30/10/2021
PRESIDENTE DO MPLA, CAMARADA JOÃO LOURENÇO ENALTECEU O CONTRIBUTO “INCANSÁVEL” DOS MILITANTES À CAUSA DO PARTIDO, NA ABERTURA DA XIII CONFERÊNCIA PROVINCIAL DE BALANÇO E RENOVAÇÃO DE MANDATOS DO COMITÉ PROVINCIAL DO MPLA EM LUANDA, CUJO DISCURSO PASSAMOS NA ÍNTEGRA:
“Camarada Luísa Damião, Vice-Presidente do MPLA
Camarada Paulo Pombolo, Secretário-Geral do MPLA
Camarada Bento Joaquim Sebastião Bento “Bento Bento”, o soldado Bento Bento, Primeiro Secretário do MPLA em Luanda
Camaradas Delegados
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Permitam-me exprimir a minha grande satisfação em encontrar-me neste auditório para presidir a sessão de abertura da XIII Conferência Ordinária Provincial de Luanda, saudando os camaradas delegados e ilustres convidados que honram esta Conferência com a sua presença.
Caros Camaradas
Depois da realização das Assembleias de Militantes, das Conferências de Distritos Urbanos, Comunais e Municipais, Luanda realiza a primeira das 18 Conferências Provinciais do Partido, estando as demais previstas para o início de Novembro, no âmbito do Processo Orgânico do VIII Congresso Ordinário do nosso MPLA.
Como é sabido, o MPLA é um Partido nacional, independente e progressista, cuja base social assenta no povo, no qual se incorporam quadros e cidadãos eleitores, com os quais sempre contou na sua nobre missão de edif**ar uma sociedade democrática que defende os direitos fundamentais do cidadão, e o desenvolvimento económico e social do nosso país.
Nos últimos tempos, em parte por força das restrições impostas pela pandemia da Covid 19, vínhamos assistindo a um abrandamento relativo do seu principal vector que é a acção de massas, situação reclamada pelos militantes, simpatizantes e amigos e que era necessário corrigir, sem violar a necessidade de respeitar as medidas recomendadas pelas competentes autoridades sanitárias.
Decidimos separar o cargo de Primeiro Secretário do Partido do de Governador da Província de Luanda e escolhemos o camarada Bento Bento para capitanear a equipa do MPLA na maior praça eleitoral, espaço que bem conhece e domina. Os resultados em termos de mobilização política, são bastante visíveis e só vêm confirmar que estávamos certos na aposta que fizemos.
Hoje constatamos que o MPLA voltou a ocupar o seu espaço político, e que está efectivamente em movimento.
Decidi testemunhar esta XIII Conferência, para em meu nome e em nome da direcção do Partido aqui presente, manifestar o nosso reconhecimento e solidariedade aos militantes, simpatizantes e amigos do MPLA e das suas Organizações Sociais e Associadas, que de modo incansável se entregam à causa do Partido, e encorajar a continuarem com esta dinâmica de mobilização para manter Luanda no que sempre foi, o bastião inexpugnável do MPLA.
Esta manifestação é extensiva aos militantes, simpatizantes e amigos do nosso Partido em todas as províncias do nosso País.
Continuamos fortemente comprometidos com a causa do nosso país e do povo angolano em quaisquer circunstâncias mesmo nos momentos mais difíceis, porque o MPLA é a histórica força política que sempre lutou pela democracia e pela justiça social.
Camaradas Delegados
De 9 a 11 de Dezembro do corrente ano, terá lugar o VIII Congresso Ordinário do MPLA.
Esta semana dei entrada da minha candidatura ao cargo de Presidente do MPLA, para com base no Programa, nos Estatutos e no Código de Ética Partidária, possa contribuir para que o Partido continue a ser a maior mas, sobretudo, a melhor força política em Angola, a única que sempre defendeu a necessidade do combate contra à corrupção e à impunidade e que hoje está a fazê-lo realmente, a que reconhece publicamente os seus erros com toda transparência, a que procura sempre melhorar o que está bem e corrigir o que está mal.
Entregamos à Subcomissão de Candidaturas, a Moção de Estratégia que contém a minha visão para os próximos 5 anos.
Aproveito esta tribuna para expressar o meu profundo agradecimento pelas manifestações de apoio e solidariedade dos militantes em representação das 18 províncias que subscreveram a nossa candidatura, como sinal de reconhecimento pelo trabalho colegial que temos desenvolvido em prol da unidade e coesão do Partido e da melhoria da imagem e credibilidade do MPLA e de Angola.
Para além do Programa como instrumento orientador da linha política do MPLA, o Congresso debruçar-se-á também sobre os Estatutos do Partido, instrumentos reitores cujas contribuições serão discutidas previamente pelos militantes nas Conferências Provinciais.
O processo orgânico do VIII Congresso do MPLA introduziu uma inovação na aplicação do princípio da renovação que agora f**a em 55% e na continuidade que f**a com 45%, como forma de continuarmos com o processo de rejuvenescimento nas estruturas do Partido, iniciado em 2019.
A paridade do género é outra, senão a maior novidade no MPLA e traduz o nosso compromisso com a mulher, a prova de que o nosso Partido valoriza e reconhece o papel da mulher nos vários segmentos da sociedade angolana.
A atribuição da cota de 35% para a juventude traduz bem o quanto os jovens representam para o MPLA, em todas as etapas do seu percurso histórico.
Todo este movimento se enquadra no âmbito do processo de reformas de modo a garantir a vitalidade do MPLA no mosaico político angolano, conciliando a experiência dos mais velhos, a sabedoria da mulher e a energia e força da juventude.
O nosso Partido é o promotor das principais transformações do país, o que impulsionou sempre a actualização da legislação e as reformas constitucionais que proporcionaram a pluralidade representativa, a disputa eleitoral e a ampla participação dos cidadãos na vida do país.
Os desafios contemporâneos exigem do MPLA a adopção de medidas consentâneas para que continue a ser o Partido governante, merecedor inequívoco da confiança do povo angolano.
Não restam dúvidas, que parte signif**ativa da sociedade angolana continua a identif**ar-se com o Projecto de Nação do MPLA. Por isso o MPLA continuará a trabalhar na defesa, na ampliação e consolidação dos avanços sociais já conquistados.
Em matéria de democracia, Angola avançou nos últimos anos com mais liberdade de expressão, de imprensa e de reunião, numa democracia em pleno desenvolvimento que defende o primado da Lei em toda a sua acção.
Exortamos toda a nossa massa militante a pautar por uma conduta de respeito pela diferença, de tolerância e de solidariedade, fazendo a diferença para servir de exemplo no meio de práticas repugnantes e condenáveis, que viemos assistindo ultimamente na forma de se fazer política em Angola.
Os avanços nas Tecnologias de Informação e Comunicação deram lugar a algumas inovações no âmbito da participação política nos sistemas democráticos. As redes sociais transformaram a forma de ser, estar e de fazer política, porque as pessoas hoje são mais capazes de se comunicar com facilidade.
A internet é um desafio para a política e um desafio para os meios de comunicação tradicionais, assim como também é um desafio para a nova cidadania, cuja participação no debate político passa agora por este poderoso instrumento tecnológico.
Por esta razão e sempre na perspectiva da modernização do nosso partido, aproveitemos o potencial das redes sociais para a melhoria qualitativa do trabalho político-partidário, aperfeiçoando os mecanismos de fazer política em ambientes digitais.
Devemos complementar a acção presencial com a acção digital, bem como dinamizar campanhas de educação cívica que visam contribuir para a humanização da nossa sociedade.
Caros Camaradas
A pandemia da COVID-19 continua a constituir a maior preocupação mundial da actualidade, pela ameaça que representa para o ser humano. No nosso país depois de um crescimento no registo de casos, com a tomada das mais recentes medidas e o aumento da vacinação, esta tendência começa a diminuir.
No entanto, manifestamos a nossa preocupação pelo facto de muitos angolanos insistirem em não aderir a vacina e a ignorarem as normas de biossegurança universalmente recomendadas.
Mais uma vez, expressamos aqui o nosso reconhecimento aos profissionais de saúde de Angola que tem a serviço do seu povo, homens e mulheres de grande valor moral, totalmente dedicados à causa pública.
Usando desta oportunidade queremos reafirmar o nosso empenho de tudo fazer para combater a pandemia da Covid-19, apelando aos cidadãos a aderirem massivamente ao processo de vacinação como forma de garantir maior imunização e consequentemente, maior protecção as nossas vidas.
Esta mesma pandemia da COVID-19, também tem um efeito bastante negativo sobre as economias mundiais, tendo como consequência a redução da oferta mundial de bens industrializados e de serviços, o que provocou uma subida vertiginosa dos preços no geral, incluindo os fretes marítimos e aéreos entre os distintos continentes.
Esta situação reflectiu-se nas economias dos países, fazendo aumentar também a taxa de desemprego e a redução do poder de compra dos cidadãos à escala internacional.
Angola não escapou ao vendaval do poder destrutivo da Covid-19 sobre a nossa economia e por esta razão, o Executivo angolano atento ao clamor dos cidadãos, apostou e com algum sucesso no aumento da produção interna de bens alimentares de grande consumo da população, na redução das taxas aduaneiras sobre alguns produtos de importação e agora, mais recentemente, também na redução em 50% do imposto do IVA sobre os principais produtos alimentares da chamada cesta básica.
Caros Camaradas
Não gostaria de terminar sem deixar uma palavra de apreço e conforto aos camaradas que nesta Conferência cessarão os seus mandatos na direcção do Partido aqui em Luanda e de uma maneira geral nas demais províncias, como resultado da aplicação do princípio da renovação e continuidade.
Finalmente, saudar os camaradas que serão eleitos para trabalharem no aumento da dignif**ação do nosso MPLA.
Com estas palavras, declaro aberta a XIII Conferência Ordinária Provincial do MPLA em Luanda”.