Mnpr/rs - Movimento Nacional da População de Rua - Rio Grande do Sul

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O Movimento Nacional da População de Rua (MNPR-RS) se constitui como um movimento de luta e reivindicação dos direitos da população de rua em Porto Alegre, no RS e em nível nacional.

03/04/2025
24/01/2025
04/06/2024
Photos from Rede Nacional de Consultórios de/na Rua's post 10/08/2022
01/06/2022

PEC 206 arquivada!

22/02/2022

Há lugares em que os "moradores” de rua aparecem de forma esporádica. E como a "sociedade" não está acostumada, ela reclama por ações da assistência

À essa reação da "sociedade", contrasta outra que aparece nos serviços no SUAS: "mas a sociedade precisa se costumar"

Precisa?

É comum essa racionalidade a respeito do morador de rua, em que se afirma que se trata de uma escolha do sujeito, e que basta dar essa explicação à sociedade para ela sossegar e não reclamar. Feito isso, vida que segue

Mas não
É um engodo tratar a questão da rua como escolha

Fazendo isso pressupomos um mundo em que há liberdade e condições suficientes para se fazer escolhas, e as histórias dos moradores de rua (e não só deles) - sim, as histórias precisam ser ouvidas, não rechaçadas - nos mostram uma estreiteza de possibilidades concretas de escolhas

O problema da noção de liberdade de escolha é ela ser concebida como uma satisfação em si mesma, dissociada das possibilidade concretas de seu pleno exercício

A defesa romântica da vida na rua confere alguma dignidade narcísica ao sujeito, mas a qual preço?

O incômodo da “sociedade” com os moradores de rua não deve ser abafado adotando práticas higienistas. A “sociedade” precisa se incomodar, mas de verdade: se incomodar de poder conceber uma prática higienista que, intimamente, subjaz a nossa capacidade absurda de banalizar a vida de outros, mesmo quando isso implica deixar morrer longe dos meus olhos

Porque é isso: seja no higienismo ou na validação identitária ao desejarmos que a sociedade aceite ou se acostume, caminhamos para uma naturalização, indiferença e anestesiamento dessa condição de viver

E penso que isso ocorre porque a “sociedade” somos nós. Trabalhadores assalariados, pequenos empresários, a classe média brasileira

Se nos identificamos com as demandas de pessoas que vivem na rua, só o fazemos porque temos as mesmas demandas, apenas vestimos uma roupagem das 8 às 17, para defender o direito à miséria alheia



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