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31/05/2026

Juventude FLEC-FAC sobre o discurso da UCI - Washington, 30/05/2026

Ouvimos o camarada Yaba Lubendo e reconhecemos: foi um discurso com base, não com emoção vazia.

Felicitamos a UCI por levar Cabinda a Washington com história na mão - Tratado de Simulambuco, ONU 1960, direito à autodeterminação. Isso lembra ao mundo que Cabinda não nasceu em 1975.

A análise é simples: 1. A memória não se apaga. 2. O direito não se transfere. 3. A estratégia é unir quem sofre do mesmo fecho de porta. A proposta da Frente Ampla faz sentido porque o problema é o mesmo dos dois lados da fronteira.

Pra juventude, o recado é claro: luta também se faz com argumento. E esse discurso deu argumento.

Estamos juntos. Pela verdade de Cabinda.

Juventude FLEC-FAC

28/05/2026

Um recado de PCM enviado ao Governo Colonial de Angola em 2006

Photos from Juventude Flec Fac's post 27/05/2026

Acidente em Cabinda volta a expor o custo da ocupação

Nota da JUVENTUDE FLEC-FAC

No dia 25 de Maio de 2026, na localidade de Fortaleza, município de Ngoio, uma colisão entre um camião militar das *forças de ocupação angolana* e um camião civil deixou 3 mortos e 36 feridos. Dois dos mortos eram militares angolanos enviados para Cabinda. Os outros 36 feridos pertencem à 10.ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Para a juventude cabindense, este acidente não é só uma tragédia de estrada. É mais um sinal do que significa viver sob ocupação.

As *forças de ocupação angolana* circulam diariamente nas nossas estradas, ocupam o nosso território, mas não decidem pelo nosso futuro. São jovens angolanos mandados para cá para manter Cabinda sob controlo, enquanto Luanda continua a explorar os nossos recursos sem devolver respeito nem decisão.

Quantos mais jovens cabindenses e angolanos têm de morrer para manter uma situação que o Tratado de Simulambuco de 1885 já resolveu? Cabinda é protectorado, não província.

A JUVENTUDE FLEC-FAC endereça esta mensagem às famílias das vítimas: lamentamos as mortes. Mas dizemos também às forças de ocupação angolana que estão aqui: a vossa presença não muda a história de Cabinda. Muda só o número de mães que choram.

Cabinda não precisa de mais viaturas militares nas estradas. Precisa de autodeterminação.

JUVENTUDE FLEC-FAC
27 de Maio de 2026

Photos from Juventude Flec Fac's post 23/05/2026

Cabinda, a tua história não cabe num slogan 👇🏽

Irmão, irmã de Cabinda, deixa eu te falar claro. O que aconteceu contigo não foi acidente. Tem documento, tem assinatura, tem data.

Em 1 de Fevereiro de 1885, os príncipes e chefes de Cabinda sentaram com Portugal e assinaram o Tratado de Simulambuco. Não foi um papel para entregar Cabinda a Angola. Foi feito na altura da Conferência de Berlim para Portugal mostrar ao mundo: "Esta terra está sob a minha proteção".

Lê só o que está escrito:

Art. 1º - Os príncipes e chefes, voluntariamente, reconhecem a soberania de Portugal e colocam os seus territórios sob o protetorado português.
Art. 2º - Portugal promete reconhecer os chefes que o povo escolher segundo os seus costumes, e dar-lhes proteção.
Art. 3º - Portugal obriga-se a manter a integridade desses territórios.
Art. 4º - Os chefes e o povo continuam donos das suas terras. Podem vender, alugar, negociar, mas as terras continuam deles.
Art. 5º - Ficava garantida liberdade para comerciantes de todas as nações se estabelecerem lá.

Traduzindo: Cabinda não foi vendida, não foi anexada. Entrou num acordo de proteção. O dono continuava a ser o povo de Cabinda.

Agora vem 1975. Sem te perguntar, sem referendo, sem revogar Simulambuco, juntam Cabinda a Angola em Alvor. Um tratado internacional não acaba porque alguém decide ignorar. Ele só acaba se as partes que assinaram disserem "acabou". E isso nunca aconteceu.

Por isso é que a juventude de Cabinda precisa saber: a vossa luta não é inventada. É sobre fazer valer o que já foi assinado. Não é pedir independência do nada. É pedir que cumpram o papel.

Quem apaga a história quer que vocês aceitem qualquer coisa. Mas quando conheces o artigo 3º, já não engolem a conversa de que "Cabinda sempre foi de Angola".

Cabinda continua e ainda é território sob protecção portuguesa. Portugal precisa fazer a sua parte.

22/05/2026

🇵🇹 MÁRIO SOARES, O PORTUGUÊS QUE VENDEU INDEPENDÊNCIA DE CABINDA

Ele apagou o compromisso jurídico e moral assumido por Portugal.
Transformou Cabinda num território ocupado pelas armas, abrindo caminho para décadas de militarização, repressão e sofrimento.

✊🏽 A VERDADE QUE A JUVENTUDE CABINDESA DEVE SABER:
Mário Soares não libertou Cabinda, ele vendeu-a.
Com uma caneta, entregou um povo a um novo domínio, ignorando tratados, identidades e vidas.
A sua memória é um símbolo da traição colonial travestida de descolonização.

22/05/2026

Cabinda : Le pétrole, le sang et le silence assourdissant de la communauté internationale

Article de Jean Claude Nzita

Imaginez un territoire grand comme un département français, isolé géographiquement, mais dont les entrailles regorgent d’une richesse telle qu'elle fait vivre un pays entier. Imaginez maintenant que les habitants de ce territoire vivent dans la pauvreté, sous l'œil vigilant d'une armée suréquipée, et que toute voix dissonante y soit étouffée. Ce territoire n'est pas une fiction dystopique. C'est le Cabinda.

Surnommée le « Koweït de l'Afrique », cette enclave située entre les deux Congo fournit une part colossale de la production pétrolière de l'Angola. Des millions de barils d'or noir sont pompés de ses côtes pour financer les gratte-ciels rutilants de Luanda et enrichir une élite déconnectée des réalités locales. Mais pour les Cabindais, le pétrole n'est pas une bénédiction ; c'est une malédiction, la source de leur oppression.

Une annexion historique maquillée en décolonisation

Pour comprendre le drame cabindais, il faut regarder l'histoire en face. Le Cabinda n’a jamais été l'Angola. En 1885, le traité de Simulambuco plaçait ce territoire sous protectorat portugais, lui conférant un statut distinct de la colonie angolaise. Pourtant, en 1975, lors des accords d’Alvor, le Portugal a purement et simplement livré le Cabinda à l’Angola indépendant, sans jamais consulter les populations locales. Ce qui devait être une décolonisation s'est transformé en une annexion pure et simple.

Depuis près d'un demi-siècle, Luanda maintient une chape de plomb sur l'enclave. La réponse aux revendications légitimes d'autodétermination, ou a minima d'une véritable autonomie, a presque exclusivement été militaire. Les militants des droits de l'homme, les journalistes et les simples citoyens qui osent dénoncer la marginalisation de leur terre sont régulièrement victimes d'intimidations, d'arrestations arbitraires ou de procès inéquitables.

L'hypocrisie de la manne pétrolière

Le contraste économique est une insulte à la dignité humaine. Comment justifier que la région qui produit la richesse nationale manque cruellement d'infrastructures de base ? Les routes y sont souvent délabrées, les hôpitaux manquent de tout, et la jeunesse cabindaise, désabusée, est frappée de plein fouet par le chômage. L'argent du pétrole coule à flots, mais il ne s'arrête jamais au Cabinda. Il file directement vers la capitale ou dans les paradis fiscaux, sous le regard bienveillant des multinationales occidentales et asiatiques qui exploitent ces gisements offshore.

Le cynisme de la communauté internationale

Face à ce drame silencieux, où est la communauté internationale ? L'omerta est totale. L'Union Africaine détourne le regard au nom du sacro-saint principe de l'intangibilité des frontières, ignorant que ce principe sert ici à cautionner un pillage. Les diplomaties occidentales, quant à elles, préfèrent préserver leurs contrats pétroliers et la « stabilité » de l'Angola plutôt que de défendre les droits humains qu'elles prônent si fièrement ailleurs. Le Cabinda est sacrifié sur l'autel de la realpolitik énergétique.

Il est temps d'exiger la justice

On ne peut pas construire la paix et le développement sur le déni de justice et la répression. Il est urgent que le gouvernement angolais comprenne que la militarisation n'est pas une solution viable à long terme. Luanda doit accepter de s'asseoir à la table des négociations avec les véritables représentants de la société civile cabindaise pour repenser le statut du territoire et garantir une répartition juste des richesses.

De son côté, la communauté internationale doit cesser sa complicité passive. Les droits des Cabindais valent autant que ceux de n'importe quel autre peuple. Le Cabinda n'est pas qu'un simple gisement pétrolier ; c'est une terre chargée d'histoire, habitée par un peuple fier qui ne réclame rien d'autre que ce qui lui est dû : la liberté, le respect et la dignité.

Tant que la justice n'aura pas été rendue au Cabinda, la prospérité de l'Angola restera bâtie sur une fracture morale inacceptable.

15/03/2026

Indignação e repudição são as palavras que me vêm à mente diante dessa tentativa descarada de manipulação da opinião pública. A afirmação de que a província do Zaire é responsável por 80% do petróleo angolano e é a mais rica é uma falácia perigosa e uma afronta à verdade histórica.

Cabinda é, e sempre foi, o coração do petróleo angolano, e essa estatística é uma tentativa vil de desviar a atenção da luta legítima do povo cabindês pela autodeterminação. É uma jogada política suja que visa enfraquecer a causa cabindês e manter o status quo de exploração e opressão.

Exigimos transparência e verdade! O povo angolano e o mundo devem saber a verdade sobre a situação em Cabinda e a luta do povo cabindês pela independência. Não podemos permitir que a manipulação e a desinformação prevaleçam sobre a justiça e a liberdade.

É hora de parar com essa farsa e começar a discutir seriamente os problemas de Angola e a autodeterminação dos povos. O povo cabindês merece respeito, dignidade e a liberdade de decidir seu próprio destino.

08/02/2026

Cabinda 56 États Africains

Photos from Juventude Flec Fac's post 21/12/2025

🇵🇹APELAMOS À MOBILIZAÇÃO DE TODOS OS CABINDAS EM PORTUGAL!
📍 MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – LISBOA

Chegou a hora de exigirmos aquilo que nos foi negado durante décadas: *a verdade histórica, o respeito pelo direito internacional e o reconhecimento do Povo de Cabinda!*

✊ PORQUÊ MARCHAR?

🔸 Porque o Tratado de Simulambuco (1885)continua em vigor, e reconhece Cabinda como protetorado português distinto de Angola

🔸 Porque Portugal nunca completou a descolonização de Cabinda, abandonando o nosso território sem qualquer processo legítimo, legal ou justo de autodeterminação.

🔸 Porque o Acordo de Alvor (1975) foi assinado sem a presença de representantes cabindas, tornando-o politicamente e juridicamente inválido para o nosso povo.

🔸 Porque o próprio Alvor previa uma autonomia especial para Cabinda, que jamais foi respeitada. Em vez disso, fomos *transformados numa “província” saqueada, reprimida e militarizada.

📢 EXIGIMOS:

✔ O reconhecimento internacional da violação do Tratado de Simulambuco;
✔ A responsabilização histórica de Portugal como potência administrante de Cabinda;
✔ A exigência de um processo legítimo de *autodeterminação para o povo cabindês*;
✔ O fim da ocupação militar, da repressão e da exploração dos nossos recursos.

QUERES FAZER PARTE DESTA LUTA JUSTA?*
Estamos a organizar uma grande marcha pacífica em Lisboa, frente à Assembleia da República.
A data será definida em breve, e *precisamos de ti na coordenação!*

Entra agora no grupo de WhatsApp e junta-te à organização da manifestação:

Juntos, vamos mostrar a Portugal e ao mundo que Cabinda vive, resiste e exige ser ouvida!

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19/12/2025

Morreu Fernando da Piedade Dias dos Santos, figura emblemática da máquina de repressão institucional do MPLA. Para muitos, foi apenas “um político influente”. Para nós, juventude consciente e herdeira da luta de libertação de Cabinda, foi um dos rostos do silêncio, da negação, da manipulação histórica e da falsa unidade nacional imposta pela força.

🧱 FOI UM DOS ARQUITECTOS DO SISTEMA QUE NEGA CABINDA

Como Ministro do Interior, foi ele quem:
- Supervisionou a repressão em Cabinda, silenciando movimentos pacíficos, prendendo líderes da resistência e permitindo o uso sistemático da força militar.
- Fez vista grossa ao massacre dos direitos humanos, enquanto discursava sobre “paz e reconciliação”.

Como Presidente da Assembleia Nacional, nunca permitiu que o tema da autodeterminação de Cabinda entrasse sequer na agenda parlamentar, Sabia da verdade, mas preferiu o conforto da mentira de Estado.

A sua morte não encerra o capítulo da injustiça. Pelo contrário: é mais uma oportunidade para os povos oprimidos denunciarem o que foi feito nos bastidores do poder.

Não há heroísmo em quem se calou enquanto se pisava o direito dos cabindas à liberdade.
Não há honra em quem vestiu o fardão da legalidade para justificar a humilhação de um povo inteiro.

⚠️ AOS JOVENS CABINDESES:

Não te deixes enganar por homenagens feitas por aqueles que te negam todos os dias.
Fernando morreu. Mas o sistema que ele serviu ainda vive e é esse sistema que temos o dever de combater com inteligência, cultura política e coragem.

A Juventude da FLEC-FAC não esquece, não perdoa, não se cala.
Porque um povo sem memória é um povo condenado à submissão.
E Cabinda não nasceu para ser submissa.

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