06/10/2026
Não fosse trágico, seria caricato. Os sucessivos problemas dos SMAS, na gestão da água e na proteção do Rio Leça, expõem uma incapacidade política cada vez mais evidente para assumir responsabilidades, resolver problemas e prestar contas aos maiatos.
Perante falhas recorrentes, desculpas repetidas e uma ausência de liderança que se torna impossível ignorar, os cidadãos continuam à espera de respostas concretas. Em vez disso, assistem a uma gestão marcada pela divisão, pelo conflito e pela incapacidade de unir o concelho em torno dos seus interesses comuns.
Quem ocupa cargos de responsabilidade pública não pode exigir confiança quando os resultados demonstram precisamente o contrário. A confiança conquista-se com ação, competência e transparência, não com discursos.
Por isso, considero que a jovem autarca deveria ter a coragem política de assumir as suas responsabilidades e apresentar a demissão. Não como um ato de derrota, mas como um gesto de dignidade institucional e de respeito pelos maiatos, colocando finalmente os interesses do concelho acima dos interesses pessoais ou partidários. Afinal, governar é responder pelos sucessos, mas também pelos fracassos. E quando os fracassos se acumulam, chega o momento de dar a cara e retirar as devidas consequências.