26/06/2026
Há meses, a principal política de permanência estudantil vem sendo afetada nos restaurantes universitários dos campi Sertão e Itabaiana.
Desde o início da contratação da atual fornecedora de alimentação, Samir Cavalcante Aur - ME, os discentes de ambos os campi vêm enfrentando uma situação de vulnerabilidade alimentar. Quando não há comida com cabelo ou larvas, os estudantes precisam aguardar mais de uma hora para a abertura do restaurante ou para a reposição da proteína e demais alimentos. Além disso, são frequentes as refeições mal temperadas, queimadas, com pouco ou nenhum sal, bem como filas externas devido a atrasos na abertura ou interrupções do serviço por falta de proteína e outros itens.
No campus de Glória, a situação é ainda mais grave. Lá não há reposição de comida: caso os alimentos cheguem estragados e as nutricionistas locais constatem que não podem ser consumidos, eles são descartados e os estudantes ficam sem se alimentar adequadamente. Também são comuns filas enormes nos dias em que há atraso superior a uma hora na abertura do restaurante, obrigando os discentes a esperar longos períodos.
Recentemente, no campus de Itabaiana, uma estudante chegou a ter queda de pressão após permanecer mais de uma hora na fila aguardando a chegada da proteína. Quando finalmente chegou sua vez de se alimentar, a proteína já havia acabado, evidenciando a gravidade da situação e os riscos diretos à saúde dos estudantes.
É fundamental destacar que o Restaurante Universitário (Resun) não é apenas um espaço de alimentação, Restaurante Universitário não é apenas um local para refeições, mas sim uma política essencial de apoio aos estudantes. Ele assegura alimentação diária, acessível e de qualidade, especialmente para quem enfrenta dificuldades financeiras, permitindo que continuem seus estudos sem risco de abandono por falta de condições básicas.