08/10/2026
Get Repost App • JuriNews O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) publicou um vídeo emocionado nesta quinta-feira (8), dia em que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga a validade da sua eleição para o Senado pelo Paraná. Deltan, que obteve mais de 2,9 milhões de votos no domingo (4) e garantiu a segunda vaga do estado, surge a chorar e critica o que considera ter sido uma campanha marcada por censura.
"Nos últimos 15 dias de campanha eleitoral, que são os mais importantes, os mais intensos, eles tiraram-me tudo", afirmou o candidato. Dallagnol refere-se à decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, que suspendeu os seus atos de campanha, a propaganda na rádio e na TV, e a utilização de fundos. "Fui proibido de fazer campanha. Tive de rescindir 50 contratos, fui proibido de distribuir materiais, tirado do horário de TV, de rádio", detalhou o ex-procurador, lamentando ter sido impedido de pedir o voto aos eleitores.
No vídeo, o candidato acusa a Justiça Eleitoral de perseguição e o ministro de agir por influências políticas. "O ministro Floriano de Azevedo Marques escolhido por Lula, amigo de Moraes, amigo de Toffoli desde a década de 80...", sublinhou Deltan.
"Esta a minha vitória foi de Deus. A Ele toda honra e toda glória", declarou, prestando ainda homenagem ao pai, falecido há dois anos.
A situação jurídica agravou-se na véspera da votação, quando o ministro negou o registo da candidatura e ordenou a anulação dos votos, com base na cassação do seu mandato de deputado em 2023. Contudo, o presidente do tribunal, Nunes Marques, suspendeu a anulação no próprio domingo, permitindo a contagem. Se o registo for definitivamente negado pelo plenário, os votos serão anulados e Deltan não assumirá o cargo.