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12/03/2026
🇫🇷💬 Macron desmente Trump sobre capacidade militar do Irão: "não foram reduzidas a zero"
O Presidente francês afirmou esta quarta feira que as capacidades militares do Irão "não foram reduzidas a zero", contrariando declarações de Donald Trump, e disse não ter provas de que o Estreito de Ormuz tenha sido minado.
Em reunião por videoconferência com líderes do G7, Emmanuel Macron pediu a Trump que clarifique os objetivos e o ritmo das operações militares no Irão. O Presidente norte americano garante que a guerra "vai terminar em breve" porque "já não há praticamente alvos" no país, bombardeado por forças israelo americanas desde 28 de fevereiro.
Questionado sobre alegadas minas no Estreito de Ormuz, Macron disse não ter qualquer confirmação dos serviços de informação franceses ou aliados. Washington afirma ter destruído vários navios iranianos, incluindo lançadores de minas, perto desta rota crucial para o transporte global de petróleo.
O Presidente francês sublinhou que não existem condições para uma missão internacional de proteção marítima na zona, classificada como “área de guerra”, mas defendeu sistemas de escolta quando necessário.
Macron adiantou ainda que o G7 mantém a posição de que o bloqueio de Ormuz não justifica levantar sanções à Rússia, especialmente no setor petrolífero.
Na reunião, o G7 e a Agência Internacional de Energia decidiram libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, medida que cobre cerca de 20 dias de exportações que normalmente passam pelo estreito.
12/03/2026
⛔⁉Israel ameaça ocupar território libanês se o Hezbollah continuar os ataques⁉
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou hoje tomar o território libanês a força caso o Hezbollah continue a atacar o norte de Israel, depois do lançamento de cerca de 200 projéteis na última noite.
Katz ordenou ainda que o Exército se prepare para "expandir a atividade" no Líbano, considerando ser uma ação para "restaurar a paz e a segurança" das comunidades fronteiriças.
Como parte da nova escalada, Israel ocupou novas posições no sul do Líbano ("menos de dez", segundo indicaram porta-vozes militares à Agência EFE) que se somam aos pelo menos cinco pontos onde já mantinha tropas, apesar do cessar-fogo.
Fonte: EFE
10/01/2026
O ex-candidato à presidência da Venezuela, Enrique Márquez, foi libertado nesta quinta-feira (8). Ele deixou a cadeia em meio a uma onda de prisioneiros libertados pelo governo interino da Venezuela, sob pressão dos Estados Unidos. Enrique Márquez era um dos opositores de Nicolás Maduro e contestou o resultado da eleição presidencial de 2024.
Márquez, de 62 anos, havia apoiado o candidato da oposição Edmundo Gonzalez, considerado como o vencedor das eleições contra Nicolás Maduro. O ex-candidato, do partido Centrados, foi preso no dia 07 de janeiro de 2025, três dias antes da posse de Nicolás Maduro.
De acordo com o governo da época, Márquez estaria articulando uma posse paralela à presidência e foi acusado de tentativa de golpe de Estado.
09/01/2026
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou, nesta sexta-feira (09), que temeu ser capturado pelos Estados Unidos e revelou que Donald Trump planejava uma “operação militar” em seu país. A declaração ocorre após a ação do governo norte-americano que resultou na prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Em entrevista ao jornal espanhol El País, Petro detalhou uma conversa telefônica na qual o então presidente dos EUA teria dito que estava pensando em “fazer coisas ruins” na Colômbia. O receio do líder colombiano foi motivado pela captura de Maduro em 3 de janeiro.
Petro acredita que o diálogo com Trump pode ter “congelado” as ameaças, mas admitiu que pode “estar equivocado”. Ele também informou que não reforçou sua segurança pessoal, pois sua defesa é a “defesa popular”, e que a Colômbia não possui sistema de defesa aérea para combates externos.
Com a vice Delcy Rodríguez assumindo a presidência interina da Venezuela, Petro defende uma transição para eleições livres, mas argumenta que a solução não pode ser “imposta de fora”. Para ele, os EUA deveriam facilitar o diálogo interno venezuelano, e não impor uma agenda.
06/01/2026
Nesta terça-feira (06), o governo Trump, em uma versão reformulada da ação judicial apresentada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, deixou de atribuir ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro a liderança do chamado Cartel de Los Soles e também passou a minimizar a própria existência do grupo, recuando em relação às acusações anteriores.
Em agosto de 2025, o governo norte-americano ofereceu USS 50 milhões para obter qualquer informação relacionada a Nicolas Maduro. Além disso, no mesmo mês, acusaram o ditador de liderar o Cartel.
O Cartel de Los Soles, classificado pelo Departamento de Estado como organização terrorista internacional em novembro, aparece apenas duas vezes na nova peça judicial. No documento reformulado, o grupo deixa de ser tratado de forma central e passa a ser descrito apenas como um termo genérico que engloba atividades de narcotráfico conduzidas por setores da elite venezuelana.
06/01/2026
França e Reino Unido confirmam envio de tropas na Ucrânia, após cessar-fogo
As garantias de segurança para a Ucrânia previstas incluem um mecanismo de alta tecnologia para monitorizar um cessar-fogo, uma força multinacional liderada pela França e pelo Reino Unido e uma obrigação juridicamente vinculativa de ajudar Kiev em caso de um futuro ataque russo.
A França e o Reino Unido confirmaram a sua intenção de enviar os seus soldados para solo ucraniano após um eventual cessar-fogo, como parte de um pacote mais vasto de garantias de segurança para Kiev, a fim de evitar uma repetição da invasão em grande escala da Rússia no futuro.
O compromisso foi assinado numa declaração formal pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, pelo Primeiro-Ministro britânico, Keir Starmer, e pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, no final de uma reunião da "Coligação dos Dispostos", em Paris, na terça-feira.
"Posso dizer que, após um cessar-fogo, o Reino Unido e a França vão estabelecer centros militares em toda a Ucrânia e construir instalações protegidas para armas e equipamento militar para apoiar as necessidades defensivas da Ucrânia", disse Starmer no final da reunião.
Macron afirmou que a força multinacional será destacada "para longe da linha de contacto", no ar, no mar e em terra, para dar a "garantia" necessária para que a Rússia não volte a atacar a Ucrânia. A Turquia participará na operação com apoio marítimo.
"As garantias de segurança são a chave para assegurar que um acordo de paz nunca poderá significar a rendição da Ucrânia ou uma nova ameaça à Ucrânia", afirmou Macron.
As garantias discutidas na terça-feira pelos aliados também envolveriam um mecanismo de alta tecnologia para monitorizar um cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos e uma obrigação juridicamente vinculativa de ajudar a Ucrânia no caso de um novo ataque russo.
A obrigação, que parece seguir o modelo do artigo 5 da NATO sobre defesa colectiva, pode significar ajuda militar, mas também logística, económica e diplomática.
A obrigação requereria uma ratificação pelos parlamentos nacionais, o que poderia ser difícil de conseguir em países onde o apoio à Ucrânia está a enfraquecer. No caso dos Estados Unidos, o acordo terá de ser aprovado pelo Congresso norte-americano.
Ainda não é claro qual será a contribuição de cada membro da coligação, tanto para a força multinacional como para a obrigação prevista no artigo 5º.
Após a reunião de terça-feira, o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a contribuição do seu país exigiria a aprovação do Bundestag e limitou o envio de tropas militares para os países vizinhos da Ucrânia.
Mas Merz também disse: "Nós, fundamentalmente, não excluímos nada".
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez anunciou que iria iniciar conversações com os principais partidos para discutir a contribuição de Espanha, que, segundo ele, poderia ter uma componente militar.
"Há uma porta aberta para que 2026 seja o ano do fim da guerra. São muito boas notícias", disse Sánchez. "A Europa nunca quis esta guerra".
"Grande passo em frente
A reunião de terça-feira contou com a presença de líderes de quase 30 países ocidentais, juntamente com representantes da Turquia, Austrália, Japão e Nova Zelândia.
A delegação dos EUA foi liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, os dois principais negociadores nomeados pelo presidente Donald Trump. A presença do secretário de Estado, Marco Rubio, estava inicialmente prevista, mas os recentes acontecimentos na Venezuela levaram a uma alteração na sua agenda.
Também estiveram presentes em Paris a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, a Alta Representante, Kaja Kallas, e o Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte. Alexus Grynkewich, o Comandante Supremo Aliado na Europa (SACEUR), a mais alta autoridade militar da NATO, também participou na reunião.
"Apoiamos coletivamente a Ucrânia e temos pela frente um futuro seguro e próspero", afirmou von der Leyen, que considerou a reunião uma "forte demonstração de unidade".
Os líderes procuraram dar corpo e clarificar as garantias de segurança estruturadas em cinco pilares principais: o mecanismo de verificação liderado pelos EUA, o apoio militar ao exército ucraniano, a força multinacional liderada pela França e pelo Reino Unido, a obrigação juridicamente vinculativa de prestar assistência em caso de novo ataque e a cooperação a longo prazo com a Ucrânia no domínio da defesa.
A obrigação de prestar assistência à Ucrânia foi apresentada pela primeira vez após uma reunião em Berlim, no mês passado, onde foi comparada com o artigo 5.º da defesa colectiva, a base fundamental da aliança transatlântica, apesar de os líderes não terem utilizado esse termo publicamente.
Para Kiev, uma capacidade de dissuasão credível é uma condição indispensável para abandonar a sua aspiração constitucionalmente consagrada de aderir à NATO, à qual Moscovo se opõe firmemente e que Washington não apoia sob a presidência de Donald Trump.
No entanto, o caminho para uma garantia do tipo do Artigo 5 está repleto de questões.
Os governos europeus teriam de convencer os seus parlamentos, muitos dos quais estão paralisados por um impasse político, a concordar com um compromisso de consequências excepcionais.
A obrigação de ajudar a Ucrânia em caso de ataque basear-se-ia num mecanismo de controlo de uma eventual cessação das hostilidades. Este mecanismo, concebido como um sistema de sensores de alta tecnologia ao longo da linha de contacto, seria de importância crucial porque serviria para verificar potenciais violações e atribuir responsabilidades.
Se os aliados chegassem à conclusão de que a culpa é da Rússia, entraria em ação a assistência prevista no artigo 5º. O acionamento desta disposição seria, em última análise, uma decisão política e não automática, de acordo com funcionários europeus informados sobre as discussões.
Zelenskyy saudou a reunião de terça-feira como um "enorme passo em frente", mas observou que os esforços ainda não são suficientes. "Será suficiente quando a guerra na Ucrânia terminar", afirmou.
Nesta fase, a Rússia não deu indicações de que está disposta a chegar a um acordo de paz e a pôr fim à guerra, mantendo o ritmo dos ataques com drones e mísseis contra cidades ucranianas, que mataram dezenas de civis e infraestruturas.
"Só podemos chegar a um acordo de paz se Putin estiver disposto a fazer cedências", afirmou Starmer. "Apesar de todas as palavras da Rússia, Putin não está a mostrar que está pronto para a paz".
23/09/2025
A União Europeia vai criar um “grupo de doadores” para a Palestina e um “instrumento específico para a reconstrução de Gaza”, anunciou esta segunda-feira na ONU a presidente da Comissão Europeia. “Qualquer futuro Estado palestiniano tem de ser viável, também do ponto de vista económico. E isso pode ser conseguido também com o apoio dos vizinhos dos palestinianos”, defendeu Ursula von der Leyen, na segunda-feira, numa intervenção na conferência internacional sobre a solução dos dois Estados, promovida pela França e Arábia Saudita, na véspera do arranque do Debate Geral da 80.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.
23/08/2025
Após os ataques dos EUA contra instalações nucleares iranianas, a DIA (Agência de Inteligência de Defesa) enviou ao presidente Trump um relatório dizendo que o resultado dos ataques não tinha sido tão catastrófico para o Irã como ele disse, e que o impacto no programa nuclear iraniano seria apenas temporário (alguns meses de atraso). O General que assinou o relatório e dois Almirantes que lideravam a Agência, bem como diversos oficiais de médio escalão que participaram na confecção do relatório, foram despedidos. Não foi dada nenhuma justificativa para as demissões.
Esse movimento levantou dúvidas sobre se as demissões foram uma vingança política ao fato do relatório contradizer as afirmações públicas dadas pelo presidente Trump, deixando no ar uma questão grave para a segurança dos EUA:
A partir de agora, quem irá se atrever a contar a verdade para o presidente, se essa verdade não for aquela que o presidente quer ouvir?
13/08/2025
DEPUTADOS REPUDIAM ACTOS DE VANDALISMO E APELAM À PRESERVAÇÃO DA PAZ
Por solicitação dos Grupos Parlamentares do MPLA e da UNITA, a ordem do dia da 7.ª Reunião Plenária Extraordinária da 3.ª Sessão Legislativa da V Legislatura foi alterada, tendo sido aprovado, com 187 votos, no início dos trabalhos, a introdução de um debate para reflectir sobre convulsões socias e actos de vandalismo e arruaça, que motivaram os recentes acontecimentos registados no país, devido ao anúncio de greve da Associação de Taxistas de Angola e, consequente, paralisação destes meios de transporte.
👉O Grupo Parlamentar do MPLA pronunciou-se sobre os actos de vandalismo e arruaça ocorridos nos dias 28, 29 e 30 de julho em algumas províncias, condenando veementemente os incidentes e classificando-os como atentados à ordem pública e à estabilidade social.
👉Apelou à actuação firme das autoridades competentes, no estrito cumprimento da lei, para responsabilizar os autores e preservar a paz e a coesão nacional.
👉🏾Já a Grupo Parlamentar da UNITA chamou a atenção para as causas e efeitos das convulsões sociais registadas entre 28 de julho e 1 de agosto deste ano, bem como a apresentação de soluções e recomendações para prevenir idênticos actos.
Referiu que as convulsões afectaram as províncias de Luanda, Malanje, Huambo, Huíla, Benguela, Cuanza Sul e Bengo, na sequência da paralisação dos serviços de táxi, por causa do aumento do preço do combustível.
De acordo com dados oficiais, os incidentes provocaram mais de 30 mortos, incluindo um oficial da Polícia Nacional, mais de 200 feridos e mais de 1.500 detenções, além de destruição de bens públicos e privados.
Diálogo e respeito pela vida
No período de debate, os deputados foram unânimes no apelo à preservação da paz e repudiaram com veemência os actos de vandalismo, que provocaram mortes e ferimentos de pessoas, destruição de bens públicos e privados e colocaram em causa a segurança pública.
Para o vice-presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, Vigílio Tyova, o debate visou fundamentalmente reafirmar que Angola não aceitará a violência e a desordem como instrumentos de mudança. “O nosso caminho será sempre o do diálogo, da lei e do respeito pela vida”, clarificou.
“Nenhum angolano deveria ver a sua existência interrompida por actos de violência que nada constroem, mas tudo destroem. Que a lembrança da sua inocência e a dor da sua ausência sejam um apelo permanente para que defendamos, com firmeza, a paz e a segurança, como bens sagrados e inegociáveis”, lamentou o deputado Vigílio Tyova.
O presidente do PRS, Benedito Daniel, condenou as arruaças nas ruas e considerou que faltou diálogo entre a associação de taxistas e o Executivo para a resolução das divergências.
Por sua vez, a presidente do Partido Humanista de Angola, Florbela Malaquias, alertou para a união, a paz e a estabilidade social. Na sua óptica, a Polícia Nacional deve preservar a vida humana e encorajou o exercício do direito à manifestação de forma pacífica e ordeira.
De referir que o colectivo de deputados manifestou solidariedade às famílias das vítimas dos actos de vandalismo ocorridos no passado mês de julho.
Em jeito de remate, a presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, reiterou o apelo ao diálogo e ao respeito pela pluralidade de opiniões.
Lamentou as perdas humanas e materiais, tendo defendido os valores da democracia e o respeito pelas instituições públicas e políticas legitimamente instituídas.
23/06/2025
Página pro-Irão confirma que o ataque iraniano contra os EUA foi um ataque apenas de aviso e não para causar vítimas ou danos materiais, por isso acreditam que Trump não vai retaliar ao ataque.
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