02/06/2026
A 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986) foi o divisor de águas que consolidou a participação popular na saúde brasileira. Pela primeira vez, a sociedade civil foi representada: 50% dos delegados vinham de movimentos populares, sindicais, associações de moradores e outras instituições da sociedade civil.
Mas como mobilizar tantas pessoas em meio ao processo de redemocratização, em um país tão grande e diverso?
As sementes já haviam sido lançadas pelo Movimento da Reforma Sanitária e outros grupos sociais estavam se fortalecendo após anos de repressão. O importante naquele momento era fazer a informação circular para chamar mais pessoas para discutir a situação da saúde.
Sergio Arouca, presidente da Fiocruz na época e uma das principais lideranças da Reforma Sanitária, também presidiu a 8ª e destacou em seu famoso discurso que saúde é democracia.
Radis traz na edição 284 um pouco dessa história e como o legado da participação popular é fundamental para a continuidade do SUS no país.
01/06/2026
Não se deixe enganar, quando se trata de saúde e melhora no desempenho funcional, não existem fórmulas milagrosas. Desconfie sempre desse tipo de propaganda.
Arraste para o lado e saiba como fugir dessas falsas promessas e o que fazer para ter uma saúde equilibrada.
Confira também a reportagem completa sobre os "charlatões da saúde na internet", em nosso site e na Radis de maio (284).
30/05/2026
Radis está no XI Encontro Nacional do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP), de 28 a 31 de maio, em Fortaleza. Arraste a tela para o lado e confira algumas fotos do evento.
Confira a cobertura completa em breve no nosso site e revista!
📸 Lara Souza (Radis/Ensp/Fiocruz) -
29/05/2026
SAÚDE MENTAL
As chamadas comunidades terapêuticas (CTs) fazem parte do SUS?
Existe uma confusão normativa que dificulta essa resposta. Em 2011, elas foram inseridas na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), segundo a Portaria 3.088 do Ministério da Saúde (MS) — como “serviços de caráter residencial transitório por até nove meses para adultos com necessidades clínicas estáveis decorrentes do uso de c r a * ck , álcool e outras dr * og * as”. Contudo, não há regulamentação específica sobre o seu funcionamento como serviços de saúde.
O Relatório de Inspeção Nacional do Ministério Público Federal confirma essa ideia: “As comunidades terapêuticas acolhedoras não são serviços de saúde e não fazem parte do SUS”.
Elas também não recebem recursos diretamente do MS, e sim do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), por meio do Depad. Existe a possibilidade de serem financiadas também por prefeituras e estados.
Contudo, relatórios de diferentes órgãos públicos — como o MPF e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) — apontam que as CTs se utilizam da privação de liberdade, promovem castigos e tortura, impõem visões religiosas e exploram o trabalho, por vezes em regime análogo à escravidão.
Quer saber mais sobre o tema? Leia a reportagem completa de Luiz Felipe Stevanim, no site de Radis e na edição de maio.
Fotos dos cards 1, 3, 5 e 6: Registros de Inspeções do MNPCT
26/05/2026
Comunidades terapêuticas são frequentemente apresentadas como espaços de acolhimento para pessoas que fazem uso problemático de álcool e outras substâncias. Mas o que revelam as denúncias, inspeções e relatos de quem passou por essas instituições?
Nesta edição de Radis, ouvimos pesquisadores, militantes da luta antimanicomial e pessoas que viveram a experiência das internações em CTs. Os relatos expõem práticas de privação de liberdade, imposição religiosa, violência, exploração do trabalho e violações de direitos humanos.
Para Eduardo Real, sobrevivente de 14 internações, “o que me tirou das comunidades terapêuticas foi o cuidado em liberdade”. Já Pedro Costa define essas instituições como “os novos velhos manicômios”. E Rosangela Cecim alerta: “o avanço das comunidades terapêuticas é um projeto político”.
No marco dos 25 anos da Reforma Psiquiátrica, a reportagem discute os impactos das CTs sobre a saúde mental no Brasil e a defesa do cuidado em liberdade no SUS.
Leia na nova edição de Radis.
26/05/2026
O uso de testosterona tem se popularizado no universo fitness.
A promessa: mais disposição, ganho de massa muscular e aumento da libido.
Mas os riscos são reais — e muitas vezes ignorados.
Nem tudo que parece solução rápida é seguro.
Quer entender melhor esse cenário e a venda de tratamentos e terapias sem comprovação científica na internet? Leia a reportagem de no site da Radis.
25/05/2026
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/participacao-social/40-anos-da-oitava-a-conferencia-popular/
Há 40 anos, milhares de pessoas ocuparam Brasília para defender uma ideia que transformaria a história do país: a saúde como direito de todos e dever do Estado. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, abriu espaço inédito para a participação popular e lançou as bases do SUS.
Mais do que um evento, a Oitava foi resultado da mobilização de movimentos sociais, associações de moradores, sindicatos, pesquisadores e trabalhadores da saúde que acreditavam na construção coletiva de um novo projeto para o Brasil.
Radis revisita os marcos da Oitava para lembrar que, sem participação social, as mudanças necessárias para a saúde não teriam acontecido. E não foi um processo sem tensões e disputas, assim como não tem sido após a criação do Sistema Único de Saúde. Mas se o SUS existe e ainda resiste é porque foi necessário se mobilizar.
Trazemos depoimentos de quem esteve na 8a CNS, que contam como foi organizar esse encontro histórico e quais legados ainda permanecem.
Leia a reportagem completa de Licia Oliveira no site de Radis e na edição de maio (284).
22/05/2026
SAÚDE MENTAL
https://radis.ensp.fiocruz.br/reportagem/saude-mental-reportagem/25-anos-da-lei-do-cuidado-em-liberdade/
Há 25 anos, o Brasil deu um passo significativo para a transformação do cuidado às pessoas em sofrimento psíquico, com a Lei 10.216, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica. A aprovação foi resultado de uma ampla mobilização social, que começou nas décadas de 1970 e 80, contra o modelo dos manicômios e pela garantia da liberdade como direito e condição terapêutica.
“Foi um processo de 12 anos de tramitação para que a gente pudesse ter o nosso arcabouço jurídico”, ressalta Rosangela Cecim, integrante da Secretaria Executiva da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila).
Desde a década de 80, trabalhadores da saúde, usuários e familiares lutavam por um novo modelo de cuidado em saúde mental — o que se denominou Reforma Psiquiátrica Brasileira. Era preciso construir alternativas reais, mesmo antes do surgimento de uma legislação. “Uma característica da Reforma Psiquiátrica muito importante é que não esperamos, fomos ousados e muito radicais no nosso processo”, recorda.
Em artigo especial para Radis, o pesquisador sênior da Fiocruz, Paulo Amarante, narra um pouco da história da luta antimanicomial no Brasil. Ele lembra que a Reforma Psiquiátrica é muito mais do que a lei e destaca os antecedentes que levaram à criação do Movimento da Luta Antimanicomial.
Leia a matéria completa no site de Radis e na edição 284, de maio, mês da Luta Antimanicomial.
21/05/2026
SAÚDE MENTAL
O que revelam os dados sobre as chamadas comunidades terapêuticas no Brasil?
Leia a reportagem de capa da revista Radis de maio, uma publicação da Fiocruz.
Relatórios de órgãos públicos e mecanismos de fiscalização apontam um cenário marcado por violações de direitos humanos, imposição religiosa, internações prolongadas e práticas de violência física e psicológica.
Os dados reforçam as denúncias do movimento da luta antimanicomial, que classificam essas instituições como “novos manicômios” e defendem o fortalecimento do cuidado em liberdade no SUS.
➡️ Deslize para entender o retrato das comunidades terapêuticas no Brasil.
📷 As fotos desta publicação foram registradas pelo MNPCT em inspeções nas CTs e ilustram a reportagem “Nem comunidades nem terapêuticas”, da edição de maio de Radis Fiocruz.
Leia a matéria completa no site de Radis.