10/10/2016
A LG está hoje na Argumento do Leblon, às 19h, lançando: A Ordem. Numa época em que bem-estar e "lifestyle" saudável estão sempre em pauta, a Zeca é perfeita. Provocando e ajudando o leitor a ter disciplina e organização, a obra indica os muitos benefícios de quem conquista um espaço bem ajustado.
10/10/2016
Estamos muito orgulhosos com nossa mais nova publicação: A Ordem, da Zeca! A partir de hoje nas melhores livrarias do Brasil!
20/05/2016
Crucial e radical, a obra poética de Gastão Cruz é o testemunho de um século passado, e ainda em curso, para onde convergem as diversas vertentes de uma prática portuguesa quase milenar de pôr o mundo em versos, isto é, entre a visão da história e a versão poética dos fatos.
18/05/2016
"Minha querida madrinha,
Desembarquei ontem em Luanda às costas de dois marinheiros cabindanos. Atirado para a praia, molhado e humilhado, logo ali me assaltou o sentimento inquietante de que havia deixado para trás o próprio mundo. Respirei o ar quente e húmido, cheirando a frutas e a cana-de-açúcar, e pouco a pouco comecei a perceber um outro odor, mais sutil, melancólico, como o de um corpo em decomposição. É a este cheiro, creio, que todos os viajantes se referem quando falam de África."
13/05/2016
Os livros infantis da Editora Língua Geral já foram adotados por diversas escolas. Você conhece nossos títulos dedicados especialmente para as crianças?
Menina flor e o boto, de Dira Paes
Flor é uma menina peralta e sabida, criada numa ilha da floresta
amazônica. A brincadeira da cabra-cega no quintal rodeado de
mata, pés de frutas como açaizeiro, pupunheira, taperebazeiro,
cupuçuazeiro e o rio Campompema são os elementos que
compõem a vida desta família. A pequena Flor é estudiosa e gosta
de ler poemas para se “exibir, declamando com graça e desenvoltura”.
E sente pela língua portuguesa o mesmo respeito que
dedica às coisas naturais: ela “respeitava cada vírgula, cada
verbo, cada respiração”.
11/05/2016
Maria Ribeiro na Livraria Cultura Salvador Shopping: Você é o que lê
04/05/2016
Gosto de visitar cemitérios vazios.
É uma ilusão comum, pois é sabido que um cemitério
(à exceção do de Odorico) não é um lugar vazio. Pelo
contrário: está cheio de gente que já viveu. Na realidade,
um cemitério é um poço de sonhos literalmente enterrados.
29/04/2016
"O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que
tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do
que Cristo.
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant
escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem
a porta ao pé de uma parede sem porta,"
27/04/2016
A tragédia latino-americana
Quem dera estivéssemos no teatro — e não em frente à TV — nesse 17 de abril
15/04/2016
Ao longo de três histórias passadas na mesma cidade, com personagens que se cruzam e se repetem em cada um dos relatos policiais, Biajoni disseca como humor e uma narrativa viciante, uma realidade tão caricata como violenta, tão tragicômica como real: o pai de família que quer fazer uma operação de mudança de s**o, a femme fatale que procura vingança, a estagiária bonita que odeia pegar ônibus e sonha fugir da sua existência simples, o repórter justiceiro que trabalha no diário sensacionalista da cidade, o pastor gay que casa com uma virgem, o matador carioca, o traf**ante generoso, as travestis apaixonadas e as prostitutas cheias de misericórdia.
Em cada novela há crimes, culpados e um enredo que nos prende e nos agita. Mas é na maneira como as personagens atuam, falam, satisfazem seus impulsos se***is e se digladiam pelo poder sem olhar a meios, que Biajoni alcança o retrato mais preciso, profundo e implacável de uma cidade e seus habitantes.
Com uma prosa por vezes delicada, por vezes tão inclemente como um soco no estômago, Biajoni prova neste livro a sua capacidade para contar uma história romanesca e brasileiríssima, que mexe com o corpo todo: hormônios, entranhas, cérebro e coração.
13/04/2016
Ta*****ia, de Fernando Pessoa, já a venda nas melhores livrarias.
08/04/2016
tudo é possível
ruy castro
Há algo de mineral no Arpoador que se transfere para os que o frequentam. É assim até hoje, mas já vem desde os anos 1950 e 1960 — tempos de Arduino Colasanti, Ira Etz e Jomico Azulay.
Ou de ainda antes, dos anos 1930 e 1940 — tempos de George Grande, Miriam Etz e Kabinha. Ou de antes ainda, dos anos 1910 e 1920 — tempos de João do Rio, Isadora Duncan e Chico Britto.
Intelectuais, pescadores, surfistas, ninguém f**a imune àquela pedra que é o prolongamento do mar. Ou às suas ondas, que, em certos fins de tarde, emitem acordes de Bossa Nova. Tudo é possível no Arpoador — como bem sabe um casal que estava praticando corrida de submarino quando, de repente, passou um submarino de verdade. O Arpoador não foge de sua história, nem de sua vocação para produzir história. Uma história que daria vários livros. Mas duvido que tão amorosos quanto este.