O REI DA GLÓRIA
Um traficante, que vende objetos usados na calçada da Glória, apresenta – num falso documentário – seu ponto vista sobre o bairro e as pessoas que por ali circulam. Um pastor, um homem que mora numa árvore, uma mulher sinestésica e apaixonada, uma virgem grávida e um ator, que também é MC, têm suas vidas cruzadas pelas esquinas da Glória, sob olhar atento de um documentarista. A partir de uma profunda pesquisa de linguagem, o ator e diretor Anderson Cunha escreveu o monólogo "O Rei da Glória", uma crônica poética dos dias atuais, que reestreia na Sala Espelho da Baden Powell no dia 02 de março.
A curta temporada será de sexta a domingo, até 01 de abril . Inspirado em autores contemporâneos, Anderson iniciou o projeto há quatro anos escrevendo sobre figuras comuns de um grande centro urbano, de forma fantástica e irônica. Com o tempo, escolheu o bairro da Glória para ser o cenário da narrativa. "Estes personagens, muitas vezes invisíveis aos olhos de quem passa, ganham dimensão espetacular e dilatada na peça", destaca Anderson. "São como a frequência de rádio: numa sintonia fina, se misturam e se impõem diante do espectador."
Rico Star vende objetos usados na calçada do bairro e observa a vida dos transeuntes: o Pastor, que usa o dicionário ao invés da Bíblia e prega o uso das palavras; Bóson, um homem que mora numa árvore, cuja loucura toca a genialidade; EMC ao Quadrado, ator e MC que acredita na revolução e paga um alto preço por isso; Rebeca, uma mulher apaixonada e sinestésica; Clarisse, uma virgem grávida que movimenta a cidade com a espera de um Messias; e um Cineasta que registra os depoimentos enquanto tenta resolver seus problemas amorosos com Rebeca. Anderson interpreta os cinco personagens masculinos. Rebeca e Clarisse entram em cena com locução em off.
Para construir cenicamente o monólogo, o ator e diretor – que escreveu o texto e também atua na montagem, convidou Guilherme Miranda para assinar a direção ao seu lado. "Meu papel é ajudá-lo a dançar nas sutilezas propostas por seu texto, sem deixar subtrair ou facilitar o que esta plataforma nos oferece", destaca Miranda. "Anderson tem domínio do corpo e voz em cena, então me sinto como um espectador privilegiado", elogia o diretor.
O Rei da Glória aponta questionamentos sobre intolerância, pobreza, marginalização e o caos contemporâneo. "Numa época em que a intolerância e a falta de bom senso imperam, o monólogo utiliza o realismo fantástico e uma ironia lúdica para fazer uma crítica ao cotidiano", conclui Anderson.
FICHA TÉCNICA
Texto e atuação: Anderson Cunha
Direção: Guilherme Miranda e Anderson Cunha
Direção de arte: Ronald Teixeira
Cenografia e Figurinos: Ronald Teixeira e Guilherme Reis
Iluminação: Paulo César Medeiros
Direção de movimento: Clarice Silva
Fonoaudióloga: Luisa Catoira
Trilha Sonora: Guilherme Miranda e Anderson Cunha
Assistência de direção: Renata Benicá
Direção de Produção: Andreia Fernandes e Lya Baptista
Programação Visual: Silvio Cunha e Rodrigo Micheli
Assessoria de Imprensa: Bianca Senna
Fotografia: Rodrigo Castro
Vozes em off: Julia Shaeffer, Márcio Machado, Guilherme Miranda, Renata Benicá, Adriano Pellegrino e Thaine Amaral
Coordenador Técnico/ Operação: Iuri Wander
Realização: Cavalo Marinho Produções Artísticas Ltda.
SERVIÇO
O REI DA GLÓRIA
Temporada: 02 de março até 01 de abril
Local: Sala Espelho da Baden Powell (Rua Av. Nossa senhora de Copacabana/ 360 quinto andar – Copacabana)
Informações: Dias e horários: De sexta a domingo, às 19h.
Capacidade: 40 pessoas
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: R$30 (inteira), R$15 (estudantes e idosos)
Assessoria de imprensa do espetáculo Bianca Senna [email protected] (21) 97928-0055 | 95100-6557