02/09/2026
💧 ÁGUA EM MOGADOURO: UM MAU CARTÃO DE VISITA*
Há anos que o problema é conhecido. Há anos que se fala do manganês, da qualidade da água da albufeira de Bastelos, das redes, dos reservatórios e da necessidade de melhorar o tratamento. Nem vamos falar do estado das piscinas este ano. Toda a gente viu.
E há anos que se gasta dinheiro.
A remodelação da ETA de Bastelos representou cerca de 1,3 milhões de euros. Foram feitas intervenções e renovações em redes de abastecimento. Em 2026, foi necessário acrescentar ainda um novo sistema de ozonização, por quase 100 mil euros.
E, apesar disso, continuam a chegar relatos de água com cor, mau cheiro e sabor desagradável. Relatos de roupa danificada depois da lavagem.
Afinal, o que foi resolvido?
O PS já tinha denunciado esta situação no passado. Perante a persistência dos problemas, chegámos mesmo a defender uma avaliação independente e uma auditoria pelas autoridades de Saúde Pública.
Não o fizemos por alarmismo, mas porque estamos a falar da água que chega diariamente às casas das pessoas.
E hoje a questão é ainda mais séria.
Depois de tanto dinheiro gasto, o Município já sabe, com rigor técnico, qual é a origem do problema?
Se sabe, porque continua?
Se não sabe, como se justificam todos os investimentos realizados até agora?
Não basta gastar. É preciso saber onde gastar, porquê e com que resultado.
Foi investido cerca de 1,3 milhões de euros numa ETA apresentada como uma intervenção estruturante. Poucos anos depois é necessário instalar mais um sistema de tratamento de quase 100 mil euros.
E antes de se continuar a acrescentar dinheiro ao problema, alguém consegue dizer claramente aos mogadourenses se a origem está na ETA, na albufeira de Bastelos, nos reservatórios, nas condutas ou na acumulação de manganês e ferro ao longo da rede?
Porque uma coisa começa a tornar-se difícil de explicar: milhões investidos não podem significar problemas sucessivamente adiados.
Gerir bem recursos públicos não é inaugurar obras nem somar contratos....É diagnosticar corretamente, planear, executar e resolver.
Quando se investe repetidamente e o mesmo problema continua a ser relatado pela população, a questão deixa de ser apenas técnica.
Passa também a ser uma questão de competência e de qualidade da gestão municipal.
Os mogadourenses pagam a água, as obras, os equipamentos e pagam as sucessivas correções.
Têm, por isso, todo o direito de exigir uma coisa muito simples, que é abrir a torneira e receber água sem cor, sem cheiro estranho e sem sabor anormal
Depois de tudo o que já foi gasto, não é uma exigência ... É o mínimo
* Esta publicação é meramente informativa, não permite comentários por isso. Se chegaste até aqui é porque leste tudo do comunicado, parabéns, estás devidamente informado/a sem ruído ou insultos associados. Interessa-nos falar do presente e não do Passado