17/05/2026
Na Assembleia Municipal de abril, quando o Chega levantou preocupações sobre o impacto da imigração no concelho — especialmente na habitação, pressão sobre os serviços públicos e capacidade de resposta municipal — o Presidente tentou transformar uma questão de gestão e planeamento numa acusação ideológica, insinuando que o problema era o Chega “não saber lidar com a imigração”.
Contudo, poucos dias depois, a própria Câmara Municipal de Lagos publica um questionário oficial para realizar um “diagnóstico participativo da população migrante”, assumindo precisamente aquilo que o Chega alertava: que existe uma nova realidade demográfica e social no concelho que exige estudo, planeamento e identificação de necessidades específicas.
Ou seja:
Se não existisse impacto relevante, não seria necessário criar um diagnóstico municipal.
Se os serviços estivessem plenamente preparados, não haveria necessidade de avaliar “condições de vida, meios e recursos”.
E se o tema fosse apenas “ideológico”, o município não estaria agora a institucionalizar um levantamento técnico sobre a população migrante.
Politicamente, isto demonstra que o Presidente primeiro desvalorizou e tentou rotular a preocupação levantada pelo Chega, mas depois acabou por validar, através dos seus próprios atos, que há efetivamente pressão social e necessidade de planeamento.
o Chega não questionou pessoas, questionou a ausência de estratégia.
E o próprio Presidente do Municipio
veio confirmar isso ao reconhecer oficialmente que precisa de conhecer melhor:
as necessidades da população migrante,
o impacto nos serviços,
as condições de vida,
e os recursos disponíveis no concelho.
“Quando o Chega alertou para a necessidade de planeamento, fomos acusados de ter dificuldades com a imigração. Dias depois, a própria Câmara reconheceu que é necessário diagnosticar necessidades, condições de vida e impactos sociais da população migrante. Afinal, a questão nunca foi ideológica. Era de gestão, planeamento e capacidade de resposta do concelho.”
O Presidente parece estar numa posição reativa e não preventiva.
Porque os números já existem:
1.663 atendimentos em apenas dois meses;
57% relacionados com permanência em território nacional.
Mas o diagnóstico surge apenas depois da pressão política e do crescimento evidente do fenómeno migratório no concelho. Isso permite questionar: onde esteve o planeamento antes da pressão na habitação, da sobrecarga dos serviços e da degradação das condições de alojamento?
𝗗𝗶𝗮𝗴𝗻𝗼́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗣𝗮𝗿𝘁𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗮 𝗣𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗠𝗶𝗴𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 👥ℹ️
Estamos a auscultar a população migrante residente no concelho de Lagos, com o objetivo de identificar as suas necessidades específicas e compreender melhor as suas realidades, condições de vida, meios e recursos.
Este diagnóstico pretende contribuir para o desenvolvimento de respostas mais ajustadas e inclusivas para a comunidade migrante no município de Lagos.
A participação é simples e o questionário é anónimo 👉 https://t.ly/7tZHV
Contamos com a sua participação!

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