29/07/2026
Peguei alguns dias de férias neste mês de julho para acompanhar minha esposa e escritora Jeanine Geraldo na 24ª edição da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty.
Antes de falar sobre a FLIP, deixo uma recomendação: Paraty é um destino que vale a visita. Uma cidade histórica encantadora, com uma gastronomia excelente, ruas que convidam à caminhada e uma atmosfera que faz o tempo passar mais devagar.
Sobre a FLIP, saio profundamente impressionado. Que evento extraordinário! São dezenas de mesas, autores e autoras debatendo, com profundidade e sensibilidade, os mais diversos temas. É um espaço onde a literatura nos permite sentir a dor, a esperança, os conflitos e as alegrias de outras pessoas. Ali, muitas vezes, a carne rasgada se transforma em texto, e o texto nos transforma.
Acompanhei todas as atividades em que a Jeanine participou, especialmente as mesas que mediou. E uma certeza que eu já carregava voltou a fazer ainda mais sentido: é necessário lermos mulheres.
Nós, homens, enxergamos o mundo a partir de uma perspectiva diferente. A literatura escrita por mulheres não substitui essa visão, mas a amplia. Ela nos oferece a oportunidade de desenvolver empatia e compreender experiências que jamais viveremos na pele.
Já leio escritoras há algum tempo e posso dizer que cada novo livro, cada nova conversa e cada mesa de debate costuma ser um verdadeiro soco no estômago. É uma literatura que confronta, provoca e nos tira da zona de conforto.
Por isso, repito algo que já disse à Jeanine e a outras amigas escritoras:
“Ler mulheres exige coragem. Não é todo mundo que aguenta.”
Aproveito o post para mandar um abraço para as escritoras: 📚 Adriana Moro , Priscilla (lado)B M Navas que já conhecia de outros eventos literários e também a Denise Gugelmin que conheci agora.
Até breve!