11/09/2026
Derrotar o nazifascismo exige uma Frente Popular e Democrática
Os ataques permanentes aos direitos da classe trabalhadora e a intensa guerra cultural, que busca dividir os setores populares e trabalhadores, tem como eixo o imposição de governos subalternos, que atuem como filiais do imperialismo contra os interesses nacionais, a dilapidação do patrimônio público, a subordinação ao capital internacional e a violência contra quem buscar organizar a resistência antifascista.
A história da luta de classes tem mostrado que somente quando os setores explorados e dominados se organizam e ocupam às ruas tem sido possível derrotar a burguesia, o latifúndio, o imperialismo e seus agentes internos.
Os veículos de comunicação hegemônicos são porta-vozes dos setores mais atrasados, reforçados pelas plataformas digitais, controladas pelas bigtechs comandadas por magnatas fascistas.
A Lava Jato, operação oriunda a partir da Casa Branca, repete-se, agora por dentro do STF, instrumento da guerra híbrida, articula comunicação, ações jurídicas e o grande capital, com a finalidade de seguir impondo uma agenda entreguista e de golpes contra os setores populares e mais vulneráveis.
Com a aproximação do primeiro turno da eleição presidencial, a ação do ministro do STF, André Mendonça, conjugada com a mobilização fascista no parlamento e na mídia, coloca em risco a democracia que interessa ser preservada para avançar na defesa de um governo que atenda aos anseios e necessidades da imensa maioria da população.
Enfrentar as forças fascistas exige a construção de uma Frente Popular e Democrática, que reúna organizações da sociedade civil, intelectuais e a academia, movimentos populares, sindicais e parlamentares, capaz de realizar uma ação unificada para derrotar a tentativa de golpe institucional em curso.
Em 2016 conseguiram cassar a presidente Dilma Rousseff; em 2018, tiraram Lula da campanha e o prenderam arbitrariamente; elegeram Bolsonaro, em 2018. Na eleição de 3 de outubro de 2022 bloquearam rodovias, em 12 de dezembro atacaram a sede da Policia Federal, e no dia 23 de dezembro tentaram explodir o aeroporto de Brasília. Em 8 de janeiro de 2023 realizaram uma intentona fascista, que foi derrotada. Sem povo na rua, as forças liberais impediram o golpe.
Desde a posse de Lula, em 2023, ele tem enfrentado ataques diretos, porém sem uma resposta política que mobilize e coloque o povo nas ruas, nem mesmo para colocar fim à jornada semanal de 6 x 1 isso foi alcançado. É preciso alterar essa situação, o que somente uma Frente Popular poderá criar as condições.
O momento cobra de todas as forças populares uma unidade e mobilização para derrotar o bolsonarismo em 4 de outubro, é tempo de juntarmos forças , isolarmos e derrotarmos o inimigo principal, quando a morte, o exílio e a tortura novamente são ameaças concretas batendo nas portas da história nacional.
Assinam:
Internacional Antifascista - capitulo Brasil
Liga Comunista Brasileira
Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima
Cebrapaz
Grupo Emancipação do Trabalho
Instituto de Amizade Brasil-Irá -
Sayid Marcos Tenório, presidente
Maria José Maninha - ex - deputada federal
Associação Cultural José Marti - Rio Grande do Sul
TV Comunitária de Brasília
Senira Beledelli - Comitê Estadual de Solidariedade ao Povo Venezuelano e Cubano - RS
Paulo Roberto Monteiro Rodrigues - dirigente do MOCAP - Movimento Cabano em Apoio às Lutas pela Autodeterminação dos Povos
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Frente Revolucionária dos Trabalhadores
Associação Cultural José Martí de São Paulo
Grupo de Estudos e Pesquisas Nacionais e Estratégicos Moniz Bandeira
Bloco Tricolor Antifascista
Associação Cultural José Martì de Santa Catarina - ACJ/SC
Intersindical - Central da Classe Trabalhadora
Elianildo Nascimento advogado militante dos Direitos Humanos
Universidade Popular do Brasil - UNIPOP
Grupo de Estudos em Geopolítica Moniz Bandeira da UCPADP