Associacao Paraense de Otorrinolaringologia - Aporl
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03/03/2023
Gambas à guilho: um petisco espanhol que faz crescer água na boca | Outsider As gambas à guilho são um petisco típico espanhol que faz crescer água na boca. Aprenda a fazê-las com esta receita antiga, tradicional e muito fácil.
02/03/2023
Leila Diniz na Banda de Ipanema - Rio de Janeiro, RJ.
02/03/2023
Pedro II, tradutor de mais de 3000 Livros e Poemas.
Durante toda sua vida, o Imperador voltou-se especialmente para o aprendizado de idiomas; estudou grego, latim, inglês, francês, italiano, provençal, alemão, tupi, guarani, hebraico, sânscrito, árabe ...
Seu talento para tradução foi descoberto por seus netos Dom Luiz e Dom Pedro em 1889, que publicaram um livro de traduções e poesias de Dom Pedro II;
encontra-se, além de suas poesias, as traduções de poemas de Victor Hugo, Leconte de Lisle, Félix Anvers, Henry Longfellow, John Whittier, Alessandro Manzoni, entre outros,
num total de 2176 poemas; traduções de duas canções, dois cantos do Inferno da Divina Comédia e sete cantos religiosos.
Como a maioria dos intelectuais brasileiros do período, Pedro II tinha o francês como a língua de literatura e cultura. Isso se expressa na quantidade de poemas cuja tradução se deu a partir do francês.
Foi também o primeiro a traduzir “Mil e uma noites” diretamente do Árabe para o Português. Também se dedicou por 4 anos a tradução da Obra “Odisséia” de Homero do Grego para o Francês e Português.
Dom Pedro não traduzia com o objetivo de fama literária, nem mesmo com a ambição de publicar livros. Traduzia por prazer, para treinar o conhecimento e a fluência nos vários idiomas que cultivava.
Embora sua atividade tradutória esteja inserida em um contexto mais pessoal do que político, as traduções que D. Pedro realizou a partir do hebraico adquiriram relevância perante historiadores da cultura judaica que reverenciam a atuação do imperador na preservação da memória do povo judeu.
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02/03/2023
Queijo Serra da Estrela é um dos melhores queijos do mundo Hoje em dia, o Queijo Serra da Estrela continua a ser apreciado pelos portugueses e pelos maiores amantes de queijo espalhados por todo o mundo.
02/03/2023
É oficial! É alentejano o melhor pão de Portugal Conheça o "Melhor dos Melhores" pães. É num forno a lenha da padaria Seara de Pão que se encontra o melhor pão de Portugal.
02/03/2023
Montado em seu alazão, que é literalmente o aportuguesamento da palavra árabe para cavalo, ‘’al-hisan’’, a indumentária equestre arábigo-andaluza culminou numa síntese única que pode ser vista no traje do vaqueiro nordestino dos pés à cabeça, como mais um legado mouro na construção cultural do Nordeste brasileiro. O chapéu pode ser de formato napoleônico, mas carrega as insígnias islâmico-ibéricas, como a flor quadripétala, que simboliza a união entre os céus e a terra, e foi encontrada nos palácios omíadas de Khirbat al-Mafjar na Jordania e Medinat az-Zahra em Cordoba, assim como em outros vestígios de al-Andalus, e a estrela de oito pontas, i𝙨𝙗𝙖𝙧𝙮𝙖 ou zuhara em árabe, que simboliza a ascensão do califado e decorava suas moedas. Em seguida traja o gibão, termo derivado do espanhol jubón, e por sua vez do árabe juba, que é a longa casaca de couro que o protege nas pegas de boi, e que um dia também protegeu seus ancestrais mouros. Esta juba foi trazida à Ibéria pelos árabes na Idade Média, e foi adotada por reis e nobres cristãos em imitação de sultões e emires, como símbolo de status. O gibão é sempre decorado com a arte em couro lavrado, composta por desenhos e motivos arabescos da arte mudéjar conhecida como ‘’guadameci’’, pois sua origem está na cidade líbia de Gadamés no Norte da África. Em seguidas temos o safão, ou ‘’zahón’’ em espanhol, que os lexicografias divergem quanto a qual palavra árabe lhe deu origem, se o saqún ou safun, mas que de qualquer forma define a perneira equestre do pastoreio árabe-ibérico, e que se espalhou não só na América portuguesa e espanhola inteira, como se tornou o símbolo do cowboy americano. E para selar a armadura do guerreiro da Caatinga que surgiu no deserto do outro lado do Atlântico, temos as alpercatas, calçado origem arábico-berbere que foi levado para a Espanha medieval pelos muçulmanos e posteriormente para o sul da França. Seu nome deriva do árabe al-barghat, devido ao calçado ser originalmente produzido a partir da fibra “albha” encontrada no Marrocos. Outros arabismos encontram-se nos nomes de seus apetrechos, como o alforge, a algibeira e o matulão, assim como na arte da cutelaria, em cujos punhais apresentam pomos globulares com alongamentos no topo ou pequenos botões, que são uma característica das espadas árabes andaluzes, assim como as laminas de folha estreita no início e larga no final da ponta, seguindo o modelo conhecido como “sarraceno” ou “mourisco”.
Bibliografia:
- FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala.
- NEIVA, Suria Seixas. Desenhos de couro: registro e memória dos desenhos no encouramento do vaqueiro sertanejo.
- Compendio de indumentaria española, con un preliminar de la historia del traje y el mobiliario en los principales pueblos de la antigüedad.
- Arabismos documentados em Ataliba, o Vaqueiro.
- Glosario árabe español de indumentaria según el Kitab al-Mujassas de Ibn Sidah
- Iconotropy and Cult Images from the Ancient to Modern World.
- ‘’Un estudio en torno a la palabra «zahón»’’ Elena Pezzi Martínez
- Franklin Pereira, «O couro lavrado de estética mudéjar na Casa-Museu e Fundação Guerra Junqueiro – memórias do al-Andalus em terras portuguesas»
-Câmara Cascudo, ‘’ Mouros, franceses e judeus - Três presenças no Brasil’’
- Araujo, Manoel Deisson Xenofonte. Sobrevivências da faca jardineira: um estudo sobre a cultura material produzida pela cutelaria da família Pereira no Cariri / Manoel Deisson Xenofonte Araujo. – Recife, 2017.
- Lorente, J . J . Rodriguez. THE XVth CENTURY EAR DAGGER. ITS HISPANO-MORESQUE ORIGIN. Consejo Superior de Investigaciones Científicas.
- Bruhn de Hoffmeyer, Ada . Arms & Armour in Spain: A Short Survey, Volume 1. Editorial CSIC - CSIC Press.
-João Baptista, ‘’Léxico Português de Origem Árabe’’
02/03/2023
A palavra açougue em português deriva do árabe ''as-suq'', que literalmente significa ''o mercado'', porém, no árabe o suq é um mercado geral, onde se compra de tudo, enquanto no português, acabou virando sinônimo de loja onde só se vender carne. Já no espanhol, o suq virou o ''zoco'', que manteve seu significado original de mercado.
Quanto a palavra charque, segundo uma teoria muito difundida por alguns filólogos e simpatizantes, a palavra “charque”, que define carne bovina cortada em mantas, salgada e seca ao sol ou por processos afins, muito comum na culinária nordestina e gaúcha brasileira, deriva do termo quíchua “ch’arque”, idioma andino falado no Império Inca, sendo adotada pelo espanhol após a colonização e registrada pela primeira vez em 1560, sendo transladada do espanhol falado nas colônias para o português brasileiro por colonos espanhóis aqui.
Porém, como bem explica um dos maiores filólogos de estudos etimológicos dos idiomas ibéricos, o catalão Joan Corominas (1905-1997), existe no português pelo menos desde o século XV (aparecendo nas Ordenações Afonsinas, uma coleção de leis destinada a regular a vida doméstica dos súditos do Reino de Portugal a partir de 1446, durante o reinado de D. Afonso V.) – antes, portanto, do contato espanhol com os incas e da chegade de Colombo nas Américas – o vocábulo enxerca (ou enxarca), “carne bovina cortada em tiras, salgada e seca ao sol ou ao fumeiro” (Houaiss), derivada do árabe ax-xarq de mesmo significado, o que indica a origem luso-árabe dos tempos dos mouros, do termo que deu origem ao espanhol charqui, e que neste caso teria sido passada do português para o espanhol, e do espanhol para o quíchua, e não o inverso.
Referência: Corominas, Joan. Diccionario crítico etimológico castellano e hispánico, con la colaboración de José A. Pascual. Madrid: Gredos, 1980.
02/03/2023
Eduardo Santos
BACALHAU, UM POUQUINHO DE HISTÓRIA
Os pioneiros na pesca do bacalhau foram os vikings que, na falta do sal, deixavam o peixe a secar ao ar livre, dispostos nos barcos.
Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.
Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.
Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova (Canadá), que foi descoberta em 1497. Existem registos de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.
O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses tornaram-se os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". Este termo carinhoso dá bem uma idéia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.
Durante séculos, o bacalhau não era visto como um alimento de primeira categoria. Em 1790, distribuiu-se o seu consumo social, espacial e culinariamente pela cidade de Lisboa, integrando-se nos hábitos alimentares das classes média e alta.
Assim, o peixe passou a ser consumido por aristocratas, médicos, estrangeiros e ricos que habitavam as zonas do Bairro Alto, do Príncipe Real e da Estrela. A Casa Real chegou, inclusive, a ter os seus fornecedores próprios, durante os séculos XVIII e XIX. Já nas colónias ele sempre foi ligado a cultura da metrópole, e um peixe mais nobre e caro, por ser um produto alimentício importado.
No Brasil hábito de comer bacalhau veio com os portugueses, já na época do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX, que este hábito alimentar começou a se difundir. Data dessa época a primeira exportação oficial de bacalhau da Noruega para o Brasil, que aconteceu em 1843.
Na edição do Jornal do Brasil de 1891 está registado que os intelectuais da época, liderados por Machado de Assis, reuniam-se todos os domingos em restaurantes do centro do Rio de Janeiro para comer um autêntico "Bacalhau do Porto" e discutir os problemas brasileiros. Mais de um século depois, ainda são muito comuns nos restaurantes especializados estes "almoços executivos", onde a conversa sobre negócios é feita saboreando um bom bacalhau.
Na imagem é possível observar como o bacalhau é completamente usado na culinaria portuguesa. Há pratos típicos lusitanos com cada parte do bacalhau.
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