Consultoria em Serviço Social

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. Ao problema apresentado será realizada uma abordagem holística , tendo em consideração as variadas dimensões inerentes à vida humana.

Esta página foi elaborada com objetivo de divulgar algumas atividades que se pretende executar no âmbito dos serviços sociais em geral e do aconselhamento social em particular. Quer abordar e dar resposta a situações relacionadas com episódios de crise social em que a pessoa sinta necessidade de recorrer aos serviços de alguém que possa realmente ajudá-la ou ajudá-lo numa situação difícil da sua v

05/05/2026
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Assistencialismo versus Estado Social 01/02/2026

Consultoria em Serviço Social
Serviços sociais em geral e aconselhamento social em particular.Situações relacionadas com episódios de crise individual, familiar,profissional, entre outras situações em que a pessoa sinta necessidade de recorrer aos serviços de alguém com formação superior, especializada nestas áreas de intervenção e aconselhamento social, que possa efectivamente trazer uma mudança real e efectiva numa situação problema da sua vida.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Assistencialismo versus Estado Social

Trabalhar com as pessoas não é o mesmo que trabalhar com coisas. Uma pessoa tem uma história e um percurso de vida que determina a sua situação socioeconómica, de saúde física e psicológica, entre outras dimensões da natureza humana.

Se na construção civil uma ponte não é confundida com um passadiço porque na pobreza dar comida na rua é confundido com intervenção social, que implica por definição intervir e facilitar de forma assertiva e empática alteração de comportamentos alinhados com as verdadeiras necessidades das pessoas em acompanhamento social, gerindo a multiplicidade e variedade de meios que a sociedade nas suas variadas dimensões e manifestações coloca ao dispor dos cidadãos e cidadãs que se pressupõem iguais por direitos enumerados na constituição portuguesa.

Se um engenheiro ou engenheira, tem que aprender a fazer pontes, porque qualquer uma ou um, que passa na rua e vê uma pessoa a pernoitar na rua, pensa que pode resolver a vida de uma pessoa dando-lhe sopa e arranjando-lhe um sitio para estar?
O que leva essa pessoa a colocar em causa o trabalho árduo que assistentes sociais e outros técnicos especializados na área, desenvolvem na rua há anos com as pessoas sem abrigo?

A maior parte das vezes e devido ao trabalho desenvolvido por várias instituições e à implementação da segunda estratégia nacional para as pessoas sem abrigo, essas pessoas estão sinalizadas e já se tentou variadas formas de minorar, integrar essa pessoa nas respostas existentes. Contudo e por ser legalmente impossível fechar uma pessoa num lar, num abrigo, num hospital, ou mesmo numa habitação assistida (esta solução menos frequentemente utilizada por falta de projectos nesta área que satisfaçam as necessidades das pessoas sem abrigo) a menos que um médico psiquiatra assine um relatório em que a pessoa é dada como louca, há situações que por mais tentativas e abordagens que se faça à pessoa, a maior parte devido a problemas do âmbito da saúde mental, não aceita, ou não adere como seria desejável, pelos técnicos que tanto investem profissionalmente e pessoalmente na mudança de situação da pessoa em causa.

Mais uma vez reforço, que as pessoas não são instrumentos, que movimentamos e colocamos onde melhor nos aprouver de acordo com as nossas avaliações do que é bom ou mau.
As pessoas não são robots que colocamos lá dentro um programa BOM e esperamos que ela siga à risca o modelo predelineado. Não, elas tem quereres, vontades, energia que as faz donas do seu destino e do seu corpo. Por mais esforços e sabedoria das assistentes sociais, psicólogas ou psicólogos, medicas ou médicos, juízas e juízes e outros profissionais vocacionados para ajudarem, cuidarem e aplicarem a justiça social na resolução dos problemas sociais, há sempre algumas pessoas que por variados motivos, fogem à nossa capacidade de intervenção no sentido de resolver o problema em questão de forma alinhada com o modelo social vigente e as necessidades de quem precisa de ajuda e procuramos ajudar.

Claro que para a pessoa que passa na rua, que sai do restaurante ou de uma loja e se depara com um ser humano, embrulhado em mantas ou cartões não tem noção, nem consciência do trabalho que é feito todos os dias na rua com as pessoas sem abrigo, no sentido de as tirar de lá. É compreensível, mas apontar o dedo sem tentar perceber antes o trabalho desenvolvido não me parece muito ético e penso que na maioria das vezes esta atitude está relacionada com intenções meramente de ataque político e não de diagnóstico e real vontade de compreender o que leva aquela pessoa a continuar na rua.

Há momentos em que me sinto a voltar ao tempo das senhoras e senhores da caridade em troca de um estado social musculado e protector das cidadãs e cidadãos!...

Os passadiços não substituem as pontes nem vice versa. É preciso construir pontes e passadiços entre as instituições e a sociedade civil verdadeiramente interessada em colaborar em parceria com as instituições sociais e da saúde numa intervenção concertada de luta contra a pobreza. Lutando pela aplicação de uma real justiça social e de um estado social forte, verdadeiramente universalista e portando democrático e participativo.

Primeiro atacam os pobres e depois quem trabalha com e para eles!...

Ana Maria Ferreira Martins
Ana Ferreira Martins at 11:42
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2 comentários:

Unknown20 de julho de 2019 às 00:52
Cara colega Ana, este artigo deveria e merecia ser publicado no espaço público mediático. Já tentou publiçá ló na imprensa?

Assistencialismo versus Estado Social Serviços sociais em geral e aconselhamento social em particular.Situações relacionadas com episódios de crise individual, familiar,profissional, entre outras situações em que a pessoa sinta necessidade de recorrer aos serviços de alguém com formação superior, especializada nestas áreas de...

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19/11/2025

📢 A OAS participa no Seminário “O Idadismo no Meio Laboral”

Promovido pela Câmara Municipal de Loures, o seminário realiza-se no próximo dia 20 de novembro de 2025 e contará com a participação da Ordem dos Assistentes Sociais.

A representação da OAS estará a cargo de Joana Rodrigues, membro da Direção, que irá apresentar a comunicação “O Idadismo e as Repercussões Sociais no Meio Laboral”.

👥 Este será um momento importante de reflexão e debate sobre o impacto do idadismo nas relações de trabalho e sobre o papel dos Assistentes Sociais na promoção de ambientes laborais mais justos e inclusivos.

👉 Saiba mais no nosso site.

https://www.ordemassistentessociais.pt/noticia/seminario-o-idadismo-no-meio-laboral

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