02/06/2026
A violência contra a mulher é, pela primeira vez, considerada pela maioria dos brasileiros a forma de criminalidade mais grave do país. É o que aponta pesquisa do Datafolha encomendada pelo Movimento Mulher 360 e divulgada nesta segunda-feira (1/6).
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em capitais e regiões metropolitanas de todas as regiões do Brasil, entre 6 e 11 de abril de 2026. Segundo os dados, 61% dos entrevistados apontam a violência contra a mulher como a forma mais grave de criminalidade, índice muito acima do segundo colocado, o tráfico de dr**as, com 16%.
A percepção é ainda mais intensa entre as mulheres: 73% delas citam a violência de gênero como o problema mais grave, ante 49% dos homens. Entre mulheres de 16 a 24 anos, o índice chega a 77%.
Leia a matéria completa de Manuella Dal Mas, da CNN Brasil: https://bit.ly/4dRDqo9
01/06/2026
Comunicar é construir pontes, fortalecer a democracia e disputar narrativas sobre o mundo que queremos. Neste Dia da Imprensa, reafirmamos a importância de uma comunicação comprometida com a verdade, com o interesse público e com os direitos dos povos.
Em tempos de desinformação, concentração dos meios de comunicação e ataques à democracia, defender uma imprensa livre é defender o direito da sociedade de ser informada.
A informação não pode ser mercadoria. Comunicação e informação são direitos fundamentais para a construção de uma sociedade justa, solidária e democrática.
Um grande salve para nossas companheiras e companheiros da imprensa não hegemônica que contribuem com a ampliação das denúncias e anúncios dos povos e comunidades!
31/05/2026
O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Anvisa e o governo federal pedindo o banimento do glifosato no Brasil, herbicida mais usado no país e base do Roundup, produto da Bayer.
A ação, protocolada em 22 de maio na Justiça do Trabalho do Distrito Federal, pede o cancelamento dos registros e a proibição da produção, importação, comercialização e uso de produtos à base do princípio ativo.
Em entrevista à Repórter Brasil , o procurador do trabalho Leomar Daroncho, integrante do grupo do MPT responsável pela ação, fala sobre os argumentos do processo, critica o avanço dos agrotóxicos no país e afirma que o Brasil se tornou um mercado “tolerante” a produtos rejeitados em outras partes do mundo. Também diz que “não existe uso totalmente seguro” de agrotóxicos para o trabalhador.
Na ação, o MPT afirma que há “risco grave e iminente” à saúde de trabalhadores expostos ao glifosato e cita estudos que associam a substância a câncer, distúrbios hormonais, infertilidade, abortos e problemas neurológicos.
O documento também argumenta que o Brasil mantém um “duplo padrão regulatório” ao continuar autorizando substâncias já proibidas em outros países.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre o glifosato. Nos Estados Unidos, a Bayer já desembolsou bilhões de dólares em acordos com vítimas que moveram processos por danos à saúde relacionados ao Roundup, e pesquisas que sustentavam a segurança da substância passaram a ser questionadas.
No fim de 2025, um estudo frequentemente usado em defesa do glifosato foi despublicado por uma revista científica e isso ajudou a impulsionar a nova ação.
Essa postagem foi originalmente publicada pelo e trouxemos para cá, porque achamos importante demais! A matéria é de Hélen Freitas. Aproveite para seguir
🔗Leia a entrevista completa em reporterbrasil.org.br
30/05/2026
As sementes crioulas são fundamentais para a agroecologia e carregam consigo ancestralidade, saberes e a essência de nossa sociobiodiversidade.
Elas representam uma conexão profunda com a vida nas comunidades, pois estão relacionadas à cultura popular e às práticas ancestrais e adaptadas às condições locais.
As sementes crioulas também simbolizam resistência frente às empresas do agronegócio. Ao plantar, selecionar e conservar suas sementes, as famílias agricultoras fortalecem a sua autonomia, uma vez que ficam menos dependentes de insumos externos e promovem a soberania e a segurança alimentar e nutricional.
Vamos celebrar e divulgar essa riqueza que promove saúde, nos conecta com a natureza e contribui para a construção de um sistema alimentar que respeita a vida nos territórios e no planeta.
Essa ilustração linda e tantas outras fazem parte dos cadernos do IV ENA e foram feitas pela equipe de artistas que colaboraram na facilitação gráfica. Se você quer ver mais conteúdos como esse, acesse www.enagroecologia.org.br!
30/05/2026
Terra, terra viva, territórios da agroecologia!
Não há como falar em justiça climática sem cuidar dos bens comuns, como o solo, a água e o ar. Defender a Terra é também garantir o direito à terra para quem produz comida de verdade. É fortalecer os territórios e seus povos.
Valorizar os saberes e os modos de vida de agricultoras e agricultores familiares do campo e das cidades, de povos indígenas, de quilombolas e de tantos povos e comunidades tradicionais é resistir aos impactos das mudanças climáticas.
Viva quem faz a agroecologia acontecer em todos os biomas do país. Viva quem cuida do planeta a partir de seus territórios.
Agroecologia é caminho para a justiça climática!
29/05/2026
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27/05) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da escala 6x1. Essa vitória é resultado da pressão popular, da mobilização das ruas e da luta coletiva construída por trabalhadoras e trabalhadores em todo o país.
Uma conquista impulsionada por quem transformou indignação em organização entre movimentos populares, sindicatos, juventudes e parlamentares comprometidas/os com a pauta da classe trabalhadora.
Dar visibilidade a essa vitória é reconhecer quem ajudou a empurrar esse debate para o centro da política, como o vereador Rick Azevedo (Psol-RJ), a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) e o governo Lula, que tiveram papel importante para que essa reivindicação histórica avançasse no Congresso.
Jornadas exaustivas roubam o tempo de descanso, de convivência, de cuidado, de lazer e de participação na vida comunitária. No campo e na cidade, seguimos defendendo um modelo de sociedade em que o trabalho esteja a serviço da vida e não a vida submetida à exploração.
O texto da PEC ainda passará pela aprovação do Senado Federal. Por isso, a mobilização não pode cessar.
Todo direito nasce da luta coletiva! Viva a classe trabalhadora!
27/05/2026
A Mata Atlântica é um dos biomas mais afetados pela ação humana. Ela sofre maior pressão ambiental por ter grande parte de sua área em zonas urbanas onde há maior densidade populacional . Por outro lado, a Mata Atlântica abriga grande diversidade de animais e plantas, utilizados como alimentos e remédios naturais. Muitas espécies da flora e da fauna são encontradas somente neste bioma!
Toda essa pluralidade resiste em apenas cerca de 24% da cobertura florestal original, segundo o Mapbiomas. De acordo com a organização, em 2025, a Mata Atlântica registrou a menor quantidade de mata nativa entre os biomas brasileiros.
Essa é uma realidade triste, mas que precisa ser enfrentada. Infelizmente, boa parte do Congresso Nacional contribui para o extermínio da nossa biodiversidade, ao aprovar leis que facilitam o desmatamento e o envenenamento das águas e do solo.
Nas eleições deste ano, precisamos mobilizar a sociedade e pautar as lutas da agroecologia em defesa dos biomas, dos territórios e dos povos que neles vivem.
Queremos a Mata Atlântica viva e de pé! Agroecologia e democracia unindo campo e cidade!
26/05/2026
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida denunciou a multinacional alemã Bayer por manter a comercialização de agrotóxicos considerados perigosos, e até proibidos na Europa, em países do Sul Global, como o Brasil.
A denúncia foi feita por Alan Tygel, integrante da Campanha, durante a reunião anual de acionistas da empresa, no dia 24 de abril, para a qual a Campanha foi convidada pela Coordenação contra os Perigos da Bayer (CBG) a participar.
A CBG é uma rede internacional que organiza com sucesso resistência contra uma das maiores corporações do mundo desde 1978. Essa resistência ocorre em todo o planeta e aborda todos os problemas associados à geração de lucros da Bayer.
Segundo Tygel, é contraditório que uma empresa com mais de um século de existência, presença global e capacidade tecnológica avançada continue apostando em um modelo agrícola que agrava crises ambientais e de saúde. “A Bayer teria plenas condições de investir em formas de produção de alimentos que respeitem o equilíbrio da natureza e a vida humana, como a agroecologia”, afirma.
Leia a matéria completa no site da : https://bit.ly/3R0DGti