Discoteca Pública Natho Henn

Discoteca Pública Natho Henn

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Discoteca Pública
Rua dos Andradas, 736 – 4º andar – Centro
CEP 90020-004
Telefone: 32217104 / 32115486
e-mail: [email protected]

A Discoteca Pública Natho Henn possui um acervo formado por discos, gravações em áudio e vídeo, livros e partituras. O objetivo da instituição é preservar, organizar e divulgar a produção musical nacional e internacional em seus diferentes suportes. O espaço é destinado a pesquisadores, músicos e público em geral. Várias atividades também são oferecidas aos visitantes, como audições individuais, a

17/09/2021

Lory F. ganha nome de palco!
Show com Izmália, Deborah Finocchiaro e Júlia Reis marca a inauguração do Palco Lory F. no 4º andar da CCMQ! Dia 24 de setembro às 17h em formato híbrido presencial e com transmissão ao vivo pelo instagram .

Essa notícia é comovente, um fato inédito e uma grande conquista! Uma mulher, uma artista, uma roqueira que nunca esteve na grande mídia, vai ganhar um palco com seu nome no dia 24 de setembro, dia em que estaria completando 63 anos se não tivesse partido precocemente desse plano em 1993. Isso é um marco!!! Lorice Maria Finocchiaro, que superou preconceitos, subverteu sons e formas, desafiou conceitos e se revela, mais e mais, 28 anos após a sua morte através de sua obra grandiosa, surpreendente. O espaço é lindo, um mezanino acessível e arejado da Discoteca Pública Natho Henn no 4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana... esse será o Palco Lory F.

O evento faz parte das homenagens prestadas pela CCMQ à artista. A exposição “Lory F. - Você vai ser obrigado a me escutar”, com curadoria de Joana Alencastro, permanece na Sala Radamés Gnattali, no 4º andar, até 24 de outubro. Nessa data acontece o lançamento do mini documentário sobre a vida e a obra Lory F., com direção de Fredericco Restori. E para fechar com chave de ouro, haverá show com Laura Finocchiaro trazendo suas versões de Lory F.
Tudo de bom! A cidade ganha,o rock ganha, a arte ganha!

Siga LORY F. nas redes:
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YouTube: LoryFband – https://www.youtube.com/channel/UCJQ97AGZquNY_hT27MUrpcA
Facebook: Lory Finocchiaro - https://www.facebook.com/lory.finocchiaro.33
Instagram: LoryFband - http://www.instagram.com/loryfband




# InstitutoEstadualdeMúsica

12/12/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - LUIZ GONZAGA

Neste domingo, completam-se 108 anos de nascimento de um dos mais populares músicos do Brasil e uma das expressões máximas nordestinas. O pernambucano Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em Exu em 13 de dezembro de 1912 e a grandiosidade dos apelidos que recebeu - o Rei do Baião, o Embaixador Sonoro do Sertão - falam por si. Em quase 50 anos de carreira, Gonzagão, sua sanfona, sua zabumba e seu triângulo espalharam pelo país os ritmos (o baião, o xaxado, o xote, o forró) e os costumes, a fala, as alegrias e as dificuldades da vida do nordeste do Brasil.

O Velho Lua - outra alcunha marcante de Gonzaga - começou a investir na carreira musical no Rio de Janeiro em 1939, após dar baixa do exército, no qual havia ingressado nove anos antes. Logo começaria a se apresentar em casas noturnas e em programas de calouros e foi justamente em um dos mais populares deles, o de Ary Barroso, em 1941, onde destacou-se tocando 'Vira e Mexe', é que sua carreira começar a decolar. O selo RCA gostou do que ouviu e o contratou, lançando a canção em compacto. Na sequência, também seria contratado pela Rádio Nacional. Por essa época, o personagem Luiz Gonzaga já havia adquirido sua forma definitiva, vestindo a típica indumentária de vaqueiro nordestino. O músico foi o primeiro a fazer grandes excursões pelo Brasil inteiro.

Gonzagão faleceu no Recife em 2 de agosto de 1989, aos 76 anos. A Discoteca Pública Natho Henn tem em seu acervo a excelente caixa de 5 LPs '50 Anos de Chão' (1988), que compila vários de seus sucessos. Salve, Luiz Gonzaga, patrimônio nordestino e brasileiro.

Photos from Discoteca Pública Natho Henn's post 08/12/2020

Quarenta anos esta noite. E também setenta e sete.

Dia 8 de dezembro é um dia marcante na história do Rock. Para o bem e para o mal. No ano de 1943, nascia um de seus maiores poetas. No ano de 1980 morria outro. Ambos viveram intensamente os revolucionários, libertários anos 1960 e influenciaram jovens e artistas de várias gerações. E ambos saíram de cena de maneira trágica, cedo demais.

James Douglas Morrison nasceu em Melbourne, na Flórida (EUA), em 8 de dezembro de 1943. Não fosse a obsessão de seguir à risca o modo de vida dos poetas simbolistas franceses - e o decorrente abuso de dr**as e álcool -, estaria completando no dia de hoje, portanto, 77 anos. John Winston Lennon faleceu em 8 de dezembro de 1980 - há exatos 40 anos. Teria 80 hoje: é de 9 de outubro de 1940 (Liverpool, INGL). Comemorava, à época da tragédia, o fim de seus problemas com o FBI, que o investigava por subversão, e a tranquilidade da vida familiar junto a Yoko, com quem havia reatado, e o pequeno Sean. Mas um fã psicótico cruzou seu caminho.

A história do Rock, da cultura Pop, da indústria do entretenimento, o comportamento, o envolvimento social e político das celebridades do show business, a composição - as letras brutalmente confessionais de Lennon, 'vindas direto do coração', como definiu seu fã Kurt Cobain, e as imagens, ora de paraíso, ora de abismo, de Morrison ... Nada disso seria o mesmo sem esses dois.

No dia dos 77 anos de nascimento de Jim Morrison e dos 40 da morte de John Lennon, à Discoteca Pública Natho Henn, da Casa de Cultura Mario Quintana, que possui em seu acervo boa parte do catálogo de ambos, cabe prestar uma singela homenagem a esses grandes artistas. Seu legado não morrerá.

03/12/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - ELZA SOARES

É chover no molhado dizer que Elza é uma guerreira, sobrevivente, uma força da natureza: poucos artistas tiveram tantos percalços em sua trajetória pessoal quanto a carioca Elza Gomes da Conceição, nascida em 23 de junho de 1930. E ela não pára: acaba de lançar um novo vídeo, de 'A Coisa Tá Preta', em parceria com a MC Rebecca.

A trajetória de resistência de Elza ao longo da vida é uma referência incontornável nas lutas feminista e anti-racista e a cantora nos últimos anos tem se superado, lançando discos potentes, alguns dos melhores de sua carreira: os internacionalmente aclamados 'A Mulher do Fim do Mundo' (2015), 'Deus é Mulher' (2018) e 'Planeta Fome' (2019). Também ganhou uma biografia, de autoria do jornalista Zeca Camargo, 'Elza'. E ano passado recebeu pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o título de doutora Honoris causa.

A Discoteca Pública Natho Henn possui em seu acervo uma raridade do imenso catálogo de obras de Elza Soares: 'Elza, Miltinho e Samba' (1967) trazia a cantora em parceria com o rei do Sambalanço em versões contagiantes de 'Com Que Roupa' (Noel), 'Se Você Jurar' (Francisco Alves e Ismael Silva), 'Eu Quero Um Samba' (Janete de Almeida e Haroldo Barbosa) e até de 'Tem Que Ter Mulata', do gaúcho Túlio Piva. A dupla deu tão certo que lançou mais dois volumes de 'Elza, Miltinho e o Samba' nos anos seguintes.

02/12/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - NOITE ILUSTRADA

Embora seja mineiro de origem - nasceu em Pirapetinga, zona da Mata Mineira, em 10 de abril de 1928 -, Mário de Souza Marques Filho, o Noite Ilustrada, é geralmente ligado ao samba de São Paulo. Após uma passagem pelo Rio de Janeiro, estabeleceu-se na capital paulista em 1955 e lá, três anos depois, já contratado pela Rádio Nacional e pela TV Paulista, gravou seu 1° disco, o compacto da faixa 'Cara de Boboca'. Tanto era identificado com São Paulo que recebeu, em 2002, o título de cidadão paulistano.

A origem do apelido é das mais pitorescas: foi o comediante Zé Trindade - que certa vez esqueceu seu nome e o chamou pelo título da revista que carregava consigo, Noite Ilustrada. Além de excelente intérprete - especialmente de Ataúlfo Alves e Paulo Vanzolini ('Volta por Cima', deste último, foi o sucesso que fez sua carreira deslanchar) e também Lupicínio, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e outros -, Noite Ilustrada também era violonista e compositor.

Noite Ilustrada faleceu em 28 de julho de 2003, em Atibaia, interior de São Paulo, para onde havia se mudado. Ele ficou um mês internado em um hospital local para
tratamento de câncer de pulmão que causaria sua morte. Seu último CD foi 'Perfil de Um Sambista' (2001). A Discoteca Pública Natho Henn tem em seu acervo uma cópia do excelente 'Aplauso do Povo' (1987).

30/11/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - CLARA NUNES

Uma das cantoras mais importantes da MPB e mais populares no seu tempo, Clara Nunes apaixonou público, crítica e músicos com sua voz potente, seu caldeirão de ritmos e sua presença carismática, toda vestida de branco. Também chocou a todos com sua morte precoce, com apenas 40 anos, em decorrência de um choque anafilático.

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro nasceu em 12 de agosto de 1942 no distrito de Cedro, então ligado ao município de Paraopeba, e que depois se emanciparia virando o também município de Caetanópolis. De uma família muito pobre, Clara herdou o gosto pela música do pai, violeiro que participava das festas de Santo Reis. Aos 6 anos, Clara ficou órfã, vindo a ser criada por dois irmãos. Ligada à igreja, já cantava em coro, e também ouvia muito rádio: suas cantoras preferidas eram Carmem Costa, Ângela Maria, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira. Aos 15 anos, mudou-se para Belo Horizonte e de lá para o Rio de Janeiro, 8 nos depois.

No Rio, a carreira musical, que já havia iniciado, tomou impulso. Já tendo adotado o sobrenome de solteira da mãe, Clara Nunes gravou em 1966 o 1º LP, 'A Voz Adorável de Clara Nunes'. Cheio de boleros e músicas românticas, fracassou. A exuberante Clara, dos sambas e dos ritmos afro-brasileiros, pesquisadora dos ritmos populares e do folclore brasileiro, viria mais adiante.

Seu último álbum, o excelente 'Nação', que faz parte do acervo da Discoteca Pública Natho Henn, foi lançado em 1982 e traz músicas maravilhosas, como a faixa-título, de João Bosco e Aldir Blanc, 'Serrinha', de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro (marido de Clara) e 'Afoxé pra Logun', de Nei Lopes.

29/11/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - ELIZETH CARDOSO

Se Paulinho da Viola faz parte da realeza da MPB, como o Príncipe do Samba, Elizeth Cardoso foi durante toda a sua carreira considerada alguém celestial: era (e é) a Divina. Ambos, Paulinho e Elizeth, têm uma característica em comum que de cara salta aos olhos/ouvidos: elegância (classe, refinamento) de sobra pra vender. Elis foi (e é e será sempre) a maior cantora brasileira de todos os tempos porque era tudo numa artista só: foi nossa Billie Holiday, nossa Aretha, nossa Piaf, nossa Janis e mais um monte de outras (e especialmente foi ela mesma, inclassificável, inalcançável); Elizeth foi a nossa grande dama das canções, nossa Ella Fitzgerald. Ou nossa Sarah Vaughn - que também é chamada de Divina pelos jazzistas norte-americanos.

Filha de pai seresteiro, Elizeth desde cedo conviveu em sua própria casa com gente como Tia Ciata, Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Dilermando Reis. O 1° LP dela, depois de dezenas de compactos lançados, sai em 1955, 'Canções à Meia Luz'. O 4°, 'Canção do Amor Demais', é um Marco histórico: com canções da dupla Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim (Tom também produziu o disco) e com João Gilberto no violão, deu o pontapé inicial na revolução bossa-novista. Elizeth voltaria a gravar Vinícius e Tom, e Menescal, Billy Blanco e outros baluartes da Bossa, mas jamais se prenderia ao estilo: gravou Samba, Samba-canção, Choro ... Sempre com a mesma categoria.

Este ano, completaram-se 100 anos de nascimento da Divina - Elizeth Moreira Cardoso nasceu no Rio de Janeiro em 16 de julho de 1920 - e 30 de morte - faleceu em 7 de maio de 1990. Entre os seus álbuns, constam do acervo da Discoteca Pública Natho Henn, por exemplo, o ao vivo 'Elizethíssima', lançado em 1981, gravado no Teatro João Caetano, com produção executiva e textos de Hermínio Bello de Carvalho.

28/11/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - PAULINHO DA VIOLA

O mais classudo de todos os sambistas, não por acaso chamado de 'Príncipe do Samba', Paulinho da Viola é um caso raríssimo: é tanto um artista profundamente ligado à tradição, como um vanguardista. Reverencia e ao mesmo tempo desconstrói o cânone, com suas harmonias inovadoras, seus arranjos originais ... E ainda tem aquela voz macia, cool até dizer chega.

Paulo César Batista de Faria completou 78 anos este mês: nasceu em 12 de novembro de 1942, no Rio de Janeiro. Completou este ano 55 anos de carreira: em 1965, participou dos discos 'Rosa de Ouro', de Araci Cortes, Clementina de Jesus e Conjunto Rosa de Ouro, e dos dois primeiros volumes de 'Roda de Samba', do Conjunto A Voz do Morro. No ano seguinte, saiu 'Samba na Madrugada', álbum em parceria de Paulinho com Elton Medeiros, e em 1968 o 1° álbum individual.

E Paulinho não pára: aproveitou a pandemia pra compor e hoje estreia no mundo das lives - a partir das 22 horas deste sábado, a Globoplay transmite a apresentação do Príncipe e sua banda que será realizada no palco da Cidade nas Artes, na Zona Oeste do Rio. Paulinho promete desfilar boa parte de sua coleção de clássicos. A transmissão ficará disponível no canal inclusive para quem não é assinante da plataforma. Para assistir, basta fazer um cadastro gratuito no Globoplay.

27/11/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - SANDRA DE SÁ

Conhecida especialmente como uma das principais cantoras a absorver a influência dos ritmos negros norte-americanos e a sua fusão com o samba que marcaram a onda Black Rio dos anos 1970, Sandra Cristina Frederico de Sá, nascida no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1955, na verdade tem uma obra bastante eclética.

Com o background que herdou, não é para menos. Seu pai, baterista, cedo passou a frequentar bailes de gafieira, festas de funk e soul music, além da quadra da escola de samba Caprichosos de Pilares, pela qual desfila no carnaval carioca até hoje. Incentivada pelos pais, aprendeu sozinha a tocar violão, passou a compor suas próprias canções e se apresentar ao vivo no final da década de 1970. Chegou a estudar Psicologia na Universidade Gama Filho, mas já próxima do final do curso abandonou a empreitada, pois o chamado da carreira musical se impôs naturalmente. O 1º disco, 'Demônio Colorido', foi lançado em 1980. O mais recente, 'Lado B', é de 2015.

O álbum homônimo 'Sandra de Sá', o 6º na carreira, lançado em 1986, fez enorme sucesso, com faixas como 'Retratos e Canções', 'Joga Fora', 'Lobo Mau' e a regravação do hino 'Olhos Coloridos', e faz parte do acervo da Discoteca Pública Natho Henn da Casa de Cultura Mario Quintana.



Secretaria da Cultura do RS

25/11/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - LOMA

Homenageada especial do Prêmio Açorianos de Música do ano passado, Loma Berenice Gomes Pereira, ao longo de mais de 4 décadas de carreira, colecionou feitos. Participou de inúmeros festivais regionais - conquistando o primeiro lugar em vários - cantando desde música gaúcha nativista a ritmos latinos, e ainda é uma das principais artistas responsáveis pelo resgate de ritmos afro-gaúchos, principalmente da região litorânea, como observou o jornalista e crítico musical Juarez Fonseca.

Pernambucana de nascimento, Loma veio para o Rio Grande do Sul com poucos meses de idade. Iniciou a carreira nos anos 1970, no grupo Pentagrama, pioneiro na fusão de ritmos. Na década seguinte, mudou-se para o Rio de Janeiro, gravando com Elza Soares e Gilberto Gil - fez parte, como backing vocalista, do grupo de apoio do baiano.

Além de cantora, Loma é compositora, locutora e produtora artística. Seu disco de estreia, o independente 'Lomma' (assim mesmo, com dois 'm'), de 1984, trazia composições de Róbson Barenho, Zé Caradípia, Jerônimo Jardim e Bebeto Alves, entre outros. A Discoteca Pública Natho Henn possui uma cópia deste álbum em seu acervo.



Secretaria da Cultura do RS

25/11/2020

TESOUROS DA DISCOTECA - MARTINHO DA VILA

'É devagar, devagarinho', diz a letra de um dos tantos sucessos de Martinho da Vila, em faixa gravada para o álbum 'Tá Delícia, Tá Gostoso' (de 1995). A postura relax em relação à vida pode ser bem por aí, mas o ritmo de trabalho de um dos maiores sambistas do Brasil, Martinho José Ferreira, 82 anos - nascido em 12 de fevereiro de 1938 em Duas Barras, interior do Rio de Janeiro - é qualquer coisa, menos devagar: Martinho da Vila estreou em disco em 1969, com um álbum homônimo, e nestas mais de 5 décadas de carreira, já chegou a gravar todo ano - às vezes até mais de um disco. Nos últimos tempos, até diminuiu um pouco o ritmo, mas só um pouco: nos anos 2010, foram 3 álbuns, o último em 2016. Na sexta-feira passada, porém, lançou seu novo disco, o já aclamado 'Rio: Só Vendo a Vista'.

Ligado à Unidos de Vila Isabel, escola de samba de seu coração, desde 1965, compôs vários sambas-enredo para a agremiação, entre eles, 'Kizomba: A Festa da Raça', campeão do Carnaval carioca de 1988. Martinho, por sinal, será o enredo da Vila Isabel no Carnaval do ano que vem. Também foi tema da Escola de Samba Unidos do Peruche no Carnaval de São Paulo de 2018, com o enredo 'Peruche celebra Martinho: 80 anos do Dikamba da Vila'. Ele também é escritor, autor de mais de uma dezena de livros, entre romances, literatura infantil, crônicas e uma auto-biografia. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi condecorado com a Medalha Tiradentes, pelo governo carioca, com a Ordem do Mérito Cultural, pelo governo federal, recebeu o título de Embaixador Cultural de Angola, por divulgar a lusofonia e incentivar as relações linguísticas da língua portuguesa, e é membro da Divina Academia Francesa de Artes, Letras e Cultura, entre outras honrarias.

'Batuque na Cozinha', um dos álbuns gravados por Martinho que a Discoteca Pública Natho Henn possui em seu acervo, é seu 4° disco, lançado em 1972.



Secretaria da Cultura do RS

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