20/10/2026
A Câmara Municipal de Tomar anuncia uma reunião “de trabalho” sobre o futuro da Universidade Politécnica de Tomar e fala em “responsabilidade comum a todos os agentes do território”, em “articulação mais estreita” e em “estarmos todos a trabalhar juntos”.
A realidade é outra.
Foram convidados o Presidente da Câmara de Tomar, o Reitor, o Presidente da Câmara de Abrantes e dois deputados: um do PS e um da AD . Nenhum deputado do Chega, mesmo tendo 3 deputados no Distrito!
Isto acontece num concelho onde a AD só governa com maioria porque fez um acordo de governação com o Chega. O vereador Samuel Fontes, integra o executivo com pelouros atribuídos precisamente para garantir estabilidade.
O Chega que em Santarém é a segunda força política (com três deputados), que venceu em Abrantes nas legislativas e que tem representação local relevante, foi simplesmente excluído de uma reunião sobre o futuro do ensino superior no Médio Tejo.
Falar de “sucesso do território” e de “escolha para os estudantes” enquanto se escolhe a dedo quem se senta à mesa é contraditório. Ou a Universidade Politécnica é uma responsabilidade de todos os agentes relevantes do território, ou é uma mesa política seletiva onde o Chega é bem-vindo para dar estabilidade na Câmara, mas indesejado quando se discute estratégia e futuro.
A mensagem que ficou é clara: a “união” invocada é conveniente e limitada. O Chega está disponível para contribuir para o desenvolvimento do Médio Tejo e da Universidade Politécnica de Tomar. O que não aceita é ser tratado como força de ocasião — útil para a maioria local, dispensável quando se fala de futuro.
𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶́𝗽𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗧𝗼𝗺𝗮𝗿 𝗿𝗲𝘂́𝗻𝗲 𝗮𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗿𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗿 𝗼 𝗳𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗨𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗹𝗶𝘁𝗲́𝗰𝗻𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗧𝗼𝗺𝗮𝗿
A Câmara Municipal de Tomar promoveu hoje uma reunião de trabalho dedicada à análise da situação atual da Universidade Politécnica de Tomar e à preparação de uma estratégia para o seu futuro. O encontro juntou o Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, o Reitor da Universidade Politécnica de Tomar, João Coroado, o Presidente da Câmara Municipal de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, e os deputados à Assembleia da República eleitos pelo círculo de Santarém provenientes dos concelhos de implantação da UPT, Hugo Costa e Ricardo Carlos.
Os participantes partilharam a convicção de que a presença do ensino superior no Médio Tejo é imprescindível para o desenvolvimento da região e de que o futuro da Universidade Politécnica, com escolas em Tomar e em Abrantes, é uma responsabilidade comum a todos os agentes do território.
A reunião permitiu fazer um ponto de situação, um planeamento estratégico, identificar linhas de trabalho para reforçar a afirmação da instituição, e uma articulação mais estreita com os municípios, a Comunidade Intermunicipal e o tecido económico.
“O sucesso da Universidade Politécnica de Tomar é, em boa parte, o sucesso do nosso território e das nossas pessoas, e a mensagem que deixamos hoje é clara, estamos todos a trabalhar juntos para que seja, cada vez mais, uma escolha para os estudantes”, afirmou Tiago Carrão.
Esta reunião marca o arranque de um conjunto de encontros de trabalho que terão continuidade ao longo das próximas semanas.