Lendas De Portugal

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Sejam bem-vindos a esta página! Esta Página tem como objectivo levar até vós, um pouco da História do nosso País!Obrigado pela visita!

08/03/2025

Para Elas, que São Mundo

Hoje o sol nasce com mais brilho,
Como se a luz soubesse o motivo,
De celebrar a força e o encanto,
De cada mulher, sonho vivo.

São mãos que acalentam esperanças,
São vozes que rompem o silêncio,
Olhares que guiam mudanças,
Corações que guardam mistérios imensos.

Elas são rios que moldam a terra,
São flores que brotam na dor,
Guerreiras em tempos de guerra,
Poetas que cantam o amor.

Ser mulher é ser chama e brisa,
É ser razão e também magia,
É carregar o mundo nos ombros,
E ainda assim, espalhar alegria.

Hoje, celebremos suas histórias,
Cada luta, sorriso e paixão,
Pois o mundo só gira em harmonia,
Quando pulsa um coração de mulher, em ação.

Feliz Dia da Mulher!

01/02/2025
Photos from Lendas De Portugal's post 08/07/2024

Vizela Lenda ... A Terra dos cravos Esta curiosa lenda, pelo desenrolar da sua acção, escapa aos cânones do género a que respeita. Mas vale a matéria ao nosso interesse. Pois passa-se no espaço antigo da terra que hoje é Vizela. Pois num jardim que havia á beira da estrada havia duas flores, a Flor antiga e a Jovem Flor. Pois na altura em que entramos na lenda, a primeira Flor conta a segunda que vai chegar ao jardim uma nova plantação de cravos, pois os outros, os que lá estavam, haviam morrido de amor por ela... A mais nova das flores teve um sorriso e um comentário que não agradaram á companheira, que acabou por acusá-la de tentar perturbar no jardim, seu domínio. A jovem disse que não, que fora, isso sim, incumbida de ali restabelecer a paz! Estavam na discussão, quando chegaram quando chegaram os novos cravos. E logo o Príncipe dos Cravos se dirigiu á Flor Antiga apresentando os cumprimentos dos novos habitantes do jardim. depois, o cravo dirigiu-se á Jovem Flor oferecendo a fraternidade dele e dos seus companheiros, que um pedido dela seria para eles uma ordem. A Jovem Flor, aproveitou a deixa e disse-lhes que desejava que eles fossem imediatamente embora. E explicou-lhe que todos os cravos anteriores tinham morrido naquele jardim, devido aos feitiços da Flor Antiga, que precisava do sangue deles para se eternizar na vida. Furiosa, pelo facto da Jovem Flor ter denunciado as suas intenções, a Flor Antiga insultou a companheira de jardim. depois, quanto á distribuição dos cravos no jardim, a Flor Antiga situou-os, mas no que respeitava ao Príncipe dos Cravos, ele preferia estar mais perto da Jovem Flor. «Ouviu-se então um voz: «Basta, flor daninha! Basta de loucura!» era a voz «daquele que tudo sabe e tudo pode», que decidiu intervir no jardim. Rebelou-se a Flor Antiga contra quem assim a ameaçava. Destruiu os cravos, tornando-os mortos e sem cheiro, e disse que iria agora fazer o mesmo ao Príncipe e á outra flor. Mas a voz do ser Poderoso escutou-se, declarando destruir a Flor Antiga. Esta estava furiosa pela aproximação amorosa dos jovens entre si. E a voz voltou a ouvir-se declarando que iria destruir o jardim. E, de facto, uma tempestade medonha arrasou o jardim. «das ruínas deste jardim nascerá o novo paraíso!» foi a profecia. « Esta terra f**ará a ser a Terra dos Cravos para sempre!» Declarou a voz. E o príncipe dos cravos ficou vis á protagonista desta lenda. Ficou Vis-a-ela, o que mais tarde, com a corrupção das coisas daria lugar a Terra de Vizela e, mais tarde ainda, Vizela! Pois da antiguidade da Terra de Vizela reza uma outra lenda. Com povoamento anterior ao século VII, povoado com o aparecimento junto á igreja da Nossa Senhora da Tocha do torso de uma semidestruída estátua sepulcral de guerreiro lusitano. Ora, um dia, indo S. Jorge no seu cavalo pela Terra de Vizela, encontrou uma jovem a chorar. Quis saber porquê. Pois ela receava ser atacada por uma serpente enorme. Pois logo o Santo a chamou para junto de si, apareceu a b***a e ele logo a matou em combate. Numa pedra, f**aram as marcas da luta e a rapariga agradecida, fartou-se de chorar de alegria...

Photos from Lendas De Portugal's post 08/07/2024

Vouzela Lenda ...
O mistério da Caninha
O cenário desta lenda é Fataunços, em Vouzela. Estamos no Couto de Alafões e esse homem velho e feio é El Haturra, um mouro que continuou fiel á sua fé, embora conviva com a corte Portuguesa. É El Haturra e tem a sua mania, que consiste em andar sempre com a sua caninha seca, já motivo de risota dos demais. Mas El Haturra não se importa, pois é algo bonacheirão o seu feitio. Mas um dia o seu íntimo amigo Álvaro, Português, chamou-lhe a atenção exactamente para isso. El Haturra, a principio zangou-se, mas, como era mesmo muito amigo de Álvaro, contou-lhe: --- Meu caro, quero que saibas um segredo que na minha família só tem passado de pais para filhos ou de tios a sobrinhos. Trata-se do segredo desta varinha, que é mágica. Não troces, Álvaro, isto é mesmo um objecto de família. Este foi o bastão derradeiro do comando que usou o meu antepassado Alafum na célebre retirada dos agarenos. E f**as, desde já, a saber, que quando esta vara, que bem vês velha e ressequida pelo tempo, conseguir reverdecer é o sinal sagrado. O sinal sagrado, meu caro Álvaro, do encontro de dois descendentes de Cid Alafum ...estás a ver porque nunca abandono a minha varinha? Álvaro estava admirado, e alguma coisa reticente. Mas El Haturra explicou-lhe que quando se encontrasse com uma descendente del Alafum, tornar-se-iam ambos herdeiros universais de quanto havia pertencido ao ilustre antepassado comum. Importava era descobrirem-se. E em muitas tardes de passeio, os dois amigos conversaram sobre este tema, a ponto de Álvaro acreditar. E certo dia ambos viram passar duas mouras. Uma princesa e sua aia. E reverdeceu a varinha, tendo El Haturra reconhecido a aia como sua parente. Seguiram-nas até á corte de Portugal e operou-se então um fenómeno: El Haturra rejuvenesceu e, assim, pôde ir á vontade ao encontro da sua prima, por quem se apaixonara. E esta amou-o também naquele mesmo instante. Entenderam casar, pelo que estabeleceram contactos com a corte Portuguesa. O Rei concordou, e ofereceu-lhes todo o território que havia pertencido ao ascendente comum. Mas com uma condição: El Haturra seria baptizado. E ele disse que não o faria. No entanto, ele e a prima, estavam apaixonadíssimos, o Rei estava inflexível e a noiva censurava o que julgava ser menos amar por parte do noivo. El Haturra, entre a espada e a parede aceitou baptizar-se. Porém, esquecia alguma coisa. Naturalmente, antes da cerimónia do casamento, El Haturra devia baptizar-se, e para isso teve de deixar a sua preciosa caninha fora da igreja. E aconteceu algo que ele não esperava, e muito menos a noiva. Ao receber os óleos de baptismo, toda a sua juventude desapareceu, regressando ao velho que realmente era. É que, conforme a tradição, a magia da caninha só se mantinha se os dois descendentes de Cid Alafum obedecessem a lei de Mafamede! A noiva desmaiou, e El Haturra desapareceu para não ser mais visto!...

Photos from Lendas De Portugal's post 07/07/2024

Viseu Lenda... O penedo do perseguido Já foram a Orgéns? f**a a meia légua de Viseu e não é difícil encontrar o cenário desta lenda. É só procurar um grande penedo encimado por uma pequena cruz. Ah, mas já não procurem o Castelo de que fala, porque esse desapareceu. Pudera, isto também foi há muitos e bons anos! Pois é verdade, havia ali um Castelo, talvez uma casa acastelada. E certo dia... Certo dia, o Conde D. Gomes, que era o Senhor do Castelo e de tudo o que dele se avistava, escutou uma cavalgada. Era um grupo de fidalgos que andara á caça e o anoitecer surpreendera ali perto. Traziam veados, javalis, coelhos. Pois apearam-se os cavaleiros ao portão de D. Gomes e pediram guarida no Castelo. Conforme os costumes da época, ela foi-lhes concedida. No dia seguinte de manhã, os caçadores saíram cedo de regresso aos seus domínios. Mas nem todos, que houve um deles que se perdeu de amores pela castelã, que era irmã do anfitrião, que mal saía dos seus aposentos. O cavaleiro, aliás, bastante jovem, dedicava todo o seu tempo a cantar-lhe baladas sob a janela onde a via. Ao que parece ela pouco lhe ligava. Assim, uns dias depois, o mano Castelão aborreceu-se e insultou o enamorado: -- Que pretendes tu, vilão, da neta muito amada de Fafes Luz, filha virtuosa de Afonso Mendo? Sacou o outro de todos os seus pergaminhos: -- Vilão eu?! Eu vilão! Eu, o mui nobre e esclarecido senhor do Viso! O que pretendo é levar ao altar a vossa irmã! E desse modo santif**ar este amor que não é só meu, mas de ambos. E D. Gomes gritou : --- Nunca! antes a mão de Belzebu! Zangado, o caçador que ainda tinha na mão o instrumento com se acompanhara numa balada mais á formosa mana do Castelão, meteu-o no s**o e foi-se embora. Não tardou que a rapariga visse ao longe a poeirada do cavalo em que ele se afastava. Porém, não se fora o jovem enamorado há muito, quando se abriu o grande penedo que f**ava ao pé do Castelo. E dele apareceu Belzebu, dizendo, na sua voz incomodativa, vir buscar a sua prometida. Surpreendido como haviam surtido efeito as suas palavras, o Castelão viu-se constrangido a enredar-lhe a promessa feita. E fê-lo enquanto pôde, pois o penedo todas as noites se abria para o Demónio reivindicar ao vivo a sua prometida! Cheio de medo, D. Gomes acabou por mandar pôr no alto do grande penedo aquela cruz que lá se vê. E a verdade é que, depois daquilo, nenhuma outra vez o penedo se abriu para sair o Senhor das infernais legiões!...

Photos from Lendas De Portugal's post 07/07/2024

Vinhais Lenda... Os feijões e o touro Sabia-se lá como é que ela fazia, mas a mesma quantidade de feijões administradas pelas suas antecessoras, nas mãos de a Madre Maria Garcia duravam mais tempo e para mais gente, fora a grande cota das sobras. Por isso se dizia em Vinhais, e também nas vizinhanças, quando determinado alimento durava mais do que a conta: «Rende como os feijões de Madre Garcia...» Pois a freira, despenseira do Convento de Santa Clara, tornou-se uma lenda na sua actividade. Até na altura das piores colheitas, lá estava ela a alimentar a comunidade religiosa e os que lhe apareciam á porta. Bem, passemos ao Convento de São Francisco e recordemos as palavras de um padre missionário, no ultimo sermão pronunciado no templo daquela casa: «-- Só tornará a haver missões nesta igreja quando virdes uma figueira crescer no campanário do Templo da Ordem Terceira...» Corria 1834, fora publicado o decreto da extinção das ordens religiosas em Portugal, e ordenada a saída dos religiosos dos Conventos e Mosteiros, que passariam á posse do Estado. Pois, não é que, á volta de um século passado, um outro missionário subiu ao mesmo púlpito a recordar esses dizeres? É que entre duas pedras do campanário, quase insensível á intempérie, uma figueira atingira um metro e meio, ainda que os seus figos nunca chegassem a amadurecer! Ora bem, e já conhecem a capela de São Tiago de Ribas, no termo do Edral? Pois, enquanto não arranjam pachorra para uma (re)leitura de «A dama pés-de-cabra» na prosa do Herculano, saibam que esse templozinho foi edif**ado por um homem a quem o Diabo tentou em forma de uma belíssima rapariga. E já ele julgava estar o arranjinho feito, quando se verificou que a sua paixão de momento tinha pés-de-cabra! Fez o sinal da cruz e salvou-se o homem prometendo a capela ao Santo. Há outra lenda que, em Ervedosa, exactamente no lugar de Corujas, fala de um homem que era o impropério em pessoa! E conta-se que certo dia, como a criada não pôde arranjar trigo para o almoço, lhe serviu centeio. Depois de berrar que centeio era comida de cães, agarrou uma faca e deu um golpe no pão. Jorrou sangue. Seguiu-se uma tal invasão de formigas, que ele teve de fugir, levando atrás de si as formigas até outras terras distantes. Mais adiante, em Fresulfe e Dine, a lenda misteriosamente diz: . No Cabeço de Carcaveilha . Há um Manto de ouro de Nossa senhora . Que só pode ser descoberto . com ponta de reilha ou pata de ovelha. Conhecem Fornos, no termo de Algoso?Há aí uma fonte onde viva ( e é capaz de viver) um mouro encantado. Apareceu a a uma boieira e prometeu-lhe uma fortuna se ela o desencantasse. Só era preciso que ela não tivesse medo do touro bravo que lhe apareceria. Teve. E lá lhe dobrou o encanto!...

06/07/2024

Vimioso Lenda ... O Moinho dos Trasgos e a moura O Moinho dos Trasgos f**a no sítio do Caniço, na margem esquerda do ribeiro de Riaduros, afluente do Carvalhal. Bem, o que lá está são apenas ruínas. Não se demorem lá muito, porque quem o trabalhava também o abandonou. é que, certa noite, quando ele assava um bocado de carne, um trasgo juntou-se-lhe para assar uma espetada de lagartixas. E não é que o trasgo, queria pingar a gordura exactamente no pão em que o moleiro aparava o bocado de carne?!! O moleiro conseguiu que o trasgo se fosse embora, mas a verdade é que ele deixou de trabalhar ali e ninguém se apresentou para tomar conta do moinho. Ah, mas esquecia de dizer o que são trasgos! Pois ainda que, o dicionário da academia não os inclua, trasgos, conforme a crença popular, são espíritos irrequietos, muito movimentados, que pregam sustos mas não incomodam muito... Agora vá o leitor a Algoso e lá que o levam á Fonte de São João. Escolha a véspera do dia de São João, ponha-se á coca. Sabe o que verá? Pois o mesmo que um rapaz dessa aldeia, que se apaixonou pela lenda. Pois, á meia-noite, lá no abriga em que se encontrava, viu uma enorme serpente que se dirigiu para a fonte. O ar estava que nem um sonho , vindo belos aromas de um roseiral ali perto. Pois a serpente mergulhou três vezes nas águas e transformou-se numa linda moura de cabelos dourados, saltando para o chão de terra batida, a menina sentou-se na borda da fonte a cantar e a pentear-se. Apareceu então uma corça, precedente de uma mata próxima. A moura fez-lhe festas e o animal lambeu-lhe as babuchas. A moura, depois, inclinou-se para a fonte e chorou copiosamente. Então o leitor, tal como o rapaz da lenda, f**ará de boca aberta e fará um movimento qualquer, no qual se quebrará um ramo seco e o encanto, baixando uma névoa sobre a fonte de São João. Gostaram da perspectiva? Bem, falta o leitor saber o porquê da ida á fonte. É que no tempo em que ainda havia mouros por Trás-os-Montes, na aldeia de Algoso havia um mouro que tinha costela de bruxo. Sabia o passado e o futuro de toda a gente menos o seu próprio. De toda a parte iam lá consultá-lo. E de todas as classes. E assim foi juntando o seu tesouro. Um dia, correu a notícia de que tropas cristãs se aproximavam de Algoso. O homem, que já ia entrando na idade, pegou no baú das suas jóias e andou em busca de um sítio para o esconder. E andou, andou, andou até chegar á fonte de São João de Algoso. Verificou que ninguém o estava a espiar e, logo por baixo da ponte, afastando os ramos de um chorão, ali meteu o seu tesouro. Mas quando acabou de o esconder, ergueu os olhos e deu com uma menina moura e julgou que ela o observava. Teria na verdade visto onde ele escondera o tesouro? Pelo sim, pelo não, com um gesto mágico e uma oração secreta, lá fez desaparecer a moura. Pode ser que o leitor/a a conheça mesmo quando lá for...

Photos from Lendas De Portugal's post 05/07/2024

Vila Viçosa Lenda .... Um altar de pedras! Que ingénua esta lenda em torno do topónimo Vila Viçosa! Fala-nos de um pastor que, veio do outro lado da fronteira e se fixou num lugar do Alentejo, onde arranjou trabalho. Era o ano de 1523. E um dia, daqueles em que coisas boas acontecem, deu com uma imagem de Nossa senhora. Estava toda suja e metida num buraco. Com o seu lenço húmido limpou-a cuidadosamente. Quando acabou, estava fascinado. E durante as suas idas com o gado para o monte, construiu um belo altar e nele colocou a sua Santa e aí a adorou, rezando-lhe. Passado algum tempo, quando chegava com o gado á quinta, a Chiquinha, filha do patrão, chamava-o com certa discrição. Queria falar-lhe, mas não pretendia que alguém desse por isso. Eram só umas perguntas. Bem, queria saber ao certo, o que é que ele fazia no campo, mas o pastor hesitava em dizer-lho. Teve ele de levantar o véu do que se dizia por ali. Pois ele não teria um altarzinho? Fernando acabou por confessar-lhe que nesse mesmo altar adorava Nossa Senhora. Confessou-lhe, que naquele mesmo campo encontrara a imagem e se lhe afeiçoara. De entusiasmada, Chiquinha pediu-lhe que a deixasse ver a imagem, e combinaram fazer juntos a caminhada com o gado no dia seguinte de manhã. E lá foram, indo ela escondida dos pais. E a menina gostou muito da imagem do altar que ele fizera, f**ando muito impressionada com a maneira tão sincera como ele rezava . Ele convidou-a a rezar com ele, mas ela apontou o céu, onde nuvens cinzentas se acumulavam, ameaçando chover. Afinal nem teve tempo de correr para casa. No entanto, Fernando juntou o gado em torno deles, ao pé do altar da imagem de Nossa senhora. E quando desabou a chuva e se ouviram os trovões, apesar do descampado, por milagre eles não se molharam. E secos puderam voltar para casa. Porém, as pessoas ao verem-nos assim perguntavam, maliciosamente, em que gruta se tinham abrigado. O pai da rapariga ficou furioso quando lhe vieram contar o que não se poderia ter passado! Chamou a filha aos berros, e exigiu que lhe contasse o que tinham feito, dizendo-lhe que toda a gente já se ria dele! A Chiquinha bem lhe dizia que não tinham feito nada senão rezar, mas o pai perguntava: --- E com tanta chuva não se molharam porquê? Onde raio é que vocês estavam metidos? Claro que ela não podia entender. Por isso convidou o pai a ir ver o altar com a Senhora. Relutante, ele lá foi, e quando lá chegou não viu a Senhora. Nem o Fernando que a levara com ele para Córdova. O lavrador mandou prendê-lo, e algum tempo depois, trouxeram-lho. O homem não se convencia que não estava a falar com um pastor mas com um místico mariano! E o rapaz não entendia que se visse mal na vez em que foi com a Chiquinha rezar. Enfureceu-se o lavrador por ele dizer que não pretendia casar com ela, julgando que ele agora a desprezava. E só concedeu deixar a Santa quando lhe prometeram uma capela. Seria uma capelinha de flores viçosas, tomando o lugar um vale viçoso, e uma povoação que seria, mais tarde, Vila Viçosa. Entretanto em Córdova em homenagem ao místico Fernando, fundaram a Confraria de Nossa Senhora de Vila Viçosa!....

Photos from Lendas De Portugal's post 05/07/2024

Vila Verde Lenda .... A Senhora que passou Era uma vez um velho que viajava a pé acompanhado pela filha. Evitavam as grandes povoações, não queriam envolver-se com ninguém, sempre metidos com eles próprios, como se levassem consigo um segredo. Um segredo que, nem quem conta a lenda sabe qual é! Na verdade o velho passava o tempo a prevenir a filha sobre possíveis espiões que os seguissem, mas ela não se perdia da sisudez, e continuava a seguir as indicações do pai. Naquela tarde, por exemplo, a moça, de seu nome Joana, estava cheia de sede, uma sede insuportável. E disse-o ao pai, que queria ir procurar água. O pai sentou-se então na berma do caminho, e ela meteu por um campo onde decerto encontraria fonte ou ribeiro. E encontrou um ribeiro com uma água magníf**a. Bebia, encantada, quando escutou uma voz que se lhe dirigia um madrigal : -- Por vós transformar-me-ia em rio se necessário. Acabou por saber que era a voz do próprio ribeiro, que se lhe declarou o seu amor e lhe pediu que o tratasse, ao menos uma vez, por amor. E ela assim fez, e o ribeiro disse-lhe que a seguiria por onde ela fosse. Acompanhando o pai em nova caminhada, sentiam ambos um ruído que parecia segui-los . O velho parecia recear um ataque de alguém, mas ela procurava tranquilizá-lo. Chegaram já bastante tarde á entrada de uma povoação e encontraram conveniente hospedagem. O velho adormeceu, e a rapariga foi ver se aquele ruído intermitente era, efectivamente o ribeiro. Encontrou-o já um Rio grande. E o Rio falou-lhe reiterando o seu amor. Entusiasmada, ela perguntou-lhe então se poderia adquirir forma humana. Respondeu-lhe o Rio que sim, mas se adquirisse duraria apenas um dia, seria uma vida por vinte e quatro horas. Passado esse tempo desapareceria para sempre. No entanto como prova do seu amor, dispunha-se o ribeiro, então Rio, a assumir-se homem para que ela o visse. Rogou-lhe ela que o não fizesse, pois não se perdoaria se lhe acontecesse alguma coisa. Porém, o Rio respondeu-lhe que não tinha grande expectativa de vida, por isso... E de repente surgiu junto rapariga um jovem amável e belo para viver o seu único dia de vida. Iam cair nos braços um do outro quando surgiu o pai de Joana aos gritos, dizia que ela o atraiçoava com aquele homem. E agarrou-a por um braço levando-a dali. Chorosa a jovem acompanhou o pai, agora já por outros caminhos menos próprios, seguindo o seu destino. Porém, a figura humana do Rio perguntava ás pessoas se a tinham visto : --- Aquela senhora passou por aqui? Passou? Passou? E tanto perguntou ele por ela que aquele lugar chamou-se doravante Passô. E o Rio que banha aquele lugar, é desde então, o Rio Homem!...

Photos from Lendas De Portugal's post 02/07/2024

Vila Velha de Rodão Lenda ... Da Senhora do Castelo ao ouro mouro Diz a lenda ser a Senhora do Castelo filha de Sant`Ana padroeira de Montes do Arneiro, Duque e Pardo, e irmã de seis Santas que se avistam entre si: Nossa Senhora dos Remédios, em Gardete, Nossa senhora da Piedade, em Alvalade, Nossa senhora da alagada, em Vila Velha de Rodão, Nossa Senhora das Necessidades, na Comenda, Nossa senhora das Dores e Nossa senhora do Rosário, ambas em Fratel mas em pontos diferentes. Ora, a do Castelo vivia em clausura no Castelo do Rodão, castigo este determinado pelo pai. No entanto, o amor que ela devotava a São Simão a terra que dali se avista. E não era assim tão pouca... Agora a lenda da Nossa Senhora dos Remédios. Pois dizem que andava pelo campo uma rapariga, cujos olhos eram portadores de uma doença incurável. Então, no cimo de uma azinheira, apareceu-lhe uma imagem de mulher que lhe disse: -- Faz aí uma covinha que aparecerá água. Lava os teus olhos com ela e verás. A jovem assim fez, e sentiu-se logo curada. Este foi o primeiro milagre daquela que f**aria conhecida como Nossa Senhora dos Remédios. E como a notícia fosse amplamente divulgada, os Fevereiros, que governavam nessa época a região, acharam que deviam levar a Santa para Castelo Branco. Aí a visitaram gentes de todas as partes. Algumas pessoas picavam-na com agulhas e alfinetes duvidando que fosse real. E isso fez com que ela fosse protegida com uma redoma de vidro. E ali se manteve até a sua imagem e a sua capela serem construídas, tendo sido mais tarde levada para Roma. Acrescenta a lenda que, no altar ainda se encontra o tronco da azinheira e a cova feita pela rapariga dos olhos doentes, é hoje a fonte situada junto da capela, e que continua a fazer graças aos que têm fé. E deslocamo-nos agora ao Vale Mourão, onde se diz que um pai e um filho andavam a azeitona nas encostas, quando se lembraram de um dito dos mouros: «Entre o Tejo e a Ocreza, f**ará a nossa maior riqueza...» Ora como na encosta do lado oposto batia o Sol e este se reflectia na água, deixando perceber o contorno de uma carroça, logo eles pensaram que era de ouro, e que se tratava do tesouro dos mouros. Aliás, o brilho do Sol tornava tudo muito mais dourado (hoje até se chama Penha Amarela á tal encosta) Conforme a tradição lá foram arranjar uma junta de bois negros e lançaram as cordas prendendo o carro. E a operação de reboque estava a correr tão bem quando, já no cimo da encosta, o ouro á vista, um deles disse: «Quer deus queira, quer deus não queira, o carrinho já vai no cimo da barreira, e amanhã já o levamos á feira!» Mas ao dizerem, «Deus não queira» bois e carro foram de cangalhas por ali abaixo e afundaram-se no povo de Vale Mourão E ainda lá estão!

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