02/10/2026
A Campanha Salarial 2026 mostrou, mais uma vez, que nenhum direito dos trabalhadores bancários está garantido sem organização, mobilização e representação sindical. Foram mais de 80 dias de negociações, em um processo longo e difícil, marcado por propostas rebaixadas apresentadas pelos bancos e pela necessidade de resistência das entidades representativas da categoria.
A cada Campanha Salarial, mais de 85 cláusulas são discutidas e negociadas, envolvendo não apenas salários e reajustes, mas também vale-alimentação, vale-refeição, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), auxílio-creche/babá, teletrabalho, saúde, segurança, combate ao assédio, condições de trabalho, proteção ao emprego e uma série de outros direitos que fazem parte da vida dos bancários e de suas famílias.
São direitos que não surgiram espontaneamente. Muitos deles foram construídos ao longo de décadas de negociação, mobilização e luta coletiva.
Uma campanha difícil e marcada por propostas rebaixadas
Em 2026, as negociações com a Fenaban foram especialmente difíceis. Durante o processo negocial, os representantes dos trabalhadores tiveram de enfrentar propostas que poderiam representar perdas importantes para a categoria.
Entre as discussões estiveram propostas que poderiam reduzir o valor do vale-alimentação, inclusive com critérios diferenciados regionalmente que, em determinadas localidades, poderiam levar o benefício para valores próximos de R$ 600.
A atuação das entidades sindicais foi fundamental para impedir retrocessos e buscar a preservação e ampliação dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho.
Esse trabalho, entretanto, exige estrutura e recursos. As negociações nacionais acontecem principalmente em São Paulo e Brasília, exigindo deslocamentos, passagens, hospedagem, alimentação, assessorias técnicas e jurídicas, além de toda uma estrutura mantida pelas federações, sindicatos e confederações durante meses de preparação e negociação.
Menos bancários e agências tornam o desafio ainda maior
Ao mesmo tempo em que aumenta a necessidade de representação dos trabalhadores, as entidades sindicais enfrentam um cenário cada vez mais desafiador.
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