiados por algo mais profundo.

Pensamos sobre o que nos acontece, o que sentimos, o que fazemos ou devemos fazer, mas a lógica não é suficiente para nos trazer clareza, para compreendermos, apaziguarmos, decidirmos, agirmos.

Sentimo-nos perdidos, confusos, no vazio ou em loop mental.

Procuramos respostas que não vêm do outro, de fora, mas de dentro. Respostas que sentimos como nossas, que ressoam profundamente, às quais todo o nosso corpo responde com um profundo reconhecimento.

Essas respostas podem não estar acessíveis racionalmente, mas sim noutras dimensões da nossa experiência que contêm informação que ainda não foi formulada cognitivamente.

Quando prestamos uma atenção profunda e intuitiva ao que estamos a experienciar - emoções, sensações, intuições, padrões,... há algo a que podemos aceder, uma informação, orientação, direção que se revela.

É isto que fazemos em consulta - somos conduzidos pelo que surge, aprofundando e deixando que a experiência se desenrole para a conhecermos em profundidade.

E a informação, a resposta a que acedemos, podendo não ser a que desejávamos, faz-nos sentido porque emerge deste processo experiencial, interno, só nosso.

Abri o Intelier para acompanhar pessoas com uma doença grave ou que, de alguma maneira, se confrontassem com a finitude....
23/09/2026

Abri o Intelier para acompanhar pessoas com uma doença grave ou que, de alguma maneira, se confrontassem com a finitude.

Mas tenho percebido que o meu campo de trabalho é mais amplo. Afinal, diferentes situações ao longo da vida colocam-nos perante uma realidade que não dá simplesmente para resolver, corrigir, ultrapassar.
Situações em que questionamos quem somos, o que queremos realmente e o que a vida quer de nós.

Uma doença, a finitude, mas também uma ruptura, uma separação, uma mudança irreversível, perdas de diferentes tipos, dúvidas existenciais.

Momentos em que a vida muda e algo deixa de poder ser vivido como antes. Há sofrimento, confusão, (auto)questionamento.

Momentos que nos fazem querer aprofundar a relação connosco e com a vida. Em que procuramos sentido, direcção, aprofundar-nos e experienciarmos o que nos cabe viver a partir de um lugar de maior (auto)consciência.

O que é que esta experiência me mostra?
Como quero atravessar esta situação?
O que é que a vida me está a pedir?
Quem quero ou preciso ser perante isto?

São algumas das questões que vão surgindo em consulta.
Partimos da experiência sentida de cada um, que vamos honrando e seguindo à medida que ela revela mais de nós e do nosso próximo passo.
Consultas online ou presencialmente em Guimarães.

Na área do desenvolvimento pessoal vai-se difundindo a ideia de que a nossa vida está nas nossas mãos. De que depende de...
21/09/2026

Na área do desenvolvimento pessoal vai-se difundindo a ideia de que a nossa vida está nas nossas mãos. De que depende de nós mudar, conseguir, manifestar, determinar.

E sim, temos capacidade de escolha e livre-arbítrio. Podemos desejar, planear, decidir, agir e mudar de direção.

Mas não fazemos isso no vazio.
Existe uma realidade que também nos condiciona, que nos limita e que está fora do nosso controlo.

Muitas rupturas e mudanças indesejadas na vida mostram, de forma clara e crua, que não nos cabe escolher, saber nem determinar tudo. Não somos omnipotentes.

Mas ainda que não possamos alterar uma situação, podemos estar profundamente autodeterminados na forma como a vivemos.

Podemos estar em relação consciente com o que estamos a experienciar e participar conscientemente no que está a acontecer.

Seja agindo diretamente sobre a vida, sobre as circunstâncias. Seja indiretamente na forma como nos relacionamos com elas.

E exatamente porque a nossa vontade não é a única força que move a vida, às vezes a autodeterminação aparece sob a forma de aceitar, olhar sob outra perspectiva, largar o controlo.

Autodeterminação é esta capacidade de viver em relação consciente com o que é e com o mistério da vida.
Aprofundando o que acontece e discernindo o que a vida está a pedir de nós a cada momento.

Não é um resultado a que se chega. É um movimento interior, contínuo e consciente, na relação com a vida.

Há momentos em que a vida ganha mais intensidade, dentro e fora de nós. Momentos em que procuramos respostas, entendimen...
17/09/2026

Há momentos em que a vida ganha mais intensidade, dentro e fora de nós. Momentos em que procuramos respostas, entendimento, sentido.

Mas não queremos uma interpretação alheia nem uma pessoa que nos dite o caminho.

Queremos sentar-nos com alguém que nos vê, não através dos seus olhos, mas através daquilo que nós experienciamos e sentimos.

Alguém que nos ajude a aceder a uma compreensão mais profunda e mais ampla do que estamos a vivenciar, que decorre do desenrolar da nossa própria experiência.

Alguém que não nos queira corrigir ou concertar. Mas sim apoiar a perceber o que a vida nos está a pedir em cada momento.

Se estás nesse lugar, eu estou aqui para te receber.
Consultas online e presenciais, em Guimarães.

Há uma razão de ser da emoção, sensação, preocupação, do comportamento, padrão ou sintoma que nos incomoda... Ainda que ...
14/09/2026

Há uma razão de ser da emoção, sensação, preocupação, do comportamento, padrão ou sintoma que nos incomoda...

Ainda que seja disfuncional, nos prejudique ou que não o consigamos entender, ele tem sentido.

Porque contém uma sabedoria - uma necessidade para cuidar, uma informação para escutar, uma orientação que se revela ou uma direção para onde a vida nos chama.

Na maioria das vezes apressamo-nos a corrigir, consertar sem antes desemaranhar e compreender o sentido daquilo que apenas parece um erro ou uma falha.

Não se trata de encontrar uma interpretação. Mas sim de desemaranhar a experiência até que aquilo que é verdadeiro para cada um se possa revelar.
Até que possamos aceder à informação, compreensão ou sabedoria que continha.

Este desenredar da experiência é profundamente individual. O mesmo sintoma, o mesmo padrão, a mesma emoção desenrola-se em necessidades, informações ou direções muito diferentes consoante a pessoa e o seu momento.

O nó no estômago pode ser uma luta entre duas partes nossas com necessidades distintas ou pode ser uma ligação forte a algo que precisa ser honrado.

Quando essa compreensão emerge traz uma sensação de clareza, de ressoar profundamente, de sermos realmente vistos. E ainda que possa ser dolorosa ou assustadora, traz também alívio - porque afinal aquilo tem um sentido.

Nós fazemos sentido.

E apartir desse lugar de profunda auto compreensão, em que acedemos a essa sabedoria interior, podemos dar passos na direção que se revelou. Com mais clareza e leveza.

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