01/06/2026
O Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade, Justiça e Reparação saúda a criação do Coletivo Rejane Nogueira, iniciativa formada por mestrandos e doutorandos da ECO-UFRJ que oferece preparação gratuita para candidatos cotistas interessados em ingressar na pós-graduação.
A homenagem à jornalista, defensora dos direitos humanos Rejane Nogueira mantém viva uma trajetória profundamente comprometida com a luta antirracista, com a democratização da universidade e com a construção da Memória, Verdade, Justiça e Reparação no Brasil.
Transformar memória em continuidade, formação e acesso é também uma forma de reparação histórica.
GT de Comunicação Rejane Nogueira
✍️ Jana Sá (.sa.65)
🎨 Preparatório Rejane Nogueira
06/05/2026
A recente divulgação de documentos inéditos sobre a estrutura da repressão durante a ditadura militar reforça aquilo que familiares denunciam há décadas: os arquivos existem, e seu ocultamento é parte da continuidade da violência de Estado.
O Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça apoia a Nota Pública nº 01/2026 da CEMDP e a campanha “Arquivos da Memória: Onde estão?”.
Abrir arquivos militares é uma dívida histórica com as famílias, com a democracia e com o país.
Sem verdade, não há justiça. Sem justiça, a violência se perpetua.
GT de Comunicação Rejane Nogueira
✍️ Jana Sá (.sa.65)
🎨 Jana Sá
02/04/2026
Nota do coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça em resposta ao episódio ocorrido no Tribunal de Justiça da Paraíba, no começo desta semana.
Abaixo, os dois primeiros parágrafos do artigo, escrito por Rose Rodrigues:
"Durante uma sessão no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ/PB), uma referência jocosa ao 31 de março, data que marca o início do regime instaurado após o golpe de 1964, foi recebida com risos e acompanhada por outro advogado. O episódio, que rapidamente repercutiu, provocou críticas de setores da sociedade civil e de defensores dos direitos humanos.
"
Leia a nota completa em:
GT de Comunicação Rejane Nogueira
✍️ Rose Rodrigues
29/03/2026
➡️ Convidamos você para o evento “62 anos do golpe militar: A reparação psíquica é possível?”
🎤Debate com Mario Sergio de Moraes, Vera Vital Brasil e Gilvan Ribeiro
🎤Mediação de Shellah Avellar
🗓️ 31 de março (terça-feira)
⏰ 14h
📍Auditório da Martins Fontes Paulista. Avenida Paulista, 509.
Evento gratuito
14/03/2026
O que é trauma geracional e como ele atravessa a história da ditadura no Brasil?
O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, aborda diferentes dimensões da violência de Estado durante a ditadura militar brasileira: a perseguição e o assassinato de opositores, a violência policial, a destruição de projetos de desenvolvimento regional e o ataque à autonomia universitária.
Mas os efeitos desse período não ficaram restritos ao passado. A violência política organizada pelo Estado também produziu marcas profundas na vida de famílias inteiras.
Essas marcas atravessam gerações.
O trauma não atinge apenas quem sofreu diretamente a violência. Filhos, filhas, netos e netas também carregam seus efeitos, muitas vezes na forma de silêncios, lacunas, histórias fragmentadas e perguntas que nunca foram plenamente respondidas.
Como destacou Wagner Moura ao falar sobre o filme, a ausência de memória pode ser, ela própria, traumática.
Neste carrossel, o Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça apresenta reflexões sobre o conceito de trauma geracional e sobre como as violências da ditadura continuam reverberando no presente.
Memória, verdade e justiça também são caminhos para interromper a transmissão do trauma.
GT de Comunicação Rejane Nogueira
✍️ Felipe Lott ()
✍️ Jana Sá (.sa.65)
🎨 Lucas
🎨 Letícia Ribeiro ()
11/03/2026
Nesta quinta-feira (12), às 11h, o programa Giro das Onze, da TV 247, recebe Jana Sá e Rose Rodrigues para uma conversa sobre a ditadura no Nordeste e as memórias ainda silenciadas desse período de violência no Brasil.
As duas participam do debate como integrantes do Coletivo Nacional de Filhos e Netos por Memória, Verdade, Justiça e Reparação, trazendo reflexões sobre a permanência das marcas da ditadura, a luta por justiça de transição no país e a importância de manter viva a memória das vítimas da repressão.
Num momento em que a história volta a ser disputada e o negacionismo tenta apagar crimes cometidos pelo Estado brasileiro, reafirmar a memória é também defender a democracia.
📱Acompanhe ao vivo:
https://www.youtube.com/watch?v=fFVzsn8V-nM
GT de Comunicação Rejane Nogueira
✍️ Jana Sá (.sa.65)
09/03/2026
Pelas que vieram. Pelas que virão.
Neste 8 de março, em Natal, o Coletivo Nacional de Filhos e Netos por Memória, Verdade, Justiça e Reparação esteve presente nas ruas, somando sua voz às muitas mulheres que seguem em luta por dignidade, liberdade, direitos e pela própria vida.
Nossa presença no ato não é apenas simbólica. Ela carrega a história das mulheres que enfrentaram a violência do Estado, a repressão política e o silenciamento imposto pela ditadura. Mulheres que resistiram, que cuidaram de seus filhos na clandestinidade, que buscaram seus mortos e desaparecidos, que se recusaram a aceitar o esquecimento como destino.
Este 8 de março também foi atravessado pela ausência de uma companheira muito querida do nosso coletivo. Rejane Nogueira segue presente em nossa caminhada, na memória, na luta e na certeza de que nenhuma história de resistência se apaga.
A luta por memória, verdade, justiça e reparação também é uma luta feminista. É sobre reconhecer a violência sofrida por tantas mulheres, mas também afirmar que a democracia só se sustenta quando rompe definitivamente com as estruturas de autoritarismo e impunidade.
Marchamos pelas que vieram antes de nós, que abriram caminhos com coragem.
E marchamos pelas que virão, para que possam viver em um país onde nenhuma mulher precise lutar para existir, para falar ou para ser livre.
Memória é também compromisso com o futuro. ✊🏽🌹
10/02/2026
STF pode reabrir caminho para punir crimes da ditadura
Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal começará a julgar um caso que pode mudar o alcance da Lei de Anistia de 1979.
O STF vai decidir se a anistia pode proteger crimes permanentes, como desaparecimento forçado e ocultação de cadáver, que continuam enquanto não há resposta sobre o paradeiro das vítimas.
O caso envolve a repressão à Guerrilha do Araguaia e tem repercussão geral, ou seja, o entendimento pode valer para todo o país.
A tese em debate afirma que esses crimes não se encerram no passado e, por isso, não estariam cobertos pela anistia.
O julgamento dialoga com decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que já condenou o Brasil por manter a impunidade dos crimes da ditadura.
O processo é o ARE 1.501.674, apresentado pelo Ministério Público Federal.
O que está em jogo: saber se a Lei de Anistia pode continuar sendo usada para bloquear a responsabilização por graves violações de direitos humanos.
Memória, verdade e justiça não prescrevem.
✍🏻 Rose Rodrigues () - GT Jurídico
🎨 Ana Leticia Ribeiro () - GT de Comunicação Rejane Nogueira
22/01/2026
🖥 Em detalhes - ICL Notícias
🎙Gabriela Varella
🎤 Jana Sá
Nesta sexta (23.01), às 10:30, Jana Sá, Presidenta do Comitê Estadual de Memória e Verdade do Rio Grande do Norte e integrante do coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça, fala com a jornalista Gabriela Varella () sobre o filme O Agente Secreto, o discurso de Wagner Moura falando sobre trauma geracional, na premiação do Globo de Ouro, ditadura, violência de Estado e outros assuntos, no programa Em detalhes do ICL Notícias (.noticias).
Venham assistir!
📢 GT de Comunicação Rejane Nogueira
✍️ Felipe Lott ()
19/01/2026
Crimes da ditadura não prescrevem
E isso não é apenas uma tese jurídica é um compromisso com a democracia.
Nesta semana, a OAB Pernambuco aprovou um parecer afirmando que crimes permanentes cometidos durante a ditadura civil-militar não se submetem à prescrição.
Desaparecimentos forçados, sequestros, ocultação de cadáveres e execuções não são fatos encerrados no passado: são violações que persistem enquanto não houver verdade, justiça e reparação.
Negar direitos às vítimas e a seus familiares com base no argumento do “tempo decorrido” é prolongar a violência, agora sob forma institucional. A prescrição, nesses casos, funciona como política de esquecimento e o esquecimento nunca foi neutro.
A OAB cumpre seu papel histórico ao reafirmar que não há democracia sem memória, nem justiça possível sem o reconhecimento das responsabilidades do Estado. Não se trata de revanchismo, mas de responsabilidade histórica e de respeito às vítimas.
A democracia não se constrói sobre o silêncio. Crimes da ditadura não prescrevem porque o sofrimento ainda está presente e porque justiça adiada é justiça negada.
✍🏽 Rose Rodrigues ()
Advogada. Mestranda em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco. Membro do Coletivo Filhos e Netos por Memória Verdade e Justiça.
📸 Ascom OAB-PE