Usina Hidrelétrica Piraí

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Usina Hidrelétrica Piraí - Visitação Turística

Photos from Usina Hidrelétrica Piraí's post 28/02/2022

Celesc abre as portas da Usina Piraí para visita ao público

Apresentação do Teatro Bolshoi será uma das atrações do evento
No dia 05 de março, das 9h às 15h, a Celesc abre as portas da Usina Piraí, em Joinville, para receber a comunidade. Na programação, ações de saúde, bem-estar e conscientização ecológica. No dia, a Celesc irá arrecadar alimentos não perecíveis que serão doados a entidades carentes da região, divulgadas no dia do evento.
Entre as atrações, já está confirmada a participação especial da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, além de apresentações culturais; apresentação da Banda Municipal e da Banda da Polícia Militar; apresentação de vídeo histórico e visita pela Usina Piraí; mostra de meio ambiente, exposição de produtos típicos regionais e feira de artesanato.
“A Celesc, mais uma vez, abre as portas de um dos pontos turísticos da região, para que a comunidade usufrua de uma programação diversificada, valorizando a história e o meio ambiente, na Usina Piraí”, destaca o diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da Celesc, Pablo Cupani Carena. O diretor destaca a importância histórica da Usina, um patrimônio histórico da sociedade catarinense.

Sobre a Usina Hidrelétrica do Piraí

Inaugurada oficialmente em fevereiro de 1908, Piraí é a usina mais antiga de Santa Catarina. É uma das únicas do país a gerar energia sem sofrer interrupções desde a inauguração.Instalada inicialmente com 400kW de potência, no início, fornecia energia para alguns prédios públicos e para iluminação das ruas do centro de Joinville. Hoje, a sua energia continua contribuindo com o sistema elétrico. Porém, mais do que isso, representa um grande patrimônio da energia dos catarinenses.
A energia de Piraí sustentou o desenvolvimento econômico e social de Joinville, principalmente até a década de 1970, quando a energia vinda de outras hidrelétricas passou a atender o crescimento da região.
A outorga de Piraí passou para a Celesc por meio do Decreto Federal no 59.453 de 3 de novembro de 1966, com termo de prorrogação de 29 de junho de 1999 e termo final de concessão, assinado em 7 de novembro de 2016. Depois, passou por processo de automação, sendo atualmente telecomandada diretamente do Centro de Operação da Geração, em Florianópolis.
A região de entorno da Usina, aos pés da Serra do Mar, está ocupada por pequenas propriedades agrícolas. A arquitetura enxaimel de várias casas, algumas centenárias, revela a sua origem: a colonização alemã. O ambiente campestre, reforçado pela natureza exuberante com rica fauna e flora e belos riachos, atrai hoje inúmeros visitantes, muitos deles adeptos do ecoturismo e ciclo aventura.

Importante:
Para minimizar o tráfego e facilitar o acesso no dia do evento, a Celesc incentiva os participantes a irem de bike ou utilizar o transporte gratuito. Não esqueça de levar máscara, álcool em gel, repelente e protetor solar. Caso as condições climáticas não sejam favoráveis, o evento será transferido. O evento conta com o apoio da Prefeitura de Joinville.
Serviço:

Onde: saída transporte gratuito loja da Celesc - Rua Timbó, 1630, esquina com a Rua Bento Gonçalves.
Quando: 5 de março, a partir das 8h30

04/06/2017

Dia 10/06 as 14h teremos abertura da Usina do Piraí. Com pedal saindo as 14h do Centreventos Cau Hansen.

Photos 17/11/2016

A Usina do Piraí estará aberta para visitação nesse Sábado 19/11/2016 das 14h as 17h. A visitação é para maiores de 15 anos, todos devem usar sapatos fechados

Photos from Usina Hidrelétrica Piraí's post 17/11/2016

Concessão para a geração e fornecimento de energia foi o primeiro passo para a chegada da eletricidade em Joinville



O século 20 chegou a Joinville junto com um movimento em direção à modernidade. Mais do que seguir a tendência já verificada nas grandes capitais do mundo e do Brasil, este movimento trazia em si a perspectiva de desenvolvimento para a antiga Colônia Dona Francisca que, a esta altura, já tinha cerca de 20 mil habitantes (a maior parte, na área rural), uma estrutura político/administrativa consolidada e uma economia fortalecidas. Neste contexto, a energia elétrica era essencial para as empresas que almejavam o crescimento e para a população.

As tratativas para estabelecer o serviço de energia elétrica na cidade já ocorriam desde o fim do século 19, mas em janeiro de 1906, o jornal “Gazeta de Joinville” publicava a Resolução 105, que marcou o primeiro passo concreto para que esta inovação chegasse à cidade: a concessão do direito de explorar o serviço de geração e distribuição de energia em Joinville ao engenheiro francês Éttiene Douat.

Um acidente, porém, tirou o engenheiro do projeto logo depois da definição da concessão. No fim do mesmo ano, o contrato definitivo foi assinado. A efetiva implantação do sistema, porém, só se tornou realidade a partir de 1907, com a fundação da Empresa Joinvilense de Eletricidade, que construiu a Usina do Piraí em 1908 e levou a luz elétrica para a cidade em 1909, sob comando dos empreendedores Domingos da Nova, Alexandre Schlemm e Olímpio de Oliveira (que depois deixou a sociedade) e, posteriormente, Procópio Gomes de Oliveira.

Em 1906, a iluminação pública em Joinville ainda era rudimentar. A energia elétrica havia chegado ao Rio de Janeiro, capital do Império, em 1879, mas estava longe de ser uma realidade no interior. Nos primeiros anos do século 20, as ruas contavam apenas com lampiões a querosene. Mesmo assim, eles só ficavam acesos até às 22 horas, segundo relato do jornalista Crispim Mira, transcrito no livro “História de Joinville, Crônicas da Colônia Dona Francisca”, de Carlos Ficker.

No início de 1906, o superintendente Procópio Gomes de Oliveira testou a utilização de lanternas a álcool nas ruas da cidade – uma experiência que foi aprovada, pois já em fevereiro daquele ano a “Gazeta de Joinville” noticiava o início da iluminação pública a alcool na rua do Príncipe, no trecho entre a atual rua Princesa Isabel e a rua Padre Carlos.

“O nosso ativo superintendente municipal deu princípio à iluminação da rua do Príncipe desde a rua Cachoeira até a da Escola com lampiões a álcool, tendo já recebido as caixas depositárias próprias que haviam sido encomendadas”, escreveu o jornal. A medida, porém, não atendia às necessidades da época. Era preciso agilizar a produção de energia elétrica para alavancar o desenvolvimento - especialmente das atividades industriais.

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