🚫 O povo gaúcho tem o direito de saber o que de fato está em jogo no "Projeto Natureza", da CMPC Celulose.
No dia 20 de maio estivemos na Assembleia Legislativa do RS, acompanhando a Audiência Pública sobre a nova fábrica de celulose que a CMPC quer instalar em Barra do Ribeiro (RS). Um debate que deveria ser amplo, mas que ocorreu em sala pequena, onde apenas 40 pessoas puderam entrar.
Se o projeto é tão bom como a empresa diz, por que comunidades impactadas não estão sendo consideradas ou consultadas sobre, como determina a OIT 169? Por que as perguntas da população sobre os impactos do projeto seguem sem respostas? 🤔
✊🏽 Levamos para a mesa denúncias graves:
👉🏽 A pressão da empresa sobre as comunidades Mbyá Guarani e defensores da natureza
👉🏽 A falta de consulta aos pescadores artesanais da região e ao povo mbyá guarani afetado
👉🏽 Relatos de trabalhadores e moradores quanto a danos na saúde e dignidade, causados pela atual fábrica da CMPC, em Guaíba
👉🏽 O alarmante impacto ambiental no nosso Guaíba, que corre o risco de receber mais 240 milhões de litros de efluentes por dia (somados aos 150 milhões que a fábrica de Guaíba já despeja).
⚠️Dados apresentados pela CMPC foram questionados por grupo técnico presente, que expôs os malefícios das atividades da empresa ao Pampa e aos seus povos. A resposta da empresa, via alguns de seus defensores presentes na Audiência, foi reagir a falas de aposentados, mulheres, cientistas e jovens com deboche e hostilidade, questionando defensores da natureza, seus compromissos e a sabedoria científica e ancestral que não serve ao poder corporativo. Houveram ofensas a participantes e militantes. A FEPAM e a SEMA não compareceram para responder às nossas dúvidas.
🗣️Não vamos aceitar um debate restrito. Seguimos na luta! Saiba mais:
🚩Cartilha Popular sobre o tema: bit.ly/CartilhaDesertosVerdes
🚩Estudo sobre o avanço dos desertos verdes no Pampa: bit.ly/4v4dU6j
🚩Artigo sobre o “Projeto Natureza”: bit.ly/4unuldX
🚩 Manifesto Quem vê árvore não vê floresta: bit.ly/43nNVL3
🚩Eucalipto não é floresta CMPC devolve o Pampa já:
Amigas da Terra Brasil
Amigas da Terra Brasil é uma organização que luta por Justiça Ambiental, sediada em Porto Alegre (RS)
A Amigas da Terra Brasil é uma Organização da Sociedade Civil com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que atua há mais de 40 anos na defesa do meio ambiente. MOBILIZAR, RESISTIR, TRANSFORMAR
NOSSA VISÃO
Nossa visão é de um mundo pacífico e sustentável, baseado em sociedades vivendo em harmonia com a natureza. Visamos uma sociedade de povos interdependentes vivendo com dignidade, totalida
21/05/2026
A Amigas da Terra Brasil e a Marcha Mundial das Mulheres soma forças à jornada de ação Anti-Chevron, em solidariedade com a UDAPT (União de Afetados e Afetadas pelas operações petrolíferas da Texaco), assim como com os povos e comunidades amazônicas do Equador.
O sistema de justiça do Equador já sentenciou: A Chevron tem que reparar os danos causados pela exploração petroleira na Amazônia, cujo desastre segue vigente até hoje.
Além disso, o povo equatoriano resolveu por voto popular sair do sistema de arbitragem internacional comercial. Portanto, a sentença que obriga o Equador a indenizar a Chevron pelos danos causados aos seus investimentos é inconstitucional.
Isso é uma questão de direitos humanos e dos povos, não de direito do mercado. O Equador NÃO deve pagar a Chevron, deve exigir que a CHEVRON PAGUE às pessoas afetadas.
Basta aos crimes! Basta à impunidade corporativa! Basta de fugir da justiça!
🚨Projeto Natureza? É assim que a empresa CMPC Celulose chama sua expansão e acúmulo de capital. Sabemos que eucalipto em expansão = pampa em extinção e fazemos defesa à vida! Na quarta-feira (20), às 10h30, estaremos na Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Porto Alegre (RS), para debater a implementação de uma nova fábrica de celulose da CMPC, em Barra do Ribeiro. Vem junto?
⚠️ Por trás de muita maquiagem verde, o chamado "Projeto Natureza" esconde riscos alarmantes. A realidade é de contaminação, adoecimento, violações de direitos, ameaça às comunidades e destruição do bioma. Os lucros desse modelo de desenvolvimento ficam na mão de poucos, mas os prejuízos ambientais e a crise climática são compartilhados de forma cada vez mais intensa e desigual. Não podemos pagar essa conta com o nosso futuro.
🛑 A fábrica de celulose da CMPC, em Guaíba (RS), despeja em média 150 milhões de litros de poluentes no rio Guaíba, por dia. Com a nova fábrica, a poluição diária produzida pela empresa será superior ao volume diário de esgoto sanitário lançado por Porto Alegre inteira. É possível chamar de "natureza" um projeto que planeja despejar cerca de 240 milhões de litros de poluentes por dia no Guaíba, rio que abastece a capital gaúcha e inúmeros municípios? Natureza morta, só se for.
🤚🏽 Altamente poluidor, o projeto pode impactar mais de mil pescadores, que sequer estão sendo consultados sobre o empreendimento. Que projeto natureza é esse que quer se instalar em território originário Mbyá-Guarani e que, ao invés de estar indenizando este povo por ter destruído e impedido a ocupação do território, o assedia e desrespeita o seu direito a uma consulta verdadeiramente Livre, Prévia e Informada? Violação da OIT 169 e racismo ambiental, que chama?
🗣️ O projeto da CMPC é a cara da proposta de desenvolvimento (de tragédias anunciadas) que nos trouxe até as crises ambiental e climática que vivemos. Urge pautarmos a defesa das nossas águas, das comunidades tradicionais e do Pampa.
✊🏽 Marque amizades, compartilhe o post, e o mais importante, compareça. Não podemos nos cala
👩🏽🌾🚩 A Amigas da Terra Brasil marca presença no 4º Encontro Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que está ocorrendo em Brasília, dos dias 11 a 14 de maio. O encontro, que conta com uma série de construções coletivas, celebra os 30 anos da história viva e pulsante do movimento. Combina análise de conjuntura, projeção de diretrizes e do futuro da agricultura camponesa para os próximos anos e uma forte valorização da memória, reafirmando a luta por soberania alimentar e por políticas públicas.
📽️ Direto de lá, Letícia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil, expõe como está sendo essa experiência. Confira no vídeo!
🌱 Meio a atividades diversas, que contam com formações, partilha de experiências de luta, construções populares e místicas, cada semente plantada ao longo das três décadas de história do MPA é celebrada. A programação é conduzida por uma metodologia cuidadosamente desenhada, espaços pedagógicos que resgatam a história e uma cozinha organizada coletivamente com alimentos agroecológicos da agricultura camponesa e de cooperativas do movimento. Cerca de mil e duzentas militantes, dirigentes, pessoas parceiras e aliadas, vindas de mais de 20 estados brasileiros, se fazem presentes, somadas à companheiras de outros cantos do mundo.
📣 Representando a Amigas da Terra América Latina e Caribe (ATALC), a Amigas da Terra Brasil participa aprofundando debates quanto à soberania nacional e soberania alimentar. Outro dos aspectos centrais que estamos abordando durante o encontro é a construção do campesinato junto à juventude, às diversidades e às mulheres.
✊🏽 A força do campesinato reafirma e fazemos coro: o povo do campo segue de pé, organizado e esperançando!
⚠️ ALERTA: Situação na fábrica da CMPC, em Guaíba (RS)
Na tarde desta terça-feira (05/05) recebemos a alarmante notícia de que a fábrica de celulose da CMPC, localizada em Guaíba (RS), passou por mais um episódio de despressurização de emergência da caldeira da empresa. A situação é revivida por moradores, que inúmeras vezes presenciaram episódios como este, especialmente desde a quadruplicação da fábrica em 2015. Há relatos de apreensão intensa e medo generalizado nos moradores do entorno, assim como de mal estar e dores nos ouvidos e cabeça, devido ao forte ruído e odor provocado pela operação.
👀 A fábrica está localizada há poucos metros de residencias e na beira do Guaíba. A empresa, que se diz socialmente responsável e amiga da natureza, é conhecida tanto pela poluição de sua fábrica quanto pelos impactos socioambientais de seus monocultivos de eucaliptos, os desertos verdes.
🚨 Embora atuem com muito marketing e maquiagem verde para camuflar suas atividades violadoras, seu histórico é o critério da verdade, e aponta que o que importa é o lucro, não as vidas. Saiba mais: bit.ly/desertoverde_25
👉🏽 Atualmente, a CMPC visa a expansão de suas atividades com a implementação do que ironicamente chamam de "Projeto Natureza", um investimento bilionário para construir mais uma fábrica, na cidade Barra do Ribeiro. Ainda mais poluição e violações a vista.
📌 Na sexta-feira, dia 15 de maio, às 15h30, haverá audiência pública na Assembleia Legislativa de Porto Alegre para discutir o tema.
✊🏽 Bora somar e fazer ecoarem as nossas demandas por justiça ambiental?
Respeito aos moradores de Guaíba! Que a CMPC seja responsabilizada por seus impactos!
✋🏽 Não a nova fábrica na Barra do Ribeiro!
🚩 Abrimos a semana no Seminário “Dois anos das enchentes: Para onde vamos?”, promovido pelo Brasil de Fato RS, Sul21 e Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) . O evento foi realizado nesta segunda-feira (4), na Ufrgs . Cientistas, movimentos sociais, governo, universidade e sociedade civil estiveram presentes.
📣 Marcando dois anos das enchentes que atingiram o estado entre abril e maio de 2024, o encontro contou com uma série de debates. Entre temas como ciência e soberania alimentar, se destacou a necessidade de ações conjuntas e de mudanças sistêmicas. Fortes críticas ao poder corporativo e ao agronegócio ganharam corpo (a maior parte das emissões brasileiras vem da alteração do uso de solo, relacionada ao agro). Também foram debatidas as desigualdades que as mudanças climáticas aprofundam e a necessidade de políticas públicas eficazes, construídas junto aos atingidos e que coloquem a vida no centro.
📽️ Letícia Paranhos, presidenta da Amigas da Terra Brasil, mediou a mesa “Como a Ciência está enfrentando as mudanças climáticas?”. No vídeo ela conta como foi o Seminário e expõe quais cuidados são fundamentais quando buscamos justiça climática e para os povos.
Racismo ambiental, geopolítica, dívidas ecológicas do Norte global em relação ao Sul, colonialismo verde, financeirização da natureza e as falsas soluções do mercado foram abordadas. Assim como as soluções reais frente as múltiplas crises de nosso tempo: soberania alimentar, democracia real, povo na terra, direitos, reforma agrária popular, reforma urbana, agroecologia, transição justa e feminista, fim da impunidade corporativa e uma mudança de sistema ✊🏽
🔗 Saiba mais sobre o Seminário em: bit.ly/4wdsE41
30/04/2026
Nota de pesar: Daniel Gaio, presente, hoje e sempre!
A Amigos da Terra América Latina e Caribe (ATALC) e a Amigas da Terra Brasil (ATBr) lamentam profundamente a partida do camarada Daniel Gaio. Expressamos a nossa solidariedade para com a sua família e os seus companheiros e companheiras de luta e de construção política.
Juntamente com o Daniel, trabalhamos sempre pela construção de uma sociedade justa, lado a lado com a classe trabalhadora, e pela produção de conhecimento e pela conquista da justiça ambiental, aprofundando a defesa da energia como um direito e a articulação entre o sindicalismo, o ambientalismo e o feminismo popular, para contribuir para uma transição justa e feminista e para a democratização da energia.
Daniel estará sempre em nossos corações e, sobretudo, em cada momento da luta que continuaremos a travar, como legado do seu empenho e disponibilidade para transformar a vida daqueles que mais precisam, em tempos de incerteza.
Daniel, presente, hoje e sempre!
Amigas da Terra Brasil (ATBr)
Amigos de la Tierra de América Latina y el Caribe - ATALC
*Nota publicada originalmente em www.atalc.org
Na terça-feira (7), durante audiência popular sobre a ampliação da Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC), a Amigas da Terra Brasil fez coro com movimentos sociais, ambientalistas e organizações, clamando pela defesa do Pampa, dos povos e dos territórios de vida. Dizemos NÃO à ampliação da CMPC!
📽️ Confira no vídeo!
📢 Na data, a relação histórica da CMPC com ditaduras foi exposta. Assim como os impactos causados pela atual fábrica de celulose, em Guaíba (RS). Dentre uma série de violações de direitos, em nome do lucro o ar está contaminado, as águas poluídas, comunidades adoecendo, circulam relatos de acidentes de trabalho, e o solo é deteriorado com os monocultivos de eucaliptos (matéria prima para a produção de celulose).
🚨 O projeto bilionário em debate, incoerentemente chamado de “Projeto Natureza”, inclui a modernização da unidade da CMPC de Guaíba e a construção de nova planta em Barra do Ribeiro. Munida de propaganda, espaço na mídia hegemônica e marketing que envolve até futebol, a empresa se diz sustentável. Lavagem verde que chama!
💧 Para se ter uma ideia, caso aconteça a ampliação da CMPC, a captação diária de água prevista para suas atividades é superior ao consumo de toda população da capital gaúcha. Sustentável?
Dos monocultivos de eucalipto (desertos verdes) até as fábricas de celulose, um rastro de destruição. Meio a emergência climática, quem planta monocultivo colhe inundação e estiagem. Quem mesmo vai se beneficiar com essa ampliação da CMPC? O lucro deles faz o nosso empobrecimento e o colapso ecossistêmico.
🚩 Urge ouvir as vozes das comunidades afetadas, defender nossos biomas, cessar o avanço do capital nos territórios de vida e acabar com a impunidade do poder corporativo. Lembramos da mobilização popular que atravessou todo estado contra a Mina Guaíba, barrando o projeto de morte, para fazer um chamamento à luta: é possível parar o Projeto Natureza (Tóxica)! Vamos juntas ✊🏽
03/04/2026
Esta terça-feira (31) foi marcada pelo encerramento do encontro “Juventude e Meio Ambiente: Vozes Jovens pela Justiça Climática”. O momento contou com poesia, batucada, rodas de conversa e vivência em território mbya guarani.
🚩 Entre os debates, ergueram-se bandeiras por soberania popular e alimentar, unidade nas lutas, libertação da Palestina, fim da impunidade corporativa e das violações de direitos cometidas por empresas transnacionais. Punhos erguidos ao alto anunciavam a salvaguarda dos territórios de vida, clamando pelo controle do subsolo e por direitos das mulheres, juventudes e dos povos.
🤎🌱 Com os pés na terra, jovens kilombolas, indígenas, de movimentos sociais e que estiveram nas construções da Cúpula dos Povos começaram o dia na Aldeia Mbya Guarani Tekoa Jatai'ty, em Viamão (RS). Por lá, mata adentro, foram sentidas as sabenças ensinadas por jovens do território, que vivenciam o aprendizado no cotidiano e em cada detalhe. O momento também teve manejo de bosque com plantio de mudas nativas, manejo de abelhas nativas sem ferrão e prática de construção indígena a partir do barro (pau-a-pique).
✊🏽 À noite, a prosa trouxe a denúncia de grandes projetos do capital, como os do setor da mineração e da celulose. Indo além, e propondo construções políticas, foram abordadas as formas de organização popular frente à emergência climática. Também foram postas em evidência as experiências de luta que caminham rumo à um horizonte revolucionário.
🔥 Numa partilha intensa, numa pluralidade de vozes, se acendeu mais uma fagulha de fôlego para fortalecer a organização da juventude. É preciso se organizar! Seguimos na luta para que a vida, a dignidade e o futuro estejam centro das decisões. E para que ecoem, cada vez mais, as vozes da juventude! 📣
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