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12/06/2023

EDEMA AGUDO DO PULMÃO

O que é edema agudo de pulmão e o que leva a um edema agudo de pulmão?

O edema agudo de pulmão (EAP) é uma síndrome clínica, e a causa do edema agudo de pulmão é um acúmulo de líquido extravasado dos capilares para o interstício pulmonar, e que leva a uma dificuldade para o acontecimento das trocas gasosas entre o capilar e os alvéolos pulmonares ou seja, insuficiência respiratória aguda hipoxêmica. Em geral, ocorre no contexto da descompensação da insuficiência cardíaca.

Sintomas do edema agudo de pulmão

Em casos de edema agudo de pulmão, normalmente o paciente se apresenta na sala de emergência com dispneia, ansioso, sudoreico, má perfusão periférica e cianose.

Muita gente tem fixa na cabeça a velha história dos estertores crepitantes até terço médio e ápice, mas em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, na qual o paciente convive com um processo congestivo, o sistema linfático reduz a quantidade de líquido extravasado, normalmente ocorrendo uma ausculta com estertores finos, em terço médio ou base, ou ainda com ausculta limpa.

Normalmente temos uma PA bem aumentada, principalmente em casos de EAP de causa hipertensiva, mas não podemos esquecer das etiologias de EAP com hipotensão, como choque cardiogênico e miocardiopatias avançadas.

Em casos extremos, vemos os estertores crepitantes até ápice, associados a frêmitos em regiões superiores do tórax e a saída de líquido de coloração rósea da boca e do nariz do paciente.

24/11/2021

TUBERCULOSE

Na maioria dos casos, os sintomas de tuberculose nem sempre são percebidos no início da doença, sendo diagnosticada apenas durante a realização de exames de rotina. A tuberculose é um doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, popularmente conhecida como bacilo de Koch (BK), que pode afetar principalmente os pulmões e levar o aparecimento de alguns sinais e sintomas ao longo do tempo, sendo os principais:

-Tosse por mais de três semanas, podendo haver sangue;
-Dor ao respirar ou tossir;
-Febre baixa;
-Suor frio;
-Sensação de falta de ar;
-Perda de peso sem causa aparente.

Apesar da bactérias atingir principalmente os pulmões, a bactéria da tuberculose pode também acometer qualquer outra área do corpo, como os ossos, intestino ou bexiga, resultando em sintomas gerais e específicos do órgão atingido. Saiba mais sobre a tuberculose e os tipos.
Tuberculose: 6 sintomas que podem indicar a infecção

Teste de sintomas:

Caso desconfie que pode estar com tuberculose, assinale os sintomas apresentados no teste a seguir:

1. Tosse por mais de 3 semanas

2. Tosse com sangue

3. Dor ao respirar ou tossir

4. Sensação de falta de ar

5. Febre baixa constante

6. Suores noturnos que podem interromper o sono

7. Perda de peso sem razão aparente

Além desses sintomas, é possível que surja sintomas relacionados com a tuberculose extrapulmonar, em que há o comprometimento pela bactéria de outros órgãos além dos pulmões, como rins, ossos, intestino e meninges. Os principais sintomas indicativos de tuberculose extrapulmonar são perda de peso, suores, febre ou cansaço, não sendo notados sintomas respiratórios, já que a doença não se desenvolve nos pulmões.

Além disso, nesse caso é possível notar dor e inchaço no local em que o bacilo está alojado, sendo importante consultar o clínico geral ou infectologista para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento para prevenir possíveis complicações.

A tuberculose em crianças e adolescentes provoca os mesmos sintomas do que no adulto, levando a febre, cansaço, falta de apetite, tosse por mais de 3 semanas e, por vezes, aumento dos gânglios (ínguas).

Geralmente, são necessários alguns meses para se diagnosticar a doença, pois pode ser confundida com outras e, a tuberculose pode ser pulmonar ou extra pulmonar, afetando outros órgãos da criança.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a tuberculose é gratuito e, geralmente, é feito com a dose diária de medicamentos, como a Rifampicina, por pelo menos 8 meses. Porém, o tratamento pode demorar 2 anos ou mais, se não for seguido corretamente, ou se for uma tuberculose multirresistente.

Desta forma, deve-se orientar a pessoa sobre o tempo que ela deverá tomar os medicamentos e alertá-lo para que tome os remédios todos os dias, sempre na mesma hora.

11/11/2021

A amenorreia é a ausência completa de menstruação, quer seja porque nunca tenha aparecido anteriormente (amenorreia primária), quer porque foi interrompida depois de ter aparecido (amenorreia secundária).
A amenorreia pode ser provocada por uma anomalia no cérebro, na glândula hipófise, na glândula tiróide, nas glândulas supra-renais, nos ovários ou em qualquer parte do aparelho reprodutor. Normalmente o hipotálamo (uma pequena parte do cérebro localizada precisamente por cima da hipófise) ordena à hipófise que liberte hormonas que, por sua vez, provocam a libertação de óvulos pelos ovários. Em determinadas doenças, a produção anormal de certas hormonas hipofisárias evita que se libertem os óvulos (ovulação) e pode alterar a sequência de libertação hormonal que provoca a menstruação. Da mesma forma, os valores elevados ou baixos de hormonas tiróideas podem causar amenorreia, reduzir a frequência das menstruações ou impedir o seu início. Na síndroma de Cushing a excessiva produção de cortisol, uma hormona corticosteróide, pelas glândulas supra-renais provoca o desaparecimento da menstruação ou faz com que um ciclo menstrual seja irregular.
O exercício físico extenuante também pode suprimir as menstruações. Provavelmente, o exercício origina uma redução da secreção das hormonas hipofisárias que estimulam os ovários, pelo que estes produzem menos estrogénios e, consequentemente, o fluxo menstrual é interrompido. A ausência de menstruação também pode ser devida a problemas do útero, como uma mola hidatiforme (um tumor na placenta) ou a síndroma de Asherman (substituição do revestimento interno uterino ou endométrio por tecido cicatricial devido a uma infecção ou a uma intervenção cirúrgica).
Algumas mulheres não atingem nunca a puberdade; portanto, a menstruação não se inicia. As causas incluem um defeito de nascença que provoca um desenvolvimento anormal do útero ou das trompas de Falópio e certos problemas cromossómicos (por exemplo, a síndroma de Turner, na qual as células contêm apenas um cromossoma X em vez de dois). Uma causa muito pouco frequente é o pseudo-hermafroditismo masculino, ou seja, uma pessoa que é geneticamente homem converte-se em mulher. Uma menina que não manifeste sinais de puberdade aos 13 anos, que não tenha tido a menstruação aos 16 anos ou que não tenha tido nenhum fluxo menstrual 5 anos depois de ter iniciado a puberdade deverá ser examinada para se excluir a existência de qualquer problema clínico.
Os sintomas variam conforme a causa da amenorreia. Por exemplo, se a causa foi o não se chegar à puberdade, os sinais normais desta (como o crescimento mamário, o pêlo púbico e axilar e as mudanças na forma do corpo) estarão ausentes ou só parcialmente presentes. Se a causa for uma gravidez, os sintomas são enjoos pela manhã e o aumento do volume abdominal. Se os valores da hormona tiróidea forem elevados, os sintomas são uma frequência cardíaca acelerada, ansiedade e pele quente e húmida. A síndroma de Cushing faz com que a cara fique com um aspecto arredondado (cara em lua cheia), o abdómen aumente de volume e as pernas e os braços se adelgacem. Algumas causas, como a síndroma de Asherman, não apresentam sintomas e só se manifestam como uma interrupção da menstruação. Na síndroma do ovário poliquístico aparecem algumas características masculinas, como o pêlo facial, e o ritmo menstrual é irregular ou até desaparece.

13/10/2021

Processo tumoral do intestino grosso. Recessão de 15cm do cólon.

17/07/2021

Uma doença é uma condição particular anormal que afeta negativamente o organismo e a estrutura ou função, parte de ou de todo um organismo, e que não é causada por um trauma físico externo. Doenças são frequentemente interpretadas como condições médicas que são associadas a sintomas e sinais específicos. Uma doença pode ser causada por fatores externos tais como agentes patogênicos ou por disfunções internas. Pode se entender que doença é a apresentação de anormalidades na estrutura e no funcionamento de um organismo, afetando-o de forma negativa. Por exemplo, disfunções internas do sistema imunológico podem produzir uma variedade de diferentes doenças, inclusive várias formas de imunodeficiência, hipersensibilidade, alergias, desordens ou transtornos autoimune.

30/06/2021

O que é faringite?

A faringite consiste na inflamação da faringe, causada por infeções, alergias, entre outras. A faringite tanto pode ocorrer em bebés e crianças (faringite infantil), sendo as causas infeciosas as mais frequentes neste grupo etário, atendendo à imaturidade do seu sistema imunitário, como também podem ocorrer no adulto devido a uma multiplicidade de fatores (veja mais informação em causas da faringite).
Sintomas como a dor de garganta à deglutição (odinofagia), a irritação, o ardor, o pigarro, são frequentes na faringite, associando-se frequentemente com cefaleias, febre, expectoração e mal estar geral (ver detalhes de sinais e sintomas da faringite).
A amigdalite, a adenoidite e a laringite estão frequentemente associadas com a faringite, sendo a sintomatologia idêntica e possuem em geral as mesmas causas.

Anatomia, função da faringe

A faringe é um órgão do aparelho digestivo que conecta a cavidade bucal e nasal, em cima, com a laringe e o esófago, em baixo (veja imagens superiores).
É constituída por três porções:

a porção superior ou rinofaringe que comunica à frente com as fossas nasais;

a porção intermédia ou orofaringe que comunica à frente com a cavidade bucal e da qual está separada pelo istmo das fauces (onde se encontram as amígdalas palatinas);

a porção inferior ou hipofaringe (também designada faringolaringe) que comunica com a laringe e o esófago.

A faringe tem funções na deglutição, na respiração, na fonação e na defesa imunitária, na qual participam os mecanismos de imunidade humeral e celular existentes na mucosa da faringe, contribuindo para a proteção do trato respiratório inferior.

Causas da faringite

A localização da faringe descrita acima coloca-a em contacto permanente com muitos agentes agressores: bactérias, vírus, alérgenos, agentes tóxicos (ex: fumo do cigarro, poluição industrial e urbana...), químicos (como o decorrente do refluxo esofágico), etc.
As causas da faringite podem se agrupar em:

Causas infecciosas - distinguindo-se neste caso a faringite vírica (provocadas por vírus), a faringite bacteriana (provocada por bactérias), a faringite fúngica (causada por fungos - caso da candidiase orifaríngea por Cândida Albicans ) menos frequente.

Causas não infecciosas - caso das alergias respiratórias (alergia aos ácaros, alergia aos pólens, alergia aos fungos, ...)

Os fatores agressores como o tabaco, a inalação de tóxicos ambientais, o álcool, o refluxo esofágico, que ao provocarem uma irritação persistente na mucosa respiratória, facilitam os processos infecciosos, são muito importantes na etiopatogenia da faringite.
Saiba, aqui, o que é o refluxo esofágico.

Sinais e sintomas na faringite

Os sinais e sintomas variam muito consoante a causa da faringite, assim:

a odinofagia (dor na garganta ao engolir) de instalação progressiva para sólidos e líquidos é comum na causa vírica ou bacteriana;

a tosse, a expectoração e a rouquidão, que traduzem o envolvimento das vias respiratórias inferiores, são sintomas frequentes nas faringites víricas;

a secura faríngea, o ardor, o pigarro, as picadas são frequentes nas faringites crónicas;

a febre, as cefaleias, o mal estar geral são comuns nas faringites infecciosas, particularmente nas víricas;

Adenopatias cervicais.

Faringite aguda, faringite crónica

Atendendo ao tipo de evolução, as faringites podem classificar-se em agudas (1) e crónicas (2).

1. Faringite aguda



Nas faringites agudas a causa é sobretudo infecciosa, essencialmente por vírus (faringite vírica) ou por bactérias (faringite bacteriana). Observe na imagem uma faringite aguda.
O processo infeccioso envolve a faringe na sua generalidade, estando frequentemente associado com a infeção das amígdalas (amigdalite) e das adenóides (adenoidite).

Saiba, aqui, tudo sobre amigdalite.
Surgem preferencialmente no inverno e são maioritariamente de etiologia vírica (70 a 80%). Os vírus mais envolvidos são os adenovirus, o vírus Influenza, rhinovirus, vírus sindical respiratório, entre outros.
A faringite bacteriana, mais frequente na criança do que no adulto, tem como bactérias mais envolvidas o streptococcus B hemolitico do grupo A, streptococcus pneumoniae, staphilococcus aureus, haemophilus influenzae.
As faringites infecciosas são potencialmente contagiosas, ou seja, a doença é transmissível ou “pega-se” de pessoa para pessoa, havendo vários fatores que podem contribuir para esta ocorrência. Devem pois ser tomadas as seguintes medidas de prevenção, evitando:

Aglomerados de pessoas em ambientes fechados;

Proximidade de pessoas infetadas com tosse, espirros, …;

Beijos, partilha de copos, etc.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis, tais como a gonorreia, podem ser transmitidas quer através do s**o oral, quer pelas mãos que não foram lavadas após contacto com os genitais infetados.
A faringite bacteriana por streptococos, se não devidamente tratada, pode desencadear uma febre reumática, que consiste numa alteração imunitária crónica que pode provocar inflamação nas articulações, no coração, nos rins, no encéfalo...

Diagnóstico da faringite aguda

O diagnóstico da faringite aguda é feito pelo médico otorrinolaringologista através da história clínica e da observação.
A odinofagia (dor de garganta ao engolir) progressivamente mais intensa, a expectoração mucopurulenta, as cefaleias, a febre e o mal estar geral são os sintomas dominantes.
Ns faringites víricas, que frequentemente se acompanham com envolvimento laríngeo e traqueobrônquico, há também rouquidão, tosse e expectoração.



Na observação destaca-se a congestão da mucosa faríngea, o exsudado mucopurulento na parede posterior da faringe, com maior ou menor envolvimento do complexo do anel linfático de Waldeyer (tecido linfóide composto pelas amígdalas palatinas, amígdala faríngea, amígdala língual... ), e a existência habitual de adenopatias cervicais palpáveis. Observe na imagem uma faringoamigdalite aguda onde é visível uma infeção mucopurulenta que envolve a faringe e as amigdalas palatinas de uma criança.
O teste rápido para pesquisa de antígenos do estreptococo B hemolitico do grupo A, que é a causa mais frequente de faringite bacteriana, é útil, de fácil execução e é realizado nos serviços de urgência para ajudar a distinguir as infeções bacterianas das víricas.

Em termos laboratoriais o estudo analítico e a cultura do exsudado da faringe, com estudo bacteriológico e antibiograma, podem ser auxiliares importantes para identificar o agente bacteriano envolvido ou a existência de outras doenças sistémicas, como a leucemia aguda, a mononucleose infecciosa, ..., que se podem manifestar no contexto do quadro clínico de uma faringite aguda.

Tratamento da faringite aguda

A faringite aguda tem cura, diferindo o seu tratamento em função da causa, assim:
O tratamento das faringites víricas é feito fundamentalmente através de repouso, de fazer uma boa hidratação (bérber água, chã, sumos naturais, etc) e da prescrição de medicamentos (remédios) anti- inflamatórios / anti-piréticos. Contudo, a vigilância clínica destes quadros é importante, atendendo a uma possível sobreinfeção bacteriana, que obrigue a alterar o esquema terapêutico.
No tratamento das faringites bacterianas, para além das medidas referidas acima, impõe-se uma antibioterapia. Os antibióticos B- lactâmicos, como a amoxicilina e as cefalosporinas, e os macrólidos como a eritromicina, são os antibióticos de utilização mais frequente.
O tratamento cirúrgico (cirurgia ou operação) para amigdalectomia e adenoidectomia, particularmente em crianças, pode ser ponderado após exame objetivo criterioso, efetuado por um médico otorrinolaringologista.
Saiba, aqui, tudo sobre amigdalectomia.

2. Faringite crónica

Ao contrário das faringites agudas que são mais frequentes nas crianças, atendendo à sua imaturidade imunitária, as faringites crónicas ocorrem preferencialmente no adulto.
Apesar de, por regra, não ser uma doença grave, e não dar febre, dão queixas persistentes de dor de garganta, ardor, picadas, pigarro faríngeo, etc., que se tornam muito incomodativas, levando o doente a múltiplas consultas médicas.
Referir, também, que a dificuldade do médico em estruturar uma abordagem terapêutica fácil e eficaz, no curto prazo, contribui para a afetação psíquica que muitos destes doentes apresentam.
A dificuldade na abordagem terapêutica referida, assenta em grande medida na multiplicidade dos fatores favorecedores da faringite crónica, tais como:
Fatores Gerais:

o meio ambiente (humidade, poluição, variações de temperatura, ...);

profissão;

hábitos de vida (tabaco, álcool);

estações do ano (outono / inverno);

profissão;

idade;

disfuncionamento hormonal (menstruação, menopausa, ...);

patologia alérgica;

doenças imunitárias;

doenças metabólicas, como a diabetes, a gota...;

doença renal crónica;

Abuso vocal;

..

Factores locoregionais:

rinosinusite crónica;

mau estado dentário;

obstrução nasal persistente;

adenoidite e amigdalite crónica;

patologia das glândulas salivares;

Refluxo gastro esofágico;

Diagnóstico da faringite crónica

Esta multiplicidade de etiologias, aliada à variabilidade da observação clínica, dificulta imenso a atuação do médico Otorrinolaringologista, quer no diagnóstico, quer na classificação das faringites crónicas.
Uma observação cuidadosa e atempada de toda a área da faringe e estruturas adjacentes, incluindo a endoscopia nasal e faringolaringea, bem como uma boa anamnese, são fundamentais para que o médico da especialidade possa estruturar o diagnóstico e a consequente abordagem terapêutica.
Como meios complementares auxiliares no diagnóstico destacam-se os estudos imagiológicos (ex: TAC dos seios peri-nasais) e os estudos laboratoriais, a que frequentemente se recorre.

Tratamento da faringite crónica

É, assim, compreensível que os esquemas terapêuticos, médicos e/ ou cirúrgicos utilizados no tratamento da faringite crónica possam ser muito variados, exigindo muito discernimento por parte do médico Otorrinolaringologista.

Como conselhos gerais de modo a prevenir as faringites de repetição, podemos anotar os seguintes:

Evitar o fumo do tabaco e outros tóxicos;

Controlar os hábitos alcoólicos;

Tomar em atenção o meio envolvente, particularmente o da habitação e do local de trabalho;

Praticar exercício físico;

Ter cuidados alimentares, particularmente com aqueles que possam agravar o refluxo esofágico;

Não “desinfetar” a mucosa da faringe com colutórios e pastilhas;

Tratamento termal.

O que é faringite?
A faringite consiste na inflamação da faringe, causada por infeções, alergias, entre outras. A faringite tanto pode ocorrer em bebés e crianças (faringite infantil), sendo as causas infeciosas as mais frequentes neste grupo etário, atendendo à imaturidade do seu sistema imunitário, como também podem ocorrer no adulto devido a uma multiplicidade de fatores (veja mais informação em causas da faringite).

Sintomas como a dor de garganta à deglutição (odinofagia), a irritação, o ardor, o pigarro, são frequentes na faringite, associando-se frequentemente com cefaleias, febre, expectoração e mal estar geral (ver detalhes de sinais e sintomas da faringite).

A amigdalite, a adenoidite e a laringite estão frequentemente associadas com a faringite, sendo a sintomatologia idêntica e possuem em geral as mesmas causas.

Anatomia, função da faringe
A faringe é um órgão do aparelho digestivo que conecta a cavidade bucal e nasal, em cima, com a laringe e o esófago, em baixo (veja imagens superiores).

É constituída por três porções:

a porção superior ou rinofaringe que comunica à frente com as fossas nasais;
a porção intermédia ou orofaringe que comunica à frente com a cavidade bucal e da qual está separada pelo istmo das fauces (onde se encontram as amígdalas palatinas);
a porção inferior ou hipofaringe (também designada faringolaringe) que comunica com a laringe e o esófago.
A faringe tem funções na deglutição, na respiração, na fonação e na defesa imunitária, na qual participam os mecanismos de imunidade humeral e celular existentes na mucosa da faringe, contribuindo para a proteção do trato respiratório inferior.

Causas da faringite
A localização da faringe descrita acima coloca-a em contacto permanente com muitos agentes agressores: bactérias, vírus, alérgenos, agentes tóxicos (ex: fumo do cigarro, poluição industrial e urbana...), químicos (como o decorrente do refluxo esofágico), etc.

As causas da faringite podem se agrupar em:

Causas infecciosas - distinguindo-se neste caso a faringite vírica (provocadas por vírus), a faringite bacteriana (provocada por bactérias), a faringite fúngica (causada por fungos - caso da candidiase orifaríngea por Cândida Albicans ) menos frequente.
Causas não infecciosas - caso das alergias respiratórias (alergia aos ácaros, alergia aos pólens, alergia aos fungos, ...)
Os fatores agressores como o tabaco, a inalação de tóxicos ambientais, o álcool, o refluxo esofágico, que ao provocarem uma irritação persistente na mucosa respiratória, facilitam os processos infecciosos, são muito importantes na etiopatogenia da faringite.

Saiba, aqui, o que é o refluxo esofágico.

Sinais e sintomas na faringite
Os sinais e sintomas variam muito consoante a causa da faringite, assim:

a odinofagia (dor na garganta ao engolir) de instalação progressiva para sólidos e líquidos é comum na causa vírica ou bacteriana;
a tosse, a expectoração e a rouquidão, que traduzem o envolvimento das vias respiratórias inferiores, são sintomas frequentes nas faringites víricas;
a secura faríngea, o ardor, o pigarro, as picadas são frequentes nas faringites crónicas;
a febre, as cefaleias, o mal estar geral são comuns nas faringites infecciosas, particularmente nas víricas;
Adenopatias cervicais.
Faringite aguda, faringite crónica
Atendendo ao tipo de evolução, as faringites podem classificar-se em agudas (1) e crónicas (2).

1. Faringite aguda
Faringite aguda.
Nas faringites agudas a causa é sobretudo infecciosa, essencialmente por vírus (faringite vírica) ou por bactérias (faringite bacteriana). Observe na imagem uma faringite aguda.

O processo infeccioso envolve a faringe na sua generalidade, estando frequentemente associado com a infeção das amígdalas (amigdalite) e das adenóides (adenoidite).

Saiba, aqui, tudo sobre amigdalite.

Surgem preferencialmente no inverno e são maioritariamente de etiologia vírica (70 a 80%). Os vírus mais envolvidos são os adenovirus, o vírus Influenza, rhinovirus, vírus sindical respiratório, entre outros.

A faringite bacteriana, mais frequente na criança do que no adulto, tem como bactérias mais envolvidas o streptococcus B hemolitico do grupo A, streptococcus pneumoniae, staphilococcus aureus, haemophilus influenzae.

As faringites infecciosas são potencialmente contagiosas, ou seja, a doença é transmissível ou “pega-se” de pessoa para pessoa, havendo vários fatores que podem contribuir para esta ocorrência. Devem pois ser tomadas as seguintes medidas de prevenção, evitando:

Aglomerados de pessoas em ambientes fechados;
Proximidade de pessoas infetadas com tosse, espirros, …;
Beijos, partilha de copos, etc.
Algumas doenças sexualmente transmissíveis, tais como a gonorreia, podem ser transmitidas quer através do s**o oral, quer pelas mãos que não foram lavadas após contacto com os genitais infetados.

A faringite bacteriana por streptococos, se não devidamente tratada, pode desencadear uma febre reumática, que consiste numa alteração imunitária crónica que pode provocar inflamação nas articulações, no coração, nos rins, no encéfalo...

Diagnóstico da faringite aguda
O diagnóstico da faringite aguda é feito pelo médico otorrinolaringologista através da história clínica e da observação.

A odinofagia (dor de garganta ao engolir) progressivamente mais intensa, a expectoração mucopurulenta, as cefaleias, a febre e o mal estar geral são os sintomas dominantes.

Ns faringites víricas, que frequentemente se acompanham com envolvimento laríngeo e traqueobrônquico, há também rouquidão, tosse e expectoração.

Faringoamigdalite
Na observação destaca-se a congestão da mucosa faríngea, o exsudado mucopurulento na parede posterior da faringe, com maior ou menor envolvimento do complexo do anel linfático de Waldeyer (tecido linfóide composto pelas amígdalas palatinas, amígdala faríngea, amígdala língual... ), e a existência habitual de adenopatias cervicais palpáveis. Observe na imagem uma faringoamigdalite aguda onde é visível uma infeção mucopurulenta que envolve a faringe e as amigdalas palatinas de uma criança.

O teste rápido para pesquisa de antígenos do estreptococo B hemolitico do grupo A, que é a causa mais frequente de faringite bacteriana, é útil, de fácil execução e é realizado nos serviços de urgência para ajudar a distinguir as infeções bacterianas das víricas.

Em termos laboratoriais o estudo analítico e a cultura do exsudado da faringe, com estudo bacteriológico e antibiograma, podem ser auxiliares importantes para identificar o agente bacteriano envolvido ou a existência de outras doenças sistémicas, como a leucemia aguda, a mononucleose infecciosa, ..., que se podem manifestar no contexto do quadro clínico de uma faringite aguda.

Tratamento da faringite aguda
A faringite aguda tem cura, diferindo o seu tratamento em função da causa, assim:

O tratamento das faringites víricas é feito fundamentalmente através de repouso, de fazer uma boa hidratação (bérber água, chã, sumos naturais, etc) e da prescrição de medicamentos (remédios) anti- inflamatórios / anti-piréticos. Contudo, a vigilância clínica destes quadros é importante, atendendo a uma possível sobreinfeção bacteriana, que obrigue a alterar o esquema terapêutico.

No tratamento das faringites bacterianas, para além das medidas referidas acima, impõe-se uma antibioterapia. Os antibióticos B- lactâmicos, como a amoxicilina e as cefalosporinas, e os macrólidos como a eritromicina, são os antibióticos de utilização mais frequente.

O tratamento cirúrgico (cirurgia ou operação) para amigdalectomia e adenoidectomia, particularmente em crianças, pode ser ponderado após exame objetivo criterioso, efetuado por um médico otorrinolaringologista.

Saiba, aqui, tudo sobre amigdalectomia.

2. Faringite crónica
Ao contrário das faringites agudas que são mais frequentes nas crianças, atendendo à sua imaturidade imunitária, as faringites crónicas ocorrem preferencialmente no adulto.

Apesar de, por regra, não ser uma doença grave, e não dar febre, dão queixas persistentes de dor de garganta, ardor, picadas, pigarro faríngeo, etc., que se tornam muito incomodativas, levando o doente a múltiplas consultas médicas.

Referir, também, que a dificuldade do médico em estruturar uma abordagem terapêutica fácil e eficaz, no curto prazo, contribui para a afetação psíquica que muitos destes doentes apresentam.

A dificuldade na abordagem terapêutica referida, assenta em grande medida na multiplicidade dos fatores favorecedores da faringite crónica, tais como:

Fatores Gerais:

o meio ambiente (humidade, poluição, variações de temperatura, ...);
profissão;
hábitos de vida (tabaco, álcool);
estações do ano (outono / inverno);
profissão;
idade;
disfuncionamento hormonal (menstruação, menopausa, ...);
patologia alérgica;
doenças imunitárias;
doenças metabólicas, como a diabetes, a gota...;
doença renal crónica;
Abuso vocal;
..
Factores locoregionais:

rinosinusite crónica;
mau estado dentário;
obstrução nasal persistente;
adenoidite e amigdalite crónica;
patologia das glândulas salivares;
Refluxo gastro esofágico;
Diagnóstico da faringite crónica
Esta multiplicidade de etiologias, aliada à variabilidade da observação clínica, dificulta imenso a atuação do médico Otorrinolaringologista, quer no diagnóstico, quer na classificação das faringites crónicas.

Uma observação cuidadosa e atempada de toda a área da faringe e estruturas adjacentes, incluindo a endoscopia nasal e faringolaringea, bem como uma boa anamnese, são fundamentais para que o médico da especialidade possa estruturar o diagnóstico e a consequente abordagem terapêutica.

Como meios complementares auxiliares no diagnóstico destacam-se os estudos imagiológicos (ex: TAC dos seios peri-nasais) e os estudos laboratoriais, a que frequentemente se recorre.

Saiba, aqui, o que é TAC dos seios peri-nasais.

Tratamento da faringite crónica
É, assim, compreensível que os esquemas terapêuticos, médicos e/ ou cirúrgicos utilizados no tratamento da faringite crónica possam ser muito variados, exigindo muito discernimento por parte do médico Otorrinolaringologista.

Como conselhos gerais de modo a prevenir as faringites de repetição, podemos anotar os seguintes:

Evitar o fumo do tabaco e outros tóxicos;
Controlar os hábitos alcoólicos;
Tomar em atenção o meio envolvente, particularmente o da habitação e do local de trabalho;
Praticar exercício físico;
Ter cuidados alimentares, particularmente com aqueles que possam agravar o refluxo esofágico;
Não “desinfetar” a mucosa da faringe com colutórios e pastilhas;
Tratamento termal.

08/06/2021

Conheça as principais causas de falta de interesse sexual na mulher

A disfunção sexual na mulher acontece quando uma questão de cunho sexual acarreta sofrimento pessoal. O fator importante aqui é se isso causa sofrimento. Caso não haja incômodo com a situação, não existe problema a ser resolvido. A disfunção pode aparecer de várias formas, incluindo:

Diminuição do desejo sexual;
Alteração da excitação;
Ausência de fantasias se***is;
Dificuldade de atingir o orgasmo ou dor durante o ato sexual.
A complexidade do problema
Hormônios e neurotransmissores executando suas funções de forma equilibrada, bem-estar psicológico e profissional e sintonia com o parceiro são apenas alguns dos fatores que cercam a libido feminina.

Para a maioria das mulheres os fatores emocionais têm maior peso que os biológicos; influência cultural e da educação também então diretamente ligadas à libido, pois enquanto o homem é estimulado desde cedo a ter interesse por s**o e a se identificar como um ser sexuado, a mulher é educada a adiar sua iniciação sexual e a reprimir sua libido, muitas vezes vista pela religião como pecado.

Causas orgânicas
Desequilíbrio hormonal,
Diabetes,
Problemas cardíacos,
Doenças neurológicas,
Alcoolismo,
Algumas medicações,
A fase do ciclo menstrual ou o uso de dr**as.
São algumas das condições que podem culminar na redução do desejo sexual da mulher.

A menopausa se encontra fortemente ligada à disfunção sexual feminina. Neste período, que sinaliza o fim do período fértil da mulher, os ovários fabricam menos hormonas, diminuindo a produção de testosterona que, embora seja um hormônio masculino, também compõe os hormônios existentes no corpo da mulher e está relacionado com a libido feminina.

A biologia explica todas essas causa do corpo animal porém, nos seres humanos, há mais variantes nesse processo natural, já que os aspectos psíquicos podem prevalecer sobre os físicos. Isso quer dizer que, mesmo que os hormônios estejam em alta, a mulher pode não sentir vontade de fazer s**o; neste caso, os fatores psicológicos explicam a situação.

Causas psicológicas
Aceitação do corpo. Muitas mulheres têm insatisfações com o próprio corpo porque não está dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Assim, vem a preocupação com a opinião do parceiro e o desejo vai embora.
Timidez e religião. O modo como a mulher foi educada, os valores e princípios da família podem atrapalhar sua sexualidade, depende de como o s**o foi apresentado para ela.
Conflito conjugal. Discussões constantes, decepções e falta de respeito entre o casal são os motivos mais frequentes para a baixa da libido.
Rotina no s**o. Ter relação sexual sempre do mesmo jeito, com dia marcado, sem surpresas e emoções novas pode tornar o s**o morno e pouco interessante.
Falta de conhecimento do próprio corpo. Quem não se conhece, não sabe pedir o que gosta. Alguns parceiros também não têm tanta sensibilidade para descobrir sozinho, então se ajude!
Estresse do dia a dia. Com trabalho, desemprego, trânsito, tarefas domésticas e filhos, muitas vezes falta tempo (e disposição) para cuidar de si mesma, auto-observar-se, prestar atenção no corpo e nos desejos.
Tratamentos
As mulheres geralmente demoram anos para tentar resolver o problema, enquanto homens são mais rápidos, já que é muito difícil ter uma ereção sem libido.

Primeiro passo é descobrir as causas da falta de desejo. Se a causa for uma doença física é necessário fazer tratamento com um profissional da medicina. Se for alguma questão emocional ou a influência de fatores externos, sessões com um especialista da saúde mental vão te ajudar.

Existe medicamento para aumentar a libido feminino?
Uma das alternativas medicamentosas é o flibanserin, droga criada pelo laboratório alemão Boehringer Ingelhein. Segundo pesquisas recentes, ela modula a disponibilidade de serotonina no corpo, que é o hormônio conhecido como “hormônio da felicidade”. Essa regulação do neurotransmissor, encarregado de promover bem-estar, causa um aumento de dopamina, substância essencial para instigar o interesse em tr***ar.

Diferentemente das pílulas masculinas que fazem efeito quase na mesma hora, o flibanserin levaria de seis a oito semanas para produzir efeitos. O medicamento começou a ser estudado pelos cientistas alemães nos anos 1990 com a esperança de ser um antidepressivo para fazer face à fluoxetina e similares. E surpreendentemente, o flibanserin levou as mulheres a ter mais prazer e satisfação sexual .

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