18/12/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
Seguindo com a divulgação de nossos registros, rememoramos a mesa intitulada "A expropriação dos saberes ancestrais na produção do conhecimento acadêmico", em que contamos com as ilustres presenças de Tia Lucinha, escritora, fundadora da ONG CECFA e importante liderança da Cidade de Deus; tia Zilda, escritora, co-fundadora da Escola Quilombista Dandara e organizadora do Sarau da Zilda no Complexo do Alemão e Renato Emerson, geógrafo, professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) e coordenador do NEGRAM (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Geografia, Relações Raciais e Movimentos Sociais).
Ao posicionarmos vozes que reverberam para muito além da academia, a mesa representou um marco que assinala a perspectiva de universidade que lutamos para concretizar: um espaço constituído dos saberes que alimentam nossa existência ante ao projeto de expropriação que se encontra em curso, conformando o modo a partir do qual a branquitude constrói seus discursos e sua ciência.
A UERJ É NEGRA!
Obs: Tem algum registro do III Novembro Preto que gostaria de compartilhar conosco?! Envie uma DM!
MANDUME PRESENTE!
17/12/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
Os registros da nossa intervenção estão no ar!
Nesta primeira publicação, guardamos na memória a potente Oficina de Percussão e Ritmos Afrobrasileiros construída em parceria por Geovana Alves e Bruno Santana!
O III Novembro Preto já é histórico!
A UERJ É NEGRA!
Obs: Tem algum registro do III Novembro Preto que gostaria de compartilhar conosco?! Envie uma DM!
MANDUME PRESENTE!
18/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
MESA DE ENCERRAMENTO – NEGRO CIENTISTA: O NÃO-SER NO ESPAÇO ACADÊMICO
Encerramos a terceira edição do nosso Novembro Preto com um encontro crucial para pensar as violências que atravessam a presença negra na universidade. No dia 19/11, às 18h, no auditório do PPGEO na UERJ/Maracanã, realizaremos a mesa “Negro Cientista: o não-ser no espaço acadêmico”, um espaço de denúncia, afirmação e disputa de narrativa.
Essa discussão nasce de uma urgência: mesmo com políticas de acesso como as cotas, seguimos enfrentando mecanismos institucionais que extraem nossas energias, vozes e corpos — enquanto tentam apagar nossas contribuições, deslegitimar nossas trajetórias e silenciar nossas existências.
Por isso, esta mesa busca ser um gesto político. Um enfrentamento que busca discorrer sobre epistemicídio que estrutura a produção científica brasileira, um chamado para fortalecer os saberes negros que persistem e (re)existem apesar das tentativas de apagamento.
Assim, convidamos para mesa nomes de extrema importância para o debate. São eles:
Denilson Araújo de Oliveira – Geógrafo, Mestre e Doutor pela UFF. Professor Associado do IGEOG/UERJ e docente do PPG em Cultura e Territorialidades (UFF). Fundador e Coordenador do NEGRA – Núcleo de Estudo e Pesquisa em Geografia Regional da África e da Diáspora. Integrante do Instituto Búzios e da campanha dos 21 dias de Ativismo Contra o Racismo. Autor de Geografias Negras do Genocídio Negro Brasileiro (Editora Consequência).
Ivan Pimentel – Geógrafo, licenciado pela Universidade Cândido Mendes e Doutor em Geografia pela UERJ (2016). Mestre em Sociologia e Direito pela UFF e graduado em Geografia pela UFRJ. Atua em Geografia Humana com ênfase em Pensamento Decolonial, Gênero, Raça e Sexualidade. Pesquisa identidade, território e espaço simbólico, com especial atenção aos Zungus a partir de narrativas e trajetórias negras. Professor do IFRJ – São Gonçalo e colaborador do PPGEO/UERJ.
Obs: Todas as atividades do III Novembro Preto contarão com emissão de certificados.
MANDUME (SEMPRE) PRESENTE! ✊🏿🔥
17/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
Em nosso segundo dia de intervenção, o Centro Acadêmico Josué de Castro, o Coletivo Ylê e o Mandume construirão uma oficina com o objetivo de discutir a condição da juventude preta e favelada diante da política de morte conduzida por Cláudio Castro em nosso estado.
Nossos mortos têm nome e endereço: suas vozes ecoarão através de nós!
JUVENTUDE PRETA VIVA!
FORA CASTRO!
Obs: Todas as atividades do III Novembro Preto contarão com emissão de certificados.
15/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
MESA: A EXPROPRIAÇÃO DOS SABERES ANCESTRAIS NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO ACADÊMICO
Nossa primeira mesa, a ser realizada na próxima terça-feira (18/11) no Auditório 71 do Pavilhão Reitor João Lyra Filho, contará com três convidados notáveis. São eles:
Zilda Chaves – "Sou Zilda Chaves, mulher preta, mãe e avó, moradora do Complexo do Alemão, em Ramos RJ. Uma das fundadoras e membro atuante da Escola Dandara. Acredito que a vida só "flui" plena para todos através de uma educação de compromisso dedicação e afeto. Aprendendo dia a dia como viver em um território violentado pelo racismo, que desumaniza nossa existência por sermos uma população majoritariamente Preta (mais de 200 mil habitantes), busco caminhos para amenizar meus sofrimentos e dos meus iguais. A Escola Dandara é nosso Quilombo, um núcleo familiar, levando ao nosso território caminhos através de uma pedagogia de reeducação para libertação dos nossos corpos e nossas mentes. Meu 'viver' é o verbo 'acreditar' acordo todos os dias acreditando no 'nós por nós', e não diferente de qualquer outros seres humanos"
Renato Emerson dos Santos – geógrafo, professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ) e coordenador do NEGRAM – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Geografia, Relações Raciais e Movimentos Sociais. Pesquisador cujo enfoque de estudo têm sido, sobretudo, "Relações Raciais e Geografia, cartografia e lutas sociais, raça e cidade, ações afirmativas no ensino superior", sua contribuição convida à cara e complexa reflexão sobre as expressões espaciais do racismo e do antirracismo.
Ana Lúcia Serafim – conhecida também como Tia Lucinha, é uma mulher negra, casada e mãe de três filhos e uma referência fundamental na história e na luta cotidiana da Cidade de Deus. Escritora sensível e potente, transformou vivências, memórias e afetos em palavras que ecoam as realidades e as resistências do território através do livro "Cidade de Deusas" em parceria com a Geógrafa Priscilla Ferreira.
[continua nos comentários]
15/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
OFICINA DE PERCUSSÃO E RITMOS AFROBRASILEIROS
Na próxima terça-feira (18/11), daremos início à terceira edição do Novembro Preto com uma oficina que promete retomar nossos fundamentos através do ritmo!
Proposta pelos geógrafos e musicistas Geovanna Alves e Bruno Santana, a atividade ocorrerá no hall do 4° andar, a partir das 16h.
NÃO HAVERÁ NECESSIDADE DE INSCRIÇÃO!
Obs: Todas as atividades do III Novembro Preto contarão com emissão de certificados.
VEM PRO NOVEMBRO!
MANDUME PRESENTE!
13/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
PROGRAMAÇÃO NO AR!
Com muito fôlego, estamos cavando nossa trincheira: semana que vem tem Novembro Preto!
No 4° andar, tem preto em luta!
Não perca os próximos posts!
Obs: Todas as atividades contarão com emissão de certificados.
A UERJ É NEGRA!
MANDUME PRESENTE!
06/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
No dia de ontem, contamos com a presença de três estudantes e pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão: Higor Borges, Ellen Ambrosio e Jhonas Silva; em uma atividade que estabeleceu profundas reflexões sobre os processos de luta instituídos nos territórios ancestrais existentes no MATOPIBA.
A discussão demarcou a prévia do III Novembro Preto, intervenção em que trataremos da expropriação epistêmica conduzida pela branquitude nos espaços, sobretudo o acadêmico.
DIVULGAREMOS NOSSA PROGRAMAÇÃO EM BREVE!
Não perca as próximas publicações.
NOVEMBRO É COMEÇO, MEIO E COMEÇO!
MANDUME PRESENTE!
04/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
Para iniciar as atividades da nossa tão aguardada intervenção: o Mandume convida a todes para uma roda de conversa que marcará a prévia do III Novembro Preto nos trazendo contribuições mais que relevantes acerca dos processos em curso na região do MATOPIBA, bem como da pressão e expropriação exercidas por corporações, a partir de práticas extrativistas, sobre povos e comunidades tradicionais.
Conheça nossos convidados:
Jhonas da Silva – graduando pela Universidade Federal do Maranhão, na Licenciatura Interdisciplinar em Estudos Africanos e Afrobrasileiros, e integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa Território e Trabalho - GETTRAB;
Higor Rafael Santos Borges – professor de Geografia, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFMA, membro do Grupo de Estudo e Pesquisa Território e Trabalho - GETTRAB e cineasta e crítico de cinema pela Escola de Cinema do Rio de Janeiro,
Ellen Cristinne da Silva Ambrosio – graduanda pela Universidade Federal do Maranhão, na Licenciatura em Estudos Africanos e Afrobrasileiros, e membro do Grupo de Estudo e Pesquisa Território e Trabalho - GETTRAB.
Não perca esta potente atividade!
Obs: Haverá emissão de certificados.
VEM PRO NOVEMBRO!
JUVENTUDE PRETA VIVA E NA LUTA!
01/11/2025
III NOVEMBRO PRETO – DO EXTRATIVISMO AO EPISTEMICÍDIO
No conjunto das ações que têm dado conta de centralizar nossa presença na universidade e o papel da experiência negra na produção de saberes espaciais que marcam a construção do discurso científico, o Mandume vem a público anunciar a realização da terceira edição do Novembro Preto!
Este ano, questionaremos a vinculação do epistemicídio com as racialidades, quadro em que a brancura pretende nos posicionar na condição de sujeites não cognoscentes, destituídes de qualquer potencialidade intelectual.
Nesse sentido, indagamos: qual o valor do corpo e dos saberes negros para a Geografia? Como percrustar o conhecimento científico de modo a construir justiça cognitiva?
A resposta: EM LUTA!
É necessário nos apoderar da universidade pública como um campo de espacialidades que amplifica o espectro de ações na(s) luta(s) negra(s)!
Em novembro, o 4° andar vai virar trincheira!
MANDUME PRESENTE!
JUVENTUDE PRETA VIVA!
28/10/2025
28/10/2025
Castro ganha seu lugar na história como um dos maiores genocidas que já governaram o estado do Rio de Janeiro.
Mais de 60 mortos, de acordo com o governo assassino, em um massacre cuja quantidade real de vidas ceifadas ainda não se sabe, vidas negras enquadradas sob o signo da suspeita.
O Estado nos mostra, no dia de hoje, como opera a necropolítica: buscando compensar as vidas perdidas com um número tal de armamentos apreendidos. 64 para 75.
As armas valem e pesam mais.
O fim do genocídio do povo preto e favelado exige o fim dos genocidas e do Estado assassino.
NO RIO DE JANEIRO, ESTADO EXTERMINA!
FORA CASTRO!