04/10/2025
Em 2020 tivemos a alegria de participar de uma entrevista para o programa Barra Pesada, quando ainda era apresentado pelo saudoso Ronaldo Porto.
Essa foi apenas uma das inúmeras reportagens que marcaram a trajetória do História Virtual, ajudando a dar visibilidade ao nosso trabalho sem fins lucrativos. Somos muito gratos por esse reconhecimento, que fortalece ainda mais a nossa missão de manter viva a memória e a história da nossa cidade. 💙
A matéria completa pode ser conferida em nosso canal do YouTube, em melhor qualidade.
História Virtual no Barra Pesada
Reportagem de 2020 sobre o projeto História Virtual no Barra Pesada, com o saudoso Ronaldo Porto
02/10/2025
Quase 80 anos depois, ainda existem relatos vivos sobre o Forte da Barra.
Esses dois relatos não foram escritos em livros, mas passados de geração em geração, de maneira informal e de boca a boca, de quem ouviu diretamente de quem presenciou.
Embora muita gente nunca tenha ouvido falar dessa história, essas memórias mostram o quanto o episódio foi violento e impactante.
Ficamos surpresos com a repercussão do post anterior e agradecemos muito a interação de todos. Mesmo já tendo publicado sobre o tema há cerca de 5 anos, a força dos relatos continua impressionante.
Os prints com os relatos apresentados aqui foram tirados do Facebook, tanto da postagem recente quanto das postagens feitas pelo História Virtual há 5 anos, quando falamos pela primeira vez sobre o Forte da Barra.
É justamente por isso que precisamos continuar falando, postando e compartilhando: para que a nossa memória nunca morra.
Relatos como esses são fundamentais para o projeto História Virtual, porque mantêm viva a conexão entre passado e presente.
12/10/2021
HOSPITAL MILITAR (CASA DAS 11 JANELAS)
A residência de Domingos da Costa Bacelar, construída na metade do século XVIII, foi adquirida pelo Governo do Grão-Pará em 1768, para abrigar o Hospital Militar, que funcionava desde 1759 no Forte do Castelo (atual Forte do Presépio). A importância da construção estava na difícil realidade dos doentes, que se encontravam em instalações precárias nesse Forte e no Convento de São Boaventura.
Antonio Landi foi o responsável projeto de adaptação da propriedade ainda inacabada na área do Forte, que viria a se tornar o Hospital Real, posteriormente, denominado como Hospital Militar. O projeto contava, entre outras coisas, com dois pisos e onze aberturas simétricas, que daria nome a edificação atual.
O Hospital Militar esteve em funcionamento até 1870. Depois desse período o local ainda abrigou o Corpo da Guarda e a Subsistência do Exército, sendo feitas várias intervenções no projeto de Landi, que só foram revertidas após o prédio ser cedido para instalação do Museu da Casa das Onze Janelas (reformado em 2000 e em funcionamento desde 2002), integrante do conjunto arquitetônico do Projeto Feliz Lusitânia.
O projeto de reforma e adaptação do antigo hospital é destaque arquitetônico em Belém. A vista desse monumento histórico é uma das mais bonitas da cidade, por isso se tornou um dos mais importantes e procurados pontos turísticos do Pará.
REFERÊNCIAS
DERENJI, Jussara da Silveira; DERENJI, Jorge. Igrejas, palácios e palacetes de Belém. Brasília, DF: Iphan/Programa Monumenta, 2009. (Roteiros do Patrimônio; 6)
MIRANDA, Cybelle Salvador. 2006. 265 f. A Cidade Velha e Feliz Lusitânia: cenários do Patrimônio Cultural em Belém. Tese (Doutorado) em Ciências Sociais – Universidade Federal do Pará, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Belém, 2006.
SECULT - Secretaria de Estado da Cultura. Belém da saudade: a memória da Belém do início do século em cartões-postais. 2ª ed. Belém: Secult, 1998. 278 p.
27/09/2021
ESTAMOS DE VOLTA! 🎉
A equipe precisou dar um tempo na produção de conteúdo pra organizar o futuro do projeto, mas agora está tudo certo e nós vamos dar continuidade ao trabalho. Pra marcar nosso retorno, escolhemos um monumento maravilhoso e esperamos que vcs curtam.
Aproveitem e comentem se sentiram nossa falta e sugiram tbm quais monumentos vocês gostariam de ver no futuro.
RESIDÊNCIA DE DOMINGOS DA COSTA BACELAR (CASA DAS 11 JANELAS)
A Belém da segunda metade do século XVIII foi amplamente influenciada pelo arquiteto Antonio Giuseppe Landi (que viveu na cidade até o final de sua vida), que veio integrando uma comissão de cientistas europeus. Landi foi responsável pelas principais edificações civis e religiosas desse período, dentre elas a adaptação da residência do proprietário de engenho Domingos da Costa Bacelar, que foi adquirida pelo governo do Grão-Pará, para abrigar o Hospital Real. Atualmente o espaço é conhecido como Centro Cultural “Casa das 11 Janelas”, parte do complexo Feliz Lusitânia.
REFERÊNCIA
MIRANDA, Cybelle Salvador. 2006. 265 f. A Cidade Velha e Feliz Lusitânia: cenários do Patrimônio Cultural em Belém. Tese (Doutorado) em Ciências Sociais – Universidade Federal do Pará, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Belém, 2006.
23/05/2021
GRANDE HOTEL BELÉM
Para comemorar o primeiro aniversário do projeto História Virtual, refizemos (em um programa mais realista) o monumento que abriu nossas publicações nas redes sociais, o Grande Hotel. Esse hotel figurou como um dos principais pontos de encontro da sociedade paraense e uma referência na hotelaria da primeira metade do século XX.
O Grande Hotel estava localizado na atual Av. Presidente Vargas, a primeira parte do prédio inaugurada em 1913, no ano seguinte a outra parte do projeto foi entregue. Devido sua grandiosidade, foi considerado por algum tempo como o maior hotel do norte do país, pois, em seu auge possuía 100 quartos, teatro, restaurante, bar, sorveteria, lojas, terrasse e etc. Com arquitetura exuberante e diversidade de serviços oferecidos, o Grande Hotel rapidamente se tornou um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e encabeçou a cena cultural paraense por algumas décadas.
Infelizmente, na segunda metade do século XX o Grande Hotel já estava com atividades reduzidas, até que na década de 1970 o hotel foi demolido, em oposição aos planos da prefeitura de Belém, que tentou comprar o prédio para mantê-lo como patrimônio histórico e cultural da cidade. Em seu lugar foi inaugurado em 1984 o o primeiro hotel da cadeia Hilton Internacional do Brasil, que em 2014 foi substituído pelo Princesa Louça Hotel Belém.
Seguramente o Grande Hotel foi uma das maiores perdas patrimoniais que Belém já teve, hoje só resta admirar sua beleza pelas fotos e reconstruções digitais. E essa postagem, além de exaltar a beleza arquitetônica e a influência cultural do Grande Hotel, também almeja conscientizar sobre a importância da preservação do nosso patrimônio, que está diretamente atrelado a nossa história.
REFERÊNCIA
NUNES, Dulcilia Maneschy Corrêa A.; SANTOS, Dulcilia Maneschy Corrêa A. A memória da hotelaria de Belém e o Grande Hotel: 1850-1950. Belém: ABIH-PA, 2016.
FONTE (FIGURA)
COELHO, 1913, p. 351 (apud NUNES; SANTOS, 2016, p. 33).
13/05/2021
Hoje faz um ano que fizemos o nosso primeiro post aqui no História Virtual, e de lá pra cá aconteceu tanta coisa legal, até na TV a gente foi parar! E muitas dessas coisas incríveis foram graças a vocês que nos acolheram desde sempre.
Devido nossas rotinas corridas, tivemos que dar uma pausa nos últimos tempos. Mas a gente jamais vai abandonar isso aqui!
A história paraense é riquíssima e merece ser espalhada e apreciada mundo afora.
Esse mês, em comemoração ao nosso primeiro aniversário, iremos aparecer mais em vídeos por aqui. Viva a história, viva a cultura paraense!
E obrigado por tudo, gente! ❤❤❤❤
12/05/2021
Hoje faz 1 ano da primeira publicação do História Virtual nas redes sociais. 🥳
Pra comemorar essa data, nada melhor que um 3D de um monumento histórico emblemático como o Educandário Nogueira de Faria.
Estamos preparando um conteúdo bem legal pra vcs que nos acompanham e que fazem parte de tudo isso! Deixem nos comentários sugestões de monumentos que vcs gostariam que de ver por aqui.
17/04/2021
EDUCANDÁRIO NOGUEIRA DE FARIA (COTIJUBA)
O complexo do Educandário Nogueira de Faria iniciou como colônia reformatória e encerrou as atividades como colônia penal. Os diferentes usos e representações transformaram Cotijuba de “Ilha da Redenção” à “Ilha do Diabo”. As histórias e estórias de violência e arbitrariedade envolvendo essa instituição de Cotijuba marcaram a trajetória da ilha e até hoje permeiam o imaginário popular. Vocês já ouviram algum relato do tipo? Comentem.