18/07/2024
Manifestação sobre Processo Sucessório da Reitoria da UFRGS
O Coletivo Memória e Luta (CML) se formou pela necessidade de resgate dos processos históricos que influenciaram a vida da Universidade Federal do RS e seu entorno imediato, com o objetivo de nortear e informar as atuais e futuras gerações sobre o contexto onde trabalham e estudam. Assim, neste momento crucial da vida da UFRGS, é indispensável lembrar o quão deletérios para a instituição foram os anos de autoritarismo, de intervenção e de ausência de diálogo e de processos internos democráticos. O mesmo autoritarismo que outrora levou professores, técnicos e estudantes a serem perseguidos, expurgados, presos e até mortos pela Ditadura, hoje faz da UFRGS uma instituição disfuncional, pela presença de um reitor sem nenhuma legitimidade interna e que se sustenta apenas através de ações à revelia do CONSUN e de medidas judiciais.
É indispensável que o atual processo de escolha da nova Reitora vire essa página. O CONSUN, ciente de seu papel fundamental, aprovou, pela primeira vez na história da UFRGS, consulta com pesos iguais para as três categorias, em sistema paritário. As três chapas, que saudamos pela campanha respeitosa e de alto nível, com protagonismo feminino, concordaram com o critério da paridade. Lamentavelmente, esse processo democrático, que não massacra o posicionamento de servidores técnicos e estudantes, está em risco pela postura dos postulantes da Chapa 2, após a realização da consulta em 15/7/2024, de tentar levar ao CONSUN a formulação de lista tríplice com a distribuição injusta de pesos, em que praticamente apenas a categoria docente seja levada em conta.
O CML se junta às demais forças democráticas e participativas da UFRGS para defender a manutenção dos critérios de paridade aprovados pelo próprio CONSUN e aceitos inicialmente pelas três chapas concorrentes. Que no dia 19/7/2024, quando será formulada a lista tríplice, estejamos todos juntos, no CONSUN e no Campus Centro, em uma forte corrente que garanta uma história mais democrática e participativa dentro da UFRGS daqui para frente.
Julho de 2024
27/04/2024
As aquarelas do nosso projeto estiveram hoje no Memorial do RS, em paralelo à programação do Evento 60 anos do golpe + 40 anos da campanha das Diretas Já
Agradecemos a direção do Memorial do RS na pessoa da direção, Sylvia Bojunga, e ao Arquivo Histórico do RS, nas pessoas da direção, Ananda Simões Fernandes e do historiador Arienei de Abreu.
Agradecemos também ao GT história e marxismo da ANPUH/RS pela parceria e espaço no evento.
22/04/2024
GT de História e Marxismo/RS e Coletivo de Professores de História de Porto Alegre promovem seminário de descomemoração do golpe de 1964
Inscrições podem ser feitas online até a data do evento
Entre os dias 26 e 27 de abril, a seção gaúcha do GT História e Marxismo da ANPUH e o Coletivo de Professoras e Professores de História da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre – CPHIS realizam o seminário “60 anos do Golpe de 1964, 40 anos das Diretas Já”. A atividade ocorre no auditório do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (R. Sete de Setembro, 1020 - Centro Histórico,
Porto Alegre). Inscrições estão abertas até o dia 24/04 para apresentadores, e até o dia 27 para ouvintes. Haverá certif**ação para as duas modalidades.
As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário disponível em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc78dEJdHRen4veP3PfX4MedfgqjadGNxOkvQoNb9z8-WCxRA/viewform Mais informações estão disponíveis no Instagram do GT,
Dúvidas também podem ser enviadas para o e-mail
do GT, [email protected]
Na noite de 26 de abril, às 19h, um debate reunirá os professores pesquisadores
Carla Rodeghero (UFRGS), Graciela Bonassa Garcia (UFRRJ) e Nilo Piana de
Castro (Colégio de Aplicação – UFRGS). O debate analisa a Ditadura Empresarial – Militar imposta ao país ente 1964 e 1985, além de refletir sobre as
consequências do processo no tempo presente e examinar as características do processo de abertura política e a transição para a Nova República.
Na manhã do sábado, dia 27 de abril, o seminário segue entre às 8h30 e às 12h30. Das 8h30 às 10h30, ocorrem, simultaneamente, duas oficinas. Uma delas f**a a cargo da Professora Regina Xavier (UFRGS), que integra o Coletivo
Memória e Luta. A ministrante vai explorar as estratégias utilizadas pelo Coletivo
para reparar atos da ditadura dentro da UFRGS, como os expurgos de professores.
Haverá também exposição de aquarelas do Projeto Memória e Luta, que narram a história da ditadura e dos expurgos na UFRGS durante o período
Outra oficina será ministrada pela Diretora do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, a Historiadora Ananda Simões Fernandes. Ananda vai abordar a importância e as possibilidades do Arquivo para pesquisas sobre a ditadura. Cada oficina terá uma hora de duração. Para participar, basta se inscrever no evento na modalidade ouvinte.
No fim da manhã, entre às 10h30 e às 12h30, pesquisadores em ensino,
pesquisa e extensão, da Educação Básica à Universidade, são convidados a compartilhar suas experiências em assuntos relativos à temática geral do evento. Para participar nessa etapa, é necessário se inscrever na modalidade apresentação.
A iniciativa é uma parceria do GT História e Marxismo da ANPUH/RS e do CPHIS – Coletivo de Professoras e Professores de História da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre. O seminário também conta com o apoio do Arquivo Histórico do
Rio Grande do Sul; a Associação Brasileira de Ensino de História; a Assufrgs – Sindicato dos Técnico-Administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS; a Coalizão 1964-2024 – Ditadura: Memória, Verdade, Justiça e Reparação, Não repetição;
o Coletivo Memória e Luta; o Grupo de Pesquisa Aula Inacabada; o LHISTE/UFRGS - Laboratório de Ensino de História e Educação; o Projeto
PoAncestral; e o Simpa – Sindicato dos Municipários de Porto Alegre.
01/04/2024
Hoje o Coletivo Memória e Luta inaugurou junto ao Memorial dos expurgados da UFRGS na ditadura cívico militar de 1964/1985, uma placa com lembrança aos e às colegas ali homenageados.
O ato marcou a rememoração de 60 anos de deflagração do Golpe, capítulo triste da história brasileira e que até hoje não teve seus artífices julgados e condenados pelos crimes cometidos.
O ato simbólico, que teve apoio na organização do ANDES UFRGS, DCE, APG, ASSUFRGS e SINDOIF, foi para que nunca se esqueça e perdoe, e para que nunca mais volte a acontecer.
29/03/2024
O *Coletivo Memória e Luta* convida toda a comunidade universitária a participar do descerramento da placa em memória aos docentes expurgados da UFRGS, junto ao Memorial que os homenageia, no Campus Central, às 12h da segunda-feira, dia 01/04. Neste dia, descomemoraremos os 60 anos do golpe civil-militar de 1964. Somam-se ao Coletivo também o Andes, o Movimento Virada, o DCE, a APG, a Assufrgs e o movimento de greve dos técnicos da UFRGS que, após programação no IFRS Campus Porto Alegre, segue em caminhada ao Campus Central.
21/03/2024
https://www.ufrgs.br/jornal/memoria-ju-os-expurgos-da-ufrgs-e-a-historia-brasileira-nos-anos-1960-e-1970/
Menção ao nosso coletivo no Jornal da UFRGS
Memória JU | Os expurgos da UFRGS e a história brasileira nos anos 1960 e 1970 - UFRGS - Jornal da Universidade
História | Monumento inaugurado em 2020 no Câmpus Centro motivou reportagem sobre a perseguição sofrida por docentes da UFRGS durante os anos em que o país esteve sob o regime ditatorial instalado em 1964
20/03/2024
Há anos a UFRGS arrasta e elude a exigência do MPF e da sociedade de revelar seu passado de desrespeito e violência contra quem se opôs à ditadura no seio da comunidade universitária.
A luta pela instalação da Comissão da Verdade na UFRGS não é de hoje, mas hoje urge nos envolvermos nesta batalha em honra ao passado de resistência e a um futuro que não esqueça para que nunca mais aconteça.
Portanto, compareça, dia 27 de março, às 18h:30, na tradicional sala 102 da FACED, venha se envolver neste debate.