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Laboratório de Pesquisa Turismo, Cultura e Meio Ambiente
Atuante desde 2005, liderado pelo Professor Silvio José de Lima Figueiredo, é formado por professores, pesquisadores e estudantes.

Dias intensos no  e Riec 2026
08/08/2026

Dias intensos no e Riec 2026

Assinem a carta de Belo Horizontehttps://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfMPHK7t2a46QAmZn7PWfqpKvykiKjL_XkioH0osVMGslJ...
06/08/2026

Assinem a carta de Belo Horizonte

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfMPHK7t2a46QAmZn7PWfqpKvykiKjL_XkioH0osVMGslJwKA/viewform

Carta de Belo Horizonte / Belo Horizonte Charter / Carta de Belo Horizonte

[PORTUGUÊS]

Os Estudos Culturais ocupam uma posição simultaneamente reconhecida e sub-representada nas diferentes regiões do mundo. Por sua natureza transversal, permitem analisar os fundamentos simbólicos e materiais das sociedades contemporâneas e questionar práticas naturalizadas que organizam relações de poder.

Se a interdisciplinaridade é muitas vezes reduzida a uma combinação administrativa de áreas sem reconhecimento da sua especificidade epistemológica, os EC propõem dispositivos teóricos e metodológicos capazes de cruzar diferentes epistemologias e articular saberes situados, constituindo de fato um campo de pensamento plural sem perder a profundidade e complexidade exigidas pelas questões científicas e políticas dos tempos atuais. É por isso que são reconhecidos como uma das forças críticas do pensamento contemporâneo. Talvez pela mesma razão, permaneçam sub-representados quando se fala de financiamento científico.

Nos dias que correm, um pouco por toda parte, a ciência está submetida a lógicas de avaliação que correspondem aos modos neoliberais de organizar o mundo, ou seja, tem sido tratada como parte de uma cadeia produtiva de bens ou dispositivos com valor de mercado. Tais lógicas penalizam os campos científicos das ciências sociais e humanas, da filosofia e das artes. Elas encerram as universidades num modelo de produção calcado em métricas e índices incompatíveis com o pensamento criativo e crítico comum a essas áreas.

A predominância de métricas bibliométricas, indexação internacional e publicação em inglês desfavorece os livros, as línguas não anglófonas e as tradições acadêmicas situadas. A preservação de um conhecimento plural e culturalmente diverso depende de formas de avaliação que reconheçam as especificidades das áreas de conhecimento e valorizem resultados não quantificáveis pela lógica do produtivismo, tais como o livro, as curadorias, as intervenções culturais, as mediações e produções artístico-investigativas.

A competição pelos financiamentos, o tempo reduzido e a precarização do trabalho científico limitam estudos que necessitam de duração, densidade histórica e densidade contextual. Passar do conhecimento crítico para recomendações concretas exige investigação sólida e metodologicamente rigorosa. Também exige tempo de maturação, negociação e mediações equilibradas com partícipes das pesquisas de campo. A criatividade e a inovação tornam-se muitas vezes instrumentos de legitimação de uma ciência neoliberal e tecnocapitalista orientada pelo impacto imediato e pelos interesses das grandes empresas transcontinentais e não mais pela sua capacidade de contribuir para que as instituições de pesquisa científica possam efetivamente participar da criação e disseminação de modos mais justos de existir e coexistir para todas as pessoas ao redor do mundo.

Neste momento em que vemos graves ameaças à democracia e o crescimento de ideologias e práticas violentas que atacam e suprimem os direitos de grupos historicamente marcados pela colonialidade, racismo, misoginia, transfobia, homofobia, xenofobia, políticas científicas oficiais favorecem práticas correspondentes a uma instrumentalização da pesquisa por interesses do capital transcontinental. Não se trata de processos isolados, mas de elementos de uma mesma forma de capturar e escravizar sensibilidades, corpos e pensamentos.

Diante disso, como pesquisadores do campo dos Estudos Culturais e de áreas próximas que compartilham dos mesmos ideais e princípios no que diz respeito ao papel emancipador e transformador do conhecimento, não podemos deixar de externar nosso desejo coletivo de que as políticas de financiamento da ciência por todo o planeta tornem-se mais e mais inclusivas e democráticas e os modelos avaliativos mais e mais capazes de computar resultados não quantificáveis pelas métricas neoliberais, mas, sim, perceptíveis por instrumentos pensados para compreender impactos correspondentes a modos de pesquisar que não reduzam o mundo a um campo de extração e exploração.

Novos registros do .ufpa no  e Riec 2026. Com  auda.pianii
05/08/2026

Novos registros do .ufpa no e Riec 2026. Com auda.pianii

O prof. Amarildo Ferreira Jr. publicou, em parceria com Alan Augusto Moraes Ribeiro (Ufopa), o artigo "A mestiçagem como...
24/07/2026

O prof. Amarildo Ferreira Jr. publicou, em parceria com Alan Augusto Moraes Ribeiro (Ufopa), o artigo "A mestiçagem como problema: quais questões? Qual Brasil?".

O texto se debruça sobre a obra "A questão do pardo no Brasil" (2025), organizada por Flávia Rios, e concluíu que, quando a dimensão regional aparece apenas como "menção" e não como análise, o nacionalismo metodológico que caracteriza grande parte das ciências sociais brasileiras é reforçado.

E isso tem peso: políticas públicas, ações afirmativas e debates antirracistas não podem aplicar a mesma receita em Roraima, no Pará e em São Paulo como se fossem iguais.

📄 O artigo está no v. 33, n. 1 (2026) da revista Plural, no dossiê "(Re)pensando a mestiçagem no Brasil: velhos dilemas, novos debates".

🔗 ACESSO AO ARTIGO: https://revistas.usp.br/plural/pt_BR/article/view/246839. Corre lá, lê, comenta, compartilha!

Venham apresentar suas pesquisas.
24/07/2026

Venham apresentar suas pesquisas.

Defesa de Lucas Melo de Oliveira - Geoprocessamento e sensoriamento remoto aplicados ao mapeamento de ilhas fluviais em ...
16/06/2026

Defesa de Lucas Melo de Oliveira - Geoprocessamento e sensoriamento remoto aplicados ao mapeamento de ilhas fluviais em Belém (PA): dinâmica espacial e potencial turístico sustentável

Dia 2 de Julho às 15 horas no Miniauditório do NAEA.

Eitur 2026, com   e  Mesa Dinâmicas costeiras, crise climática e turismo na Amazônia. Prof. Dr. Silvio José de L. Figuei...
16/06/2026

Eitur 2026, com e Mesa Dinâmicas costeiras, crise climática e turismo na Amazônia. Prof. Dr. Silvio José de L. Figueiredo (UFPA)Me. Ana Paula Melo de Morais (UFPA)Profa. Dra. Marinete Silva Boulhosa (UFPA)Me. Natascha Penna dos Santos (UFPA) Prof. Dr. Fernando C. Paozinho (UFMA) Profa. Dra. Sandra Maria S. Silva (UFOPA)

Trabalho apresentado Eitur. Stephanni Sudré
08/06/2026

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Aguardamos vocês!
04/06/2026

Aguardamos vocês!

Disciplina Campo Social. Com vagas limitadas e turma interessantíssima na montagem de seus campos. Dividida com Edna cas...
04/06/2026

Disciplina Campo Social. Com vagas limitadas e turma interessantíssima na montagem de seus campos. Dividida com Edna castro e . Encerrando mais um ciclo.

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