Roni Tonon

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Roni Tonon Página pessoal do "Roni"
- Pensamentos que reitero;
- Instantâneos ou paisagens fotografadas por mim. Aforismos

10/10/2026

Muitos preferem as sombras da caverna porque a luz fere os olhos acostumados à escuridão, e Platão explica que essa dor inicial é inevitável. Quem vive tempo demais entre sombras passa a acreditar que elas bastam, que são toda a realidade possível. A escuridão vira hábito, identidade e conforto. A luz, porém, não apenas ilumina, ela desmonta ilusões, desorganiza certezas e exige reconstrução interior. Por isso a primeira reação diante da verdade raramente é gratidão. Na maior parte das vezes, é resistência.

E sair da caverna exige coragem não de ver o mundo, mas de encarar a própria ilusão. Platão afirma que a alma precisa ser “virada” em direção à verdade, e esse movimento dói porque não é só intelectual, é existencial. Significa reconhecer que muita coisa em que se acreditava era limitada, frágil ou simplesmente falsa. Significa admitir que muitas opiniões não eram convicções sólidas, mas defesas emocionais. O mais difícil não é aprender algo novo. O mais difícil é abandonar aquilo que parecia indiscutível.

Por isso você pode vencer quarenta estudiosos com um único fato, mas não pode convencer um ignorante com quarenta fatos. O problema não é falta de prova, nem falta de capacidade intelectual. O verdadeiro obstáculo é a disposição interior. Platão mostra que o ignorante deliberado não está algemado por fora, mas preso por dentro. Ele não rejeita a verdade porque ela seja fraca, mas porque prefere as sombras. Ele ama sua prisão, ainda que ela o limite.

Porque o problema não está na ausência de provas, mas na recusa deliberada em entendê-las. Essa recusa é escolha. É defesa. É medo de ter de mudar. Platão lembra que, muitas vezes, aqueles que permanecem na caverna odeiam quem tenta libertá-los. Veem o libertador como ameaça, ridicularizam a luz e protegem suas correntes. Não combatem a verdade por ignorância simples, mas porque a verdade exige responsabilidade.

A ignorância muitas vezes não é falta de conhecimento, e sim uma escolha de conforto. A caverna oferece estabilidade. Ela é pequena, mas previsível. Lá nada desafia, nada exige transformação profunda. Platão afirma que a verdadeira educação não é “encher” a mente de alguém, mas orientar corretamente o seu olhar. Contudo, muitos rejeitam essa orientação, porque o esforço da libertação parece maior do que o descanso da acomodação.

A mente obtusa não busca luz, busca reforço. Ela não deseja a verdade, deseja confirmação. Na caverna surgem ecos: as mesmas ideias se repetem, as mesmas crenças se alimentam umas às outras até parecerem absolutas. Não há abertura, há defesa. Não há investigação, há obstinação. E assim a mente fecha as portas para qualquer possibilidade de transformação, protegendo a ilusão como se fosse segurança.

Ela não quer saber o que é certo, quer apenas confirmar o que já decidiu. Essa é a prisão mais profunda, a prisão sem muros, sem correntes visíveis, aquela que reside no coração. Platão descreve que, quando alguém retorna da luz para a caverna, os que nunca saíram riem dele, julgam-no incapaz, chamam-no de louco e até o rejeitam. O prisioneiro que ama suas sombras transforma a verdade em ameaça e o esclarecimento em inimigo.

E debater com quem renunciou à razão é como tentar afogar um peixe. Não há diálogo quando apenas um lado está disposto a ouvir. Não há encontro quando a abertura interior foi abandonada. O sábio não perde tempo lançando pérolas onde não há disposição para recebê-las, mas Platão também lembra que o verdadeiro sábio, mesmo sabendo disso, tem responsabilidade moral de retornar, de tentar, de servir à verdade e não guardá-la apenas para si.

A caverna simboliza a condição humana quando se afasta do bem, da verdade e da razão. A subida representa o esforço para alcançar o real. A luz representa a visão plena. A descida representa o compromisso ético com os outros. Ainda assim, muitos continuarão escolhendo as sombras, porque nelas se sentem seguros. Mas a saída permanece aberta, a luz continua existindo e a verdade segue disponível para quem tiver coragem de suportar a dor da claridade e a humildade de reconhecer que viver na luz é mais exigente, mas infinitamente mais digno e mais humano.

10/10/2026

Por que as pessoas ainda têm filhos? Essa não é uma pergunta simples de responder. Não é só por causa do ato sexual ou de uma condição natural da existência. Hoje, nós temos acesso quase infinito à informação e a contraceptivos que nos alertam o tempo todo sobre as consequências, os desafios e as dificuldades de se criar e educar uma criança. E, mesmo assim, ainda se vê em grande escala homens e mulheres se permitindo, ou simplesmente não se cuidando, a ponto de deixar filhos virem como vierem, mesmo quando suas situações pessoais, financeiras ou emocionais não correspondem nem de longe às necessidades de educar e suprir aquilo que uma criança precisa. Nesse movimento, aumenta cada vez mais a parcela de crianças que, geração após geração, crescem em lares desestruturados, em famílias desequilibradas e sem receber do pai ou da mãe a educação de que realmente precisam.

Geralmente, o mais óbvio que se pensa é no custo financeiro. E, de fato, hoje é extremamente caro criar um filho. Porém, algo de tamanha importância, e que pode até ser mais decisivo do que a capacidade financeira de prover, é a capacidade de educar. A capacidade de educar uma criança está diretamente ligada à estrutura psicológica, intelectual e cultural dos pais. Quando um pai e uma mãe não são indivíduos bem estruturados emocionalmente, intelectualmente e psicologicamente, tornam-se realmente incapazes de dar aos seus filhos a educação necessária. Ao longo da história, as necessidades fundamentais das crianças não mudaram tanto. A dificuldade para cuidar de filhos continua existindo. O que parece ter mudado, em muitos casos, é a capacidade dos próprios pais de tomar conta de seus filhos.

Como é que uma mulher ou um homem que não praticam, em suas próprias vidas, limites, verdade, valores, virtudes e crescimento pessoal podem ensinar isso aos próprios filhos ou servir de influência para eles? Nós raramente conseguimos transpor para outras pessoas, principalmente para aquelas que vivem em nosso convívio pessoal, aquilo que não somos. A maior parte da educação dos filhos é dada pelo exemplo. Um filho que vê pai e mãe brigando dentro de casa, se desrespeitando, que não vê exemplos de valores, de família ou de escrúpulos, tende a repetir justamente o que vê e a tratar aquilo como direção e verdade em sua vida.

A incapacidade dos pais de tomar conta dos próprios filhos é tão prejudicial que não afeta apenas a vida dos pais e dos filhos, mas também a sociedade inteira. Pais e mães incapazes ou simplesmente preguiçosos, que mesmo tendo a oportunidade de tomar conta de seus filhos terceirizam a educação deles, estão abrindo mão diretamente de guiá-los e dar-lhes direcionamento. Com desculpas de que é necessário trabalhar, ganhar dinheiro, prover aulas de inglês, academia, lutas, cursos e mais cursos, acabam retirando da criança aquilo de que ela mais precisa: presença.

É difícil incutir na cabeça de muitos pais que presentes não substituem presença. A necessidade dos filhos de conviver com os pais é, muitas vezes, muito mais importante do que gastar cada vez mais tempo trabalhando e deixar a criança nas mãos de terceiros para que estes façam parte da sua educação. Como se não bastasse, é cada vez mais raro o tempo de qualidade com os filhos. Muitos pais não têm mais capacidade, disposição ou interesse de dar limites, de se interessar pelo que os filhos fazem, por como estão suas vidas, pelo que escutam, com quem conversam e pelo que se interessam.

Ao abrirem mão disso, dão espaço para que os filhos sejam expostos a situações às quais não deveriam ser expostos, a pessoas com quem não deveriam ter contato, a coisas que não fazem parte da sua idade, a perigos, mentiras e enganações, muito antes de terem maturidade ou discernimento para entender que aquilo pode ser prejudicial.

Muitas vezes, pelo simples fato de não suportarem a rejeição dos próprios filhos, os pais deixam de agir como pais e passam a se comportar como amiguinhos. Não colocam limites, não educam, não ensinam, não cobram, não mostram consequências e não expõem os filhos à frustração. Deixam de exercer aquele que talvez seja o papel mais essencial na vida de uma criança e terceirizam completamente o tempo, a educação, os valores e até parte da identidade dessa criança para qualquer coisa ou qualquer pessoa que tenha acesso a ela.

Poucas coisas podem ser tão prejudiciais na vida de uma criança quanto isso. Por preguiça, incapacidade ou falta de disposição para assumir o próprio papel, alguns pais preferem abrir mão da própria liberdade e cobrar do Estado, dos governos, de entidades públicas e de terceiros censura, limites e responsabilidades que eles mesmos não foram capazes de dar aos próprios filhos.

Se o seu filho acessa aplicativos que não deveria acessar, conversa com pessoas com quem não deveria conversar ou é exposto a situações ruins, inadequadas ou depreciativas, dentro ou fora da internet, a responsabilidade é sua, como pai e como mãe. Não é do Estado, não é do governo, não é da rede social, não é da big tech. É sua.

A principal responsabilidade de um pai e de uma mãe é cuidar. E cuidar também significa dar limites ao que os filhos podem acessar, ao que podem consumir e, principalmente, a quem pode ter acesso a eles. Isso significa acompanhar, restringir e, quando necessário, simplesmente proibir. Ser pai e mãe também é ser forte o suficiente para suportar um filho chorando, fazendo birra ou dizendo coisas horríveis quando determinadas decisões precisam ser tomadas. Muitas vezes, essas decisões são necessárias justamente para dar valores, direção e educação.

Pedir ao governo, ao Estado ou a entidades públicas censura, limites e posicionamentos não transfere essa responsabilidade e não exime pai e mãe do dever de cuidar. Nenhuma regra externa substitui a responsabilidade dentro de casa. Nenhum governo pode exercer por você o papel que é seu. E, quando os pais se omitem dessa função, não podem simplesmente terceirizar a culpa pelas consequências.

Nenhum político, professor, rede social, instituição ou terceiro será capaz de suprir o valor real de uma criança ter pai e mãe presentes, equilibrados e dispostos a ser aquilo que precisam ser: pai e mãe. Nem amigos, nem colegas, nem companheiros. Pai e mãe. Fortes o suficiente para ouvir choro, para ouvir um “eu te odeio” e ainda saber que aquele é o seu papel, porque as consequências de não exercê-lo podem ser muito piores do que escutar isso dos próprios filhos.

Tudo o que um filho precisa é de pais interessados em saber o que ele faz na internet, com quem conversa e pelo que se interessa. Pais interessados em compartilhar mais tempo com os próprios filhos, em transmitir valores, direcionamentos e referências. Se existisse uma geração de pais mais equilibrados, conscientes e capazes de exercer plenamente esse papel, talvez fosse muito menos necessário depender de censura, de cerceamento de liberdades ou de governos dizendo o que cada família deve fazer ou como deve educar seus próprios filhos.

Até porque essas soluções, muitas vezes, não resolvem a origem do problema. São paliativos. A pergunta real é: será que eu não posso ganhar um pouco menos e ficar mais tempo com a minha família? Será que eu posso adiar uma viagem? Posso adiar uma compra desnecessária? Posso viver uma vida mais simples, mas com mais capacidade de ser pai, de ser mãe, de estar em casa, de ser presente e de dar ao meu filho aquilo que talvez seja o maior presente que ele possa receber: educação, amor, carinho, limites, frustração, o sim e o não bem dados?

Ao não educar o próprio filho, você prejudica sua própria vida, prejudica a vida dele e também contribui para problemas maiores na sociedade. Você se diminui como indivíduo, como cidadão, abre mão de parte da sua liberdade, do seu futuro e da sua responsabilidade. Você está sendo qualquer coisa, menos aquilo que decidiu ser ao colocar uma criança no mundo.

Talvez, então, seja necessário voltar à pergunta do início: por que as pessoas têm filhos? E talvez algumas devessem ter a sobriedade de reconhecer que são incapazes ou não estão preparadas para tê-los e simplesmente dizer não. Isso pode ser muito mais honesto do que trazer crianças ao mundo sem ter a mínima capacidade de educá-las, criá-las e sustentá-las, contribuindo depois para o desequilíbrio social, para a transferência de responsabilidades, para o controle e para a perda de liberdade.

Não são necessariamente os filhos que se tornaram diferentes. Em muitos casos, foram os pais que se tornaram incapazes de exercer plenamente o próprio papel. Em algum momento, muitos também acreditaram que teriam a ajuda de uma estrutura social, de um status quo ou de instituições que, na prática, jamais substituiriam aquilo que só a família pode oferecer. E assim abriram mão justamente daquilo que ninguém poderia fazer por eles: educar os próprios filhos. Porque colocar uma criança no mundo pode acontecer em um instante. Tornar-se pai ou mãe de verdade exige uma vida inteira.

10/10/2026

O chamado ECA Digital completou um ano em setembro. Segundo a advogada Kelli Angelini, especialista em direito digital e educação digital, o estabelecimento da regulação foi um passo fundamental. “Por que essa lei é tão positiva para a nossa sociedade? Primeiro porque ela vem com o objetivo estrutural de proteção integral. Mas também porque ela fala para as empresas o seguinte: ‘O seu lucro não vai mais estar acima do melhor interesse da criança e do adolescente; da proteção, da prevenção a riscos. Você vai ter que mudar”, afirma.

Entre as novidades da legislação, há a mudança do design manipulativo pelo chamado safety by design. “A lei obriga essas empresas, todo fornecedor de produtos e serviços de tecnologia da informação, inclusive as edtechs, a mudarem o design manipulativo (algoritmos de recomendação, autoplay, notificações excessivas e tantos outros mecanismos) pelo safety by design, a segurança por padrão. Então você não pode mais manipular, trabalhar com base nessa economia da atenção. Agora você tem de implementar, por padrão, mecanismos de prevenção e de proteção”, explica a especialista.

Além disso, as empresas devem implementar barreiras de acesso para conteúdos que trazem danos a crianças e adolescentes, como bullying, exploração sexual, conteúdos pornográficos e práticas publicitárias predatórias.

Kelli participou na quarta-feira, 7, do Encontro de Líderes 2026 — evento promovido pela Academia Líderes de Educação, iniciativa da revista Educação. O painel ECA Digital - Cyberbullying e outras agonias digitais da escola também contou com a participação do psiquiatra Pedro Pan, orientador do programa de pós-graduação do Departamento de Psiquiatria da Unifesp.

✨Leia matéria da repórter Juliana Fontoura no site:
https://revistaeducacao.com.br/2026/10/09/eca-digital-importancia-e-limitacoes/

09/10/2026

Cerimônia de aniversário celebrou Jorge Bounassar Filho e reforçou o compromisso da universidade com a autonomia.

🌐 Saiba mais: operobal.uel.br/sociedade/2026/10/07/em-aniversario-uel-tradicional-plantio-peroba-rosa

09/10/2026

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram nesta sexta-feira, 9 de outubro, uma nota pública em reconhecimento e apoio à participação de estudantes brasileiros em mobilizações pacíficas em defesa da soberania nacional e do regime democrático.

Intitulada “A juventude em movimento pela democracia”, a manifestação destaca o papel histórico dos estudantes na construção do país e ressalta a importância da participação da juventude nos debates sobre os rumos do Brasil, a defesa dos direitos sociais e o futuro da educação.

As entidades também enfatizam a relação entre democracia, soberania nacional e desenvolvimento científico, destacando que o investimento em educação, ciência, tecnologia e inovação, assim como a liberdade acadêmica e a autonomia universitária, são fundamentais para o fortalecimento do país.

A nota manifesta solidariedade aos estudantes que sofreram agressões, ameaças ou intimidações durante o exercício de seus direitos democráticos e defende a apuração rigorosa desses episódios, a responsabilização dos envolvidos e a proteção da comunidade acadêmica.

Veja a nota na íntegra no :
https://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-e-abc-manifestam-apoio-a-mobilizacao-da-juventude-em-defesa-da-democracia/

09/10/2026

🔗 Acesse a nota na íntegra: operobal.uel.br/ultimas/2026/10/09/nota-a-comunidade-2

09/10/2026

A Universidade Federal do Paraná tem mais de um século de história. Atravessou governos, crises, ditaduras, redemocratizações e profundas transformações da sociedade brasileira.

Em 1915, quando decretos federais ameaçaram sua continuidade, comunidade, professores e estudantes resistiram, mantendo as aulas e sustentando a instituição com recursos próprios. A sociedade paranaense não aceitou perder sua universidade. Essa resistência permitiu que ela continuasse existindo até sua federalização, em 1950.

A UFPR é gigante porque, quando sua existência foi ameaçada, sua comunidade decidiu mantê-la viva. Sobreviveu porque nunca deixou de ser aquilo que uma universidade pública deve ser: um espaço de liberdade.

Não aceitamos nenhum projeto de sucateamento que nos tire do objetivo de estar na fronteira da ciência e da tecnologia.

Porque a universidade não pertence a governo nenhum. Ela pertence à sociedade, pertence ao Brasil e aos brasileiros. E sua liberdade é parte da liberdade do próprio país.

A democracia não é uma conquista definitiva. É uma construção de todos os dias. A democracia avança, por vezes é ameaçada e retrocede. É uma luta constante e é preciso se posicionar.

Ontem, hoje e amanhã a universidade teve, tem e terá lado. O lado da liberdade. O lado da democracia. O lado do povo. A defesa da Constituição Cidadã de 1988.

🔗 Leia na íntegra pelo link na bio.

15/04/2026
23/12/2025

Há fotos que dispensam explicações.
Pedem apenas silêncio.

Ano de 2020.
No banco da frente de um carro, diante da entrada de um hospital, um jovem se inclina sobre o corpo da avó. Não há maca. Não há médicos ainda. Só urgência. Só amor. As mãos tremem. O peito sobe e desce tentando emprestar fôlego a quem já está partindo.

Ela piorara durante o trajeto.
O vírus foi mais rápido que o socorro.
Antes que ele cruzasse os portões, o corpo começou a apagar. Não houve tempo para protocolos, nem espaço para o medo. Restou apenas o instinto: tentar salvá-la com o próprio ar, como se o amor pudesse substituir os pulmões.

Os médicos chegaram segundos depois.
Tarde demais.

A câmera capturou o instante exato em que a esperança se parte — mas o gesto permanece. Não é heroísmo no sentido clássico. Não há vitória. Não há aplausos. Apenas um laço humano esticado até o limite final.

Durante a pandemia, milhões de histórias se dissolveram em números, curvas e gráficos. Esta imagem devolve o essencial: por trás de cada estatística havia um nome, uma família, uma despedida sem ritual, sem abraço coletivo, sem tempo.

Pessoas que morreram acompanhadas apenas por quem as amava.

Não é uma foto sobre a morte.
É uma foto sobre o amor que se recusa a soltar, mesmo quando já não há como segurar.

E talvez por isso doa tanto.
E por isso, também, precise ser lembrada.

Que se iniciem as  ...
30/11/2025

Que se iniciem as ...

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Ponta Grossa, PR
84000000

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