15/10/2026
O AJUSTE NECESSÁRIO.
Essa semana, analisando os valores de alguns ativos na bolsa de valores (Ibovespa B3) me deparei com uma reflexão importante. É necessário urgentemente um Ajuste Fiscal. Ou Tesouraço como diriam os populares.
Chegamos ao cenário crítico de termos gigantes do Varejo, como MARISA e Casas Bahia, com ações na casa de centavos, penny stocks - abaixo de 1,00 cada papel. A dona da Shell no Brasil - RAÍZEN - com ativos valendo menos de 40 centavos. É preocupante.
Sustentar esse ritmo de crescimento do PIB - acima de 3% no Governo Lula - às custas de uma taxa de juros elevadíssima - literalmente é arriscado e preocupante. Pois, não se trata de replicar o velho discurso de que a Direita só pensa em reduzir juros para beneficiar o rico. Enquanto a Esquerda pretende custear programas sociais e as elevadas despesas públicas com uma política tributária alta. Isso, não explica de fato o problema das grandes Industrias em dificuldades financeiras.
Posso falar com propriedade - pois trabalho com isso diariamente. Noventa por cento (90%) das Indústrias trabalham alavancadas. Ou seja: são tomadoras de crédito. Fazem Antecipação de recebíveis com Bancos e FIDC. A securitização é prática comum na Indústria. E como sustentar esse alto custo financeiro mensal com uma SELIC a 14% ao ano? O EBITDA é drasticamente reduzido e a liquidez da receita se evapora. Aumentando mês a mês o endividamento. Este é o reflexo de gigantes como Brasken, Gafisa, Klapin celulose, dentre outras.
Em resumo, o ajuste fiscal é necessário. E este ajuste só virá - provavelmente - com a vitória de Flavio Bolsonaro. Sacrif**ando o orçamento e o desenvolvimento do PIB, com projeção de 1,5% antes os 3,4% de hoje. É respirar agora para gerar reserva de ares para a Indústria Brasileira nos próximos anos.
Mesmo com o Banco Central com autonomia - o possível ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro fará a SELIC ser reduzida. E trará fôlego ao mercado.
Com a Redução - o dólar vai valorizar sobre o Real, possivelmente.
Quem exporta vai voltar a crescer. E quem depende do mercado interno reduzirá os custos financeiros com as antecipações de recebíveis, com uma SELIC mais baixa.
O custo financeiro provavelmente será reduzido, aumentando o EBITDA e diminuindo mês a mês o endividamento. É arrolar dívidas e fechar acordos de prorrogação, ou pedir R.J (recuperação judicial) e seguir em frente. Mas, como seguir em frente com uma R.J no lombo e sem crédito no mercado? Pois, FIDC e Bancos não costumam liberar crédito para Empresas com R.J - criando assim um paradoxo financeiro. Não há outra saída: o ajuste fiscal se faz necessário. Não para salvar os ricos. Mas sim, para não matar a Indústria Brasileira e sustentar milhões de vagas de emprego.
texto: MARCO MONARO